9 de maio de 2011

Fim de semana morno, apesar da data...

Meu final de semana não foi lá essas coisas. O dia das mães foi tranquilo. Almoçei com a minha, dei um passeio no shopping, comprei o presente dela. Nada demais! Mas, ela gostou e estava feliz então é isso que importa. Na verdade, cada vez acredito mais que a cia das pessoas de quem gostamos nos vale muito mais do que qualquer coisa!

Como foi o 1° dia das mães que passamos sem a minha avó, que sempre organizava almoços, confraternizações e afins, ficamos um pouco tristes, desmotivadas e sem vontade. Mas, decidimos olhar para frente e ver as coisas boas que temos que celebrar, como a nossa união, amizade e cumplicidade. Fora o amor incondicional. E a sorte, minha, de ter um mãe à moda antiga das mães: que se doam, que zelam, que se preocupam, que possuem "aquele" instinto fogo, que brigam quando nos veem fazer algo de errado e ñ importa a idade, que ficam do lado, que são solidárias, que sofrem e riem junto, que torcem, que temem... Mães com cara e jeito de mãe! Não que as de hoje não sejam assim, na verdade, dizem que todas as mãe são iguais. Hoje já penso: quem derá que fosse assim! Pois há cada mãe displicente, desleixada, que não se faz presente, que não ocupa o cargo de mãe e põe a culpa na vida, na "fatalidade" da gravidez para seu despreparo, nas obrigaçõess do dia-a-dia, nas suas vontades pessoais. Minha mãe sempre trabalhou fora, fui criada por vó e nem por conta disso ela deicou de ser menos mãe, de cumprir com suas responsabilidades e compromisso para comigo. E nem deixou que minha vó ocupasse o lugar dela. Muito pelo contrário: a partir disso, cresci tendo bons exemplos de como administrar uma casa, uma carreira, um marido, uma família e a vida social. Tá certo, minha mãe se doou demais para alguns quisitos, coisa que já não sei se faria o mesmo, mas fez da escolha e da vontade dela. E hoje, isso só me gera orgulho, da pessoa, da profissional, da mãe e da amiga que ele é.


Bom, saindo do assunto mãe, caio no trabalho, a segunda coisa que culminou para que meu final de semana fosse quase, um desastre total. meu estágio não foi renovado, a empresa que me deu certeza disso acabou voltando atrás e a história está muito mal contada e para finalizar recusei outra oferta indicada por um professor por optar ficar onde já estava pelas facilidades, entrosamento, identificação e tal e agora eu fiquei sem os dois. Fiquei chateada, mas era o que eu já esperava, visto a demora para me dar uma resposta definitiva sobre o caso. Além de perder a pequena ajuda financeira de que hoje necessito, ainda tenho que ficar longe de pessoas que gosto muito e sem fazer aquilo que realmente eu gosto. Está sendo massante! hoje foi apenas o 1° dia que não fui e senti um vazio tremendo. Tudo que no momento eu não queria e que vai contra meu desejo e meus sonhos de prosperar e crescer na profissão com portas se abrindo e oportunidades aparecendo... Enfim, como Deus nos reserva infinitas surpresas, espero que emu regresso à empresa, seja uma delas.

O fim de semana só não foi pior porque sábado fui a uma apresentação de dança de amigas e aproveitar para matar as saudades de algumas, conversar com outras e isso me fez muito bem. principalmente porque elas ne demosntraram que amigo que é amigo nunca abandona, independente do que aconteça. E que sou muito querida. Fez toda e qualquer diferença para mim pois gosto muito de cada uma e fiquei com medo de que se afastassem de mim por problemas com terceiros. Coisa que já está mais que provada, que não vai acontecer! E, tive a oportunidade de dar umas piruetas, fazer uns passinhos de dança tb, meio de supetão, já que chemaram na hora. Mas foi muito bom!!!! Ah, quantas saudades dos palcos e dos sonhos e almejos da época...


E enfim... hoje, nada fiz! Marasmo total... o tédio tomava conta de mim. Eu que estava acostumada à correria desde a hora que acordava até a hora que ia dormir, ficar prostada na frente da tv não é nada convidativo. Para passar o tempo fui para cozinha fazer algumas receitinhas, testar né? rs. Porque não são garantias de que fiquem boas... E espero que meus dias daqui para frente não se resumam a isso. Achar atividades para tapar buracos e ocupar o ócio!



Bom, ao menos agora não terei mais a desculpa da falta de tempo para não arrumar meu armário que está caótico! rsrsrs... terei que pensar em outra coisa!

beijuuuuuuuuuuu

6 de maio de 2011

Prefiro acreditar nos animais...

Quanto mais decepções tenho na vida, mais me apego a uma célebre frase que não sei a quem atribuir, mas que começa a fazer todo e qualquer sentido num mundo ilusório, individualista, que só e explora e usa as pessoas ao seu bel prazer, comodidade e necessidade.

"QUANTO MAIS CONHEÇO OS HOMENS, MAIS GOSTOS DOS MEUS CACHORROS..."

Pôxa, vc se doa, dá o melhor de si, é competente, prestativa, está sempre prsente, se mostra interessada e disposta sempre e o que recebe em troca? Tapinha nas costas e parabéns pelo seu belo trabalho?

Isso só deveria bastar, mas a gente quer melhores reconhecimentos e recompensas, já que fomos tão bons assim...

Devia estar acostumada a isso, o mundo é assim, político, diplomático e interesseiro. Mas, não, me forço a ver sempre o lado bom das coisas e das pessoas e me enganar querendo acreditar na postividade das coisas quando td indica que a resposta é um NÃO bem grande!

Mais uma lição para eu anotar no meu caderninho e tentar aprender com ela. Pelo menos, posso voltar para casa e lá encontrar meus cachorrinhos, que estão sempre prontos a me retribuir, mesmo que nem ganhem nada em troca. Amizade e carinho desinteressado, descompromissado e sincera, leal! E hoje, é isso que me conforta...



4 de maio de 2011

"- pára, que eu quero descer!"



