22 de dezembro de 2010

Faca na Caveira...

Ontem, o Profissão repórter fez uma matéria com o BOPE, o treinamento, o dia-a-dia e as dificuldades de quem faz parte deste batalhão. E ainda, a conduta desta corporação que tem sido cada vez mais requisitada em operações em favelas, no Rio. Acontece que como toda história tem dois lados, todo lugar tem gente boa e gente que não presta. E estas laranjas podres acabam estragando a reputação das boas que estão no cesto. É o que vem acontecendo cotidianamente, com as reclamações de moradores sobre policiais do BOPE que invadem as casas deles, maltratam os moradores, depredam os bens e agem ilicitamente, de acordo com as práticas pregadas pela polícia: Servir e Proteger!


É, infelizmente este relatos não são poucos. E fica uma briga de empurra para ver em quem vai parar a culpa da vez. Se no bandido, que já explorava e maltratava o cidadão da favela. Se na polícia, que sempre entra atirando e acaba matando inocente. Nem sempre as coisas são o que parece ser. Nem sempre a polícia é a certa e bandido é o errado. As coisas não teriam chegado ao ponto que que chegaram, se na minha opinião, polícia sempre tivesse sido polícia e não se corrompesse para a milícia. Fazendo isto, está se tornando tão cruel e errada quanto um bandido ou um traficante local, que a polícia é paga para agir contra. Além de perder a moral com esta história de corrupção e ficar desmoralizada, a polícia acaba por ter a revolta dos moradores de favelas quando há uma operação lá e todos em seu interior são tratados como bandidos ou acusados de ter associação com o tráfico.


Tenho amigos que moram em comunidades carentes, e frequentando a casa deles, conheci tantas outras pessoas, que se encaixam nas frases populares: trabalhador, honesto, gente de família, que construiu a casa com o dinheiro suado de cada dia e não sai dali porque não tem para onde ir. Pode parecer frase feita, mas é verdade. Famílias inteiras que vivem à mercê de bandidos, de seus mandos e desmandos, agora temem a represália da polícia quando esta invade a comunidade. E o depoimento do menino que fora torturado por integrantes do BOPE por acharem que por ele ter cabelo pintado era figura suspeita de ter ligação com o tráfico, foi sensibilizador. Ele repetiu as mesmas frases que muitas vezes corre às mídias quando há mortes em confrontos no Rio entre polícia X bandidos. A polícia matou um inocente! Alguns ficam com o pé atrás e dizem: "Ah, morador defende os bandidos porque tem medo deles". Mas quando conseguem quebrar a barreira do medo e falar algo de ruim das autoridades competentes do país, o que fazemos nós? Julgamos mentira! E baseado em que? Na boa índole dos polícias de hoje em dia? Balela!!! Abaixo a PM. Berço da corrupção do Brasil. Como não se pode dar cabo do sistema da polícia inteira... Já estava de bom tamanho. É claro que as cabeças da parada são sempre os cargos mais altos. Porém, se ñ/ao tiver quem executar as ordens, a coisa pára de funcionar! Tropa de Elite 1 e 2. O melhor filme do ano, na minha opinião. Pois nunca vimos tão claramente os podres por trás das autoridades que regem o nosso país. Neste momento, compartilho do sentimento de decepção com a farda, a polícia e a profissão com o Capitão Nascimento. Nossa Secretaria de Segurança Pública é uma piada!


Aí, revolta ver que um grupo ou ações isoladas de policiais irresponsáveis e que não honram a farda que vestem, acabam por comprometer todo o trabalho de um batalhão como foi a operação da Vila Cruzeiro e Complexo do Alemão. Os moradores apoiando a força polial, dando informações, aplaudindo, implorando o Exército nas ruas. Mancha, denigre e expõe o bons policiais à julgamentos, à críticas, à dúvidas! O problema é que bandido hoje veste farda, usa armamento de guerra, tem carteira militar. E aí, fica difícil acreditar que a polícia está do lado da população amedrontada com tanta violência e não se aproveitar dela. Mas quem sabe, com a vontade do povo e dos policiais certinhos, como um corpo estranho que invade o organismo, estes maus elementos não sejam expulsos da corporação e tenham o mesmo tratamento dado a bandidos, presos por eles. Saco na cabeça e... "pede pra sair!".




