29 de dezembro de 2009

Fecha uma porta, abre-se outra...

Ainda bem que não passa de um ditado! E realmente acontece... não é sorte de poucos! Agora, falando em ditados, foram eles que mais me cercaram estes últimos dias de 2009 para os primeiros de 2010. “Era bom demais pra ser verdade”, foi mais um deles. Resumindo: o tal emprego maravilhoso que eu criei expectativa, estava empolgada para começar, enfim era meio que na minha área, me dava oportunidade de crescimento e aprendizado não rolou! Fiquei na mão, chupando dedo, já que havia dispensado o anterior pelo “quase atual”.

Não, não fui leviana. Não troquei o certo pelo duvidoso. Até porque o certo – emprego antigo – estava quase sendo chutado para escanteio mesmo. Mas o emprego novo era certo! Eu havia sido aprovada nas fases eliminatórias do processo seletivo e saí da empresa com a resposta de efetivação garantida depois do treinamento. Porém, algo ocorreu no meio do caminho entre a minha saída no início do mês de dezembro e a última ligação da responsável pela contratação dos profissionais para a empresa. Da noite para o dia fui remanejada de cargo e nem sequer fui avisada! Fui trocada de função e passei a fazer parte de uma na qual nunca fiz processo seletivo, nem cheguei a me candidatar. Fiquei “boba com a capacidade que algumas empresas têm de enrolar seus futuros funcionários”. “Compramos gato por lebre”, se é que é assim este ditado.

Enfim, para fechar meu ano de 2009 que teve picos de alegrias e tristezas, nada mais certeiro do que esta notícia às vésperas do ano novo! Pelo menos, que bom que veio antes de 2010. Assim, eu consigo colocar tudo de ruim e decepcionante do meu ano velho num barquinho e lançar em alto mar. Não, não é oferenda, RS. Até porque costumamos oferecer coisas boas para obter a mesma resposta, na mesma proporção. Mas é chutar pra bem longe e não ver nem pensar mais nisto.

Fiquei refletindo sobre minhas ações e tudo que transcorreu a partir delas. Óbvio, fiquei decepcionada com os planos que tinha feito que não iriam se concretizar. Frustrada por ver mais uma vez meu objetivo se distanciar de mim. E temerosa de ter feito uma escolha errada e agora ficar literalmente com “uma mão na frente e outra atrás”, “sem eira nem beira!”... Mas não, não arrependida! Teria ficado sim se tivesse continuado no emprego antigo, insatisfeita, almejando tentar novos voos, mas sem coragem para tal. Prefiro mil vezes ter tentado e não conseguido do que nunca ter arriscado para saber como seria o resultado final. Às vezes na vida temos que fazer escolhas e estas nem sempre serão as mais certas. Tenho é que arcar com as consequências do meu ato e me responsabilizar por elas agora. Fora isto, é entrar 2010 tendo em mente que não apenas o ano será novo, o emprego também. Assim como meus novos objetivos!

De volta a condição de desempregada, percebi que o importante é não desistir e nem me desesperar. O ano apenas começa e tenho muito que batalhar. Uma infinidade de novas oportunidades chegarão. E nem bem o ano virou, já começou a surgir. Amo dança. Não vivi por ela porque na época que eu estava totalmente voltada para ela, não havia muitas perspectivas profissionais como tem hoje. As oportunidades eram limitadas. Então, acabei virando uma apreciadora, mais que praticante, já que inúmeras vezes tive que sair e voltar. E neste meu hobby com esta arte, acabei fazendo dela minha realização pessoal. Sempre quis poder estar junto dela, sem necessariamente ser atuante, como professora ou bailarina. Mas queria poder trabalhar com dança, respirar o ambiente da dança. E, inesperadamente, minha mãe recebeu um convite para fazer parte de uma sociedade da minha antiga academia de dança. Então... realizei um sonho meu. Amém!!!!! Quer dizer, ela realizou, porque a sociedade consta para ela, mas indiretamente, sei que ela fez por mim. E desta forma, vou poder estar aonde eu sempre quis estar. Fazendo o que gosto. Ainda não poderei fazer disto meu ofício. Mas quem sabe, futuramente? De qualquer forma, para quem havia levado um baque, boa maneira de levantar...

Então é isto, para este ano que vem por aí espero poder colocar mais em prática meus almejos e concretizar meus objetivos. Já ta de bom tamanho...


1000 beijos a todos com boas vibrações!!!!

24 de dezembro de 2009

Natal, o mesmo de sempre...

