Carioca adora puxar papo. Na orla da praia, dentro do ônibus, no bar com amigos, não importa. Assunto não falta e tem para todos os gostos. Fala com quem conhece e com quem nunca viu também. Aqui o que importa é falar! Falar bem, falar mal, do dia-a-dia, pessoal ou global. Com descontração vou passando por aqui, por ali, por mim, por você...
23 de dezembro de 2013
Lembretes:
O fim de ano se aproxima e muitos de nós começa a estabelecer metas e objetivos para o próximo ano, Então, para todos que achara que 2013 não rendeu tanto quanto o esperando e deseja que 2014 seja diferente, algumas dicas para que a gente nunca se esqueça de que, a primeira mudança e os primeiros passos para fazer acontecer, começa por nós!
Beijos!!!
19 de dezembro de 2013
DEZEMBRO E O AMOR
"DEZEMBRO E O AMOR...
Ele teve seu prestígio, mas acabou sendo trocado pela paixão instantânea e pelo sexo ocasional. Estou falando do amor, lembra dele? Pois é, já viveu melhores dias. Nessa era dos entusiasmos superficiais, ficou cafona falar de amor. Casais agora se unem por desejo, oportunidade ou conveniência. Todos querem se apaixonar amanhã e somar mais um nome ao seu currículo de aventuras, mas cultivar um amor para sempre? Cruzes. O amor, para os desencantados do século XXI, deixou de ser fotogênico e inspirador. Já deu os versos que tinha que dar. Quem teria paciência e tempo, hoje, para se dedicar a uma só pessoa? O amor faz sofrer e, além disso, não rende uma boa história para repartir com os amigos, não vira matéria de Segundo Caderno, foi barrado nas redes sociais. O amor segue valorizado, apenas, no cinema e nos livros. A arte ainda investiga esse sentimento que teima em não ser da forma que o idealizamos. O amor quase sempre se apresenta como difícil, seja por diferenças raciais, sociais e de idade, ou porque um dos amantes é casado, ou por ser vivido à distância, ou ainda porque as famílias não aprovam a união, no melhor estilo Capuleto e Montecchio (só que em vez de os pais encrencarem, agora quem encrenca são os filhos do primeiro casamento). Ainda assim, eu arriscaria que nada é mais poderoso do que a gente sente. Nada. Nem mesmo o que a gente pensa. O amor é bem mais exigente do que a paixão efêmera: ele pressupõe a construção de duas vidas a partir de uma simples troca de olhares, que é como tudo geralmente começa. Enquanto a paixão se esgota em si mesma e não está interessada no amanhã, o amor é ambicioso, se pretende eterno, e para pavimentar esta eternidade não mede esforços. É uma loucura disfarçada de sanidade. Não fosse uma loucura, o amor não seria o que é: lírico e profundo, rebelde e transformador. Amar é a transgressão maior. É quando rompemos com a nossa solidão para inaugurar uma vida compartilhada e, portanto, inédita. Só mesmo a loucura inclassificável do amor para fazer as pessoas criarem trigêmeos, trocarem de sobrenome, dividirem o mesmo banheiro, relacionarem-se com os parentes do outro e achar tudo isso normal e inebriante. Mesmo desprestigiado, devemos muito a ele. "Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine". São Paulo, primeira epístola dos coríntios, capítulo 13, versículos 1-7. Eis um pouquinho de reflexão neste mês natalino, em que o amor sai do limbo, ganha novo fôlego e avisa que ainda está vivo. Seu aparente descrédito é consequência da pressa de viver, da urgência dos dias, da necessidade de se "aproveitar" cada instante, como se amar fosse um impedimento para o prazer. Francamente, o que se aproveita, de fato, quando não se sente coisa alguma? A resposta é: coisa alguma."
(Martha Medeiros)
8 de dezembro de 2013
Dias de paz...
