6 de maio de 2015

"Mãe, senta aqui, me ouve um pouco..."


O dia das mães se aproxima e com ele nosso sentimentalismo aflora e sem perceber aderimos a todos os textos e ações clichês desta data. E aproveitamos para falar sobre a gratidão por tudo que nos foi feito e continua fazendo. Sobre o amor incondicional por toda a vida. Pela maneira louca como algumas agem em suas preocupações excessivas, mas que sempre acabamos entendendo e desculpando e mais tarde achando graça. E blá blá blá.

E todo mundo sabe que a sua mãe é a melhor mãe do mundo. E todo mundo sabe reconhecer sua mãe com defeitos e qualidades, erros e acertos. Aquela que nos diz que quando formos mães, entenderemos. Rs. E o pior é que eu desconfio que sim!

Mas eu, até hoje, nunca tinha lido um texto como esse. De filho(a) pra mãe, libertando-a da condição de livrá-lo das coisas ruins do mundo. Absolvendo-a da culpa de todo e qualquer coisa que possa eventualmente vir a acontecer com ele(a). Conscientizando-a de que cresceram não só por fora, como por dentro também. e que agora, não é quer que não se queira mais colo, cuidados e preocupação. Se quer sim e acho que sempre vai se querer! Mas com outro cunho agora, depois de filhos(as) crescidos. 

Missão quase impossível fazer mãe não exercer papel de mãe em tempo integral. Mas, de repente, quem sabe um dia, elas aprendam e consigam enxergar que a gente aguenta mais do que elas acham que a gente aguenta. E que aprendemos direitinho os ensinamentos delas desde cedinho, em sua barriga, em seu colo, encostadinhos em seu peito. E que elas podem confiar na gente como a gente aprendeu a confiar em si mesmo como elas nos ensinaram.

Mães, não ficou faltando nada, vocês foram e sempre vão ser tudo o que seus filhos sempre precisaram que você fosse!

Um lindo texto que eu me deparei essa manhã e que me tocou tanto que achei mais que justo vir aqui compartilhar com vocês.  Porque todos temos "essa mãe". E todos somos "esse(a) filho(a)".




"Mãe, senta aqui, me ouve um pouco...


Tá na hora de você dar uma sossegada.