Esta sempre foi uma data que eu me empolguei muito! Ficava ansiosa pelos festejos, pelas mil comemorações de final de ano, pela compra e entrega dos presentes, pelas comidas gostosas que são feitas somente nesta época do ano... e é claro, sem me esquecer que, não sei por qual motivo ainda, neste período,todos são tomados por uma força que nos enche de boas energias, o espírito cheio de esperanças e o coração de boas ações! Somos alguns rs, quem nunca fomos o ano todo, ou em tempo algum... Mas no Natal e no Ano Novo, nos transformamos!

Não sei por que, este ano, não sinto esta empolgação e por mais que eu faça, não me animo! Pelo contrário, desanimo com tantos preparativos, resoluções para a tão esperada noite, a saída quase que matança para a compra dos presentes com lojas cheias e ruas impossíveis de andar. Tudo se tornou muito igual, sem aquele diferencial. A cidade acende, ilumina a noite que antecede o nascimento de Jesus! Mas eu não me sinto cheia de alegria, de esperança, de pensamentos positivos e sentimentos que provém desta data. Sim, tenho saúde, amor para dar e receber, paz de espírito na maior parte do meu tempo, harmonia, fraternidade, união entre os meus familiares e amigos. Mas sabe quando sente que falta algo, mas não consegue discernir ao certo o que é?

Então, ainda acho o Natal uma data puramente comercial, onde as lojas aproveitam para vender tudo e mais um pouco, aproveitando que as pessoas estão enlouquecidas pela obrigação da troca de presentes à 00h. os supermercados então, nem se fala... são tantas mil ofertas de preços e degustação para pôr na mesa na ceia. E, aproveitando o embalo de compras, não param de compras enfeites e adereços para enfeitar a casa, a árvore e tudo o mais, para apenas uma noite!


Mas, ainda há uns com tantos e outros com tão poucos. O real significado da data acaba ficando coberto pelas festas. Ainda há crianças que ganham o mundo neste dia enquanto outras, tentando acreditar que Papai Noel existe porque em sua casa nunca passa, pede não bens materiais, mas as vezes uma ajuda, uma salvação para suas vidinhas medíocres e de seus familiares. Em muitas mesas há fartura enquanto em outras, muito mal a tradicional rabanada; Enquanto te familiares se reunindo felizes por reencontrar uns aos outros, há àqueles que falsamente convivem neste dia, apesar de não ver, não falar, não se importar o ano todo. Mas a meia-noite, abraça, beija e fala como se fosse íntimo. É de matar!


Enfim... quando estamos extasiados, para mais ou para menos, não nos damos conta do exagero e da enganação que é a maior parte desta data, tão comemorada e importante mundialmente. Mas quando estamos no estado normal, podemos ver que não há nada demais nisto! É apenas mais uma noite com bebidas, comidas, pessoas, troca de presentes...


Mas, não é porque vejo neste ano que não há nada de tão especial assim numa data tão esperada o ano todo que eu sou avessa ao Natal ou não irei comemorar. Muito pelo contrário, minha pequena família tradicionalmente em todos os aspectos da data a realiza. E eu, estarei presente em mais uma ceia, em mais conversas e zoações, nas trocas de presentes e aproveitar mais um momento em que Deus nos permite estarmos todos juntos, sentindo o carinho e a importância de cada um na vida do outro! É, tai... com o passar dos anos minha visão do Natal foi mudando. Este ano, aproveito para celebrar mais um ano que tenho todos que amo ao meu lado! E isto é o meu presente maior.


Bom, a todos um feliz Natal! Com tudo que têm direito e que a data exige!

18 de dezembro de 2009

Que facilidade que nada...

Tá certo, a ideia é facilitar a vida alheia! Mas só há dificuldade... benza Deus!

Dia destes estava eu, na dura tarefa de tentar cancelar um de meus cartões de crédito! Era um cartão vinculado a conta da empresa e, não precisando mais dela, tratei de me desfazer, antes que a tal operadora resolvesse vir em cima com taxas de serviços e mais no sei o que.

Não obtive sucesso algum! Fiquei, na primeira ligação, uns 15 minutos, falando com a atendente eletrônica, tentando ser transferida para falar com alguém, não virtual. Alguém que respondesse a minha pergunta e sanasse as minhas dúvidas, em vez de ficar só falando: “ ... digite os 4 n° de sua agência, os 7 n° de sua conta corrente e sua senha...”. Ô troço irritante este! Não obtendo sucesso, resolvi pressionar qualquer tecla de qualquer outra opção fora cartões de crédito para ver se alguém me transferia para o ramal desejado. Foi pior a emenda que o soneto. Se é que o ditado é este mesmo! Fiquei rodando entre as opções fornecidas eletronicamente e nada de ir parar no lugar que eu desejava. Teclava várias opções e estas me deixavam cada vez mais confuso, certa de estar beeeeeemmmmmmmmm longe do meu objetivo. Retornei ao Menu Inicial...