Vivemos em tempos de guerra.Vivemos em tempos da 3ª Grande Guerra Mundial. As batalhas travadas somos nós quem criamos. O inimigo somos nós mesmos. Impera a intolerância e a vontade de resolver tudo no tapa. Vale mais a pena morrer do que resolver. E as causas das lutas não são as mais nobres. Pelo contrário, são as mais pobres e idiotas e insignificantes e sem propósito!
Recentemente presenciei uma verdadeira matança pela tv, no jogo entre Vasco e Atlético-PR. Os dois times pareciam correr que nem búfalos sedentos de sangue uns para cima dos outros. Foram chutes, pontapés, socos e mais socos. Uma bateção interminável. Depois de alguns minutos de um verdadeiro horror, a polícia militar conseguiu intervir com a ajuda da segurança privada do estádio e conteve a cena de lutas medievais! Ao final do confronto mútuo, pessoas, feridas, pessoas desacordadas, especulações de óbitos. Famílias desesperadas, jogadores apavorados, dirigentes e comissão técnica dos clubes sem palavras. O jogo obviamente parado. E todos, dentro e fora dos gramados, de lá ou de cá, estupefatos com tamanha violência gratuita. Uma raiva generalizada. Uma vontade de brigar em massa.
Eu queria entender que tipo de paixão é essa em nome de um emblema, de uma camisa que motiva pessoas a se matarem por uma colocação melhor, por um gol, por um bom desempenho de seus times? Até onde eu saiba, futebol é sinônimo de lazer, diversão, amor e alegria. Mas as cenas televisionadas em rede nacional e que parou o país neste domingo, nada tem a ver com amor. É doença, é fanatismo e um perigo para a sociedade! Cadê o espírito esportivo que tanto se prega em todos os lugares? Cadê a consciência de que a vida é muito mais que a vitória ou a derrota de um mero time de futebol e que os resultados obtidos dentro de campo em nada afetam a nossa vida pessoal e mudam algo realmente significante para nós. A violência deliberada nos estádios está passando dos limites. Autoridades e clubes unem forçar para tentar achar um plano de segurança que garanta a ida das famílias, pais e filhos, namorados, idosos e crianças e pessoas que só querer torcer de modo saudável e se divertir.
Lamento o acontecido. Lamento pelas vítimas que estão inconscientes no hospital entre a vida e a morte. Mas eu não tenho pena não! Foi uma vontade das duas parte saírem para o ataque. E quem se sujeita a estar no meio de uma briga destas, tem que saber muito bem os riscos que corre e assumi-los. Não houve uma torcida que atacou e outra que se defendeu. As duas correram para cima uma da outra com a mesma intenção: ferir, matar!
Para mim, duas coisas fazem com que as pessoas cada vez mais ajam assim, deliberadamente, sem culpa e sem remorso e sem pesar o real sentido desses atos insanos: a falta de leis eficientes com punições severas que não possam ser burladas ou maleáveis. E a falta de valores, o que faz com que o indivíduo cada vez mais perca a consciência do que é certo e errado, arriscando tudo para defender suas razões, pontos de vista e crenças. Essas duas vertentes - valores e leis punitivas - se andassem juntas de maneira eficaz, tenho certeza que ajudariam a mudar o cenário de devastação que não só os gramados passaram a sofrer, mas o país como um todo, sendo alvo de atos de vandalismos inconsequentes e desmedidos, onde seus autores se isentam de suas culpas e deitam a cabeça em seus travesseiros sem nenhum tipo de remorso. Isso, depois de supostamente poder ter tirado a vida de alguém, possivelmente um pai de família, um filho, marido, avó de alguém. Definitivamente, isso não pode ser normal!
Tudo leva-se a ferro e fogo, tudo age-se com truculência, tudo é motivo para desarmonia. Lamentável ver um domingo terminar assim!
Que não mude apenas a postura dos torcedores, mas a consciência das pessoas de limites e razão. E ficamos com uma boa situação para pensar: que tipo de mundo queremos construir?
Uma boa noite de paz e luz!
