26 de abril de 2017

Seja feliz! ❤

Sabe quem fala mal da felicidade alheia? Gente infeliz! Incluindo você que às vezes dá pitaco na maneira como a fulana se veste ou ri em público, na melação com o namorado, naquela felicidade que só pode ser fingida com o marido, porque, ninguém é tão feliz assim! Vai, confesse que você já pensou isso de outra pessoa! E pensou, sabe por quê? Porque você, com absoluta certeza, não estava tendo esse tipo de felicidade na sua vida naquele momento.
Não é uma crítica a você não, a vida é assim mesmo, um dia a gente ri, no outro chora… Quando estamos felizes vemos beleza até na mosca, mas quando está doendo alguma coisa no peito, as coisas enegrecem um pouco dentro da gente.
Se você não faz sexo e escuta um papo na academia de um marido que não dá sossego, logo pensa “ah, duvido, isso deve ser mentira, essa aí está falando só pra se aparecer”. Se você não vive um amor avassalador, daqueles de sorrisos de dar inveja mesmo, quando vê alguém vivendo fala “duvido que eles sejam sempre felizes assim”.
Seja como for, quando não estamos bem, sempre apontamos os defeitos que talvez existam mesmo, ou talvez tenhamos inventado para o conforto da nossa infelicidade. Não é nem porque queremos ver os outros infelizes, mas é porque na nossa mente e coração infelizes, acabamos projetando certa inveja da felicidade alheia.

Vamos vendo os defeitos e somos incapazes de torcer. Especialmente se quem está feliz nos magoou em alguma parte do caminho, aí voluntária ou involuntariamente fazemos uma torcida organizada pela desgraça do outro. Ficamos naquela expectativa pela queda e enchemos a boca para dizer “eu sabia”.

Nós acabamos criando um ideal do que é ser feliz. Esse será sempre o problema da humanidade, idealizar demais, projetar expectativas demais e não assimilar a realidade como ela é. Na vida real, essa pessoa que você vê imensamente feliz, andando de carro velho, sem casa própria, é feliz porque a felicidade dela não está no ter, mas no ser. No lugar da casa própria ela adquiriu amor próprio e trocou o carro novo pelo que o dinheiro lhe dá em doses homeopáticas de felicidade diária.
Aquela pessoa que você vê esbanjando amor e felicidade ao lado de alguém cujo estereótipo não tem nada a ver com o que você imagina que seja ideal para ela, não está nem aí para as aparências e muito menos para o que você, o João ou a Maria pensam sobre isso. Porque dentro dela existe um sentimento muito maior e que no auge da sua amargura, você não vai mesmo conseguir entender e nem ela precisará explicar porque enquanto você perde tempo palpitando, ela ganha tempo vivendo.
Gente feliz olha um casal de morador de rua abraçado na calçada e pensa “isso que é amor de verdade”. Gente amarga olha para o mesmo cenário e pensa “coitados, que amor sobrevive a isso? Devem estar drogados”!
Gente feliz olha quem não tem nada de material para mostrar, mas esbanja felicidade saindo pelos olhos e pela boca e pensa “ela está feliz mesmo, dá pra ver nos olhos”. Mas gente amarga talvez pense “mas é uma deslumbrada mesmo, não tem onde cair morta e finge que é feliz”.
Felicidade é questão de ser. Amor próprio é questão de ter. E às vezes o coração fica meio sombrio mesmo, a gente duvida das coisas boas da vida, a gente torce inconscientemente pra tudo dar errado porque aí temos aquela sensação de que não estamos loucos. Quando você lê por aí que tudo é energia, tudo é energia mesmo. Acredite nisso! E talvez a razão pela qual tudo pareça ser sempre tão sombrio dentro de você, não é porque você está num inferno astral, mas porque está abraçando as nuvens cinzas com tanta convicção que esquece que por trás dela o céu é sempre azul.

É você quem acha que o cara da casa ao lado precisa ter um emprego assim, um carro assado, se vestir dessa maneira e fazer isso e aquilo da vida. É você quem acha que a Bernadete só pode ser feliz se além de todo o amor que ganha, tiver carro, dinheiro, casa. É você quem acha que a pessoa precisa de sexo todo dia, ou uma vez por semana. Tudo é você. Aquilo que a sua mente criou é o que você acha, mas ei, avise pra sua mente que cada tem sua vida e como o outro vive a vida dele é problema dele. Ele é feliz? Não é? Não é problema seu. Preocupe-se em ser feliz você e quando isso acontecer, você nunca mais olhará para os outros com esses olhos críticos e esse coração amargo.
É você quem morre de trabalhar um mês inteiro e rala pra caramba para pagar as contas que não entende porque aquele cara que vive livre, leve e solto parece ser feliz. Você vai sempre achar que existe algo de errado na vida das pessoas que não vivem dentro dos seus padrões, vai ter sempre a receita de como elas deveriam viver a vida delas, mas olhe, preocupe-se apenas em perguntar: você está feliz? Não importa se você não entender ou aceitar a felicidade alheia, respeite a maneira como a pessoa escolheu ser feliz e quem sabe, copie a fórmula!
Deixe o vento levar as nuvens carregadas, deixe que as pessoas deslumbrem-se com a felicidade, ou que sejam loucamente felizes. Oras… Você está menos vivo agora do que quando começou a ler esse texto, então, quanto tempo ainda vai perder tendo essa visão amarga da vida? Deslumbre-se! Enlouqueça! Seja feliz! Tudo começa em você e a partir de você, todas as pessoas ao seu redor viverão a energia que transmite.
Seja feliz! ❤

12 de janeiro de 2017

CARPE DIEM




Viver um dia de cada vez: eis um grande desafio!