É cada coisa que a gente passa... Depois de um dia cansativo de estudos e trab. ainda tenho que ter bom humor e disposição na vollta para casa. Não é que eu seja encrenqueira, mas quero ser tratada com respeito. Está cada vez mais difícil depender de transporte do tipo ônibus. Pois os motoristas têm uma série de atitudes que sinceramente, faz com que pegar um ônibus, por menor que seja a distância, com ou sem pressa, seja uma aventura de 1ª linha!

Primeiro eles andam iguais a uns loucos ensandecidos. Aceleram, freiam, fazem curvas bruscas e se esquecem que estão carregando passageiros e não saco de batatas. A gente fica sacolejando de um lado para o outro à mercê da direção louca deles e na hora de levantar ou descer nos pontos a atenção tem que ser redobrada. Senão, cai mesmo, ou os apressadinhos andam com o ônibus sem nem se preocupar se vc ainda está descendo. O errado são eles, mas eles ainda te xingam... pode?

Agora, segundo a fiscalização, os motoristas não podem mais parar fora dos pontos. Quer dizer, nunca puderam, mas quebrar regras é uma especialidade de brasileiros e nesse caso, em especial dos motoristas. Parar para alguém entrar fora do ponto não pode. Mas parar fora do ponto ou em qualquer lugar para o passageiro descer, pode? Pois é, não deveria poder. Mas pode! Hoje foi um exemplo disso. Ou o motorista estava cego, coisa que eu constatei que não era ou estava com problemas para se entender com o freio e o acelerador nas horas certas. Coisa que eu tb constatei que não era. Logo, concluí que era má vontade, mesmo! Do ponto em que eu tive que correr quase a distância de 1 quarteirão para pegar o ônibus no meu trabalho, em Manguinhos, até o ponto que desço na esquina da minha rua, na Penha, o infeliz não parou em nenhum ponto direito, sequer. Os passageiros davam sinal - e o sinal estava funcionando - gritavam, pediam e ele nada. Se fazia de surdo e ainda parava nos locais mais improváveis possíveis, induzindo o passageiro a ser imprudente: parando do lado esquerdo da pista ou longe da calçada, andavam enquanto os passageiros ainda estavam descendo ou paravam nos cruzamentos, esquinas ou com a porta nos postes de luz. Tá de brincadeira, né?

Já estava revoltada desde quando peguei o ônibus, pois ele não está ali fazendo favor à ninguém. Se está insatisfeito com a profissão, muda. Eu paguei a passagem e quero ter respeito e bom tratamento. Além do mais, na hora do rush, de que adianta a pressa em ñ parar nos pontos para as pessoas subirem ou descerem se ele vai ficar retido nos engarrafamentos mesmo?

Ah, tem horas que a gente cansa apenas de reclamar ou de achar que não adianta de nada não reclamar!Fica aquele bolo na garganta e azeda o restante da sua noite. Nada disso, hj não. Quando dei sinal para descer e ele parou quase no ponto seguinte eu voltei e sentei no banco. Ele, com cara de interrogação, me perguntou: ué, não vai descer? Eu respondi: Ia, no ponto lá atrás, não nesse. Ele, resmungou algo com a trocadora que tb estava conivente com as grosserias e barbaridades dele, pois estava calada, e seguiu seu caminho. Fiz questão de descer no ponto final e fiz uma reclamção formal, por escrito contra o motorista. Relatei as atitudes dele o trajeto todo desde que peguei o ônibus até descer ali e vomitei minha indignação. Por fim, eu perguntei: mas olha só, eu não vim até aqui para essa reclamação ir parar dentro da gaveta não, né? Pq se é um médico, um advogado, um engenheiro ou até mesmo um bancário e lesa alguém ele vai ser cobrado por isso. E o motorista pode fazer o que bem entender, colocando a vida das pessoa em risco pela sua imprudência e fica td bem? E ainda falei td isso com o desgraçado, cretino, filho de uma égua bem ao meu lado, com a cara mais lavado do mundo tipo: estou certo de que nada vai acontecer comigo. Antes de finalizar comigo, o despachante mandou que a dupla - trocadora e motorista - seguissem para mais uma viagem e eu pensando: coitados dos próximos passageiros!

Ainda, na minha reclamação, perguntei ao trocador se era necessário ter que adivinhar em qual ponto o motorista está a fim de parar ou ele era obrigado a parar no ponto onde tem a placa com o n° do ônibus. Óbvio, ele me respondeu que a segunda alternativa. Mas relatei que naquele lugar, na Av. Brasil, as pessoas tem que se manter no meio entre a pista e a baia de ônibus para adivinhar aonde eles vão parar, dar tempo de correr, qdo dá e conseguir entrar no ônibus, antes que o motorista acelere e deixe vc na mão, ou vire a cara e finja que ñ está te vendo. Aproveitando que estava ali, resolvi fazer uma boa ação em prol de meus sobrinhos que estudam em rede pública e reclamam demais dos motoristas que não param para eles por causa da grande quantidade de alunos nos pontos e tb porque demoram a passar tds pela roleta por causa do Rio Card. Perguntei: Não é lei? Não é obrigação? Então as empresas de ônibus insatisfeitas que se juntem e mandem um ofício à Prefeitura reclamando da obrigatoriedade. Solicitem que ela crie ônibus especial apenas para os estudantes e, nessa hora, inclui os idosos como minha segunda boa ação. Pois quando os motoristas veem idosos nos pontos, não param, de propósito! O fiscal adicionou mais estas reclamações às outras minhas. Sem nada mais a dizer, fui embora para casa!

Não sou ingênua. Sei que é muito mais prático não fazer nada do que tomar alguma atitude em relação a isso e que na verdade, necessitaria de um controle mais rígido, coisa que não tem. Além, de uma mudança geral.  Pois normas sempre são quebradas e td é flexível, como costumam dizem. Mas pelo menos, não fui para casa de mau humor, descontar em quem não tem nada a ver com isso. Ou, estraguei o restante da minha noite, azeda com a atitude de alguém e por eu não ter feito nada. Fui na pessoa certa e no lugar certo. Me senti bem melhor. Mesmo sabendo que amanhã, pegarei outro ônibus ou o mesmo e, muito provavelmente, as coisas serão as mesmas. Mas, saberei que a minha parte eu fiz, levei o problema adiante para alguém resolver, mesmo que ilusoriamente, rs.

