30 de janeiro de 2013

E ainda parece que não é verdade...


E ainda parece que não é verdade... O sentimento de incredulidade tomava conta do velório que aos poucos recebia mais e mais pessoas timidamente entrando na sala e se perguntando mentalmente se aquilo estava mesmo acontecendo. As pessoas demoraram um pouco para avaliar a situação e deixar a ficha cair. Mesmo assim, inevitável a sensação de surrealismo. Uma hora ela estava conosco, muitas pessoas chegaram a falar com ela 24h antes de tudo acontecer... A sensação não era de perda simplesmente. Era como se ela tivesse sido arrancada de nós e não apenas partido! Todo enterro é comovente e triste. Ninguém fica feliz em um enterro quando alguém morre. No máximo conformado quando a morte se torna inevitável e irremediável. Bom, para todos nós é assim mesmo. Mas, para algumas pessoas, a morte vem mais rápido do que para outras. Mas o clima ali era pesado, de indignação, inconformidade, não aceitação. Como a vida de alguém se acaba assim?

Acho que pior momento, de todos que foram muito ruins, foi a hora de fechar o caixão. Quando a mãe dela,  teve que ser retirada de cima do corpo da filha e tomada pela revolta e pela dor, berrava: que Deus é esse que faz isso com uma mãe? Cadê a justiça e a bondade? De fato, acho que no nosso íntimo, estávamos todos nos fazendo a mesma pergunta. Um dia a gente entende, um dia a gente aceita, uma dia ameniza e passa. Mas no auge de todos esses sentimentos em ebulição, ninguém consegue aceitar de bom grado, por melhor e mais compreensivo que seja. A irmã dela desmaiou e eu e meu marido junto com alguns amigos em torno a amparamos. O pai dela, incrédulo ainda com tudo aquilo estava paralisado, estupefato. Não emitia nenhum som, não esboçava nenhuma feição. Duro que nem pedra. Desconfio que era para não se entregar a emoção! Cada pessoa que entrava naquela sala e que eu conhecia, que tinha convivido - e que eram muitas - era uma história que eu lembrava. Era coisas bobas que de uma hora para outra não iriam mais fazer parte da minha vida. 

Passei a boa parte do velório no fundo da capela ou do lado de fora. Salvo quando parava para explicar a alguém o que tinha acontecido. Não estava me sentindo muito bem. Não fui lá perto do corpo. me despedi mentalmente, à distância. Já me bastava ter que vê-la fria, inchada e cheia de hematomas quando cheguei ao hospital para ajudar a mãe a vestí-la. Lógico, ela estava sem estrutura e fui dar meu suporte.Mas, isso, foi além da minhas capacidade  de aguentar. Uma cena horrível que não sei quando e se sairá da minha mente. ver a mãe dela ali, conversando com ela em um lamento profundo foi de cortar o coração! Passei a mãos em seus cabelos emaranhados, seu rosto gelado na esperança de que aquilo fosse somente um sonho ruim. Mas não, não era. Era a minha pequena de fato, deitada ali naquela maca imóvel, sem vida, rosto sem expressão. Não parecia ela. Não parecia nada com ela. Depois dali, a manhã até a hora do enterro correu muito rápido e eu não sabia até que ponto aquilo ali era bom ou não. Ao mesmo tempo que eu sabia que a partir daquele caixão fechado eu nunca mais veria ou estaria com a minha amiga, preferia que acabasse logo esse sofrimento prolongado. Não ia fazer melhorar a dor ficar ali vendo-a daquela forma depois de tudo que ela foi em vida. E já me bastava as imagens ruins de manhã. Por mais que chorássemos, ela não voltaria para nós. Por mais que desejássemos, ela não estaria mais entre nós. Parecia um anjo pela expressão tão serena. mentalmente lembrava da sua gargalhada, do seu jeito meigo de falar comigo, das suas piadas e brincadeiras. Lembrei dos planos para praias e blocos no carnaval. Para o aniversário da irmã dela. Lembrei que ela estava ansiosa para que eu conhecesse o novo namorado, no qual ela ñ parava de falar, dizendo que estava sendo a melhor coisa que tinha acontecido na vida dela ultimamente. Lembrei que quando falávamos no tel ela sempre implicava com o chorinho da minha au au Jacqueline. E que brigava sem parar com o Lucas que aprontava uma atrás da outra. Ou com a sua gata Juju, que tb era muito sem vergonha. Lembrei dos planos de saídas para esse ano. Lembrei que ela me disse que essa semana passaria aqui no meu trab e iríamos parar em algum canto e beber e comer algo, colocar as fofocas em dia. Não eram grandes eventos e sim as coisas simples e corriqueiras que me faziam bem estando com ela.E isso, eu nunca mais teria!

Desde que cheguei em casa do enterro até hoje - tentei reestabilizar a minha rotina: experimentei fazer um bolo, li, vi tv, ouvi música. Arrumei a casa e brinquei com as minhas doguinhas; coloquei a Alice para dormir. Arrumei tudo quanto foi jeito de manter minha mente ocupada, para não pensar, não sentir o que parecia impossível. Quanto mais eu queria me afastar, mais perto eu ficava! Meu pensamento voava quando eu menos esperava e lá estava eu de novo, pensando em nós, nas tantas vezes que estávamos juntas onde a nossa cia nos bastava para ficarmos felizes. Depois de muito chorar, por hora parece que não tenho mais lágrimas. E o peito fica mais aliviado quando eu penso que se tivesse ficado aqui, sofrendo, eu morreria um pouco mais a cada dia. Aos pouquinhos vou me acostumando com a ideia de sua partida, mas ainda existem horas que tenho um lapso de memória e me pego pensando em ligar, combinar, conversar... espero que um dia essa loucura passe!

Remexi em algumas fotos a pedido da família, para que pudessem fazer uma homenagem. Ali, envolta naquela mar de lembranças não pude deixar de conter as lágrimas, mas eram de saudade e tristeza, já não mais de dor. Acho que ali, naquele lugar frio, num canto do hospital, sem perceber, fiz a minha despedida. Não garanto que não irei mais chorar e nem que não vai mais me lamentar, mas começo a me sentir um pouco mais conformada, estou tentando me adaptar a essa nova realidade. Não vai ser fácil, eu sei, muito menos não ter recaídas. Mas vou tentar. Por ela, principalmente por ela. Pois sei que não gostaria de ver tds que ama sofrendo descompensadamente desse jeito, se ela está bem, agora! Então, vou tentando me reerguer e guardar o melhor dela, de nós... Porque ela era alegria, vida, cores, sons, esperanças e inovações. mesmo nos momentos ruins ela conseguia extrair algo bom!

Me despeço hoje com uma música que ela gostava muito: Paciência!
Coisa que horas ela tinha de mais e outras de menos. E constantemente, procura saber o equilíbrio e a hora certa de usar cada uma...