PS: faltam 2 dias para o Natal...

19 de dezembro de 2010

O sono da mulher amada...

Este foi o título de uma coluna do Yahoo, escrita por Xico Sá. Nela, ele lança mão do escritor Alberto Moravia que diz, em seus textos: “Amar, além de muitas outras coisas, quer dizer deleitar-se na contemplação e na observação da pessoa amada”.  Até aqui eu concordo! Não há nada mais tranquilizante do que, no meio da noite, após acordar subitamente ou ser o primeiro a despertar pela manhã, olhar para o lado e ver seu amado(a) adormecido, entregue ao sono solene e você ter uma satisfação imensa com este momento.


Seria perfeita a cena, digna de Hollywood, se na prática, não fosse tão caótica assim. Com o passar do tempo a intimidade trás atitudes, manias e a rotina em si. E nela, nem sempre as coisas são tão lindas como nos filmes, nos descrevem ou pensamos que será.


No acordar a mulher nunca está de maquiagem e pronta para o desjejum belíssima como nas novelas da Globo. Às vezes está de cabelo em pé, com a cara inchada, de mau-hálito, de mau-humor. Ou seja, um bagulho total. Por mais que a noite tenha sido perfeita. Não há paixão que resista a um desajuste desses, rs. Por outro lado, se a pessoa ficar preocupada em viver numa tela pintada seu conto de fadas, nunca será ela de verdade e nunca irá se sentir à vontade na presença do amado, com ela mesmo ou em sua própria casa.


Não tô levantado a bandeira de que depois de certo tempo de intimidade algumas atitudes vergonhosas que as pessoas praticam na intimidade devam desaparecer ou não existir. Se for assim, os casamentos não existiriam. Pois compartilha-se estes penosos momentos também. Mas tenha dó! A pessoa tem que ter bom senso. Você não vai ficar com alguém que tem péssimos hábitos só porque você ama. Ou porque isto acaba sendo normal. cada um tem que fazer a sua parte para manter o encantamento e o fogo da paixão aceso. Mas não vislumbrar a perfeição! "... um homem e uma mulher jamais deveriam dormir ao mesmo tempo, embora invariavelmente juntos, para que não perdessem, um no outro, o primeiro carinho de que desperta", como bem disse o cronista Antonio Maria.


É a pessoa conservar em si a beleza que plantou nos olhos do outro, mas sem assumir a carcaça de outro alguém que na verdade não é. Mas, o despertar é dose. O homem tb não foge a esta regra. As vezes ronca, baba, tem mau-hálito, solta um peidozinho vez ou outra rs, tem ressaca... Não é propriamente um Edward, de Crepúsculo. Um gentleman! Mas, acaba fazendo parte. Desde que não ultrapassando certos limites da normalidade para não acabar sendo um cara ou um mulher escrachada. Aí, ninguém merece!!! rsrs... Acho que o dia seguinte é o teste que todo homem ou mulher acaba fazendo com seu parceiro, para tentar conhecê-lo melhor e ver como ele(a) reage na intimidade. O que, muitas vezes, é uma precipitação. ter bons hábitos um dia não quer dizer rotineiramente. nem quer dizer que uma "gafe" vá se repetir todos os dias da vida da pessoa. Não deveria servir como um termômetro medidor de conduta, mas infelizmente, é assim que é.


Bom, depois dos 3 meses de experiência, rs, meu marido não é exatamente um modelo de hábitos adequados na intimidade. Mas isto não diminui minha admiração e meu gostar por ele, porque eu o aceito como ele é. E ele sabe os limites de tolerância de nossa intimidade. Apesar de sermos bem expansivos um com outro, tem coisas que cada um faz reservadamente. Até para proteger o outro e a si mesmo!!!


Mas que é bom você ver a pessoa que está contigo dormir satisfeito, com você, há, isto é!!!!







16 de dezembro de 2010

Aeeee galera, vamos comprar!!!