2 de maio de 2011

Jornalismo x Sensacionalismo

Sou jornalista, com muita honra! De formação - é bem verdade - não por atuação. Mas, não me orgulho nem um pouco sobre o tipo de exploração midiática que a imprensa vem fazendo sobre alguns assuntos. A desculpa é para saciar a necessidade e a vontade de informação dos leitores/consumidores que a partir do nosso mundo tecnológico e multimídia, querem se manter atualizados 24horas por dia. Mas, ter assunto não é sinônimo de esticar o mesmo até ninguém aguentar mais. Acaba que o efeito é o contrário: em vez de prender os leitores, o excesso de matérias sobre o mesmo assunto acaba afastando-os. Pois eles ficam saturados de respirar os mesmos acontecimentos.

por exemplo, achei demasiada a cobertura do casamento real. Tudo bem, muita gente estava curiosa para saber da história dos dois e, diga-se de passagem, mesmo quem não é assíduo de atualizações sociais, gosta de ficar sabendo o que rolou na cerimônia e que não é qualquer cerimônia. Mas daí a todos os veículos de informação - rádio, TV, jornal e internet - noticiarem nos mínimos detalhes durante 1 semana, é dose! Até o recheio do bolo eu fiquei sabendo de que era. E caso eu tivesse perdido essa informação na hora do almoço, ela passaria, novamente à tardinha e depois à noite. No mesmo canal ou em canal diferente!

A mesma coisa acontece também com catástrofes e acontecimentos hediondos. Tiroteio na escola em Realengo. Relatar os acontecimentos é bom. Noticiar o desenrolar da história e o seu final é fundamental, pois muitas vezes a mídia dá uma notícia, fala nela a semana toda, mas o que acontece no final não é dito. Dar algumas informações extras relevantes informa e mata a curiosidade alheia, mas a super exposição das pessoas envolvidas já estava me dando nos nervos! Não se tem mais respeito com a dor da perda e o trauma das pessoas, não? Tá certo, a população, quer saber, mas auto lá: tudo tem limites! Tudo que tinha para ser mostrado e noticiado, passou nos 3 primeiros dias. Depois foi exagero. E os inúmeros repórteres diziam em suas matérias: como as pessoas conseguirão voltar às suas vidas? Como????? Pergunto eu. Com todo santo dia uma matéria na capa do jornal dando bom dia, ligando a tv ou o rádio e só ouvindo ou vendo falar sobre o assunto e ter a porta da sua casa lotada de repórteres sedentos por mais um pronunciamento de tudo que já foi dito, anteriormente. Como?

Outros casos ao longo dos anos e da história do jornalismo foram explorados até com boa intenção ou levianamente. E o fato é que ao mesmo tempo que a população acha fundamental saber de algo, ela também concorda que a demasiada informação sobre algo sufoca. Visita de Obama ao Rio, e o carioca não tinha mais o que saber do que acontecia na cidade do que todo o planejamento passo a passo da vinda do presidente americano em solo brasileiro. Exceto as mudanças de trânsito, isso sim, era fundamental!

Os meios do comunicação acabaram por se tornar prestadores de serviços, de denúncias e de expressão de uma cultura ou grupo. Apoio e incentivo. Muitas vezes, a presença dos repórteres se fez necessária para que alguma providência fosse tomada ou para que a história fosse mudada. Só que, por conta disso, os veículos de comunicação e as grandes empresas da mídia brasileira não podem se achar detentoras do poder absoluto e fazerem ou usarem o jornalismo a seu favor e do modo que bem entenderem. Jornalismo tem que ser pensado, principalmente, para quem está sendo feito e sob que circunstâncias. Porque influência, porque doutrina, porque generaliza, porque massifica!

Foi essencial a cobertura em grandes desatares e em outras partes do mundo. Serviu como portal de recados e de intermediações. Na tragédia da Região Serrana, No Morro do Bumba, no terremoto no Japão que gerou problemas nucleares, no 11 de setembro, nas guerras, nos incêndios, nos desastres aéreos, na história e na política de nosso país. Partes da história que só foi possível contar e permitida que fizesse parte de nossa vida por causa da mídia. Reconheço seus méritos e faço questão de ressaltar. Em momentos importantes, tristes ou felizes, coletivos ou individuais, a imprensa se fez presente e fez diferença. Ela é essencial para a nossa vida. Mas, dependendo do cunho jornalístico que ela resolver ter.

Vejamos se a ênfase da nota da semana - a morte de Osama Bin Laden - vai ser dada na morte de um assassino que causou mortes injustificásseis com seus propósitos deturpados sobre religião. Ou se na felicidade, alívio e liberdade dos parentes, amigos ou apenas moradores americanos de terem feito justiça e vingado a morte dos seus. Além de poderem viver sem o medo de atentados assombrando seus dias.Ter conseguido dar um ponto final em uma história trágica onde muitas similares ficam apenas nas reticências, sem explicações. Gostaria que fosse na segunda hipótese a ênfase, mas estou quase certa de que vai ser na primeira, E aí, vão ser suitadas - termo jornalístico para dizer que um assunto já noticiado vai ser "esquentado" e enxertado com novas informações - todas as matérias já dadas ao longo desses 10 anos. Uma retrospectiva, além da que é feita nos finais de ano, em algumas emissoras de TV.