Estava besta... mas em nenhuma opção que eu teclasse tinha – cartão de crédito – cancelamento. Então, como se faz? Não faz? Fica com ele? Boa maneira de impedir que os clientes se desfaçam de suas aquisições. Dito que, quando não quisessem mais o serviço, poderiam acabar com ele. Boa enganação...

Cansei de tentar achar a opção correta. Liguei para o SAC do banco. Lá outra burocracia. Liguei 3 vezes. Com a primeira atendente, tive que relatar o ocorrido, o motivo pelo qual estava acionando o SAC. Quando estava em espera para ela concluir a minha solicitação a ligação caiu. Retornei achando que era só colocar o n° do protocolo que me foi dado. Doce ilusão. O n° não conferia. É, realmente àquela altura já estava achando que aquele não era meu dia. Liguei novamente, outra atendente me atendeu tive que relatar todo o acontecido. Na espera mais uma vez pela solicitação ser concluída, a ligação, cai, de novo! Começo a achar que isto é uma tática da central de atendimentos para ver se canção cliente com a não conclusão do pedido em questão e este desiste de cancelar, reclamar ou sei lá o quê! Na terceira tentativa, por sorte a atendente que me atendeu na segunda vez que liguei, atendeu novamente. E, ela me deu a simples resposta: seu cancelamento foi concluído!

Que luta!
Começo a desejar que alguns serviços fossem que nem antigamente... nada para facilitar a vida dos clientes. Apenas era o que era e pronto!

7 de dezembro de 2009

Presente de natal...


Final do ano sempre nos reserva algumas boas surpresas. Geralmente, aquilo que nem esperávamos mais que acontecesse. Foi mais ou menos isto que houve comigo, semana passada. Ganhei um emprego novo do bom velhinho, rs! Devo ter me comportado bem durante o ano...

Brincadeiras a parte, tive meus méritos, embora não esteja certa ainda de quais tenham sido eles, rs. Mas o fato é que passei no processo seletivo e estou dentro. Mesmo não acreditando que ainda ligariam para mim, pela demora da resposta. Em poucos dias começo o treinamento e estarei em meio a novos colegas de trabalho e atuando em outra área, realizando novas tarefas. Estou ansiosa por iniciar mais uma etapa. Sei que vai significar crescimento profissional e que vou adquirir mais conhecimento. Além de uma realização pessoal por saber que aos pouquinhos estarei subindo mais um degrau na escadinha do meu sucesso. Triste por fechar outro ciclo em minha vida e ter que deixar de conviver diariamente com pessoas que me ensinaram que a ascensão profissional e financeira nem sempre são mais compensadoras do que a amizade que se cria, o laço de afinidade e companheirismo que é feito.

Pela última vez hoje, estarei reclamando das mesmas incompreensões dos chefes, do trabalho demasiado ou a falta dele, farei as mesmas ações que diariamente fazia como bater o ponto, marcar um 10 na cozinha, dar uma voltinha na secretaria e desfrutar da cia. dos meus colegas tão queridos e amados por mim. Implicâncias, brincadeiras, brigas, lanchinhos , almoços fora, confraternizações e comemorações. Dentro de algumas horas tudo isto fará parte do hall de minhas lembranças e irá para as páginas do livro de minha vida como as melhores experiências que tive. Apesar dos pesares, posso dizer que a Nesa foi uma escola para mim, em todos os sentidos. Profissional, pois aqui se aprende de tudo um pouco e você se torna uma pessoa versátil, mas principalmente pessoal, por ter que trabalhar seus limites, conviver com pessoas completamente diferentes de você e passar por todos os tipos de situações que te impulsionam a fazer frente com você mesmo em ações e pensamentos, valores e objetivos.

Não tenho grandes coisas na empresa a recolhê-las e colocar tudo dentro de uma caixinha como fazem nos filmes. De concreto possuo muito pouco... não mais que uma jaqueta utilizada nos dias mais frios na engenharia por conta do ar-condicionado e um enfeite dado a mim pelos meus afilhados no meu niver. Mas de abstrato há muito que guardar: sorrisos, conversas, apoio, compreensão, carinho, amizade, revoltas coletivas, lealdade, brincadeiras.

Hoje sou muito feliz por olhar para trás e ver as conquistas que adquiri. E principalmente os amigos que fiz. Fico boba quando recebo não só palavras de elogio, mas de satisfação pela minha pessoa. E, aqui, não tenho dúvidas: somos todos essenciais um para o outro!