Paciência

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não... a vida não para)

E fico também com uma foto dela em um dos muitos momentos felizes que ela teve na vida. Disso, com certeza ela nunca irá se lamentar. A vida não passou e ela deixou passar. Quem passou foi ela, minha flor, e arrastou a vida com ela! Porque, literalmente, a vida dançava as notas que ela tocava!



27 de janeiro de 2013

Não é um adeus... a vida é um eterno olá!





23/07/2006

É uma daquelas notícias que a gente não acredita quando recebe. Parece que a ficha ainda não caiu. E sinceramente, nem sei se algum dia ela vai cair. Não sei o que é maior e mais forte que brota no meu peito: a dor, a saudade, a tristeza ou a incompreensão! Sei que Deus sempre faz o melhor, que Ele sabe o que faz, mas nem sempre, como seres humanos, falhos e errados, conseguimos nos conformar, entender e aceitar suas decisões. Dava tudo que tenho agora para que fosse um mal entendido! Para que a qualquer momento alguém me ligasse e dissesse que tinha sido um engano. Que você estava bem e logo estaria entre nós esbanjando sorrisos novamente! Mas não, 5, 10, 30min, 1h se passou e nada mudou. É verdade: você nos deixou e isso não vai mudar!

Não posso e não quero resumir você em apenas uma palavra. Você é muito mais do que meras palavras. Você era muito mais que amorosa, carinhosa, companheira, leal, divertida, linda, encantadora, inteligente, animada, extrovertida, sorridente, verdadeira, sincera. Você era todas essas palavras juntas e muito mais. Você era especial. Você era a minha estrela. A luz  que emanava na vida de todos aqueles que te rodeavam.
Acho que a perda é sempre a forma mais brutal que a vida tem de nos mostra quem está no comando. É ela quem dá as cartas, quem determina quando, onde, como, porque. Um filme rápido passou na minha cabeça na hora da notícia, de tantos momentos, de tanta história, de tantas quedas, de tantos recomeços, de tantos risos e alegrias, de tanta vida! Porque era isso que você representava: VIDA! Parece injusto, depois de tantas boas que você passou. Foram inúmeras cirurgias, tratamentos, adaptações... tanta coisa que se abriu mão. Tantos momentos em que foi inevitável pensar em desistir. Tantas vezes que parecia mais fácil permanecer no chão. Mas você se reerguia sempre. E cada vez mais forte, mais confiança. Fraqueza todos nós tínhamos medo, insegurança, mesmo assim, você nunca dizia não. Sempre seguia em frente. Sempre como você dizia: “vou pagar pra ver. Não tenho nada a perder!”. E da sua batalha, tirei grandes lições de vida! Você se tronou meu exemplo de superação, de força de vontade. E agora, como assim, no melhor da festa, você se foi? Não é justo! E eu nem consegui me despedir, nem consegui te dar um último abraço, um último beijo, oferecer um último sorriso. Queria ouvir sua voz mais uma vez. Queria olhar seu rosto mais uma vez. Queria ver aquele brilho nos olhos de sempre.

Milhões de perguntas passam pela minha cabeça agora. Você estava preparada? Sentiu dor? Estava com medo? Você sentiu que isso ia acontecer? De tantas conversa que tivemos nas madrugadas no seu quarto, em uma mesa de bar, na praia ou numa boate não me lembro da gente ter algum dia conversado sobre a morte. Me lembro de falarmos que acreditávamos em vida após a morte. E que tínhamos certeza que um dia íamos nos reencontrar lá em cima. Mas nunca, nem nas nossas tristes e piores conversas falamos em como nos prepararíamos para a morte, ou como encararíamos isso. E olha que a gente falava hein? Nossas contas de telefone que o digam. Falávamos de tudo, de todos, sem puderes e receios. Era impressionante como pela voz, a gente se conhecia. Por uma escrita a gente sabia se tava bem ou mal. Às vezes, nem precisava falar, bastava olhar. Você me lia com o olhar. É como se lesse através da minha alma. Tantas confidências... Eu podia me esconder de muita gente, mas não de você! Acho que pouca gente me conhecia tão bem... E agora?

A vida sempre corrida, as agendas, os compromissos, as responsabilidades, e em torno disso, família, trabalho, maridos e namorados, saúde, a gente girava em torno. E ficava sempre pra depois, adiando um telefonema, pra amanhã quando estivéssemos menos cansadas. Pra depois um encontro, quando desse tempo. E nesse empurra, empurra, empurra, acabamos deixando escapar grandes oportunidades e valiosas, mas que a gente só se dá conta do seu verdadeiro preço quando não se é mais possível ter. Nada é mais certo que isso: se a gente soubesse que a vida dura tão pouco e é tão rápida e surpreendente, a gente não empurrava nada pra depois! E agora, fica aqui essa sensação de vazio, e punindo pelas oportunidades que tive de estar com você e não o fiz. Mesmo assim, eu sei que você não acha que fui negligente e nem você. A gente sabia que uma estava com a outra em pensamento! A gente sabia que uma fazia parte da vida da outra incondicionalmente!

Eu já chorei, já liguei para algumas pessoas, já vi fotos, já tive por impulso a vontade de ligar pro seu celular e esperar você atender. Já fiquei revoltada por não entender como uma pessoa de 29 anos parte assim, deixando pra trás família, amigos, trabalho, namorado, seus sobrinhos e sua gata Juju? Como uma pessoa que ama música e dança se cala assim? Como alguém que é a cor da vida se torna preto e branco de uma hora pra oura? Inconformada. Mas a minha dor e tanta e a saudade e tão grande que eu ñ vou perder tempo com revoltas. Também não aguento mais lembrar de tanta coisa que passamos e que vivemos juntas sabendo que não vou te ter mais para dividir um grande ou um bobo segredo, pedir uma opinião, um conselho, desabafar, rir e chorar, falar merda, falar besteira, fazer planos, sonhar. Minha vida está cheia de você e eu acho que não vou conseguir me desfazer das pequenas coisas que me lembram de você, mesmo que essa lembrança seja dolorida demais. Não vou apagar seus números de telefone. Sua foto vai ficar sempre entre meus contatos. Não vou retirar nossas fotos da casa e nem de meus perfis online. Estou usando seu presente de casamento e pra ser bem sincera a minha vontade e de me enrolar naquela manta de zebrinha – só você pra saber exatamente o que eu queria ganhar – e não sair nunca mais dali.
Eu sei que você agora é uma estrela no céu, claro, não poderia ser diferente! Mas eu me sinto tão longe de você! Mesmo sabendo que você nunca vai me abandonar. Mas é egoísmo demais querer que ao menos uma última vez eu pudesse estar ao seu lado? Você É a melhor pessoa que eu já conheci na vida. Incapaz de responder a uma coisa ruim com outra coisa ruim. Você se mostrava sempre melhor e superior. E cuidava tanto de todos nós. Como alguém tão pequenino conseguia ser o centro de tanta gente? Através de você eu conheci uma segunda família. Graças a nossa amizade eu tenho outro pai e mãe, uma irmã e lindos sobrinhos! Que se fossem de sangue talvez não fossem mais queridos e amados por mim! Eu nunca deixarei de ser um dos “F” dessa família linda. Eu sempre estarei lá... sempre estarei com eles e assim, de repente, continuar a ter um pedacinho de você. Tirando o que você plantou em mim!