Gente, mergulhei de corpo e alma no mundo das compras coletivas. No início quando fiquei sabendo da existência dos sites, até através de uma reportagem na TV, fiquei com um pezinho atrás quanto a veracidade das compras e o processo de devolução do dinheiro, caso a compra não se realizasse. Mas, depois de conversar com algumas pessoas que aderiram à moda, e me garantiram quanto a seriedade dos sites, fiquei mais à vontade para experimentar.

Como tinha várias opções na mão de sites, fui entrando em 1 por 1 e fazendo o cadastro. O mais recomendável é o Grupo On, mas também existe o Peixe Urbano, Oferta Off e uma infinidade, tal como, Clube Urbano, Click Cupom e tantos outros... A minha tática era entrar em cada um deles e ver os produtos anunciados e qual deles oferecia o melhor desconto. Só que cada um oferece desconto de produtos diferentes, na oferta do dia. O preço? São todos em conta! Acontece que eu acho que o Grupo On tem mais variedade de serviços e produtos anunciados diariamente. Vai desde restaurantes e bares, até tratamentos estéticos e de saúde, passando por passeios, diversão e lazer e produtos eletroeletrônicos e domésticos. mais satisfação, na minha humilde opinião.

Até agora, comprei um passeio de escuna, um rodízio em uma pizzaria e aguardo, diariamente ao abrir meu email,uma nova oferta que me agrade, quem sabe um tratamento estético ou capilar? Nada mal...

A questão é, que esta novidade, aqui no Brasil, para nós, veio para ficar e movimentar o mercado de compras e facilitar o acesso dos consumidores. Serviços e produtos tem aos montes no mercado, porém, mesmo com o pagamento facilitado, as vezes se torna inviável consumir alguns deles pelo preço de custo. Não que eles não valham este preço, nosso orçamento apertado é que não se estende para tantos afazeres. E as empresas, desta forma, com desconto, acabam lucrando um n° maior do que se estivesse vendendo seu serviço ou produto pelo preço normal. Se de repente 10 clientes comprassem um serviço de estética, viagem ou jantar de 150 a 300 reais, imagina o dobro ou triplo de clientes pagando a metade do preço. O que vale mais?

Pura inteligência, de quem criou e de quem implantou esta concepção na mente dos empresários! Tomara que não seja apenas uma febre momentânea e sim, que venha para ficar. Pois possibilita muito também para quem quer ter acesso a coisas diferenciadas, mas não tem condições $$$.


Beijossssssssssssssss

12 de dezembro de 2010

Feliz aniversário, maninho!

Hoje, é aniversário do meu irmão de criação e consideração, Fabio. Como ele é uma pessoa que possui a agenda muito cheia, rs, não organizamos nenhuma grande confraternização. Apenas um churras básico regado de muitas risadas e diversão. Como alívio contra o calor, rolou um banho de borracha para as crianças e os meninos que depois do almoço, resolveram jogar uma bolinha. Entre bolas cheias, bolas murchas, alguns tombos e a desistência de sair um Ronaldinho Gaúcho daqui, rs. O aniversariante foi tocar, como faz rotineiramente, todos os finais de semana, por ser músico. Mas, nós que nada tínhamos a fazer, continuamos assando a nossa carninha, conversando e meu marido foi soltar pipa com meu sobrinho. Em meio a tudo isto, minha sobrinha lembrou que ainda não tinha tirado fotos com as roupas da apresentação de dança dela da academia do final do ano. Então, pra variar sobrou pra mim clicá-la a cada troca de roupa. Tudo bem que ela é meio expansiva e foram mais de 10 fotos por roupa. Praticamente: cada respiro era um flash, rs. Mas até que foi divertido eu rolar no chão e fazer disto uma missão impossível atrás das melhores poses. E, um dia sem nada demais, porém super agradável em família chega ao final. Amanhã é segunda, dia de branco e ralação!


PARABÉNS, FÁBIO... FELICIDADES!