Dá medo pela mudança de planos. Dá medo pelo desconhecido à frente. Dá medo do possível arrependimento que pode bater à porta. Dá medo por eu mesma não satisfazer minhas expectativas e me frustrar. Mas dá medo, realmente, de não andar! De o tempo passar e nada acontecer. Do acúmulo dos anos e eu, nada ser como gostaria.

Bom, de qualquer maneira, devo ter sido boa menina este ano. Para Papai Noel me dar este presente maravilhoso. Ou, como dizem, pode ser minha vibração e pensamento positivo trabalhando a meu favor. Seja como for, tudo que venha neste sentido de acrescentar, que seja muito bem vindo! Só me resta aguardar as cenas dos próximos capítulos e esperar que nem tudo nesta nossa vida seja passageiro. Tem pessoas, momentos e certas coisas que vieram para ficar!


Bons acontecimentos e muito sucesso para todos. Senão neste finzinho de ano, 2010 não tarda à chegar!

6 de dezembro de 2009

"... Flamengo até morrer!"



Hoje o Rio é preto e vermelho. Tá lindo! Aliás, o Rio só não, digamos que boa parte do Brasil... Não costumo ser fanática por futebol. Na verdade, por nenhuma atividade esportiva ou qualquer outra que requeira ser fiel, fã, dedicada e adjacências. Torço, gosto, mas dentro dos limites, sem exageros. Mas, confesso: gosto de ostentar as vitórias do meu Mengão, assim como seus brilhantes títulos em sua história e, é claro, a sua torcida, famosa por ser a maior do mundo.


Agora, exatamente às 20h, o Flamengo já é campeão do Campeonato Brasileiro. Fogos estouram por todos os lados.... Jogos difíceis, lances disputados, baixas e faltas de grandes jogadores em campo muitas vezes, problemas administrativos do clube, uma má fase de uma não boa atuação. Mas, como em toda a sua história, o time guerreiro não se entrega fácil! Hexacampeão! E haja garganta para comemorar tanta alegria. Enfim, sai o grito de "É CAMPEÃO!!!"

Alegria mesmo, tenho o orgulho de dizer foi o comportamento da torcida. Tá bom, eu concordo: torcedor rubro negro é dureza de aguentar! Não existe humildade na hora de falar bem do meu time. Mas hoje, nos arredores do Maracanã, além de emanar uma vibração contagiante, era uma festa saudável, com diversão e na paz! Dava vontade de participar. Era bom estar ali no meio, nem que fosse por apenas algumas horinhas, rs (pois o trânsito estava completamente parado e fiquei engarrafada ali por mais ou menos 1 hora, no mínimo). Nada abalava... éramos todos parte de um único contexto e desde então torcendo, gritando, cantando as várias músicas de torcidas e buzinando. Cantando vitória antes do tempo para uns, bagunça pra outros, para nós, os flamenguista era apenas esbanjar uma alegria que não cabia dentro do nosso ser por estar ali! Não há hoje, um cantinho sequer no Rio que não esteja decorado com as cores preto e vermelho, com bandeirões (ah, eu não consegui comprar o meu) e os milhares de pessoas munidas do seu kit torcedor: camisa, boné, faixa.


Não dá pra explicar a satisfação. E não há imagem mais linda do que ver a torcida levar no grito, ininterruptamente o hino do time, o nome dos jogadores e gritar: “Eu, sempre te amarei, onde estiver estarei, ó meu Mengão. Tu é time de tradição, raça, amor e paixão, ó meu Mengão! Agora melhor é ver a nação rubro negra andar pelas ruas, de casa em casa, de bar em bar! Vou bebemorar mais uma conquista de título, a grande atuação em campo do time, os brilhantes jogadores e acima de tudo a alegria de fazer parte de uma grande nação: tenho orgulho de ser Rubro-negras!




Hino do Clube de Regatas do Flamengo


Uma vez Flamengo,
Sempre Flamengo.
Flamengo sempre, eu hei de ser.
É meu maior prazer vê-lo brilhar,
Seja na terra, seja no mar.
Vencer, vencer, vencer!
Uma vez flamengo,
Flamengo até, morrer!
Na regata, ele me mata,
Me maltrata, me arrebata.
Que emoção no coração!
Consagrado no gramado;
Sempre amado;
O mais cotado nos fla-flus é o 'ai, jesus!'
Eu teria um desgosto profundo,
Se faltasse o Flamengo no mundo.
Ele vibra, ele é fibra,
Muita libra já pesou.
Flamengo até morrer eu sou

19 de novembro de 2009

Deus, dai-me paciência para aguentar!!!