Mãe, pára um pouco. Dois minutinhos só. Sei que a ideia de parar não existe para você, mas eu tô pedindo. Baixa a frequência, senta no sofá, alguém cuida de todo o resto, vai por mim.
Eu sei que não importa quantos anos passem, você tem a eterna sensação de que é responsável por tudo. Pela sua vida, pela minha, pela dos que nos cercam, pelo seu trabalho, pelo meu trabalho, por tudo- inclusive o que está absolutamente fora do seu alcance.
Sei que não adianta eu te dizer que sou adulto, sei que você nunca vai aceitar a ideia de que já não está mais no comando.
Pois é, mãe. Mas o fato é que me flagrei adulto. Não só por causa do trabalho, das responsabilidades e cobranças. Me percebi adulto num certo dia perdido no passado. Dia em que engoli o choro para que você não visse. O dia em que disse em que estava tudo bem quando o peito estava cheio de fantasmas. O dia em que esperei você virar as costas para poder desmoronar.
Por quê? Porque eu sabia que, de um jeito ou de outro, as coisas se ajeitariam. E não ia ser através das suas mãos. Então, por que te preocupar? Por que te angustiar mais do que você já se angustia por conta própria?
Mãe, eu parei de depender da sua barriga, parei de depender do seu peito, parei de depender das mamadeiras quentinhas, parei de depender da ajuda no banho, parei de depender da sua carona.
Mas você nunca parou de se preocupar. Talvez se preocupe ainda mais agora, porque sabe que o voo é cada vez mais alto.
Você se lembra das centenas de vezes em que eu gritei “EU QUERO A MINHA MÃE!” quando era criança? Na verdade eu não queria. Eu precisava. Precisava do seu colo, do seu beijo na testa, do seu cafuné, do seu cheiro. Precisava, porque sem você não havia chão.
Hoje eu não preciso, mãe. Você já me ensinou a amarrar os sapatos, andar olhando pra frente, levantar das quedas, limpar as lágrimas, rir de mim mesmo e seguir em frente. Mais do que me ensinar, você foi o exemplo vivo disso.
Sério mãe, o mundo gira sem que você o empurre. E eu me viro sem que você perca o sono. Porque chegamos num ponto da vida em que eu perco o sono ao te ver sem dormir. Essa dinâmica já não faz mais sentido.
O famoso “eu quero a minha mãe!” é agora. Agora eu quero você. Mas quero você tranquila, ouvindo minhas histórias, mexendo no meu cabelo, rindo comigo, opinando, discordando. Não de peito apertado. Não suspirando pelos cantos achando que eu não vou encontrar o caminho certo. Eu vou. Você me deu o melhor mapa.
Aceite meu presente desse ano: uma relação de amor e de parceria, não mais de dependência, nem prática, nem emocional. Tanto minha quanto sua.
Meu presente, na verdade, é quase um pedido. Essa noite, mãe, deite a cabeça no travesseiro sabendo que está tudo bem. Que mesmo quando minha vida estiver dura, você não precisa ficar com os olhos arregalados, olhando para o teto buscando saída. Isso é comigo.
Você construiu uma pessoa com o que havia de melhor em você. Deu o que tinha e o que não tinha para me fazer feliz e sólido. E eu estou aqui, consciente da minha sorte e da minha força.
Olhe por mim, peça por mim, orgulhe-se de mim. Deixe-me ser de novo a luz dos seus olhos, como fui quando era um bebê sorridente. Não me iludo, achando que você vai parar de se preocupar. Sei que é impossível. Mas deixe-me hoje ser eu quem te abraça e te diz baixinho: está tudo certo.


♥ Com um beijo de feliz dia das mães às mães de sangue, mães de coração, mães que estão do outro lado das nuvens (mas sempre por perto), pais que também são mães, às tantas madrastas que são o avesso dos contos de fadas, e a todas as pessoas que cuidam e amam pessoinhas que decidiram abraçar como suas."

Ruth Manus
Blogs Estadão




1 de maio de 2015

Pode tardar mas nunca vai falhar!





Deixe a vida fluir e as coisas ão de vir. 
Faça sem esperar ser retribuído na mesma proporção e com os mesmos gestos. 
Não crie expectativas demais. 
Não acumule males e coisas desnecessárias. 
Reclame menos e agradeça mais.
Veja o lado positivo das coisas e aprenda com as falhas e erros
Tolere as diferenças e tenha paciência com a demora. 
Tudo tem seu tempo. 
Dê o seu melhor e confie, tenha fé. 
O que tiver de ser, será. 
O que está reservado pra nós já está escrito nas linhas da vida,
E assinado embaixo pelo cara lá de cima. 
Façamos a nossa parte, que ele vai fazer a dele... 
Pode tardar mas nunca vai falhar!

30 de abril de 2015

Bem se queira, sempre!




O face me lembrou que eu 2012 eu escrevi isso. Mas acho que se aplica a qualquer ano e fase da vida. Bem se queira, sempre!

"Bem assim! Eu me importo até a última gota, mas também quando eu canso é de vez, largo de mão e nem quero saber! To numa fase da minha vida onde quero pessoas que venham para somar, que queiram fazer parte, estar presente. Quero momentos de alegria, de descontração, que sejam tristes até mas que tragam algum sentido e significado, que escrevam parte da história. Quero lugares e ares e amores e vida. Quero a sensação acalentadora de viver simples emoções, quero me embriagar das pequenas e sutis coisas da vida. Quero tudo que me faça bem e que provoque meu riso, minha leveza de espírito. E nessa nova jornada, só levarei o que couber na mala e no coração. Chega de martírios em vão! A vida é muito para ficar se apegando a pequenas coisas e principalmente gastando tempo se importando e fazendo por onde por quem não está nem aí pra você. Agora é assim, gostar de quem gosta de mim, fazer por quem faz por mim, me doar para quem se doa pra mim, ter tempo para quem tem tempo pra mim, procurar quem procura por mim, fazer questão de quem faz questão de mim... e vamos que hoje é um dia importante, o primeiro passo para uma grande conquista!"