E o natal se aproxima... Graças a Deus que terminei as minhas compras à tempo! Sexta, fui atrás do que ainda faltava e pude encerrar finalmente a minha listinha. Os shoppings já estão uma loucura e entrar em uma loja torna-se um ato de paciência, coragem e perseverança. Fora enfrentar as filas dos cAixas... Deus me livre  guarde! Agora, falta menos uma resolução para as festas de fim de ano!

Beijos e tenham tds uma excelente semana!

10 de dezembro de 2010

E vamos comemorar!




Hoje foi a festa de final de ano da ATP Engenharia, empresa que trabalho atualmente como estagiária de Técnico de Segurança do Trabalho. E, apesar de não ter trabalhado em muitos lugares, posso dizer com propriedade, que muito poucas empresas valorizam e agradam o funcionário como esta. Precisava ver nos olhos dos peões, que ralaram o ano todo a satisfação por estar ali. Não só porque a empresa compensou parte do trabalho deles com sorteio de bons brindes, churrasco adoidado e bebida liberada por tempo indeterminado.  Mas era possível comprovar pela integração de todos ali presentes, independente de cargo. Não havia grupinhos nem patotas. Engenheiros, Administrativos, Técnicos, Funcionários, Peões, Patrões estava lado a lado, rindo, brincando, se divertindo, brindando a um bom ano de muitas conquistas para todos. Vc se sente parte integrante da empresa. Fiquei feliz por fazer parte desta "família" que tão bem me acolheu. E que sem preconceito pelo meu sexo ou falta de experiência, me deu a oportunidade de tentar fazer um bom trabalho e mostrar minha competência e a que vim! Que o próximo ano seja 2011 vezes melhor do que este. Com muito sucesso e prosperidade profissional!

9 de dezembro de 2010

Nunca diga nunca...

Quando damos por sacramentado alguma coisa, o destino entra em campo e se incumbe de mudar tudo. Há precisamente 17 anos eu me acostumei a viver sem pai. Quando criança a gente se acostuma com a presença, mas não liga muito para a figura paterna. O que ela representa de fato, na falta ou na presença, só vamos nos importar a partir da adolescência, quando nos damos conta das coisas. E, desde então, nem figura paterna, nem a pessoa que representasse este papel, eu tive. 


Desde que meus pais se separaram, meu pai adotou a postura de viver para a nova família que arrumou e não ligar para mim. Isto me machucava demais, até um certo dia que eu não permiti mais que isto acontecesse. Para tal, tive que deletá-lo de minha vida. Literalmente, excluir de tudo. Não foi tão fácil e simples, como parece comigo dizendo. Restou, dessa atitude muitas mágoas, muita raiva e incompreensão pelas coisas terem chegado a este ponto. Acontece que numa destas zonas de conforto da vida, eu e ele, com nossas razões e emoções, nos estabelecemos e permanecemos lá adormecidos, porém inconformados por um longo tempo.


Esta distância só foi quebrada, um bendito dia, sabe Deus lá porque ele resolveu me ligar do nada. Tá certo que essa atitude dele ajudou muito, pois eu, com minha pontinha de orgulho, jamais pegaria no tel. para ir atrás e correr o risco de ser rejeitada novamente. O primeiro passo dado por ele ajudou a me desarmar de todo o texto que eu tinha decorado durante estes 17 anos, de xingamentos, revolta e tal. Mas na hora, as coisas não saem como o programado e a emoção falou mais alto que a razão e a dona da verdade que eu, sem humildade, pretendia ser. Conversamos, educadamente, sem melodrama e falsos carinhos e amores.


Confesso que fiquei abalada depois disso e passou a integrá-lo novamente em minha vida. Mesmo que temporariamente. Almejando que um dia, o meu sonho de tê-lo presente se tornaria realidade. Bom, acho que este dia ainda está longe de chegar a foi uma grande conquista chegarmos nesse ponto, depois de criarmos praticamente uma barreira entre nós. Ele não é do tipo que se importe muito e nem que tenha atitudes que comprovem o seu gostar com as pessoas. Ele é mais displicente, em sua fala, seus gestos...