Sinto-me muitas vezes, num meio de intolerância total. As pessoas andam sem paciência, mal-humoradas e cada vez mais egoístas, olhando apenas para seus próprios umbigos. E justo agora no final do ano, onde o clima de festa e descontração toma conta das pessoas? Inadmissível! Domingo fui ao cinema ver 2012. Na saída do filme, estava um temporal de respeito. Como não havia nem ônibus no ponto, decidimos ir de táxi à ficarmos mais molhados. A fila no ponto de táxi já estava grandinha e pra contribuir não havia táxi disponível. Acho que a chuva tornou a lotação esgotada. Conforme os carros iam chegando, a fila diminua na ordem em que foi formada. Porém, um casal de espertalhões, confiando no famoso jeitinho brasileiro se enfurnou na frente do casal que estava na vez de pegar o táxi e, eu e meu namorado atrás para sermos os próximos. O controlador de táxis estava mais enrolado do que outra coisa e, quando chamava os próximos, confiava na nossa honestidade de manter a fila de acordo com a chegada. Porém, não foi bem assim. Quando o táxi em questão chegou, o casal de espertalhões se enfiou dentro, quer dizer, na verdade o homem se atirou dentro do carro como se fosse salvar a vida de alguém. A acompanhante ainda hesitou, mas fora puxada para dentro do carro pelo próprio namorado. O casal que estava sendo passado para trás, indignado se enfiou no mesmo carro, na marra. A namorada, mais esperta, entrou logo na frente, do lado do motorista. E o seu namorado ficou no banco de trás forçando sua entrada a todo custo indagando que ele tinha mais direito, já que a vez era dele. Depois de meia hora de empurra empurra, lá se foram os dois casais aos tapas, dentro do carro. E nós da fila agradecendo pelo impasse ter se resolvido para livrar o caminho e o próximo táxi pra gente. Mais à frente o carro deles parou e o casal que tinha sido passado pra trás desceu e veio andando na nossa direção. Aí, foi a vez do desentendimento entre o casal. A menina brigava com ele, provavelmente pela sua atitude ou de brigar ou de deixarem que passassem à frente. E iam para um lado, voltavam, iam para o outro, voltavam e eu, a esta altura do campeonato, ria muito apesar do dilúvio. Enfim, meu táxi chegou pelo tamanho do Jú ninguém se atreveu a bancar o engraçadinho e furar a fila e nós fomos embora rindo de toda a situação.

Mas esta cena se repete constantemente, nos transportes públicos coletivos da cidade. Cada qual na sua pressão não vê quem está à sua frente e nem pensa no que seus atos acarretaram no próximo. Todos querem o melhor lugar, tentar uma comodidade e facilidade na hora de descer, entram ao mesmo tempo em que as pessoas estão saindo, não dão licença quando estas querem descer, uma tragédia. Depender destes transportes é o fim. Não se respeita nem mais grávidas, mulheres com crianças de colo, idosos ou portadores de deficiência. E olha que há acentos disponibilizados somente para eles. Quando as pessoas não fingem dormir, emendam uma conversa na outra para não dar atenção à necessidade de alguém. Fico pensando: se um dia acontecer com quem está fazendo ou se a mesma situação se repetir com alguém da família da pessoa que necessite do lugar, será que a mesma agiria assim? Óbvio que não, né? É porque não é com ela!

Nestes casos, lembro-me do Profeta Gentileza, recentemente representado por um ator na antiga novela das 9h. Com suas palavras sábias e pensamentos a partir da reflexão de que gentileza gera gentileza, tentada modificar o mundo e as ações das pessoas, sensibilizando-as. Algumas de suas mais famosas frases estão escritas ao longo da Avenida Brasil, no trecho entre a Rodoviária e o Píer Mauá. Há anos ali, hoje a imagem que temos é que não passa de um monte de frases, sem sentido já que ninguém se mobiliza a parar e ler, sujas pelo tempo e falta de cuidado. Louco ou vendo a vida com outros olhos, a questão é que ele tinha a saída para o mal que cerca a maioria de nós nos dias de hoje: o egocentrismo! Cada um age como se fosse o centro do universo e este, existe apenas para ele. Doce ilusão...