Recentemente presenciei uma verdadeira matança pela tv, no jogo entre Vasco e Atlético-PR. Os dois times pareciam correr que nem búfalos sedentos de sangue uns para cima dos outros. Foram chutes, pontapés, socos e mais socos. Uma bateção interminável. Depois de alguns minutos de um verdadeiro horror, a polícia militar conseguiu intervir com a ajuda da segurança privada do estádio e conteve a cena de lutas medievais! Ao final do confronto mútuo, pessoas, feridas, pessoas desacordadas, especulações de óbitos. Famílias desesperadas, jogadores apavorados, dirigentes e comissão técnica dos clubes sem palavras. O jogo obviamente parado. E todos, dentro e fora dos gramados, de lá ou de cá, estupefatos com tamanha violência gratuita. Uma raiva generalizada. Uma vontade de brigar em massa.
Eu queria entender que tipo de paixão é essa em nome de um emblema, de uma camisa que motiva pessoas a se matarem por uma colocação melhor, por um gol, por um bom desempenho de seus times? Até onde eu saiba, futebol é sinônimo de lazer, diversão, amor e alegria. Mas as cenas televisionadas em rede nacional e que parou o país neste domingo, nada tem a ver com amor. É doença, é fanatismo e um perigo para a sociedade! Cadê o espírito esportivo que tanto se prega em todos os lugares? Cadê a consciência de que a vida é muito mais que a vitória ou a derrota de um mero time de futebol e que os resultados obtidos dentro de campo em nada afetam a nossa vida pessoal e mudam algo realmente significante para nós. A violência deliberada nos estádios está passando dos limites. Autoridades e clubes unem forçar para tentar achar um plano de segurança que garanta a ida das famílias, pais e filhos, namorados, idosos e crianças e pessoas que só querer torcer de modo saudável e se divertir.
Lamento o acontecido. Lamento pelas vítimas que estão inconscientes no hospital entre a vida e a morte. Mas eu não tenho pena não! Foi uma vontade das duas parte saírem para o ataque. E quem se sujeita a estar no meio de uma briga destas, tem que saber muito bem os riscos que corre e assumi-los. Não houve uma torcida que atacou e outra que se defendeu. As duas correram para cima uma da outra com a mesma intenção: ferir, matar!
Para mim, duas coisas fazem com que as pessoas cada vez mais ajam assim, deliberadamente, sem culpa e sem remorso e sem pesar o real sentido desses atos insanos: a falta de leis eficientes com punições severas que não possam ser burladas ou maleáveis. E a falta de valores, o que faz com que o indivíduo cada vez mais perca a consciência do que é certo e errado, arriscando tudo para defender suas razões, pontos de vista e crenças. Essas duas vertentes - valores e leis punitivas - se andassem juntas de maneira eficaz, tenho certeza que ajudariam a mudar o cenário de devastação que não só os gramados passaram a sofrer, mas o país como um todo, sendo alvo de atos de vandalismos inconsequentes e desmedidos, onde seus autores se isentam de suas culpas e deitam a cabeça em seus travesseiros sem nenhum tipo de remorso. Isso, depois de supostamente poder ter tirado a vida de alguém, possivelmente um pai de família, um filho, marido, avó de alguém. Definitivamente, isso não pode ser normal!
Tudo leva-se a ferro e fogo, tudo age-se com truculência, tudo é motivo para desarmonia. Lamentável ver um domingo terminar assim!
Que não mude apenas a postura dos torcedores, mas a consciência das pessoas de limites e razão. E ficamos com uma boa situação para pensar: que tipo de mundo queremos construir?
Uma boa noite de paz e luz!
7 de dezembro de 2013
Ajudando a nós mesmos!
O mundo não muda sozinho.
Precisamos ajudar e é muito simples: basta doar um pouco do nosso melhor!
Se cada um der um pouquinho, de pouco em pouco haverá uma abundância de coisas boas a serem compartilhadas. O que beneficiará a todo mundo. E ainda comprovará a lei do retorno de que recebemos de volta do mundo aquilo que damos para ele...
5 de dezembro de 2013
Deus sempre sabe o que faz... ???