Observando as pessoas que me cercam e principalmente baseada em minhas experiências, percebo que viver um dia de cada vez, sem tantos planos concretos, com maior intensidade, menos coisas e estar rodeada de pessoas simples, tem sido uma boa maneira de buscar a felicidade, tanto na vida pessoal quanto na social e profissional.

No auge dos meus trinta e três anos (grande coisa!) me deparo com algumas reflexões:

* Definitivamente, não se pode agradar a todos e sua vida não pode parar por conta disso. As decisões da vida precisam partir preliminarmente do coração, passando pelo crivo da razão, sem você necessariamente estagnar por medo diante de uma possibilidade.

* Gente do bem e de bom coração retarda os julgamentos e críticas e geralmente se relaciona com pessoas que agem de forma semelhante. Ou seja: menos dedos apontados e mais mãos estendidas é uma boa forma de atrair o mesmo.

* Humildade ainda é a mais recente forma de amor. Se você for humilde em alguns momentos e em outros se coloca de maneira prepotente, pare tudo e se analise: há muito complexo de inferioridade que precisa ser trabalhado aí. As armadilhas do ego são atrativas; é preciso ter um bom nível de autoconhecimento para não cair nelas, nem perder as boas pessoas que cruzam seu caminho. A boa notícia: você geralmente sente quando está sendo prepotente. Repare no olhar que as pessoas direcionam a você enquanto você está falando (ou se exibindo).

* Você não precisa provar nada a ninguém. Você não precisa mostrar que sabe, que podes, que tem, que faz, que fez, como faz, como fez, que isso, que aquilo. Isso é uma grande perda de tempo. Seja você, aja com segurança e isso bastará. Ser é melhor que ter e agir ainda é melhor que falar. Quem muito mostra, pouco tem. Quem muito fala, pouco faz.

* Caráter é uma espécie de diamante bruto que precisa ser lapidado. Ter caráter e ser íntegro é tarefa para qualquer pessoa que estiver disposta a ser melhor. Caráter tem relação com hábito: se você não praticar as ações que compõem o bom caráter, você jamais o terá. Sobre as pequenas ações, essas estruturam um padrão de comportamento que permite que as pessoas se aproximem ou não em você. Geralmente são elas – as pequenas atitudes - que fazem a diferença. A verdade é que atualmente, um bom caráter é uma virtude dificílima de encontrar nas pessoas. No mundo de hoje, caráter funciona como uma moeda de troca.

* Mais vale um abraço em silencio do que um “eu te amo” gritado aos quatro cantos.

* Não tenha medo de se assumir como é.

* Comer, dormir, dançar, sorrir e amar é vida!

* Amor próprio continua sendo a mais autentica forma de amar. Quem vive a sua vida é você. Ouça o que sua família e amigos têm a dizer, mas no final, saiba que as decisões são suas e as consequências delas, também. Não terceirize a responsabilidade da sua felicidade e das suas escolhas.

* Está complicado, difícil? Pense no quanto você é responsável pela desordem da qual se queixa. Quer resultados diferentes? Então pare de fazer as mesmas coisas!

Enfim, viver tem disso: não há garantias de nada nesta vida. A nada! Feliz de quem é maduro o suficiente para saber lidar com essa realidade, mantendo o equilíbrio nas escolhas e lucidez nas consequências.

Completando o pensamento inicial (Carpe Diem), finalizo essa reflexão acreditando que o futuro pertence aqueles que vivem bem o presente: um dia de cada vez, um passo é um problema por vez, vivendo intensamente e planejando o que for possível. Se a vida não está acontecendo exatamente do jeito que você planejou, não adianta dar murro em ponta de faca. Talvez seja hora de se acalmar e deixar a própria vida respirar um pouco. Nós abafamos muito a vida, com nossas ansiedades, necessidades e imediatismos.

Até mesmo ela - a própria vida - precisa de um tempo da gente. Demos, então, esse espaço. Porque a única coisa que a vida quer da gente é espaço. Um espaço para que as coisas aconteçam não apenas do jeito que planejamos, mas, sobretudo, da forma que realmente merecemos.

Então pare, simplesmente, de reclamar, de buscar o impossível, de exigir perfeição (de si e dos outros), de querer encontrar lógica para tudo, de contabilizar pós e contras, de tirar conclusões precipitadas, de tentar manter a vida sob rígido controle. Simplesmente viva e deixe a vida ser a vida!


Fê Miceli