Talvez a ficha termine de cair amanhã, quando eu infelizmente, tiver que olhar pra você deitada, naquele imenso e frio caixão. Não sei se eu vou aguentar... Não sei o que será de mim quando eu entrar no seu quarto e não te ver lá! Acho que a praia, os bares, as ruas, as nights, nunca mais terão a mesma graça. Já são quase 10 anos de amizade, passamos por tanta coisa e eu sinto que se tivesse tanto ainda pra viver. Seu afilhado(a) ainda nem veio!

Meus olhos estão cinza e não é pelas lágrimas que parecem não ter fim! É porque de fato eu me pergunto se vou achar graça de mais alguma coisa sem você. Não me dê esporros e nem me diga que se eu continuar pensando assim que você vai me ignorar – porque você fazia isso pra me fazer para de reclamar – sempre estaremos juntas. Eu sei que agora você deve estar me vendo lá de cima e deve estar com uma vontade enorme de me dizer alguma coisa pra aliviar esse peso no coração, porque era isso que você fazia: compartilhar tudo comigo! Eu queria ao menos poder te sentir... te ouvir! Eu precisava muito te ouvir dizer o que eu faço agora... você sempre tinha resposta pra tudo! Eu nem sei mais o que dizer a você, o que falar sobre você, sempre acho que tudo é muito pouco perto do muito que você era. Mas, provavelmente, você me diria que meu texto está ótimo e que eu tenho muita habilidade com as palavras, como sempre. Eu não posso te prometer mais nada a não ser que nunca eu vou te esquecer. E você, só me promete que sempre vai estar comigo! Aproveita que está aí, e vê se consegue encontrar duas das pessoas mais importantes da minha vida: minha avó e minha tia-avó! De repente, vocês três juntas conseguem mandar algum tipo de conforto espiritual pra mim. Com certeza as melhores pessoas do mundo, as mais sábias, as mais belas, as mais amáveis e divertidas, tem que sair alguma coisa boa!

Não consigo para de pensar que sua vida e seus planos foram interrompidos abruptamente e que não sei como está sendo para você, de onde quer que esteja, encarar isso. Dizem que muita gente fica revoltada. Se tiver pesado demais por aí, manda um sinal pra cá. Faz brotar uma flor perto de mim, assim como o apelido carinhoso que você me chamava! Era único e especial! A gente sabia o porquê! Você sempre será o meu docinho!

Meu consolo é que sei que daí, não sofrerá mais, nenhuma dor física ou emocional. Essa sou eu e seus familiares e amigos que estamos sentindo! Porque a falta que você já nos faz é tão grande... mas eu tenho certeza que daí de cima você arrumará um jeito de cuidar da gente, como sempre. E tenha certeza, sua jornada não foi em vão. Você não vai ser apenas mais uma! Você não vai ser uma página virada daqui a algum tempo! Sei que a tristeza ainda vai me acompanhar por um bom tempo, mas também sei que um dia ela vai amenizar. Porque sei, que você não merece lamentos e sim boas e felizes lembranças para acompanhar o alto astral com que você sempre viveu, apesar dos pesares. Obrigada por essa honra da convivência, do aprendizado, das palavras e do ombro amigo. Obrigada pela confiança, pelo respeito, pela amizade. Obrigada pela dignidade com que você e sua família sempre me trataram. Obrigada por me deixar ficar ao seu lado em todos os momentos e me fazer sentir especial e fazer a diferença pra você. Obrigada por cada sorriso e cada diversão! Obrigada por cada telefonema até altas horas da noite! Obrigada pelas broncas, pelos esporros e pelos conselhos. Obrigada por me trazer de volta todas as fezes em que eu surtei! Obrigada por gastar seu tempo, mesmo que fosse pouco comigo. Obrigada por me dar grandes lições e exemplos de vida! Em cada dança, em cada pôr-do-sol, a cada brinde, em cada lugar que passamos, estarei lembrando de você. Obrigada por ser você mesma sempre comigo. Acho que esse foi o maior presente que você poderia ter me dado. E eu espero que tenha conseguido ter te dado alguma coisa muito boa!

Enquanto eu escrevo esse texto o meu coração aperta, meus olhos se enchem de lágrimas e o medo do amanhã toma conta de mim. Como eu queria estar ali com ela. Eu a perdi pra sempre, e nem ao menos disse a ela o quanto eu a amo e o quanto minha vida ficará deserta sem ela por perto. Hoje é um dia triste pra mim. Hoje é o dia em que eu perdi a parte mais importante de mim, o meu coração. 
Não consigo mais pensar, minha cabeça dá voltas e voltas em torno de memórias bagunçadas em um coração dilacerado! Algum dia, depois que a dor amenizar, eu consiga escrever um texto descente para falar dessa pessoa que merece todas as honras e glórias. Quando eu conseguir me livrar desse sentimento de perda, se é que algum dia eu vou me livrar, da consciência de que a vida é muito curta e basta segundos para alguém não estar mais aqui. Quando eu conseguir amenizar a dor de constatar que a vida e a morte têm seu próprio tempo e que é melhor a gente correr pra viver pra depois não correr tentando voltar o tempo perdido! Talvez quando eu consegui me acostumar um pouco com a falta da sua presença. Talvez, depois que eu conseguir entender porque pessoas boas e felizes se vão enquanto outras que não merecem permanecem. Talvez, quando eu parar de sentir remorso por não ter acreditado que você poderia ter ido a qualquer momento e eu não estive ao seu lado quando você precisou. Você acha que está preparado para enfrentar, mesmo quando a situação indica que a morte está por perto e nunca está. Ainda mais quando não há preparo! Não sei se eu te disse o suficiente o quanto eu te ama, o quanto você era especial e importante pra mim!

Só peço forças para aguentar e sabedoria para conviver. Fé e perseverança de que dias bons vêm para substituir dias ruins e que nada do que aconteceu foi em vão!

Me despeço co duas fotos. Que marcam o início e o fim do nosso encontro aqui na terra, porque a vida é uma grande viagem e tenho certeza que mais cedo ou mais tarde, vamos nos esbarrar nesse “mundão de Deus”.

Com amor e carinho, para minha eterna docinho,

Flor!


+ 05/07/1984
+ 27/01/2013






08-09-2012


26 de janeiro de 2013

No sentido literal... É FODA!