29 de abril de 2015

De que se mantém um relacionamento?


Sabe do que um relacionamento é feito? Veja a historinha abaixo

Amar é simplesmente estar junto!
É ter uma infinidade dentro dos dias numerados!
São as singelas e espontâneas interações no cotidiano!
Se é no shopping, na festa, no cinema, na balada ou assistindo vídeos em casa e rindo de coisas bobas, não importa. O mais importante é estar junto, mas junto de verdade, de corpo, alma e coração. É quando o melhor lugar do mundo é dentro do abraço de quem a gente ama.

Lindo... fui às lágrimas!
 
Porque às vezes tem-se isso tudo, mas nunca se dá conta ou só o faz tarde demais.
Obrigada amor, por vivermos isso sempre.

Sabe aqueles pequenos momentos que todo mundo fala? Pois é, o artista Puuung deu um jeito de capturá-los e transformá-los em ilustrações para aquelas pessoas que ainda não entendem o que significa e o grande significado que há por trás de todos eles dentro de um relacionamento.
Como o próprio título já diz, são coisas simples, mas que podem ser a base em qualquer relação, porque, lembre-se: mais importante do que os grandes e eventuais gestos, são as singelas e espontâneas interações no cotidiano.
 
Sinceramente, passei alguns minutos olhando essas imagens, pois são perfeitas para nos fazer refletir sobre a forma como levamos nossos relacionamentos. E isso vale para TODOS NÓS!
 
 




































 
 
 
 O amor está nas pequenas coisas

24 de abril de 2015

Revendo meus conceitos...





Vivemos numa constante troca. Todos que passam por nossa vida deixam algo de si e levam algo nosso consigo. 

Levando muito em consideração as palavras da amiga Aninha de Andrade em um post dela e uns dias de reflexão, resolvi hoje em dia procurar o equilíbrio entre engolir alguns sapos e levar alguns desaforos para casa e quando rebater isso em certas situações. Pois ser passiva a tudo que nos acontece não é bom. Mas também, mesmo que faça bem expor o que sente na hora e ficar aliviado, muitas vezes depois, não só a coisa não se resolve como cria-se mais um problema. 

Chega de ficar arrumando encrenca à toa e por nada! Hoje em dia escolho quando, porque ou por quem vou me indispor, e peso se vai adiantar alguma coisa. Muitas vezes não vale o desgaste depois, que o sangue quente do momento nos impede de ver com bom senso. A vida tem me ensinado a escolher por quais batalhas vale a pena lutar e quais deixar passar. Deixar pra lá! Mas é deixar pra lá mesmo e não ficar remoendo por dentro. Até porque, no fim das contas, estarei eu aqui chateada enquanto o mundo sorri lá fora. 

Te digo, não é fácil! E eu nem sempre fui e pensei assim! Tem horas que ainda dou umas escorregadas rs. Sou humana e não perfeita! Mas no geral tem valido a pena respirar fundo mil vezes e contar até dez mil se preciso for, dar uma volta, beber uma água ou colocar o fone no máximo com uma música alto astral. 

Não tô me referindo a coisas mega, onde as vezes precisamos nos fazer ver/ouvir, nos impor. Mas outras vezes deixamos as pequenezas do dia a dia se transformar em indisposição e por nada. Quando dá eu sorrio e danço na cara da situação. Quando não dá eu simplesmente entro na bolha e acato o silêncio. Que no fim e todas as contas, ainda acaba sendo a melhor resposta dada na maioria das vezes. 