Porém, depois de comunicar a doença e posteriormente o falecimento da minha vó, senti que algo mudou nele. Além de se importar ele estava tentando se aproximar. Claro, senti um pouco de receio nele, como se pisasse em ovos comigo e que temesse cometer qualquer vacilo novamente.  Normal, até aí. O que não era normal e eu sentia no ar era a verdade nestes gestos, nessas atitudes que eu nunca estive acostumada. Não sei que atribuir esta mudança. Se a velhice chegando e várias coisas maquinando na cabeça como solidão e arrependimento. Se a falta, saudade mesmo. Se a necessidade de fazer as coisas certas. Sei lá. Só sei que tudo que eu construi em torno da figura ausente dele e da pessoa relapsa que sempre foi aos pouquinhos está sendo destruída. Esquecer, seria impossível. Até porque eu acredito que enquanto a gente lembra das coisas, a gente não permite que as pessoas voltem a nos machucar de algum modo. Mas, deixar de lado, um pouco, baixar a guarda e se mostrar disposto a ver o que realmente acontece. Enfim, ele veio a missa, sozinho, de ônibus e ainda deu uma passada aqui em casa para saber de mim e da minha vida. Atitudes que até então, não faziam parte da pessoa dele.


Durante esta loucura que ficou a Penha por alguns dias devido a guerra do tráfico com a polícia, ele me ligava diariamente, se preocupava, coisa também com a qual eu não estou acostumada. A única pessoa que sempre se preocupou incondicionalmente comigo foi a minha mãe. Salvo alguns poucos e bons amigos e agora, meu marido. Atribui este feito a um milagre da minha vó. Que lá de cima, há poucos dias, já tinha realizado grandes feitos. Ah se ela soubesse... Bom, mas quem sabe ela não sabe, né?


Difícil não criar expectativas em torno disso. Mas difícil ainda é se abrir com medo de se machucar novamente. Mas, tenho que tentar. Tenho que dar uma chance, tenho que me permitir. Já fiz isto uma vez e não me arrependi. Quem sabe não acontece de novo? Deus queira...


Aguardo as cenas dos próximos capítulos, a diferença é que hoje eu sei exatamente os defeitos, as qualidades, quais são seus atos e do que é capaz esta pessoa que se diz meu pai. Não lido com ele mais no escuro, sem saber o que esperar. É como nunca esquecer como se anda de bicicleta. Mesmo tendo ficado muito tempo sem andar, rs. Só espero não sofrer mais decepções, e nem me arrepender!




E a vida não para de surpreender. Pois isto ela é maravilhosa e temos o dever de aproveitá-la cada segundo, até não poder mais.

6 de dezembro de 2010

Vai Flu, comemora o seu Tri...




Quem me conhece sabe que sou flamenguista de carteirinha, mas deixo-me aqui homenagear o título do Brasileirão de 2010, conquistado pelo Fluminense. Brincadeiras e implicâncias à parte com meu marido e alguns amigos, admiro o time pela sua história de perseverança. Um time que veio crescendo humildemente de baixo e chegou lá com um jogo limpo! Tá certo que muitas vezes, fiquei na dúvida se ele chegaria, rs! Em muitos jogos, quando ele tinha tudo para ganhar, ele perdia, hahaha... Perdi as contas de quantas vezes ele estava na liderança e baixou um ou dois pontos para seus rivais na liderança. Seus atacantes mais erravam a bola e pareciam brigados com ela. Que dirá Fred, né? Que perdeu uma imensidão de gols em baixo da trave. Inédito! Parecia viver uma maldição. Mas enfim... vou falar muito não senão vou começar a achar os defeitos e esquecer a diplomacia, rsrs.

O que importa, é que mesmo o título passando para os tricolores, ao menos no Rio, ele ficou! Nada de paulistas ou gaúchos na vitória!...

Mas ano que vem a faixa volta para nós: Mengão! Vai Flu comemora o seu tri porque eu ainda tenho meu Hexa! rsrsrs....