Deus sempre sabe o que faz! Cresci ouvindo essa frase. E cresci ouvindo também que as coisas acontecem porque tem que acontecer, porque há uma razão pela qual elas acontecem, mesmo que a gente não entenda. Assim como, que o que é de cada um está guardado. Pois bem, por esses dias, não sei porque, comecei a duvidar dessas coisas. Não, não estou duvidado de Deus! Longe de mim! Mas fico me perguntando se de fato é realmente assim...
Não sou uma pessoa ligada diretamente à religião. Possuo a minha fé, tenho as minhas crenças e ajo de acordo com as minhas convicções e valores. Apesar de acreditar em Deus, nunca me foi passado ser obrigado a crer como verdade absoluta tudo que é falado acerca dele e da religião. Talvez daí venha o fato de questionar muito do que se é dito. Não tenho por mim aceitar e pronto, fim de papo! Apesar de seguir a religião católica mas não me considerar propriamente praticante, tem coisas que eu gostaria de tentar entender melhor, como essas máximas que são ditas a torto e a direito por aí.
Trabalho com mídia televisiva e faz parte das minhas atribuições ver todos os telejornais para encontrar matérias relacionadas ao interesse dos clientes contratantes. Na busca pelas matérias deles, sou obrigada a passar por tudo quanto é tipo de assunto. E vejo de tudo! E vejo muita coisa que me enoja, me causa repulsa, me causa ira, me causa tristeza e me traz a certeza da descrença total na bondade da raça humana. Todos os dias chove matérias de mortes, assaltos, estupros, agressões, torturas, brigas, assassinatos, pedofilia, violência gratuita contra todo tipo de gente, mas os que mais sofrem são os idosos, as mulheres, as crianças e os animais. E claro, os mais vulneráveis, os mais fracos, os incapazes de se defenderem sozinhos. Vejo crimes bárbaros, hediondos, de caráter até divertido para seus praticantes, crimes por nada. E fico me perguntando, além de onde vamos parar com essa sociedade tão violenta, se realmente Deus sabe o que faz. Por que coisas desse tipo acontecem com as pessoas que não merecem? Por que elas têm que passar por isso? Que mal elas fizeram? Que preço que elas têm que pagar? Que contas elas têm que acertar? Já ouvi inúmeras vezes também que todos temos contas a acertar e um preço a pagar por alguma conduta ruim na vida. Mas e as pessoas que de fato não tem nada para serem cobradas?
E em situações onde a maldade é demais até para a própria maldade, me sinto vazia, sem nada e nem ninguém em que me agarrar para continuar tentando acreditar que existe uma salvação para isso que estamos vivendo. Como eu já disse, a minha intenção não é debater religião e as crenças dentro delas e sim entender, se as coisas que acontecem todas são por vontade de Deus, porque algumas pessoas sofrem tanto sem ter porquê. Eu juro que não consigo aceitar! Sei que cada um já tem predestinado seu caminho, isso claro para quem acredita em astrologia e todas as "gias" que existem. Dizem, na religião espírita que se paga nessa vida o que se fez de errado na vida passada. Se isso for verdade, até faz todo o sentido. Mas e se não for, continuo não vendo razão para algumas pessoas sofrerem o que sofrem. Não faz sentido! Pessoas de boa índole, de caráter, dignas, de bom coração, de boas intenções e atitudes verdadeiramente incontestáveis, pessoas inocentes, pessoas puras... Não creio que essas pessoas tenham merecido sofrer qualquer tipo de dor, sofrer com as consequências dos atos insanos de alguém. Sofrer com a crueldade doentia alheia. Não creio que isso fizesse parte do destino delas. E cadê Deus nessa hora para olhar por essas pessoas? Por que permitir tamanho equívoco? Me sinto indignada, revoltada, decepcionada. Porque o meu Deus é tão bom e misericordioso e justo, Ele não permitiria um sofrimento assim em vão. Muitas dessas pessoas não fizeram por onde para receberem isso de volta e simplesmente, não se tem explicação!