Tantos bons repórteres, tantos jornalistas criativos, tantos prêmios na estante para que a inovação, a diferença e a necessidade real não sejam incentivadas. Faz-se sempre o mesmo! Quero acreditar que a minha classe é capaz de mais. Quero acreditar que a minha classe tenha vontade de ter um bom reconhecimento de seu trabalho. Quero acreditar que a minha classe ainda acredita nos propósitos que os fizeram se sentar durante quatro anos em uma sala de aula que nos ensina que vale a pena acreditar nos seus sonhos e investir neles e que seremos a diferença ou a única coisa que vai restar para alguém: esperança! ... Quero acreditar! Mas, nos moldes do jornalismo de vendas, de ações, de anunciantes onde o seguimento de marketing tem mais poder de decisão nas matérias que entram ou não do que os próprios redatores e enquanto os acionistas e sócios ditarem a pauta do dia, da semana, do mês, onde as matérias serão compradas ou realizadas através de permuta onde o mínimo que se ganha pode ser lucro... não quero mais fazer parte disso... tô fora!

Mídia manipuladora ou manipulada? Tanto trabalho para se livrar do rótulo de imprensa marrom, para agora cair nas graças de ser chamada de sensacionalista. Imprensa burra, isso sim!!!

1 de maio de 2011

Na simplicidade da vida...


Corremos tanto todos dias, que muitas vezes, almejamos coisas impossíveis ou demasiadas para compensar o nosso cansaço, onde geralmente a mente está pifando mais rápido do que o corpo. Lemos, ouvimos e sabemos que temos que reservar um tempo para nós, para cuidarmos da nossa saúde e da nossa alma. Mas, somos empurrados pelas obrigações financeiras e emocionais e o nosso "eu" cada vez passa mais despercebido. Algumas horas, o corpo, a mente e o emocional dão sinais de que precisam de tempo: stress, irritação, falta de paciência, de concentração, sonolência, desânimo, falta de vontade e constantes males de saúde como dor de cabeça, muscular, e estômago são indícios de STOP, bem grande, em vermelho e pisca pisca. Aí, começamos a planejar coisas mirabolantes e esquecemos do que está ao nosso alcance. Um passeio no parque, um piquenique à luz do dia, uma brincadeira com amigos, almoçar ou jantar fora num lugar diferente, ver um monte de filmes que você gosta largada na cama, dançar ao som das melhores músicas bem alto, apenas aquecer os pés em excelente companhia e ler um bom livro. Um cafuné, algumas risadas e a não preocupação com a agenda, os outros, o trabalho, o mundo, farão com que a gente se sinta muito mais leve. Só que a gente tende a se desfazer do que é pouco! A nossa cultura está sendo doutrinada a nos fazer acreditar que só as viagens mais caras, os encontros em lugares luxuosos e as atividades de lazer "da hora" são os melhores. Me diga: se você passar alguns poucos porém bons minutos ao lado de quem se gosta, fazendo o que tem vontade, vai te deixar menos feliz? Acredito que não! Minha agitação, cobrança e tensão são tantas que eu ficaria mais leve se em algumas horas do dia pudesse me sentar na praia, enfiar bem fundo meus pés na areia, apoiar minha cabeça nos ombros, sentir o vento fresco no rosto, ouvir as ondas batendo na areia e apenas olhar... Para alguns: programa de índio, nada demais, chato! Para outros, equivale a um dia no Caribe! Enfim, a sua satisfação com relação à diversão que escolhe para você e sua vida estão ligadas ao ponto de vista que você tem das coisas. Se você se contenta com o simples ou se precisa sempre de algo grandioso para te satisfazer. Não me entendam mal. Não tô dizendo que sou contra programas mirabolantes, caros e inovadores. Até gosto de fazer muita coisa assim, na medida de meu possível. Tô só atentando para o fato de que às vezes, as pessoas se fixam em algo e se esquecem de outras tantas coisas que são de fácil acesso. Há algum tempo, eu nem me daria o trabalho de ter que pensar e aprender a achar meios de me divertir ou de relaxar com o que tinha a minha volta. Mas, como o orçamento encurtou, comecei a ver as alternativas possíveis a minha mão e que muitas vezes, nem percebia, nem cogitava! E é engraçado, porque quando a gente descobre que pode fazer um monte de coisas legais que independem de $$$, de outras pessoas, a gente se sente tão bem!!! Não sei se com todos, mas comigo é. Enfim... o que eu desejo para todos é um final de semana - que já está no fim - maravilhoso e prazeroso independente do tipo de programa que escolherem ter.

Beijosssssssssssssssssssss

28 de abril de 2011

28 de abril: dia da sogra!



"Muitos vão te amar pelo simples fato de você ser o que é; outras pessoas vão te odiar pelo mesmo motivo, acostume-se...". Esta frase de autor desconhecido, bem poderia se encaixar perfeitamente para as sogras, no dia de hoje. Amadas por alguns e odiadas por outros, ao longo dos anos as sogras são temas de piadas e frases infames. Certamente, muito genro ou nora tem toda razão para pensar tal coisa. Quando as mãe se sentem ameaçadas com a presença de um(a) estranho(a) no vida do filho(a), viram bicho, literalmente. E para isso, não medem esforços para infernizar a vida de quem se atreveu a se aproximar do seu "bebê" e muitas vezes, até cria ciladas para acabar com o relacionamento da sua cria. Quem nunca viu o filme "A Sogra" com a Jenniffer Lopez, deveria ver. Ele conta a história de uma mãe superprotetora temendo perder a atenção e o poder sobre o filho com a chegada da namorada e com a aproximação do casamento deles. A tal sogra surta e faz coisas que nós, na vida real, julgamos exagero. Por outro lado, quem não gostaria de ter uma sogra como a Nenê, de A Grande Família? Tá certo que ela é meio exagerada na maioria das vezes e se intromete mais do que deveria na vida dos filhos.Tudo, como ela mesma diz, em prol da família! Mas ela é cuidadosa, compreensiva, carinhosa e atenciosa com o genro e a nora, mesmo eles aprontando o diabo. Aí, até que vale a pena, não é não?! rs.