E sobre aquela célebre frase "ter razão ou ser feliz", tenho preferido escolher a segunda alternativa, mil vezes. Aprendi que a nossa paz interior não é negociável! E que estar de bem com a gente mesmo é o bem mais precioso que podemos ter! E como bem disse a minha amiga, tudo que de mal me acontecer eu despejo na próxima esquina, sorrindo e indo ser feliz. Daqui a pouco, se não der importância demais, já nem será lembrado. Afinal, cada um oferece o que tem. E nada é mais eficaz para desarmar pobres de espíritos e grosseiros do que gentileza, educação, simpatia e atitudes do bem. 

Aprendendo a me blindar para o meu próprio bem estar. E assim, eu não só evito acúmulo de lixo emocional como rugas e enxaqueca. A vida sempre nos ensina, da melhor ou da pior maneira. Cabe a nós escolher o tipo de aprendizado que queremos ter. Vamos nos permitir, deixar pra lá... vai valer muito a pena a longo prazo, você vai ver... 



22 de abril de 2015

Eu não consigo explicar, mas eu sinto. E como sinto essa dor que só eu sinto!


 "Mais vale um ciclo de amizade reduzido e verdadeiro do que grandes números de aparência."



Não é o tempo, nem a distância ou as atribulações e problemáticas da vida que afastam as pessoas. É o sentimento que não é forte como se pensava ser. E de pouquinho em pouquinho, vai se perdendo. A cada dia aumenta uma barreira que a gente nem sabe de onde surgiu. E tudo vira empecilho em vez de solução. E a gente nem reconhece mais o outro e nem se reconhece no olhar do outro. Algumas coisas independe de nossa vontade. E a gente é obrigado a se adaptar na marra. Mas sabe o que mais dói mesmo? É saber que só a gente se importa e se consome com isso tudo que acontece!

Não é a primeira vez e infelizmente também não será a última que eu venho aqui neste cantinho desabafar sobre as grandes decepções da vida, e que não são poucas. Mas tenho vindo vezes demais reclamar sobre a falta de consideração alheia de amigos que eu considero pra caramba, de anos, e que da noite pro dia passaram a não me incluir mais em suas vidas e sem nenhuma explicação para isso. Não fui deletada de todo, mas é nítido o não fazer mais questão, não só da minha presença junto, em eventos, no dia a dia, mas não fazer questão de esconder ou ao menos disfarçar que não fazem mais questão. E eu, me pego, mais uma de mil, vez aqui me consumindo porque eu parece que só eu sinto esse afastamento, falta de me sentir inclusa, pertencer, de fazerem questão de mim, e de uma história de anos que da noite para o dia não só mudou da água pro vinho, como muita coisa deixou de ser. Não se tem mais a importância nas mínimas coisas, já não se procura mais se ficarmos dias sem nos falarmos, já não participo mais das novidades e acontecimentos na vida, já não sou mais essencial. E só eu que fui a última a ver isso e admitir pra mim mesma que só eu faço questão e continuo ali, insistindo numa coisa que já não é mais há muito tempo, sozinha.



"Porque às vezes o amigo é só você!"



E eu me magoo, eu me chateio, eu fico triste, mas no fim das contas passo por cima em prol de um sentimento, mesmo que seja apenas eu que sinta. E quando enfim, recebo alguma atenção ou fagulha de carinho, eu simplesmente acabo por esquecer o que ontem tanto me feriu. Porém, tantas vezes esse processo se repetiu que eu simplesmente estou cansando. Principalmente destas pessoas nem sequer darem conta das atitudes delas. E olha que eu sou tão transparente que é impossível não perceber na minha cara, nas minhas falas, no meu jeito que algo está errado. Qualquer um perceberia. Mas óbvio, qualquer um que olhasse verdadeiramente pra mim, preocupado comigo. E dói, não vou mentir. Dói por muita coisa, coisas essas que talvez eu nem saiba explicar. Talvez eu ainda esteja vivendo e sofrendo pelo passado. O levei para o presente e o projetei no futuro e não vi que em algum dado momento da vida a coisa toda simplesmente não é mais como sempre foi. E já foram tantas vezes que eu me chateei com esse assunto e no fim das contas passou, no fim das contas eu achei que era impressão minha, no fim das contas eu achei que eu estava fazendo tempestade em copo d'água e entendendo tudo errado. Mas no fim das contas, desta vez, não quer passar! E no fim das contas, só pra variar, desta vez, eu não quero abrir mão do que eu tô sentindo pelo bem estar geral da nação. Para não me indispor, para não falar e chatear o outro, para não causar uma situação desnecessária, para não correr o risco do outro se decepcionar comigo pelas minhas atitudes por uma séria de fatores que eu sempre tive medo, principalmente desagradar e ser excluída. Por isso, por vezes e muitas vezes me calei, mesmo querendo falar. 