E entra ano e sai ano, e entra século e sai século e essa frase "Deus sempre sabe o que faz" continua correndo o mundo sendo tida como verdade absoluta. E a grande maioria acredita nela até viver alguma situação muito ruim e então, passa-se a ser descrente de Deus. Justamente por elas não verem sentido pelo que sofrem ou passam, começam a questionar o mesmo que eu: por que Deus deixou isso acontecer com elas e cadê Ele para impedir que tal coisa acontecesse? Ninguém iria debandar da crença em Deus, ou duvidar do que ele guarda para nós se nos fosse passado desde sempre que vão existir coisas que vão nos acontecer que independe da intercessão de Deus, independe da vontade de Deus, coisas boas e ruins simplesmente acontecem. Então, encararíamos com mais naturalidade o simples fato de que podemos sofrer de tudo na vida. Mas não, somos instruídos a acreditar que algo maior toma conta de nossas vidas e de nossos caminhos, nos guia, nos guarda, nos ilumina, olha por nós. E é a Ele que devemos atribuir todas as coisas boas que acontecerem na nossa vida. Mas... e as coisas ruins? A quem vamos atribuir? A nós mesmos? Nós procuramos sofrimento? Somos culpados pelo que nos acontece mesmo sem fazer por onde? Somos nós que nos colocamos nas piores situações da vida? Acredito que muitas vezes sim, porém, muitas vezes não. E quando temos certeza que não fizemos nada que nos colocasse em perigo e nos causasse mal, ficamos mais céticos em relação a divindade.
Sabe de uma coisa? Acho que nunca vou achar uma explicação plausível para o porquê de certas coisas acontecerem com determinadas pessoas. E nunca vou conseguir saber se de fato se tudo que nos acontece tem um dedo de Deus ou não. Só sei que depois que somos acometidos por certos sentimentos, é bem difícil continuar mantendo o bom coração e a fé, em si, nas pessoas, no mundo e em Deus. Passamos a viver procurando respostas para situações que aparentemente não se explicam. Não se explica porque aconteceram e porque nós. E somos tomados por uma grande dúvida de nossas crenças, de nossos valores, de nossas ações. Tem horas que cansa tentarmos dar sentido a tudo na vida, simplesmente porque muita coisa não faz sentido algum. Fica mais fácil aceitar quando passamos a acreditar que fazemos parte de um jogo onde somos peças escolhidas aleatoriamente para jogar um jogo que não conhecemos, onde a sorte é decidida por nós numa roleta-russa. Assim, fica mais fácil aceitar e não se revoltar com ninguém, nem com nós mesmos por temos acreditado num Deus que supostamente sabe o que faz e se ele sabe, supostamente, deixou nos acontecer as piores coisas. Fica mais fácil aceitar quando não precisamos buscar respostas e nem pessoas para culpar. Fica mais fácil aceitar quando simplesmente não esperamos que ninguém saiba o que é bom ou ruim pra nós. Fica mais fácil aceitar quando passamos a contar com nós mesmos para fazer a nossa sorte e não contar que outro alguém saiba o que será de nós!
E entra ano e sai ano, e entra século e sai século e essa frase "Deus sempre sabe o que faz" continua correndo o mundo sendo tida como verdade absoluta. E a grande maioria acredita nela até viver alguma situação muito ruim e então, passa-se a ser descrente de Deus. Justamente por elas não verem sentido pelo que sofrem ou passam, começam a questionar o mesmo que eu: por que Deus deixou isso acontecer com elas e cadê Ele para impedir que tal coisa acontecesse? Ninguém iria debandar da crença em Deus, ou duvidar do que ele guarda para nós se nos fosse passado desde sempre que vão existir coisas que vão nos acontecer que independe da intercessão de Deus, independe da vontade de Deus, coisas boas e ruins simplesmente acontecem. Então, encararíamos com mais naturalidade o simples fato de que podemos sofrer de tudo na vida. Mas não, somos instruídos a acreditar que algo maior toma conta de nossas vidas e de nossos caminhos, nos guia, nos guarda, nos ilumina, olha por nós. E é a Ele que devemos atribuir todas as coisas boas que acontecerem na nossa vida. Mas... e as coisas ruins? A quem vamos atribuir? A nós mesmos? Nós procuramos sofrimento? Somos culpados pelo que nos acontece mesmo sem fazer por onde? Somos nós que nos colocamos nas piores situações da vida? Acredito que muitas vezes sim, porém, muitas vezes não. E quando temos certeza que não fizemos nada que nos colocasse em perigo e nos causasse mal, ficamos mais céticos em relação a divindade.