Grey, Maddox, Cross... todos homens lindos, encantadores ao seu modo, possessivos, dominantes,  ciumentos, carinhosos e amorosos, sexy, bons de cama, insaciáveis e apaixonantes, viciantes. Cada um com seu estilo, homem de negócios ou lutador. Loiros ou morenos. Tipos atléticos, corpos invejáveis! Atitudes e falas de tirar o fôlego. Esses são os personagens do momento. Os que, literalmente, invadiram a cabeça, a vida e acama da mulherada. Todas que leem, suspiram por eles, e em suas imaginações ois constroem  traços por traços até o limite da perfeição de cada um.


Os romances eróticos parecem estar numa boa fase, invadiram o mundo literário de forma avassaladora e sem pudores. Mulheres de todas as idades se rendem à fantasias e sedução. Aos conturbados casos amoroso, ao prazeroso, incansável e indescritível sexo forte. Suas pegadas, suas "trepadas", seus beijos. Há quem suspire, há quem se inspire. É o tipo de leitura que cabe em toda mulher. Assim que lançados, somem das prateleiras. É um vício. Quando começa a ler ñ pára mais. E quando termina um já quer devorar o outro. Tal é a curiosidade para ver o desenrolar das histórias. É um livro de sacanagem, sim, concordo com quem diz isso. Mas não é só isso! Vender erotismo para a classe feminina não é fácil. Embora muitas mulheres adorem um "sexo selvagem", um "sexo sem compromisso", nunca deixamos morrer o romantismo, afrodisíaco essencial em cada relação. Portanto, essa pitada de "cafajeste que se rende aos encantos da mocinha e faz de tudo" é a cereja do sorvete que ajuda a dar o toque final num enredo envolvente. A paixão é o tema central de todos os livros. Aquela imprevisível, aquela arrebatadora, aquela que nos falta o ar, aquela que é quase uma droga. Os livros prendem através dos conflitos entre os casais para permanecerem juntos e apostar se vale embarcar numa relação complicada e conflituosa apenas pelo sexo bom. Até que ponto? Claro, no final todos os casais encontrar a sua receita da felicidade e acabam juntos, não poderia ser diferente. Mas, no desenrolar da história, independente de quantos livros tenham a trilogia e se tem mais algum, impossível não buscar alguma identificação, alguma mera semelhança, nem que seja uma coincidência. Em algum momento de nossas vidas, já nos pegamos sentindo, vivendo, fazendo, achando, procurando, fugindo, rindo ou chorando por alguma situação escrita nos livros. E é essa "pequena verdade" da vida de todas nós que nos encanta um pouco. São histórias que se saíssem dos livros, poderiam ser protagonizadas por qualquer uma de nós, eu, você, uma amiga. Além de, é claro, os mocinhos das histórias se assemelharem aos príncipes encantados, que é claro, antes de chegarem a isso são meros sapos, lindos, mas sapos! rs.



A desmistificação da perfeição é algo muito presente nos livros também, trazendo as histórias mais próximas da realidade. Em todas elas, há conflitos porque imagina-se um relacionamento perfeito, um homem perfeito,  um amor perfeito, Mas aonde existe toda essa perfeição? Cada qual ama a seu jeito, age ao seu jeito. É perfeito em suas imperfeições. A pessoa ideal é imperfeita, e na sua imperfeição acaba combinando direitinho com alguém. E isso não quer dizer que seja errado ou que não seja. O amor não tem receita, não é absoluto. Muitas vezes, brigas, desentendimentos e muitos obstáculos cruzaram os caminhos dos amantes, mas se for o certo para acontecer, vai ser. São histórias que tendem a se afastar da perfeição. Todas são envolventes justamente porque no início parecem o cara errado, que fazem coisas erradas, que sentem da maneira errada, mas no final... Sou muito a favor não da perfeição, mas a combinação amor + felicidade! E é isso que vejo muito nas páginas desses romances cheios de tropeços e agruras. Cada um tem seu tipo de felicidade, ela é subjetiva. Nem sempre o que é bom pra um vai ser bom para o outro. E há relacionamentos que são assim mesmo, explosivos, dependentes, que ninguém entende a razão de ser. Simplesmente não dá pra explicar, é algo surreal. Mas é bom! E se é bom, é válido! Em todos eles, há momentos em que nos diálogos são colocadas frases que ajudam a entender e a dar sentidos a esses romances conturbados. Como que tentando explicar, o que sinceramente, não necessita de explicação! A narrativa entre eles varia um pouco. Uns são mais diretos, outros mais arrastados, uns mais objetivos, outros mais fantasiados, mas todos envolventes!



Em algumas matérias pela net, parece que a expansão desse gênero é garantido. Mais duas trilogias são aguardadas para serem lançadas esse ano, ainda não ao certo a data prevista. Mas é certo que sequências de alguns livros ou novos livros serão lançados em breve. E já não é mais um lançamento censurado, acanhado, vergonhoso. Claro que as autoras acabam preservando algumas fontes, o que é natural. O preconceito e a discriminação ainda é muito grande. Mas merecem muitos aplausos não só pelas belíssimas histórias, mas por terem coragem de colocarem suas carinhas ali pro mundo e escrever o que existe no íntimo de muita gente, mas o falso moralismo impera. Ninguém tem valores tão puritanos assim a não ser quem nasce e vive para a vida religiosa e mesmo assim, ñ coloco a minha mão no fogo! Todos nós temos desejos e sentimentos íntimos, muitas vezes não revelados, mas não quer dizer que não existam! Existem e estão mais vivos do que nunca. Basta uma centelha como uma cena erótica do livro para acender uma lareira inteira. E eu me pego pensando: quantos casamentos e namoros e flertes e afins não foram salvos por conta dois livros, incentivando os parceiros a "viverem", se é que me entendem? Entre 4 paredes vale tudo desde que seja consensual. Se não for obrigado, à força, com violência sem ser permitida, por mim tudo bem! rs.



Outro ponto interessante que vi em comum nos 3 livros foi a mulher como objeto de desejo, mas não objeto sexual. À princípio sim, devo afirmar. Mas 2 capítulos depois as autoras mudam o foco da relação e transformam a mulher em alguém desejável, necessário, algo mais profundo do que apenas sexo. Esse é o ponto de partida de todos eles, que começam achando que vai ser apenas mais uma na cama e quando se dão conta a coisa tomou outra proporção e fica inevitável fugir. A popularização do sexo não significa banalização do respeito. Porque existe vontade de transas fodas não quer dizer que não exista envolvimento. E, que para toda a relação dar certo, independente do cunho de cada uma, é necessário diálogo e sinceridade para que exista a confiança. Até mesmo sexo por sexo necessita do mínimo de confiança no parceiro, não adianta ser apenas atração. Página a página alguns pilares básicos de relacionamentos são colocados a prova para serem examinados, encontrados, mudados.