Ficção à parte, o medo do abandono e da perda de atenção e de espaço na vida dos filhos é o maior conflito, dito pelas sogras. Que em sua defesa, saem dizendo que genros e noras também não têm a mínima vontade e paciência para entendê-las. O fato é que, independente de serem bons ou ruins, sogras, noras e genros têm que respeitar seu espaço e não ultrapassar os limites de cada um. Se for assim, acredito que a convivência será pacífica. Pelo menos, é o que quero acreditar! E acima de tudo entender que cada família tem sua criação, seus costumes, hábitos e valores diferentes. Não adianta querer mudar em 1 ano o que sempre foi a mais de 30. Ou impor a sua vontade! Tem que ser com calma, com concessões, com conversa. E, principalmente, deixar bem explícito o que você não gosta ou te desagrada, para que não venha gerar um problema ainda maior, no futuro. É um assunto complicado mesmo porque envolve vários sentimentos. E não tem uma receita para fazer dar certo. A convivência já é difícil com quem você mora e conhece desde que nasceu, que você ama de paixão, imagina com quem está chegando agora e que já deu indícios no olhar torto de que não vai facilitar as coisas para você. É pisar em ovos mesmo, até as coisas ficarem estabelecidas.

Eu mesma, no início do meu namoro com meu marido, meu relacionamento com minha sogra era muito bom. Quando anunciamos que iríamos morar juntos pronto, a convivência legal foi por água a baixo. Tudo em função do que acabei de citar acima. Ela julgava que o filho nunca sairia de casa, e quando viu que isso estava prestes a acontecer ficou com medo de perder lugar e espaço na vida dele. De não ser a pessoa mais importante. Bobagem... porque cargo de mãe e pai, ninguém ocupa. Ela só se convenceu disso, depois de bater de frente muitas vezes comigo e eu fazendo questão de mostrar ou que não ligava para o que ela fazia ou iria situá-la e colocá-la no lugar dela. Depois de alguns embates rs, amenizou a luta por parte dela e eu fui cedendo também. Aos poucos, voltamos a boa convivência e ela entendeu que a minha intenção nunca foi roubar lugar de ninguém. Muito pelo contrário: é unir todo mundo. Aí, ela se tornou uma excelente amiga, presente em todos os momentos e uma pessoa de muito bom senso, pois só se mete em algo quando é solicitada e, que de quebra, acaba fazendo tudo para me agradar e me ajuda em muita coisa, quando eu preciso.

E, apesar da fama da sogra ser gente ruim e ter mil xingamentos prontos para ela, acredito que muita nora e genro devem agradecer pela presença da sogra, que muitas vezes, realmente, e sem puxar saco, nos parece uma segunda mãe. E, na verdade, é! De acordo com a língua inglesa, a sogra é chamada de mother in-law (mãe pela lei). É uma mão na roda para cuidar dos filhos quando os pais querem sair ou ter momentos à dois. E, bem ou mal, mesmo sabendo que a gente vai fazer a coisa toda do nosso jeito, não custa nada dar ouvidos a quem tem mais experiência. Vai que ela tem alguma coisa boa a dizer e vai acrescentar positivamente. Não podemos ser também são intransigentes e preconceituosos pelo que sociedade impõe.

Enfim, se as piadas, as brincadeiras e até as ofensas são ditas o ano todo, imagina em uma dia como hoje? As rádios, por exemplo colocavam ouvintes no ar o tempo todo para este elogiar ou malhar a sogra. Pelo visto, a audiência bateu pico. Pois aquele fulano(a) pode não ter coragem de falar da sua, mas que gosta de ouvir, ah, isso gosta!!! Eu dei os parabéns para a minha sogra, principalmente por ela me aturar rs, pois sei que não sou uma pessoa fácil e à nós duas por termos conseguido chegar em um entendimento bom para nós duas. Numa zona de conforto.

Enfim... um excelente dia da sogra para quem é sogra. Para as noras, tenham mais paciência que o normal rs... uma hora as coisas se ajeitam. E para os genros, saibam conquistar a sogra, elas passam a gostar de vcs como um filho num piscar de olhos.



27 de abril de 2011

Sou do contra, e daí???

Parece que essa semana só está me vindo à mente coisas de que não gosto. Não é perseguição à ninguém! Apenas estou expondo alguns pontos de vista que eu sei que muita gente tem, porém poucos tem coragem de falar.

Todo mundo conhece ou convive com alguém que é do contra! Não, não é aquela pessoa que vez ou outra tem uma opinião contrária a sua ou à coletividade. Ela não concorda, não gosta, não quer e não, não, não, simplesmente pelo fato de discordar. Na maioria das vezes, não há uma justificativa plausível ou embasada em algo que faça valer a pena o não. A criatura discorda pelo simples fato de contrariar a maioria ou alguém, de propósito.

Em alguns momentos, dependendo da situação, somos inclinados a ter uma opinião contrária a todos que nos cercam. E não há nada de errado nisso! Podemos, através de experiências, ponto de vista, e causa própria discordar de algo. Mas todo ser sensato, sabe que também, assim como temos o direito de discordar também temos que estar abertos à mudanças de opinião. Escutar o outro lado da história, os porquês de alguém, as justificativas. E se essas convencerem, a pessoa até muda de opinião e passa a dizer sim. Pois só através do convencimento é que passamos a aceitar certas coisas, do contrário não arredamos o pé do famosos e tão dito "não".

Mas existem aquelas pessoas "cricris" que fazem questão de ser "pela sacos" e dizer não à torto e à direito, sem necessidade. Na minha turma do curso, existe um rapaz que é exatamente assim. Bom, na minha opinião, não há nada demais você ser questionador. O problema está em ser  irreversível, intransigente. Você apenas questionar, expor sua opinião e mostrar o porque não aprova ou concorda com determinada coisa é aceitável. Vivemos numa democracia e que temos que respeitar as diferenças. Mas o "talzinho" é sempre a ovelha negra da turma, e sem causa. Se a turma decide algo, ele não aceita. Se o trabalho é em grupo, ele quer individual; se a turma concorda que o professor mate aula ele faz questão de ter; se a turma vai a uma vistita técnica ele diz que não vai; se a gente comenta que tal professor agradou ou não ele espera o consenso para dar a opinião contrária dele. Gente, isso não parece pirraça? Ele mais quer é infernizar a vida alheia do que realmente manter firme suas opiniões e convicções.