Sabe de uma coisa? Acho que nunca vou achar uma explicação plausível para o porquê de certas coisas acontecerem com determinadas pessoas. E nunca vou conseguir saber se de fato se tudo que nos acontece tem um dedo de Deus ou não. Só sei que depois que somos acometidos por certos sentimentos, é bem difícil continuar mantendo o bom coração e a fé, em si, nas pessoas, no mundo e em Deus. Passamos a viver procurando respostas para situações que aparentemente não se explicam. Não se explica porque aconteceram e porque nós. E somos tomados por uma grande dúvida de nossas crenças, de nossos valores, de nossas ações. Tem horas que cansa tentarmos dar sentido a tudo na vida, simplesmente porque muita coisa não faz sentido algum. Fica mais fácil aceitar quando passamos a acreditar que fazemos parte de um jogo onde somos peças escolhidas aleatoriamente para jogar um jogo que não conhecemos, onde a sorte é decidida por nós numa roleta-russa. Assim, fica mais fácil aceitar e não se revoltar com ninguém, nem com nós mesmos por temos acreditado num Deus que supostamente sabe o que faz e se ele sabe, supostamente, deixou nos acontecer as piores coisas. Fica mais fácil aceitar quando não precisamos buscar respostas e nem pessoas para culpar. Fica mais fácil aceitar quando simplesmente não esperamos que ninguém saiba o que é bom ou ruim pra nós. Fica mais fácil aceitar quando passamos a contar com nós mesmos para fazer a nossa sorte e não contar que outro alguém saiba o que será de nós!
2 de dezembro de 2013
"E voe por todo o mar e volte aqui, pro meu peito (..)"
Crie asas,
faça voos cada vez mais altos,
ganhe o mundo,
mas nunca se esqueça de sempre
ter um lugar pra voltar,
um lugar pra chamar de lar,
um lugar para ser seu...
F. Miceli
29 de novembro de 2013
Renove-se
"Hoje eu levantei da cama com vontade de ser feliz. É isso mesmo: ser feliz, distribuir felicidade, sorrir e levantar a cabeça para o céu e sentir uma brisa leve passar. Sabe essas coisas simples, que quase nunca fazemos. Simplesmente se deixe ser feliz, ser alegre, de bem com a vida. Me diz o que você ganha acordando todo dia triste e mau-humorado? Absolutamente nada! Então amanhã quando acordar; pense se vale a pena desperdiçar o precioso tempo que tem vivendo amargurado por aí. Então, se quiser, também pode: Acordar. Espreguiçar. Ficar horas na cama. Pensar. Sonhar acordada. Levantar. Vestir um blusão. Prender o cabelo. Sorrir. Lembrar. Comer chocolates. Assistir filmes sozinha. Rir sozinha. Imagina coisas. Abraçar amigos. Viajar. Histórias pra contar. Coisas pra escrever. Sonhar. Realizar. Sentir medo. Sentir frio. Se esconder do mundo. Abrir a janela. Ver o sol brilhar. Sorrir ao ver alguém sorrir. Ter um colo. Ver um sorriso. Ser amigo. Ser amada. Amar. Aconchegar-se. Ser quem você é. Viver como você pode. Ser feliz com quem você quer. Ser surpreendida. Criar seu destino. Ser feliz, e mais nada. E depois que fizer isto, sorrir!"
Tenha um bom fim de semana!
13 de novembro de 2013
Aprendendo com as páginas de um livro...