Sim, confesso: depois que terminei a trilogia 50 Tons fiquei em depressão. respirei Grey o charmoso e viciante por 1 semana ou menos, acho. Duas semanas depois, embarquei em Belo Desastre, romance do mesmo gênero, não tão apimentado mas não menos apaixonante. E, dois dias depois, comecei a ler o primeiro livro da trilogia Crossfire. Não virei numa pervertida de uma hora para a outra. Mas é um saco romances melosos sem nada para apimentar, para dar aquela mexida. E é sempre quela mesma história monótona de triângulo amoroso. Coisa tipo Malhação. Nesses livros não, a coisa é mais adulta. O triângulo é composto pela própria vida. Existem mulheres e homens que aparecem pelo caminho, como em qualquer relacionamento, mas o desafio maior é a vida mesmo, incompatível assim como os casais. Essa é a maior barreira que se tem que ultrapassar. Tirando a sedução carnal, aquela coisa de pele que só quem teve sabe explicar o que é, rs. Se com sentimento já é difícil, com sexo então... Aguardo ansiosamente pelos próximos lançamentos do gênero.






PS: os maridos e namorados, em vez de terem crises de ciúmes deveriam agradecer. Ao menos é um homem fictício que está na cama com a mulherada, enquanto poderia ser um Grey, Maddox ou Cross de verdade! hahahahahahahaha...




24 de janeiro de 2013

O errado que vira certo!





Recentemente, mais precisamente o fim de semana passado, li o livro "Belo Desastre", indicação de uma amiga. A história é tão envolvente que li o livro praticamente no ônibus, no trajeto de ida e volta da viagem. Abby é a típica garota inocente, cheia de valores, certinha. Ele, Travis, é o bad boy da faculdade, um mulherengo, lutador, tatuado, temperamental, incrivelmente sexy e sedutor. O pacto entre eles era serem apenas bons amigos. O que eles não contavam é que de onde menos se espera, acontece o amor. Ela era a salvação dele para se tornar uma pessoa melhor. Ele era o porto-seguro dela, a certeza para seus medo e dúvidas. Só que como todo bom romance, até o final "para sempre" muita água passa por debaixo da ponte, até eles se tocarem que não podem viver um sem o outro, independente do jeito, dos defeitos e do passado de cada um. Ela era tudo que ela espera um dia encontrar. Ele era tudo pelo o qual ela tinha fugido a vida inteira. Antes de se entregarem um ao outro, será preciso de que se deem conta do sentimento e que se convençam que não podem mais renegá-lo!

A moral da história é que, um amor verdadeiro é capaz de transformar, aliás, como toda q qualquer boa história de amor, onde conta em várias linhas e capítulos a mágica que esse sentimento é capaz de fazer com as pessoas. Fora isso, é uma leitura que flui fácil, com escrita atual e direta, onde a cada novo capítulo começa um torcida desenfreada para que os personagens parem de lutar pelo que sentem um pelo outra e se rendam. Em algumas partes, o leitor pode se identificar, afinal, quem já nunca se apaixonou perdidamente por alguém mas a todo custo tentava se livrar desse sentimento por achar que não era a pessoa certa. Mas, afinal, o que é a pessoa certa? Como ser a pessoa certa para alguém? A perfeição em relacionamentos não existe, e às vezes, a diferença é tão grande de um para o outro que conflitos e divergências sempre ão de acontecer. Mas, de acordo com o livro, com a vida, na minha concepção a pessoa certa é aquela que nos faz bem, que nos faz feliz. Independente se o jeito dela é o certo. Nem sei se há certo ou errado em se tratando de sentimentos. É tudo tão passional, urgente, é uma entrega que requer confiança e lealdade. Não há fórmulas, não há certezas, não há garantias de que vá dar certo. Infelizmente, amar é se jogar num salto sem rede de proteção.

Enfim, outra leitura pela qual me apaixonei e fiquei órfã quando a história acabou! Lendo algumas matérias a cerca da autora, fiquei sabendo através de uma página em u blog, que haverá um segundo livro, chamado "Walking Disaster", com previsão de lançamento para 16 de abril, nos EUA. Tomara que não demore muito para o lançamento dele aqui. Dessa vez, quem narra a história entre o envolvimento dos personagens é Travis, diferente do livro um onde quem narrava o envolvimento deles era Abby, ou Beija-Flor.




Enquanto ele não é traduzido e chega ao Brasil... é procurar outra boa leitura para me concentrar. Estou virando uma leitura compulsiva rs.

22 de janeiro de 2013

Destino: Búzios!






Enfim, depois de tanto adiar, conseguimos colocar o pé na estrada! E a nossa parada foi o lugar romântico e encantador, chamado Búzios! Depois de enfrentar uma "filinha" básica para compras as passagens, fizemos um lanche para aguardar as horas passarem, demos uma passadinha numa livraria na qual acabei levando 2 livros, rs e seguimos para a plataforma de embarque uns 15 min antes do previsto. Um aglomerado de pessoas já se amontoavam no n° de embarque como de costume. Aguardamos no que se considerava uma fila. Já dava a hora do nosso embarque e o ônibus não chegava. Logo, já percebemos que não ia sair tudo certinho como o planejado. 40 min depois, enfim, chegou o ônibus e o motorista, muito educado por sinal, infelizmente nos recebeu com um "boa viagem' desmotivador. Assim que desceu do ônibus para iniciar o processo de embarque já foi soltando: "- tá tudo parado na estrada, um engarrafamento mega". Não que fôssemos desistir de ir, mas já foi metade de um balde de água fria na empolgação. De qualquer forma, preparamos o espírito e decidimos não nos deixar esmaecer. O que importava era que enfim estávamos viajando e teríamos tempo para curtir só a gente. Bom, ao menos esse era o pensamento inicial! 