Como dizia uma antiga professora de português minha no colegial: "não adianta você ser rebelde sem causa!" O que ela quis dizer com isso? Sair por aí fazendo barulho, reclamando, sem ter razão ou por um bom motivo, consistente. E me parece ser exatamente o que este infeliz faz. Ser do contra sem causa!

Confesso que quando estou de mau-humor adoro ser do contra. Faço com prazer! Para provocar as pessoas que estão a minha volta. Ou, para ver se elas me deixam em paz, já que não quero assunto e a única maneira disso acontecer é cortar o assunto. Mas, geralmente, quando estou de bem com a vida rs, não ago assim. Sou, na maioria das vezes, uma pessoa de opinião e temperamento forte. Mas uso do jeitinho e do bom senso para expor isso. A não ser que não tenha jeito, aí, falo mesmo, para quem quiser ouvir e doa a quem doer. Mas, em sã consciência, falando de mim, de nada adiantam essas atitudes, eu sei! Mas, faço mesmo assim, sou teimosa!

Mas, voltando ao assunto, minha tia sempre foi e é uma pessoa do contra. Quando todos em casa decidem sair para se divertir, a desculpa dela é que ela não vai porque não gosta do programa - que antes gostava. Se vamos a um restaurante, ela quer ficar em casa e ver filmes na TV. Se programamos ficar em casa ela diz que quer sair e vai fazer alguma coisa, de preferência que ontem ela disse que não gostava mais. Se vamos ver meu irmão tocar, ela diz que não gosta da música - que ontem ela gostava - se a gente resolve dar uma roupa ou um acessório de presente para ela, ela diz que não usa mais. E quando a gente começa a se acostumar com "as novas" determinações dela, ela volta a ser o que era antigamente. Me diz: não dá raiva de um ser desses? Pô, você não gostar de alguma coisa ou de algo é normal, mas não gostar de todas as opções que te são dadas? Impossível!

Outro dia, vi na rua uma mãe e seu filho e vi na hora, pela cara dele, que vai ser um futuro, do contra encrenqueiro. A mãe se esforçava para levá-lo para o parquinho e brincar e ele só queria ficar sentado no banquinho. Quando a mãe se encheu, ele resolveu levantar e ir para o parquinho. Minutos depois, ela foi dar uma garrafinha com água ou suco para ele, que ele recusava, veementemente. Quando ela resolveu dar um gole no que estava dentro da garrafa, ele fez um escândalo porque naquela hora, ele resolveu que queria. Depois a mãe pediu para ele tirar o casaco, já que ele estava correndo e suando e não estava nem ventando. Ele disse umas 10 vezes que não. Quando a mãe, já de saco cheio - ainda bem, porque estava achando que ela era uma santa rs - disse com raiva em voz alta: "- então, fica com ele, seu chato", ele resolveu tirar o casaco e ainda jogou em cima dela. Ahhhhhhhh, se fosse comigo... Nem era nada meu, mas minha mão coçou. Além de ser do contra, era mau educado. E só deveria ter uns 5 ou 6 anos. Imagina adolescente, como vai ser insuportável???

Ninguém aguenta alguém que é contra Deus, o mundo, os homens, os animais, o tempo, a vida, a música, a comida, a viagem, o jogo, as roupas, as risadas, o ir e vir sem mais nem menos. Tem que ter algum motivo. Ah, não tenho paciência para isso, definitivamente! E menos paciência ainda com as pessoas que servem de plateia e ficam alimentando as vontades e não vontades dessas pessoas do contra: sim, não; não quero, agora quero, não, não quero mais... Ai, dai-me paciência! E o pior é que essas pessoas geralmente começam um tumulto, tamanha confusão que elas fazem. Sem contar que conseguem sugestionar alguns influenciáveis a compartilhar da mesma opinião do que eles. Não vejo a menor vantagem em ser ou agir assim. Só vejo que isso não vai levar ninguém a lugar algum. E a pessoa só vai ser conhecida por ser "problemática", na melhor das hipóteses. Na pior, vai ser tachada como chata, mesmo. Aquela pessoa que ninguém vai querer conversar nunca porque sabe que vai se aborrecer. Francamente... abaixo as pessoas do contra.

Ah, e só para lembrar: eu não sou contra quem é diferente e tem opiniões contrárias aos outros. Sou a favor da liberdade de pensamento e de expressão. E respeito muito a diferença. Não gosto apenas, das pessoas que, sem motivo ou razão alguma saem por aí dizendo "nãos" a torto e à direito, só para "causar", de acordo com a gíria. Tem horas, que se a gente não tem nada de bom para dizer, é melhor ficar calado. Porque o silêncio é a palavra mais sábia!


25 de abril de 2011

Fanatismo = a sem noção

Detesto gente fanática, seja lá por que for! Acho que tudo que é demasiado é ruim. Existe limite para tudo, até mesmo para o gostar de algo ou alguém. O pior é quando o tal fanatismo vem aliado a atitudes sem noção. Quando a pessoa acha que vc tem que compartilhar dos mesmos gostos ou pensamentos dela. Não entende que às vezes, "cada um no seu quadrado" é a melhor coisa. Vou dar um exemplo rápido para explicar melhor o que digo: ia de trem para o meu antigo trabalho, já que era o transporte mais em conta, visto o horário e os engarrafamentos. Eu, sortuda a beça, pra não dier o contrário, pegava sempre o vagão dos religiosos (não vou explicitar aqui qual é a religião, pois posso falar besteira e isso nem vem ao caso tanto assim). O (a) fulano (a) vinha orando, pregando, contando suas experiências divinas e etc o caminho todo. E aos berros! Com td o respeito às religiões e crenças, eu não sou obrigada a ficar compartilhando disso. 1° lugar de oração em conjunto é na igreja, na minha opinião. Salvo em um momento extra, como numa oração especial por algum motivo. 2° não é porque a pessoa teve tal experiência, aconteceu isso e aquilo outro que comigo será a mesma coisa. Cada um é cada um! 3° nem tudo que acontece na sua vida de bom ou de ruim, pode-se atribuir a Deus. Coitado de Deus! Ele pode ser responsável por muita coisa e ser denominado o realizador de inúmeros milagres. Mas a escolha é pessoal e de cada um. Ele não obriga ninguém a seguir por este ou aquele caminho e fazer as coisas certas ou erradas. Mas o nome dele é mais pronunciado que palavrão em jogo de futebol. Isso me incomoda, profundamente! Tudo a pessoa colocar Deus e os demais santos no meio... falta do que fazer. E, finalmente, 4° ficam tentando converter a todos a aceitarem a religião deles, mudarem de religião e tal. Coisa que eu considero, sem noção!