E quem disse que não se aprende com livros? E não tô falando de livros de estudos ou autoajuda não. Com esses é obvio que se aprende, pois o propósito deles é ensinar. Tô falando dos livros de ficção. Tô falando das histórias criadas dentro da mente de pessoas que conseguem traduzir emoções em palavras. Quando compramos um livro, não compramos apenas folhas e letras, algumas figuras. Compramos a alma de alguém se dedicou longos meses, abdicou de muitas coisas e pessoas para conseguir colocar ali, com verdade algo em que acreditou, experiências pelas quais passou. Não é apenas um sonho ou uma realização que faz com que alguém se motive e se abra, se exponha. E não tô falando do livro objeto propriamente dito. Tô falando do seu conteúdo!
Tenho lido muito ultimamente. Sempre gostei de ler, mas não sei porque nos últimos tempos tenho sido tomada por uma vontade quase incontrolável de uma necessidade de ler absurda. E quando eu leio, eu me desligo de tudo. Eu vou para um mundo paralelo, independente desse mundo ser descrito no livro. Eu crio minhas próprias cenas na cabeça a partir das descrições de lugares, dos personagens, as situações. Eu mergulho de corpo e alma para absorver cada linha que meus olhos conseguem ler. E eu sinto, de fato, a alegria, a dor, o medo, a angústia, a incerteza, o desespero, a satisfação que a história quer transmitir. Eu rio, choro, fico com raiva, fico com pena. Consigo ser tocada de uma tal maneira que é como se tivesse acontecendo comigo de verdade cada coisa relatada nas histórias. E quando eu pego para ler e não paro mais. Claro que em 24h a gente tem que fazer muita coisa, mas eu procuro sempre ter o livro comigo, para que assim, nas horas vagas, seja possível retomar a leitura. Quando paramos a leitura quebramos todo um clima, uma atmosfera que nos envolve. E quando retomamos, não é a mesma coisa. Até resgatar o clímax leva um tempinho. Por isso, a minha vontade, na verdade é não parar! Devoro o livro cada vez mais rápido! Tem dias que perco a noção da hora de tão envolta que estou.
Daí, em alguns (poucos) dias o livro acaba, e eu fico com aquela sensação de vazio! Pode parecer loucura, mas é uma relação que se cria estando em contato com histórias e sentimentos envolventes permanentemente. E de uma hora pra outra, não temos mais nada. Sou tomada pela saudade tão logo eu viro a última folha do livro e o fecho. E quando olho, no caso de ser grosso, nem parece que eu li aquilo tudo "da noite pro dia". E quando paro para avaliar, repassar rapidamente "a moral da história" na minha mente, vejo que aprendi tanto... Todas as experiências, todos os sentimentos, todo o desenrolar da coisa, toda mínima informação. Muitas vezes há uma grande identificação com determinadas situações ou com o jeito de ser do personagem. Eu nunca achei que um livro era só um livro. Que uma história era só uma historia. Tudo que te toca é capaz de te mudar. E eu me sinto tocada após uma leitura. Independente do desfecho. Daí, eu começo a avaliar a minha vida, as minhas situações, as minhas ações, as minhas experiências, as pessoas que me cercam, a minha história. E percebo que no fim, eu recebi um toque a mais e que de alguma forma marca, penetra no íntimo, uma semente é plantada. E eu acho que esse é o intuito de um livro, passar informação, mas acima de tudo, encantar! A gente até pode comprar o livro pela capa, pelo título, até mesmo pelo pequeno resumo ou por nada disso, compra-se aleatoriamente. Mas só folha após folha, linha após linha e que se descobre de fato a história, só aí é que a coisa é revelada e percebemos o porque compramos, passa a fazer todo o sentido. E na minha viagem muito louca, começo a pensar que de alguma forma, eu tinha que ler aquelas palavras. É como se fosse necessário para me acrescentar e me ajudar a entender algo maior. Sinto que de alguma forma, uma pequena parte de mim se modifica. A cada nova história e novos sentimentos, um pouco do livro fica em mim. E dessa forma, concluo que acabo aprendendo mais com um livro do que com a minha própria vida em 30 anos. Às vezes coisas de que não me dou conta, sentimentos mal interpretados, histórias mal resolvidas, o descobrimento do eu, a repercussão das minhas atitudes nos outros e vice e versa são apenas alguns aspectos que eu comecei a questionar e a reavaliar após algumas leituras.