Logo que embarcamos, depois da notícias desmotivadora do trânsito na estrada, percebemos que aquela viagem não ia ser normal. Estranhamos quando olhamos em volta e nos demos conta de que eramos os únicos brasileiros no ônibus. Todos os demais eram de origens espânicas, americanas, alemãs e italianas. Bom, ao menos  língua falada por eles eram essas. Bom, eles eram engraçados e descontraídos, o que nos rendiam altas risadas. Até uma dupla deles, que me parecia mais amigos do que namorados, ficantes ou afins, colocar uma música de sua origem no cel para tocar. Aquele lamento grunhido já estava me tirando a paciência e eu tentava avaliar que tipo de "música" se é que se pode chamar assim era aquilo. Tudo bem que aqui obtemos certas "musicalidades culturais" que também não podem ser chamadas exatamente de música. Mas aquela ali ganhou disparado! Até minha gata acho que mia melhor! Mas, enfim, descontraiu o ambiente irritado já por estarmos mais de 40 min parados no mesmo lugar. Bom, pelo andamento, ou melhor, pela falta dele, não foi difícil adivinhar que a viagem de 3h de duração levou o dobro ou mais um pouco. Eu já tinha dormido, acordado, ouvido música, por fim, resolvi ler um dos livros que havia comprado. O Junior, nem conto o grau de impaciência que estava, rs. A noite já caía quando ainda estávamos na estrada em algum lugar que não sabíamos dizer aonde, mas com certeza ainda longe do nosso destino. Finalmente, fizemos tão esperada parada. Todos, TODOS mesmo estavam reclamando já de fome, sede, com as pernas doendo, a coluna incomodando e querendo ir num banheiro decente. Depois que nos desapertamos, eu e Ju fomos comprar algo para preencher o espaço vazio de nossas barrigas que roncavam a todo vapor. Não nos demoramos e já estávamos de volta ao ônibus. Poucos minutos depois o motorista deu a partida e voltamos ao nosso trajeto rumo a Búzios sem previsão de chegada já aquela altura da vida. Já passavam das 19:30 quando o ônibus parou e o motorista se encaminhou para a parte traseira do ônibus com o celular em punho, falando espantado com alguém que fazia algumas perguntas do outro lado da linha. Depois de verificar os lugares, constatou que 3 passageiros não haviam retornado ao transporte depois da parada no meio do caminho. As malas deles constavam lá, mas eles não. Provavelmente, eles entraram em contato com a empresa e deveriam estar seguindo a viagem no ônibus de trás. Mas, para cumprir o protocolo, o motorista foi obrigado a recolher os pertences e colocá-los no bagageiro na falta dos donos para zelar por eles. O interessante é que ninguém deu por falta deles. Ninguém sabia dizer ao menos se eram estrangeiros. Mais um contratempo que ajudou a retardar a chegada. Já estava rindo da situação, pois estávamos há umas 5h viajando e cada hora era uma coisa. Por fim, lá pelas 21h entramos em Búzios. Daí até a rodoviária foi um tal de pára aqui, desce ali para quem conhecia a cidade. Caso chegássemos cedo, daria para nos arriscar, mas à noite, cansado e sem conhecer a região, achamos mais prudente descer num lugar conhecido. Algumas, muitas para ser sincera, paradas depois, chegamos na rodoviária. E me atrevo a dizer que os gritos de exaltação e comemoração teriam sido maiores do que Fla x Flu.

Descemos, pegamos a nossa bagagem e fomos nos situar. Pegamos um táxi para nos levar até a pousada. Chegamos lá em menos de 5 min e aí, parecia que em fim os contratempos tinha cessado e iríamos dar início a parte divertida e descontraída da viagem. A pousada é simples, mas aconchegante. Arriamos as malas ao lado da cama e desabamos nela. Tomamos um banho, descansamos um pouco e fomos para a rua, Queríamos conhecer a noite da região e também jantar, decentemente algo que não fosse biscoito, rs. Pegamos uma van, já que lá tem aos montes. Não sabíamos a distância correta até o centro, resolvemos não arriscar. Veio uma e pegamos. Que diferença de civilização! rs. Primeiro, ñ existem várias cooperativas como aqui e sim vários carros da mesma cooperativa o que evita a concorrência desenfreada.  Segundo, não há superlotação como no Rio, passageiro em pé nunca. A não ser que saiba que vai em pé de um ponto a outro, numa distância curta porque passageiros vão saltar e vagar o lugar. Terceiro, não se pode levantar com a van em movimento. :0 . Isso mesmo, essa foi a minha cara depois que levei "pito" do trocado quando me levantei para descer próximo de onde queríamos. O tom dele seco, mas educado foi tudo: "- senhora, pode aguardar sentada a té o veículo parar?" kkkkkkkkkkkk... ri interiormente, claro, não ousaria levar outra bronca. Quando paramos para atravessar a rua, procuramos um sinal, e não vimos nenhum. Então, como de costume, esperávamos os carros passarem e dar uma brecha para atravessarmos. Eis que uma senhora, ou era moradora ou frequentava muito o local nos disse: "-meus filhos, pra que se arriscar? É só ficar na faixa de pedestres!". Ju e eu olhamos incrédulos de que isso fosse surtir algum efeito, visto que aqui a gente pode dormir e acordar em pé na faixa que se o sinal não fechar ng para. Mas, fomos fazer a experiência e todos os carros pararam como que imediatamente. Fiquei boba! Um primeiro mundo dentro de um terceiro, rs.

A cidade estava cheia, as ruas lotadas. Um turbilhão de cores e sons tomava conta do ambiente. Lojas a plenos vapores às 00:00 vendendo que nem se fosse dia. Todos os bares e restaurantes lotados. Tivemos que rodar mais de 2x para achar lugar. Por fim, paramos numa pizzaria que tinha toda a pinta de uma cantina tipicamente italiana. Pedimos uma pizza que nos pareceu ser o mais rápido. Estava deliciosa. Depois que enfim estávamos satisfeitos, ficamos ali, curtindo o clima de um jantar meio romântico porque a cidade inspira isso, a cia um do outro apesar de nos vermos todos os dias e a liberdade de compromissos e correria. Desfrutamos um do outro sem pensar em mais nada! Depois de jantar fomos bater penas na cidade e ficamos apreciando a vista sentados no cais. Depois, na volta para a casa, paramos numa pracinha perto da pousada e como não tinha ninguém olhando até porque já era de madrugada, pronto, fiz a festa kkkkkkkkk. Comecei a brincar que nem criança! E que me importa os anos que tenho em vida? Importa os anos que tenho no coração! Estava feliz e leve.



No dia seguinte acordamos cedo e partimos para a rua. Como tínhamos apenas um fds, queríamos aproveitar ao máximo! Aproveitamos para dar uma olhada melhor na cidade a luz do dia, as lojas. Queríamos trazer algo para a nossa casa. Depois, paramos para almoçar num aconchegante restaurante de comida mineira. Depois, seguimos para fazer um passeio de escunas pelas praias e ilhas da região. Achamos uma boa opção, já que o tempo era curto e não conseguiríamos passar por muitos lugares. Eu já fiz passeios de escuna, saveiros, mais de uma vez em Arraial, imagino que seja similar. Mas, valia a pena de qualquer jeito. E o Ju ainda não tinha feito. Então era questão de unir o útil ao agradável! Até a primeira parada para mergulho. Ai, começou o vexame, rs.