Beijos e parabéns a tds os tricolores

3 de dezembro de 2010

Rio em Chamas

Há alguns dias, começou uma guerra contra o tráfico no Rio de Janeiro, na zona norte da cidade, mais especificamente entre policia e bandido, novamente. Nada de extraordinário teria isso se desta vez a comunidade que estava sendo tomada pela polícia e que durante anos esteve sob o poder arbitrário, violento e desonesto do tráfico não estivesse apoiando a lei. Pela primeira vez, uma ação destas comoveu grande parte da cidade e, principalmente quem mora na Penha – Vila Cruzeiro e em Olaria, Ramos e Bonsucesso – Complexo do Alemão. Volta-se a acreditar que a justiça existe! Mas até quando? É a pergunta que ronda a cabeça dos moradores destas comunidades e entorno, com medo de que a bandidagem volte se a policia desocupar as favelas. E, por que só agora uma força tarefa de grande porte unindo as forças armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), Polícias Militar (PM), Civil e Federal, a Força Tarefa, BOPE e CORE foi montada para desmanchar este esquema de drogas, lavagem de dinheiro e abuso de poder? Pela primeira vez a zona norte toma conta das páginas de jornais e noticiários de rádio e TV sem ser apenas para relatar assaltos, matança, drogas e violência. Desta vez, as manchetes emanavam esperança. Bandeiras brancas nas portas e janelas das humildes casas eram as fotos de capa. E as frases de destaque eram de agradecimentos, ao governador, aos policiais e a todos que olharam para esta região pedindo socorro, e atenderam. E assim, mais uma vez, o Rio segue na luta pela tão sonhada paz.

Eu, moradora da Penha, há 27 anos, sonhei com este tão esperado momento. Um lugar agradável, de comércio vasto e farto de alegria, que vivia desvalorizado e aterrorizado pelo medo. Falar que mora na Penha, virou vergonha. Não pra mim, que sempre tive orgulho das minhas raízes suburbanas e sempre que pude salientei que “aqui não tem só favela, tem muita coisa boa e gente digna”. Mas, não adiantava muito. A fama do grande tráfico de drogas na região foi maior e nós, moradores, acabamos ilhados, dentro de nossas próprias casas, reféns da impunidade. Nossa revolta diária enfim foi ouvida quando a partir de uma quinta-feira qualquer, dia de trabalho, estudo e correria para a maioria da população, a Marinha sai às ruas em seus tanques de guerra num gesto extremado contra atos extremados, por conta dos bandidos. Desde terça, em retaliação à polícia, bandidos das duas maiores facções criminosas começaram a “tocar o terror” na cidade. Eram carros, ônibus, motos, vans ou qualquer outra coisa que pudesse chamar a atenção da polícia e dos políticos e que causasse o caos. Vários bairros eram atacados ao mesmo tempo e nessa hora pudemos ver quantos bandidos existem de fato, soltos por aí. Mesmo com os apelos de repórteres e comandantes mil de que a vida fosse levada normalmente fora do bairro da penha, era impossível sair com a sensação de insegurança. Embora toda força policial estivesse nas ruas, ainda não era párea para os 600 estimados traficantes que habitavam os complexos da Penha e do Alemão e comunidades chefiadas pelas Facções Criminosas destas duas favelas.

Neste dia, que Estado ganhou às ruas com os aplausos e bênçãos da população, senti a revolta como cidadã na hora em que, ao vivo, era mostrada a imagem de mais ou menos 200 traficantes ou mais deixando a Vila Cruzeiro para se refugiar no Complexo do Alemão. Minha vontade era de estar naquele bendito helicóptero da polícia, com um franco atirador e fuzilar todos eles. Nesta hora, me considero uma verdadeira Capitã Nascimento, de Tropa de Elite: bandido bom é bandido morto! Mas, infelizmente isso não foi possível, pois os policiais tinham que se resguardar e cuidar para que o helicóptero não fosse abatido e caísse sobre casas de moradores inocentes e já muito prejudicados, privados de direitos como rua asfaltada, luz, saneamento básico, coleta de lixo, saúde e educação. Mas, por eles, por nós, os Direitos Humanos não olham. Só defendem vagabundo que acham que têm direitos. Nós parecemos que só temos o dever, de sustentar eles dentro dos presídios com nossos impostos, para lá, na ociosidade do tempo deles, pensarem em como nos roubar, nos destruir mais. Quando a polícia age com sabedoria e seriedade, mesmo assim ainda é responsabilizada por matar “os bons filhos das mães que achavam que eles não faziam nada”. E nossos filhos, pais, irmãos, netos, amigos que foram mortos ou lesados por eles de algum modo? Isto, já não importa. Somos pobres, mas somos limpinhos e não podemos usar a pobreza como desculpa para a falta de caráter.