Ontem, após ter um dia tranquilo, feliz e satisfatório, deitei para relaxar e pegar no sono vendo algum programa na TV. O que me deparo quando ligo a joça? Uma pancadaria generalizada no gramado de futebol no jogo do Fluminense. O Tricolor ganhou o jogo de virada, mas seu rival não aceitou a vitória simplesmente. Todos dentro do campo se embolaram. Uma cena lastimável, tratando-se de um dos esportes mais adorados no mundo e lembrando que, em qualquer competição, mesmo que muita coisa esteja em jogo, o que deveria valer é o lema e a concepção de que o importante é dar o melhor de si e competir. Tá, ninguém gosta de perder, mas daí a agir como vândalos é perder a noção. E eu que sou flamenguista, confesso: senti uma pontinha de alegria por poder provar que não é só minha torcida rubro-negra que causa alvoroço e pancadaria nos estádios. Mas foi passageiro, quando vi que a coisa se estendia e não havia quem conseguisse controlar a situação. Alguns minutos depois, o árbitro conseguiu contornar a situação e enfim apitar a final da partida que poderia acabar com alegria, mas, muito provavelmente acabou com vários torcedores ou presos ou nas emergências dos hospitais.

Resolvi trocar de canal, acabei ficando tensa e queria me distrair. Coloquei em um canal de programas com animais, que é coisa que amo. Mas, definitivamente não era o meu dia! Acabei vendo um programa chamado Distrito Animal, onde policiais da unidade SPCA do distrito dos EUA, caçam e apreendem animais maltratados. Era cada cena de dar dó. E eu, que já nem sou apaixonada por animais, fiquei totalmente sensibilizada. Não pelos ferimentos em si, mas pela coragem de haver seres humanos capazes de tais crueldades. Deixar os seus próprios animais de estimação que deveriam ser bem tratados, sem água, comida, passando mal, sem cuidados, sendo espancados... é de chocar e partir o coração. A sorte é que no estado de Los Angeles e adjacências, Texas e mais alguns estados próximos existe esta força policial especial que se preocupa com este tipo de crime e agem com o mesmo rigor como se fosse uma pessoa. Afinal são seres vivos também. Lá a justiça se faz presente, mas aqui nada acontece quando “alguém” resolve brincar com animais de rua ou tratam os seus bichinhos de estimação como se não fossem nada. Indignação!

Quero dormir e acreditar que todas estas atitudes “naturais”, porém sobre humanas, não passem de um sonho. Mas infelismente, sei que não é. Vivemos em um mundo individualista e que não há mais a preocupação em como nossas ações vão repercutir no outro. Claro, não posso generalizar, nem todas as pessoas agem sem consciência. Mas a maioria sim! É triste, é lamentável, é deprimente como a raça humana vem denegrindo em questões de valores. Desta forma, estamos degradando o mundo em que nós mesmos vivemos, mas quem se importa? No trânsito, nas escolas, nas ruas, com o outro, no dia-a-dia, em nossos corações... por favor, me acorde quando tivermos mais tolerância em nós!

Beijos e um ótimo feriadão amanhã... com muita praia!

13 de novembro de 2009

“Digas como se veste, que eu te direi quem és...”


Definitivamente, não sei aonde vamos parar!

Com tanta coisa para se preocupar relevante no mundo, agora as instituições de ensino resolveram embarreirar alunos que julgam não estar dentro dos padrões apropriados de vestimenta.

Há poucos dias uma estudante da universidade Unibam, em SP foi obrigada a se retirar da instituição, escoltada pelos seguranças da mesma porque dito, seu traje impróprio estava alvoroçando os alunos (sexo masculino) e constrangendo as alunas. O caso foi parar até na polícia. Ah gente, façam-me o favor! Desde quando uma roupa pode ser constrangimento para alguém? E sem fosse, no máximo para quem a usa, não para quem vê! Nem que ela estivesse nua, coisa que nós brasileiros estamos acostumados a ver. Pela foto divulgada na mídia, não vi nada demais além de um vestido meramente curto. Que mostrava apenas as pernas da moça e nada mais. Por conta disto, houve xingamentos, confusão e muita discussão. E, o que era o foco do local, o estudo foi o menos lembrado. Hoje, sai uma matéria no jornal sobre um estudante em Ohio, nos EUA, que foi suspenso porque usou um corte de cabelo que não agradou a direção da escola. Ele fez a inicial “B” de um time de futebol americano em sua cabeça. E, por este motivo, foi impedido de assistir aula.

Engraçado... alunos baderneiros, drogados, armados não são retirados das escolas. Nem se quer são punidos. Quantos incidentes por conta deles já ocorreram? Agora as autoridades dos locais se irritam com trajes e cortes de cabelo? Por que não se preocupam se o ensino está satisfatório, com o desempenho dos alunos? Mas não... e no lugar de agir como educadores e conversar mostrando o porque a atitude dos estudantes não era bem aceita, punem sem explicação alguma. Abuso de autoridade! No mínimo. Discriminação, pegando pesado! Nenhum dos dois estava infringindo nenhuma lei. Não fizeram mal nenhum a ninguém e ambos, cada qual em seu caso, estavam quietos na deles, prontos para assistir aula.