Eu sabia que ele não era muito chegado a mar e essas coisas! Sabia que tinha alguma relação com algo que aconteceu no quartel. Mas, quis incentivá-lo a tentar vencer essa barreira, já que ali ele tinha a chance de ir de acordo com os limites dele. O barco parou, deram todas as informações de emergência, falaram do tempo, distribuíram os macarrões - aqueles rolos que servem como bóias que não nos deixam afundar - e homens e mulheres ao mar, rs. Ele ainda me perguntou umas 3 vezes se eu de fato iria fazer aquilo. Como eu já tinha feito, fiz que sim com a cabeça. Ele, sempre receoso,  mas se mostrou disposto a me acompanhar. Eu desci pela escada, não gosto de pular, cai na água e fui nadando para me afastar um pouco do barco. Quando olhei ao meu redor, cadê Junior? Estava agarrado que nem gato com unhas e dentes no pé da escada. Eu chamava e ele fazia em negativa com a cabeça. Vi que ele estava prestes a entrar em pânico. Tentei conversar, mostrar o que ele podia fazer, convencê-lo de que ñ iria afundar, mas até ele sentir segurança na coisa, ficou lá tenso, duro e agarrado na parada. Quando ele finalmente, depois das minhas inúmeras chamadas começou a se soltar um pouco mais, eu mostrei alguns movimentos para que ele pudesse fazer e se sentir mais confiante de que não iria se afogar. Foi pior a emenda que o soneto! Ele começou a se agitar desproporcionalmente, mais e mais de acordo com o seu tamanho. Tanto era a coisa que ouvi alguém perguntar se ele estava se afogando. Cai na gargalhada! Ri até eu mesma beber água. Depois fiquei com peninha. Mas cá pra nós, a cena foi imperdível, pena que ñ foi filmada. Ele enfim conseguiu se soltar mais, confiou em mim, em si e nos aparatos e começou a relaxar curtir. Tiramos um monte de fotos q eu acho que nenhuma ficou boa debaixo d'água, rs. O sal era tanto que eu ñ conseguia manter os olhos abertos. A fotógrafa era uma graça, super divertida e descontraída e acabamos sem perceber, envolvidos por ela q conseguiu tirar nosso melhores cliques, segundo ela. O que não quer dizer que tenham ficado ótimos, rs. Depois, ficamos ali namorando dentro d'água e eu sentindo a maravilhosa sensação dele estar feliz por ter conseguido ultrapassar um medo que o bloqueava mesmo. Ouvimos um apito e era a hora de retornar ao barco. Seguimos com o passeio, mais risos, mais fotos, mais diversão. Por fim, retornamos à cidade. Já era 16h quando voltamos. Nossa, nunca tinha me divertido tanto. Paramos para tomar um sorvete, ainda demos mais umas voltas pela cidade e enfim, fomos para a pousada, descansar, mortos, mas felizes. E foi então que percebemos, só quando chegamos em casa, que a nossa cia só nos bastava, que nos divertíamos muito um com o outro. Tínhamos os mesmos gostos. As mesmas ideias,      concordávamos em tudo. Claro, que amamos estar com nosso amigos, sair com eles. É sempre muito bom! Mas já ouvi vários casais dizerem que saída ou até mesmo viagens a 2 às vezes se tornam monótonas  O que, definitivamente não aconteceu conosco. Sempre tinha assunto, estávamos sempre pertinho um do outro, ouvindo as histórias e experiências do outro. Foi um dia inteiro que passou voando e só nos restava mais uma noite para estar junto isolados em nossa bolha romântica, eu e ele, ele e eu. Antes de voltar para a nossa corrida realidade. 



Como de costume, dormimos um pouco e saímos mais pra noite mesmo, já que parecia que a cidade girava em torno da vida noturna. Estranhamente, para um sábado, a cidade estava um pouco mais vazia, mas mesmo assim linda e agitada. Olhamos algumas opções de lugares para comer já que não estávamos propriamente a fim de refeição. Achamos um restaurante gracinha e ficamos por lá. Eu me sentei e vi o Ju se afastar para falar com o garçom. Pouco tempo depois, estava em nossa mesa velas e vinho branco, meu preferido! Olhei espantada, encantada e feliz com a surpresa. Ele, por sua vez me olhava daquele jeito admirador e apaixonado que só ele sabe fazer. E por alguns minutos, dentre frases bonitas e declarações de como é feliz, de como ama a vida dele agora, de como eu faço bem, de como eu o mudei vi uma lágrima rolar de seus olhos. Foi o que bastou para eu terminar de me derreter. Às vezes com as dificuldades, os problemas, a correria, trabalho, família, amigos, acabamos por nos distanciar um do outro, sem perceber. E perde-se um beijo, um carinho, um olhar, uma conversa. Mas percebi que para nós, nada disso foi perdido. É como se o tempo não tivesse passado e caso fosse afirmativa a resposta, que ficássemos igual a vinho: quanto mais velho melhor. Nosso entrosamento e afinidade estavam tinindo. Nossa cumplicidade a mil. E via em seus olhos emu reflexo abismada em como ele é especialista em me fazer sentir especial com o simples. Acho que nesses 3 quase 4 anos, não houve nenhum dia sequer que eu não ouvisse dele um eu te amo, você é meu tudo, a minha vida, mesmo que fosse por telefone. Nunca vi ele ñ se esforçar, mesmo morto de cansado para ficar comigo ou para satisfazer alguma vontade minha. Nunca o vi me renegar, mesmo na raiva e na chateação. Nunca o vi virar as costas pra mim, mesmo ñ concordando, nunca o vi dizer uma única vez que tinha se arrependido de alguma coisa, nessas horas que a gente fala de cabeça quente sem pensar. Nunca o ouvi reclamar, lamentar, se queixar, nada... Apenas o vejo feliz, carinhoso atencioso, amigo e amante todos os dias, desde o primeiro até aquela noite maravilhosa que estava sendo um desfecho incrível para um final de semana que foi além das expectativas. palavras me faltaram e a única coisa que consegui fazer foi dar-lhe um beijo um abraço mega apertado para que ele pudesse sentir através dele que depois disso tudo, sem ele eu ñ existo! Ele me completa, ele me dá sentido...




Depois de cessar as emoções, terminamos o jantar e fomos olhar a night. Fomos indicados a ir para o outro lado da praia e na hora senti um choque cultural. De uma parte da praia a galera era mais velha, querendo mais cultura e entretenimento, com bares e restaurantes aconchegantes. Havia uma diferença na vestimenta tb. "Do lado de cá" as pessoas se vestiam mais informal, mais casual, despojado, tipo como um litoral praiano pede: shorts ou vestidos jeans, sandálias ou sapatilhas, cabelos presos e poucos adereços. Do lado de lá eram as patricinhas de Búzios emperequetadas para night no Rio. Elite, da roupa, ao comportamento, passando pelas músicas e até por algumas conversas via-se claramente o abismo entre duas culturas dentro de um mesmo quase metro quadrado. Estávamos mais arrumados nesse dia, mas também não nos importamos muito não. Entramos em um barzinho com música ao vivo onde tinha lugar para dançar. Dançamos, muito, abraçados, rindo, brincando um com o outro, que os demais casais e amigos ou turistas vinham tirar fotos com a gente e se juntar a nós. recebemos alguns elogios e algumas reclamações do tipo: "- ah se ele (a) fosse igual a vcs...! rs. Sim, estamos no caminho certo! E fechamos nossa noite com chave de ouro, suados, cansados, mas felizes, com a aura reluzindo! Chegando na pousada, depois de um tempo, nosso sono maior já tinha passado e olhamos para a piscina e para a cara um do outro. Instantâneo: corremos e pulamos dentro dela na calada da noite para curtir uma piscininha ao luar. Depois que me toquei, falei para sairmos, pois os donos poderiam não gostar. Foi aí que ele lançou: "-não tem problema, tenho o aval deles!". E então, ficamos abraçados, olhando a luz num céu estrelado. E depois... depois tivemos nossos momentos de 30 Tons, (50 é muita coisa) rs.