Com o tempo, o passar da vida e o viver das situações, algum tempo de terapia também ajudou na afirmação do meu eu. E desde essa mudança, confesso, não consigo mais guardar. Hoje em dia é vital para mim que eu exponha meus sentimentos. Senão, aquele nó na garganta e aquele peso no coração acabam por virar uma enxaqueca daquelas. Pois sou daquelas de martelar na mente o assunto o dia todo, fico ruminando o acontecido e o que eu devo fazer. E percebo que tudo que eu fazia antes já não consigo mais fazer. Hoje em dia eu tenho uma grande necessidade de me abrir. Mas cadê que os amigos do peito, de fé, irmãos camarada ligam pra isso? O que importa é estar sempre tudo muito bem. Ou então, estou cobrando e eles detestam cobranças. Certa vez eu li em algum lugar "não adianta explicar para quem está determinado a não entender" e "se você não entende o meu silêncio, tão pouco irá entender minhas razões explicadas". Achei simplesmente fenomenal! E é tudo o que eu venho fazendo... tentando explicar pra quem não está nem aí e me calando pra ver se sentem a minha falta e novamente, tão nem aí.


"Nem sempre as palavras conseguem traduzir o que sente o coração..." 


Mas aí vem aquela de estar cobrando. Não, eu não estou cobrando nada! Até porque ninguém é obrigado. A nada! Nem eu!  Estou apenas expondo meus sentimentos para pessoas que julguei se importarem comigo e com uma suposta amizade. E que quando uma das partes se sente incomodada com alguma coisa, a outra iria entender. Mesmo que não concordasse. Mas esse canal de liberdade de expressão e de poder se abrir sobre tudo e todos, agora também parece ter acabado. Eu não me sinto mais à vontade e sinceramente, nem sei como chegar e começar a conversa, simplesmente algo se quebrou e aquela compreensão acolhedora, aquela falta de julgamento e censura acho que não existem mais. E receio arrumar um outro problema maior com isso do que tentar resolver os que já tenho. Eu não sei mais como agir. Eu não sei mais como me portar. Desconheço completamente quem ontem eu julgava conhecer melhor do que a mim mesmo. 

E eu entendo que eu não posso cobrar nada. E nem esperar. Não posso exigir que se importem comigo, não posso exigir que haja reciprocidade de sentimento e ações, não posso exigir lealdade, não posso exigir saudade, não posso exigir minha presença em suas vidas, não posso exigir continuar sendo importante, amada e essencial, não posso exigir que me procurem quando apertar a saudade ou sintam minha falta em minha ausência, não posso exigir que os mínimos gestos tão significantes para mim continuem a ser feitos, simplesmente eu não posso exigir nada. Não posso esperar mais do que as pessoas possam dar. E não posso criar grandes expectativas em cima delas também. Mas eu na minha ingenuidade, com amigos quase irmãos, por mais que eu não possa esperar e nem exigir nada, ainda assim eu contava apenas com a consideração. Por mim, por uma amizade, por uma história, por tantos momentos juntos, por tanta coisa vivida. A gente sempre ouve dizer que não devemos fazer nada pelos outros pensando em ter em troca o mesmo pra gente. De fato, quando eu faço, faço de coração, porque quero e porque sim. Mas todo mundo espera ao menos um pingo de consideração. É do ser humano!


"Tenho meus defeitos, erros e falhas. Mas nunca me acusem de não ser de verdade!"