Jornalista, por formação deu orgulho de ver a minha “laia” agir tão presente num dos momentos históricos de nossa cidade. Sua cobertura em tempo real foi de total importância até mesmo para a avaliação da polícia. E através da mídia acompanhamos passo a passo todo o desdobramento de uma história que começou lá nos anos 90. Vimos o empenho dos repórteres que não mediram esforços para nos dar as melhores e mais precisas informações sobre o caso. Vimos os incansáveis Ana Paula e Márcio, que viraram dias e horas nas telas dentro de nossas casas. O já contratado da Globo, Rodrigo Pimentel, comentarista policial das ações. E o empenho de tantos outros jornalistas para que viesse até nós a notícia, nua e crua, factual. Jornalismo limpo, branco e não marrom, é isto que queremos ver. Aplausos também para a imprensa.
Mas o maior aplauso é para a nação brasileira, que cansou de ser açoitada e se acovardar. Gritaram liberdade e ela se fez abrir as asas sobre a Penha e com a força de Deus e dos homens, sobre todas as comunidades carentes do Rio de Janeiro. Com a Nossa Senhora, lá do alto da sua Igrejinha a nos abençoar, vamos que vamos, porque atrás vem gente...


24 de novembro de 2010

Os guardados de alguém...

Fim de semana comecei, penosamente, a arrumar as coisas da minha falecida avó. Começamos pelas roupas e depois entramos nos guardados pessoais dela. Gente, é impressionante como algo que pode ter representado muito para alguém um dia, para nós, hoje nada ser. Apenas meras lembranças em objetos mil...

Eram fotos, mechas de cabelo, roupas de neném, revistas e jornais antigos - nos quais tentávamos achar o motivo que tivesse levado a ser guardado, rs - broches, cartões de aniversário e natal e um diário, dado a ela pelo meu avo, em seu aniversário, no ano de 1946. Além de ficar fascinada por poder ver diante dos meus olhos um pedacinho da história que tanto ouvir falar alí, viva, também fiquei deslumbrada com as palavras que li no diário. Os momentos eram retratados com tal fidelidade que tive a impressão de estar dentro deles e de poder até visualizar roupas, gestos, lugares. Além de achar um mimo meu avó ter descrito desde seu interesse por minha avó, desde os segundos que eles se cruzavam até namorarem e casarem de fato. É também uma forma de eu conhecer um pouquinho mais da história deles e da vida dela, em particular e me aprofundar mais, sabe?

Bom, voltando a arrumação, o mais difícil era tentar entender os motivos pelos quais minha vó foi levada a guardar certas coisas. Céus! E de certa forma, até era engraçado imaginar as possibilidades. E ver brotar, de uma gavetinha cacareco que dava para lotar um armazém, rs. Com todo respeito: minha vó era bagunceira de marca maior. E guardava tudo quanto era treco. Desde pedaços de panos velhos e resgato, sem utilidade até milhares de revistas de crochê, bordados e pintura que ela não fazia mais tinha uns 5 anos, rs. Bonecas minhas que não sei porque guardava se estavam ruins, rs. E uma infinidade de coisas de costura!!! pelo visto, esta arrumação vai levar um pouquinho mais de tempo. Porque só Deus sabe o que mais ainda vai sair de dentro daquele armário pequenino, rs. E eu que pensava às vezes que ela tinha pouca coisa. Ela que camuflava mesmo, haha...