Devem educar, ensinar, punir sim, mas quando a coisa é para tal. Não fazer estardalhaço à toa! Agora, antes de sair de casa ou mudar meu corte de cabelo, passarei na esquina da minha casa e perguntarei a diretora da escola que fica lá se estou adequada!
beijos e bom fim de semana

10 de novembro de 2009

A perda do seu eu...


Sabe, às vezes a gente é feliz e não sabe! Não damos valor ao que temos e queremos sempre mais. Mas, quem disse que este “mais” é plenamente satisfatório às nossas necessidades e expectativas? Ando pensando nisto... Não sei se por conta da minha insatisfação no trabalho, mesmo tendo mudado de setor, ter sido pior do que ter continuado onde eu estava! Talvez porque os anos estejam passando e, agora pesa o tempo que passamos correndo atrás do que queremos, sem conseguir alcançar. Começam as cobranças próprias do que estamos fazendo com a nossa vida! E os questionamentos: se é melhor continuar neste caminho ou virar a direita, mais à frente!

Certeza... algo que para mim não é definitivo e, não é tão certo assim, de fato! Ela muda conforme as situações nos cercam, é flexível. Eu a tinha quando aceite a opção de mudar de setor, achando que o “novo”, me acrescentaria mais que o antigo. Em conhecimento, em tarefas, em crescimento, nem que este fosse pessoal. Desdenhei das atividades passadas que realizava, achando que eram poucas, mas percebi que o pouco, vivencio agora! Nos dois lugares, não vou chegar aonde almejo estar, e nem adianta virar para a direita ou esquerda. Meu destino final não é aqui, definitivamente! Mas, lá pelo menos eu tinha a idéia do meu valor, mesmo que pouco. Onde estou hoje, mal sei quem sou e das minhas capacidades!


Felicidade, não é plena, aprendi a ver isto também. Só que ela não cai do céu! A gente tem que trabalhar o mundo, as pessoas e principalmente a nós mesmos para que possamos enxergá-la nos mínimos detalhes da vida e, a partir de nós, sem esperar que seja obrigação do outro, nos fazer sentir felizes. Ela tem q vir por si só! Mas tem horas que, mesmo tendo tudo nas mãos para que a danada exista, parece faltar algo. Família, amigos, amor, saúde, dinheiro, trabalho, atividades... Então, o que será? Sim, se temos o essencial para sermos feliz, o que dá errado e um belo dia acordamos de mau-humor, sem vontade, desacreditada, triste, sem rumo? Necessidade de inovação!

Embora saibamos que nós devemos controlar nossa própria vida, na maioria das vezes ela é regida pelo externo, que nos controla, sem que a gente perceba! Dependemos do mundo lá fora, como um parâmetro para saber quando somos bem aceitos, estamos agradando, dando certo em algo e, quando permanecer assim ou pular fora. O problema é quando a gente sente a diferença, mas o indicador que sempre nos alerta parece estar do mesmo jeito, inabalável! Aí vem o receio, o medo e os benditos “poréns e talvez”.

Enfim, tarefa difícil esta de se encontrar dentro de si e firmar seu lugar no planeta como tal. Da maneira como deseja e como te satisfaz! Quem sabe um dia eu consiga... Quem sabe ano que vem eu faça diferente e a diferença... Hoje, eu só quero concluir etapas e partir em busca de novos horizontes. Sem certezas, mas feliz!
Até...

6 de novembro de 2009

A arte imita a vida?


O fim dos tempos se aproxima! Estamos vivendo em meio a um caos desordenado urbano e ambiental. Somos acometidos por todos os tipos de violência e degradação do ser humano e da natureza que podemos imaginar. Para os religiosos, este momento está marcado em uma passagem da Bíblia, denominado como o “Apocalipse”. E, do modo como temos presenciado a revolta do Senhor sobre a Terra e sobre nós, estes dias não tardam a vir.

Bom, pelo menos nas telas do cinema, o fim do mundo chegará à próxima semana, dia 13, sexta-feira. O dia não poderia ser mais propício para se ver cenas chocantes e assustadoras. Coincidência ou não, vamos poder ver o que acontecerá com nosso planeta caso não nos conscientizemos e comecemos a mudar nossas atitudes, perante o próximo, perante o lugar onde vivemos.