Claro que tô aqui falando dos religiosos, mas não são só eles. É que eles acabam sendo bodes expiatórios mesmo, rs. Mas os torcedores, são outro exemplo de fanatismo. Sou torcedora e gosto de futebol, mas tem gente que extrapola. Canta vitória antes da hora, fica falando que seu time é o melhor, canta os hinos da torcida, tem todos os apetrechos de faixas até copos e adesivos, qualquer conversa já mete o comentário do último jogo no meio ou o jogo é desculpa para puxar conversa e geralmente, não aceitam ser contrariados. Um saco completo! E os demais torcedores de outras modalidades tb não foram excluídos não. Há aqueles que acordam de madruga para ver o treino da fórmula 1 ou as lutas de boxes. Há quem nem saia de casa diante de um torneio ou campeonato qualquer. E ainda cisma de dizer que é superstição!

Tem os funkeiros, pagodeiros, roqueiros e outros 'eiros" da vida que acham que os locais públicos são domínios particulares e que só existem eles no planeta. Aí então, a tal da sem noção ataca de vez! A onda do momento: ouvir música no celular. No último volume. Sem fones de ouvido! Dentro de locais fechados ou ao redor das pessoas que não compartilham nem um pouquinho do gosto musical deles, ou se caso gostar, pode não estar a fim de escutar naquela hora. Inconveniência pura. 10 doses de sem noção. Imagina vc com aquela dor de cotovelo e o fulaninho do lado ouvindo aqueles pagodinho mela cuecas duas horas no engarrafamento? Ou vc está com uma baita dor de cabeça e a peste no último banco do ônibus está com um pancadão chato e irritante nas alturas? Tenha dó!

Pior: tem a classe dos nextels. Gente, que raiva me dá ouvir aquele barulhinho de rádio. Em qualquer lugar a pessoa que tem um rádio não para de 'chamar' os demais. E a conversa é participada a tds que estão no ambiente. Além de sem noção é falta de educação! E as conversas são as mais toscas possíveis. Desde futilidades e inutilidades até particularidades e lavagem de roupa suja. Caramba, pq não disca para a pessoa e conversa com ela, civilizadamente, como eu ser normal? Mas não, tem que ficar "bipando' a pessoa de 5 em 5 minutos. E o pior é quando a pessoa não responde ao alerta. Aí que a pessoa, inconformada com o silêncio, proposital ou não, chama mais ainda. E o sem noção total, muitas vezes faz isso em locais que existem avisos dizendo que é proibido usar celular.

E o leitor do metrô?? A criatura abre o livro, se planta num lugar "x" e de lá não sai. É levado pela multidão nas paradas. A criatura não abaixa o livro e olha para as pessoas nem a porrada. E quando faz ainda é com cra de raiva ou desprezo! Lendo ela está, lendo ela continua, mesmo que o livro esteja incomodando a cabeça, a cara, as costas ou sei lá mais o que das pessoas em volta. Amo ler. Admito que leio no trânsito. Mas não sou débil de abrir um livro no corredor de um ônibus, lotadão e atravancar a descida ou a subida das pessoas. Pera lá, né?

Donos de animais também são horríveis para boa convivência. Amo animais. Tenho 4 cachorros e 1 gata. Na minha casa, eu mimo, faço gracinhas, até exagero como se eles fossem gente e da família. Mas isso é coisa minha e eu não obrigo ninguém a compartilhar desse pensamento ou desse gosto junto comigo. Mas há quem não concorde. Se o animal é o bebê de casa, ele vai ser o tal em tds os lugares. E querem entrar com animais nos ônibus, nos shoppings, nos restaurantes, mercados, clínicas. Pô, tudo tem limites, né? Tem lugar que não combina com animal. Por mais limpo e cuidado que ele seja, até adestrado ou muito bem educado, existem pessoas que não gostam de animais, que não entendem o gostar(exagero) de algumas pessoas por eles e temos que respeitar isso. Não é mau trato com a bicho a pessoa tratá-lo como animal, desde que não judie dele. Mas, vai falar isso para as senhorias de plantão que passeiam com seu poodles, yorks, pinchers e afins por aí. Vai ser excomungado! rs...

Tem os fanáticos por computadores, games e tecnologia. Estão "on" o dia todo, respiram informação 24h por dia. E estão sempre à procura do modelo mais atual, do mais evoluído, do melhor, da última geração que nem nasceu ainda... Enfim... uma necessidade que nunca será saciada. E que o consumidor nunca vai estar satisfeito!

Por que as pessoas são tão sem noção?????? Invadem o espaço do outro sem a mínima cerimônia. E o pior: quando o espaço deles é invadido, ainda se sentem ofendidos... É o fim!!!!!!!!

E estes são só alguns dos exemplos que eu presencio diariamente. Obviamente, existem muitos outros por aí. Que agora, me fogem da memória. E, na maioria dos casos, as pessoas se sentem incomodadas, mas não falam nada. Se calam. E, como já dizia o ditado: quem cala, consente - ferrou! O indivíduo vai continuar fazendo e cada vez vai ser pior.