Deu para matar um pouquinho das saudades dela. Das roupas eu peguei algumas coisas, umas porque dá para usar, já que vestíamos o mesmo número. E outra porque quero ter algo dela como recordação. Apesar de saber que ela vai estar sempre comigo, nas mínimas coisas aqui em casa e no meu pensamento. Queria algo de concreto para um dia poder mostrar ao meu filho e dizer que foi da bisa dele. Mas, tô gostando de colocar os guardados dela em dia. Aproveito para me deliciar um pouquinho mais nos seus segredos e desconhecida história, por mim e para me despedir mais. Além, é claro, de dar boas risadas!!!


19 de novembro de 2010

Na vida a gente cai e levanta

Por mais que a gente esteja acostumada a levar rasteiras da vida, uma nunca é igual a outra. E sempre nos surpreendemos quando isto acontece, por mais que em algum momento, percebemos que mais cedo ou mais tarde será inevitável! Desentendimentos e até abalo de amizades acontecem corriqueiramente, pelos mais variados motivos, desde divergência de opiniões até intrigas e mentiras. Quando simplesmente é límpido se chega a um consenso de que não dá mais, beleza! Só não sei o que as pessoas ganham falando mal por trás, fingindo, mentindo, sendo ardilosas. E, numa hora destas, como dizem que toda história tem dois lados e eu concordo muito com isto, pessoas que rodeavam os personagens principais da trama vão ter que se posicionar. Se for por livre e espontânea vontade que eles escolhem um dos dois lados, ok! Cada um tem direito a creditar e pensar de acordo com suas convicções. Mas usar da manipulação e até da repulsa para forçar alguém a ficar do seu lado, é jogo sujo. Acho que as pessoas, pelo menos as que eu convivo e acredito ser, são muito maduras para se deixar influenciar pelas ideias dos outros. Cada um vai ter seu pensamento, mas que de repente não incomodará para que a amizade continue a fluir bem. Mas hoje, vejo que não é bem assim e isto me chateia bastante. Sei que mostra que a pessoas ou não era tão amiga ou não me conhecia tão bem a ponto de acreditar em qualquer coisa que falem a meu respeito. Mas dói do mesmo jeito. Eu, do meu lado, já evito aumentar a repercussão, justamente para não causar saia justa à ninguém. Que fiquem com apenas uma versão dos fatos, não me importo. Aqui dentro, sei bem minhas razões e motivos para ter agido de tal maneira. A gente não cansa de se decepcionar. E não deixa de ser uma forma de aprender com as experiências. Nem digo que foi erro, pois quando estava lá e fiz tudo que fiz, achei que era o certo a fazer. Hoje, só estou magoada com a falta de gratidão e incompreensão de uns e outros. Pela falta de humanidade em prestar solidariedade em um determinado momento difícil para mim, fora as divergências, pela incapacidade de uma ato de bondade. Ainda mais vindo de pessoas que se dizem tão religiosas e espiritualizadas. Pra mim, então, ainda tem muito que evoluir. Mas enfim, cada um tece sua vida e colhe aquilo que plantou. Não desejo mal, principalmente porque não é do meu feitio e acredito que tudo de ruim que vc deseja ao próximo, se volta contra vc. E tb porque existem terceiros envolvidos no meio, que não tem nada haver com isto e que dependem da pessoa que hoje desprezo para ser alguém na vida. Não os condeno, apenas lamento que tenha que ser assim. Tô tentando aprender a ser mais generosa, principalmente comigo e não me cobrar tanto se as coisas não saem bem. Tô aprendendo a não me culpar por não dar certo se eu estava certa em meus pensamentos e sentimentos. Ainda tô aprendendo, à passos pequenos, porque sinto tristeza ao lembrar e penso se não teria sido melhor, apenas um gesto de mudez e um desvio de olhar para evitar tudo isto. Será que valeu a pena? Não sei... Só sei que pelo menos minha garganta não parece mais ter um bolo entalado nela e minha consciência tá leve. Porque bem ou mal, fui verdadeira e me aliviei. Resta agora esperar as cenas dos próximos capítulos. Fds irei ver a apresentação da minha sobrinha e vou me deparar com o problema em questão e com os que estão envolvidos indiretamente na questão. Se meus amigos me tratarem bem e com carinho como sempre fizeram, já ganhei a parada. O resto é apenas o resto e eu nem quero saber.... Ansiosa!

Beijos