E, para ilustrar bem esta tragédia mundial, e é claro promover o filme 2012 e atrair público, o metrô brasileiro, na estação Cantagalo foi o local escolhido para ser “inundado”. Através de adesivos especiais, quem passa pelo metrô se sente realmente no meio da inundação de um tsunami. Aliás, a paisagem do Rio de Janeiro também foi escolhida para ilustrar os cartazes e o trailer do filme. Cristo Redentor e Pão de Açúcar são soterrados pela água.

Faço questão de comparecer ao cinema e curtir na telona o filme eletrizante que promete tirar o fôlego com suas cenas de ação. O trailer, já é de arrepiar. Porém, acho que a moral da história, antes mesmo de ver o tal, é que a gente se dê conta das nossas ações. Que a gente cuide do Planeta, que na realidade já está dando sinais de “insatisfação” com o nosso desleixo. Os tsunamis, os ciclones, o aquecimento global, a extinção dos animais e recursos naturais. No nosso dia-a-dia, temos que repensar as atitudes que temos como indivíduos e que repercussão elas terão em nossas vidas.

Nem tudo é historinha... pode ser que algumas previsões sejam verdade e se realizem. Seremos cobrados por aquilo que fazemos, intencionalmente ou não.

Bom final de semana, com muito sol e praia à todos...
Porque neste eu vou colocar minha corzinha em dia rs.
Ninguém merece, né? Carioca branquela!

3 de novembro de 2009

Top Fashion Bazar

Ontem fui ao Top Fashion Bazar, situado no Extra, da Barra. Dentre as horas que permaneci lá dentro, em meio a tumulto, filas intermináveis, disputa por peças de roupas, sapatos e atenção dos vendedores, fiquei pensando em qual o propósito do Bazar, para ricos.

Sim, um bazar existe não somente para arrecadar fundos mediante algum propósito, mas também para beneficiar os mais desprovidos do que se está liquidando. Porém, nestas circunstâncias, fico pensando, onde se encaixa estes dois itens a não ser promoção de marcas das lojas presentes e a comprovação de que os ricos são ricos e dane-se o mundo!

As lojas alocadas no Extra eram as mais caras. Seus nomes vestem a pequena porcentagem da população privilegiada pela sua excelente condição financeira e social. E ainda, tem o desplante de se intitularem em liquidação. Liquidação só e for para os ricos. Sim, porque óculos a 500,00, uma blusa masculina a 80,00, vestidos, shorts, calças e blusas femininas, cada peça não saía por menos de 70,00, no mínimo. De tudo, os biquínis estavam em conta e mesmo assim, olhe lá! Como as lojas lá presentes são as mais caras do mercado caíram os preços, nada consideráveis, para enganar que havia uma liquidação. Pra mim, os preços estavam na faixa normal de vestuários.

Quando não estava tentando ver à vitrine das lojas ou entrar em alguma delas, sentei no saguão no evento para descansar meus pezinhos e então fiquei observando... Bom, figuras esquisitas e extravagantes tiveram sua passada no evento marcada, com certeza. Ficou nítido: rico que é rico se veste de qualquer jeito, evidenciando que não importa suas vestimentas e sim sua origem. Quem se “emperequeta” mais, pode crer que ou é emergente no ciclo, ou não faz parte dele, rs e tenta se manter “style”. Fora isto era possível presenciar todos os tipos de cenas protagonizadas por quem não está nem aí para a opinião dos outros. Eram brigas, encontros, conversas espalhafatosas... enfim! Fora as cenas, nada elegantes ocorridas nos interiores das lojas. Gente fina também comete gafes e, pasmem: contravenções. Pois é, pequenos delitos tidos como “descuido na hora de entregar as peças” não eram pouco comuns.

No todo, vale a pena pelo passeio e porque sempre ver “às modas” não é nada ruim. Mas, quem vai esperando grandes aquisições, porém tem suas condições financeiras limitadas, não se decepcione. Aproveite para colocar o papo em dia com as amigas, para fazer um lanchinho, bater pernas e curtir um dia agradável. Muitas vezes isto vale mais do que as compras em si, mesmo que o intuito seja a dita cuja. Quem sabe o próximo ano, o evento melhore e suas concepções mudem. Apesar de, o público alvo ser realmente a classe favorecida financeiramente, tida como melhor contribuinte.

Só nos resta esperar...

E eu, para fazer boa ação, acabei perdendo um típico dia carioca de feriadão com muito sol. Que dia lindo para se colocar a cor em dia, ainda mais eu que já estou um ponto abaixo da brancura. Porém, o preço que paguei por manter-me intacta ao sol, foi ver o sorriso de satisfação de alguém pela minha presença naquele lugarzinho por algumas horinhas.

Beijos e uma excelente semaninha que já começa para quem trabalha, com um dia a menos – risos...