Eu tenho um monte de erros, sou humana. Mas se erro, peço desculpas. Me retrato! Cuido pra não fazer de novo. Me importo em não fazer com o outro aquilo que não gostaria que fizesse comigo. E me importo em manter perto de mim as pessoas que amo. Sei que mesmo mais uma vez passando por isso, não vai diminuir meu sentimento. Mas agora estou aprendendo a fazer o que fazem comigo. É difícil, mas tenho que tentar. E principalmente dar valor a quem me dá. tem um tanto de gente legal aí no mundo e que se importa e faz questão de mim. E eu aqui correndo atrás e sofrendo de quem não está nem aí. Tudo bem, ninguém vira amigo do peito da noite pro dia. Mas assim como os laços de amizade e afinidade podem se estreitar entre as pessoas, há também vários tipos de amizades e de amigos e que não deixam de ser mais ou menos pela sua classificação. 

Infelizmente a vida ao longo se sua trajetória mostra quem sempre vai estar, quem veio pra ficar, quem está só de passagem e quem nunca. E como eu já disse lá em cima não me resta outra alternativa a não ser aceitar. Dói, dói muito. E não é uma dor de decepção. É uma dor de falta mesmo. Como se me faltasse um pedaço, um dedo, algo assim. E não, não aconteceu nada do tipo ser usada, ter falsidade, intriga, inveja ou essas coisas que logo todo mundo pensa quando se fala em decepção de amizade. Simplesmente, acho que a roupa 36 ficou apertada demais para caber no manequim 40. A vida aproxima e afasta pessoas a todo o tempo. E numa destas fases, pode ser que alguns tenham se reaproximado mais do que se reaproximaram de mim. E somam compatibilidades, gostos, estilo de vida e de repente, dentro disso tudo, eu não me encaixo mais. Pode ser que eu ainda seja relevante e importante para eles. Pode ser que de fato a agitação do dia a dia e as atribulações da vida façam com que o tempo para procurar e dizer ao menos um oi fique escasso. Pode ser que seja apenas o jeito de cada um se portar, mas que não tenha a ver com o que sentem por mim. Mas, vai saber? 


"Não conte quantos amigos você tem e sim com quantos pode contar"
 


A gente só pode lidar com aquilo que vê. E no momento o que eu vejo é isso, um tipo de descaso mascarado de falta de tempo, mas que no fim das contas a gente sabe que se está a fim, sempre dá se um jeito. Pois todos tem tempo pra tudo entre si. Todos fazem questão de diariamente marcarem presença na vida uns dos outros. Todos fazem fazem um monte de coisas entre si, inclusive virar um grupo fechado e esfregar na minha cara que ali não é mais o meu lugar. E no mais, eu também tenho problemas, compromissos e responsabilidades e que nunca me impediram de estar ali procurando, querendo participar da vida, me importando, deixando claro que os amigos sempre são prioridade pra mim. 

As coisas podem mudar. É o normal da vida. Uma hora eu me acostumo e consigo seguir em frente e lidar com essa nova realidade existente, de ontem fazer parte e hoje não mais. Só por favor, se eu tiver credibilidade para pedir alguma coisa ainda, só não me tratem como se nada tivesse acontecido, como se tudo continuasse a ser como sempre, aparentemente, se no fundo, nada mais é igual. Não subestimem a minha capacidade de ler nas entrelinhas e de entender o recado mesmo quando esse não é escrito. Sejam simplesmente honestos comigo e deixem bem claro, a partir de agora, qual é o meu lugar. Fica mais fácil até pra mim me posicionar e tomar novos rumos rumos para a minha vida e abrir portas para novas pessoas entrarem. Elas nunca ocuparão o lugar de vocês e nunca serão tudo o que vocês sempre foram pra mim. Mas podem ser apenas amigos que não incluem e excluem alguém de suas vidas a partir de suas vontades. E de repente não vão me desrespeitar achando que eu não mereço nenhuma simples satisfação pelo corte abrupto de uma relação. E eu rezo para que isso nunca aconteça com nenhum de vocês pois quem mais sofre é quem sente e neste caso, sou apenas eu.


"Decepção não mata, ensina a viver..."