Na boa, eu gosto muito de muita coisa: dança, vôlei, ir à praia, dormir, papear com amigos, namorar, ver filmes, ouvir música, meus bichinhos de estimação, escrever... mas nem por isso sou fanática por essas coisas! Não as faço o dia todo e nem deixo de fazer outras coisas em prol delas. Tem que saber dosar. Há espaço para tudo.


24 de abril de 2011

Páscoa, tempo de paz, amor, bacalhau e muitos chocolates!

Primeiro, gostaria de desejar, apesar do andar na hora, uma Feliz Páscoa à tds. Que esta data não sirva apenas para ganhar e comer muitos chocolates, mas para se estar junto com a família e amigos. Confraternizar e agradecer pela saúde e paz tidas. Almejar ter sempre harmonia, união, prosperidade e fraternidade nos lares e entre os nossos. E principalmente, aproveitar a data não apenas pelas iguarias e guloseimas tradicionais, mas refletir sobre o porque da comemoração, independente de religião. Mesmo àqueles que não fazem parte da religião católica, pensar nos motivos pelos quais vale a pena estar junto.

Segundo, comemorar porque o meu Bonde do Mengão sem freio conseguiu mais uma vitória em um campeonato. E pelo gostinho de poder tripudiar em cima daqueles que agoraram a vitória do Flamengo, além, é claro, dos anti-flamenguistas, rs.

Mas, voltando ao assunto da Páscoa, não por ser Páscoa e uma data religiosa, porque Natal e Corpus Christi tb são, mas em todas as datas que se pode juntar família e amigos, pensar nos propósitos e objetivos de sua vida. Fazer uma avaliação. Costumo dizer que essas datas são excelentes para isso. Pois temos muitas vezes que nos confrontar e estar junto daquilo ou aqueles que não queremos. Boa oportunidade para revermos nossos conceitos e valores tb que estão em eterna transição.

E depois, aí sim, cair dentro do chocolate... mas com moderação. Senão, a barriguinha e a balança vão reclamar depois! Haha...

Beijosssssssss


22 de abril de 2011

Por que não comer carne na sexta-feira?

Essa tradição praticada na Sexta-feira da Paixão me intriga muito... Por que nesses dias, segundo a Igreja, não podemos comer carne de boi, porco e frango mas podemos comer peixe? Eu sigo tal "regra" mais por respeito à minha vó, que era fiel a essas coisas, pq eu não acredito nisso e em muitas outras coisas defendidas pela Igreja Católica. Como o próprio Jesus disse: "Não importa o que entra em sua boca e sim o que sai dela." Agora, alguém pode me explicar essa coisa do peixe ser permitido nesses dias?

Segundo andei lendo, o peixe tem um significado sagrado para os cristãos. Tem inclusive muitas imagens de quadros e esculturas com o animal. O peixe foi um símbolo muito importante na vida dos primeiros cristãos. Surgiu na época da formação das primeiras comunidades cristãs. Quando Jesus já não vivia mais entre os seus discípulos, o Império Romano e outras religiões queriam acabar com o cristianismo. Mas os seguidores de Jesus não cederam às ameaças e continuaram reunindo-se, ensinando e vivendo o que Jesus havia dito. Essas pessoas resistiram à perseguição e criaram um símbolo que identificasse a sua fé: o peixe. Este símbolo foi escolhido porque a palavra PEIXE, em grego, é um acróstico de confissão de fé: “Jesus Cristo, Filho de Deus (é o) Salvador”.

Mas por que se costuma comer peixe na Sexta-feira Santa? É apenas um costume, não é uma ordem de Cristo. O fato de não se comer carne com sangue na Sexta-feira Santa quer demonstrar o respeito ao sangue derramado por Cristo em nosso favor. Aliado a isso está o fato do peixe ter sido o alimento dado pelo próprio Cristo ao povo faminto. A quarta feira de cinzas inicia a quaresma , período que pela Igreja Católica é considerado como de penitência e jejum ( não confundir jejum com abstinência.... ). E a sexta feira da paixão . como o proprio nome diz, é o dia que ocorreu a paixão e morte de cristo. Por isso a Igreja coloca como obrigatório para todos os católicos se abster de carne nesses dias. E a causa dessa abstinência tem relação com a Idade média e moderna, onde a carne era algo mais nobre , e que se comia normalmente em dias mais festivos. Já o peixe era algo mais comum na mesa. E também porque para se matar um peixe não se derrama sangue, já para matar um boi, ou galinha, ou qualquer tipo de caça, você precisa derramar sangue, e nesse dia em respeito ao sangue derramado na paixão, pede que não se derrame sangue.

Agora claro que infelizmente essa abstinência se tornou motivo mais para fazer verdadeiros banquetes de sexta-feira da paixão do que como um dia de luto pela morte de Cristo. O que esta errado de acordo com a doutrina católica, pois das 15 horas da tarde de sexta, até a celebração da Vigília Pascal no fim do sábado, deve ser um dia de silencio , guarda e oração. Eu sou católica, não praticante, mas dou de batismo, então sou meio suspeita para concordar ou discordar de algo, mas acho que ninguém é obrigado a deixar de comer carne. Só deixe se você realmente acredita e vê um motivo para isso. Eu mesma não vejo propósito para muitos costumes e tradições impostas pela igreja católica. Então, eu não as sigo.

Quando pequena acreditava que se não seguisse essa tal regra, alo muito ruin iria acontecer. Pois nada disso me havia sido explicado. Diziam-me apenas que era para se comer peixe, proibido comer carne e pronto. Então, no meu fantástico mundo de Boby infantil, achava que algum tipo de praga ou peste cairia sobre mim e minha família. Anos se passaram e eu sem resposta, acabei acatando a decisão de alguém de comer somente frutos do mar nesse dia e assim segui a minha vida. Mas, este ano a tal pergunta voltou a me incomodar. Pesquisei algumas coisas na internet e achei a resposta, que é mais como uma cultura católica interna de cada um do que uma ordem.

Sendo assim, hj vou pensar seriamente, se comerei somente peixe o dia td! rsrsrs...