Muita gente não espera mais do que relaxar, se distrair, pegar no sono logo ou passar o tempo com uma leitura. Muito pouca gente de fato se abre e mergulha de cabeça numa leitura sabendo que poderá sair daquela experiência um pouco diferente. A grande maioria lê superficialmente. As palavras não entranham e não têm o peso conforme o esperado. A grande maioria folheia o livro. Não o analisa, não se auto-analisa. Confesso que me surpreendi muito com essa minha nova postura, não só por estar me tornando uma leitora compulsiva e inveterada, mas estar cada vez me permitindo me doar. E que eu não me canse dessa troca! E que cada vez mais consiga ser fascinada por história interessantes, de bom conteúdo e reveladoras. Que cada dia tenha mais oportunidade de mergulhar nesse universo sem fim que é o da imaginação. E que eu nunca perca essa capacidade de me envolver e me encantar. E que eu consiga, cada vez mais, aumentar a minha biblioteca pessoal!
6 de novembro de 2013
Liberdade!
*Inspirado num livro que li: Métrica
Hoje acordei assim: extremamente introspectiva e de braços abertos para a Vida.
Por que lutar contra ela?
Para ser infeliz e viver em um mar de lamentações?
A resposta é N.Ã.O!
A diferença está aí: por que vou perder-me naquele mar triste, escuro e sombrio se tenho este azul, majestoso e encantador?
Ah como é bom sonhar e, às vezes, deixar-se levar...
A vida é simples, nós que a complicamos!
Quero ser livre... livre e poder voar: voar em meus sonhos sem medo de cair, nem de se ferir e se isto acontecer, que eu tenha sabedoria para levantar, erguer a cabeça e seguir em frente, foi para isso que nasci!
Quero que o Vento leve-me com ele para que, juntos, possamos desvendar os mistérios da vida e seus enigmas; Quero cantar com os Pássaros sem medo de desafinar, cantar com a alma e exteriorizar minhas emoções;
Quero que o Sol empreste-me ou me doe um pouco do seu brilho e, talvez, eu também possa repassar tal bondade aos meus irmãos em Deus;
Quero ser como um Cometa que chega e nunca passa em branco, quero deixar algo de bom: acredito que seja esta minha missão, meu legado;
Com as adoráveis Estrelas quero dançar no azul do céu e me perder no branco das nuvens, espantar meus males e esquecer, ao menos, momentaneamente, os dogmas desta cultura de consumo;
Quero "perder", quer dizer, ganhar tempo ao lado da Lua, admirando noites negras e mágicas lá de cima e ,com ela, fazer poesias, textos de amor, deixar aflorar todo romantismo que há em mim;
Ah se eu pudesse..."SE" não: EU POSSO!
Posso ser quem eu quiser, pois me banho de chuva e esta lava e leva com ela minhas tristezas;
Quando me vejo em bosques, qualquer mortal não me encontraria assim, tão facilmente, pois me confundiria, certamente, com as Borboletas e, juntas, fazemos a festa em jogos de cores, magia e diversão;
Tem horas que me jogo em um rio qualquer e, pronto, já virei Sereia...
Brinco entre elas e tenho a real oportunidade de, também, ao lado delas, sentir meu lado Mulher, meu lado sedução e nós penteamos os cabelos sentadas em belas pedras, cantamos e encantamos;
Quem sou eu, afinal?
Alguém que "prefere ser uma metamorfose ambulante, a ter uma velha opinião formada sobre tudo".
Sou o que me convém em cada situação, vivo o presente sem temores e mergulho em cada momento que aparece em minha atribulada vida.
Posso viajar com o Vento agora e, daqui a pouco, mergulhar com as Sereias e me tornar uma delas...
A Vida é assim, basta abrir os braços e aceitar o que, de melhor, ela tem a nos oferecer!
4 de novembro de 2013
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