No dia seguinte, curtimos ainda uma piscina, arrumamos as coisas e fomos para a cidade. Estava acabando o conto de fadas. O fds perfeito! Almoçamos. ficamos sentados num banquinho de uma praça curtindo mais um ao outro até que chegou a hora de irmos pra casa. Voltamos, mas voltamos renovados e renovados também nossos votos. Agora, mal  podemos esperar pelo próximo destino! E que na verdade ñ importa aonde é e sim com quem é! Essa é a diferença!





Até a próxima...


17 de janeiro de 2013

Falta um pouco de tudo!





Detesto algumas atitudes e postura nas pessoas. Não quero dizer que com isso sou superior a ponto de me sentir melhor. Nem melhor e nem pior. Na verdade, se trata de fazer o certo. Mas, existem pessoas que são egoístas a ponto de só pensar em si e não se colocar no lugar do outro. Medrosas, por não assumirem de fato o que querem. Mesquinhas por pensar apenas no prazer e felicidade próprias. Falta de consideração e bom senso passam longe de serem assim. Sim, hoje em dia isso não é mais nenhuma novidade. E nem sei se algum dia chegou a ser, visto que o ser humano possui índoles ruins não é de hoje. Atitudes de reprovação total. Mas, hoje eu não consigo apenas 'engolir' e aceitar como inevitável o que faz parte de cada um. Falta de caráter eu não consigo aceitar! Se uma pessoa não é boa com outras, não haverá de ser com ninguém. Pra mim, é sem esperanças de redenção. Mas, ainda assim, a vida, seja por vontade divina ou não, se encarrega de dar uma segunda, terceira ou quarta chance para essas pessoas resolverem acertar na vida. E isso não acontece. Culpa dos fatos, das pessoas, da vida? Creio que não! Não adianta procurar culpados exteriores para uma culpa interior. As pessoas, na sua grande maioria são o que são e não vão mudar, independente do nº de oportunidades que a vida e as pessoas resolvam dar ao indivíduo.

"Confiança, algo que se ganha em anos, e se perde com segundos."

O erro estar em achar que as atitudes às vezes se tornam inevitáveis. Não, elas não são. São escolhas. Assim como que roupa vestir, o que comer, no que trabalhar, aonde morar, o grupo de amigos, os filmes que vê, as músicas que gosta, se quer namorar e casar ou não, ter filhos ou não, adotar um animal ou não. Tá certo, algumas escolhas ão mais fáceis de serem tomadas do que outras. Mas são escolhas. Ninguém obriga alguém a nada que esse alguém não queira. A única coisa que nós, seres humanos esperamos uns dos outros é sinceridade, verdade, transparência e o mínimo de dignidade. Sim, sempre podemos mudar de opinião. Não é porque nunca comemos jiló que um dia não possamos querer experimentar. Não é porque sempre dissemos sim que um dia não poderemos dizer não. A vida muda, nós mudamos. Mas o que há de errado em assumir que aconteceu uma mudança e ser honesta com os demais que esperam certas posturas condizentes com o que se fala? Não é aquele velho ditado 'pau que nasce torto morre torto'. Eu concordo em partes. Acho que ninguém é capaz de mudar radicalmente sua essência. É capaz sim, de fazer algumas concessões e pequenas transformações em prol do que se quer, quando quer. Mas também não creio que ninguém fique a mesma pessoa, com os mesmos gostos, com os mesmos hábitos, levando a mesma vidinha sempre. As mudanças são bem vindas, são bem vistas, quando é pra melhor. O que não dá é simplesmente acordar um dia e decidir 'hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou' e simplesmente achar que as novas atitudes, posturas e ações não envolvem mais ninguém. Sim, envolvem! Porque não se vive sozinho. Vivemos em grupos o tempo todo, desde que nascemos, em família, até crescermos e adquirirmos outros grupos de amizade. E inevitavelmente vai repercutir em todos que estão em volta.


"Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando,
eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando.
eu vou...
E continuo indo, assim, desse jeito,
sem virar páginas, sem colocar pontos finais.
E vou dando muito de mim,
E aceitando o pouquinho que os outros
têm para me dar".

Caio Fernando Abreu


Já ficou mais que provado que ninguém é autossuficiente para viver sozinho, sem precisar de ninguém. Só que pedir, precisar e contar com o outro parece cada vez mais uma via de mão única. na hora de oferecer em troca, o que se dá? Menos que o esperado ou nada! Não adianta ficar repetindo como vitrola arranhada tentando se convencer de que 'não devemos esperar que os outros façam por nós aquilo que fazemos por eles'. Podemos não esperar na mesma proporção, mas como seres humanos e falhos, esperamos sim uma certa reciprocidade. Pois é uma dos indícios de que somos aceitos, amados e valorizados. Atitudes muitas vezes são mais importantes que palavras, onde existem momentos que parecem que foram levadas com o vento para bem longe. Lealdade deveria ser que nem votos matrimoniais, contrato de prestação de serviço. cada um fazendo a sua parte, bem estipulada perante a lei. Mas as relações não são construídas em cima de contratos e sim em cima de confiança e respeito! Duas palavrinhas que fazem total diferença. Como podemos confiar numa pessoa que não nos passa credulidade? Como respeitar pessoas que não respeitam os demais? É uma eterna balança essa coisa de 'vai e vem' e nunca vai estar equivalente entre as duas partes. Justamente porque sempre, em uma relação, seja ela qual for, alguém vai dar mais, fazer mais, sentir mais e ser mais do que o outro. O que não dá é para ser uma diferença disparada. 


"Eu acredito em segunda chance, só não acredito que todo mundo as mereça"

Caio F. Abreu! 


E sim, volto a bater na mesma tecla: existem coisas que são feitas e não é obrigação fazer. Fazemos porque queremos. Mas enquanto o que fazemos é útil para alguém somos bem vistos, mas depois que não fazemos mais, seja porque não é mais preciso ou por qualquer outro motivo, cadê a consideração? As pessoas são descartáveis? Aí perdem seu valor? Dá pra pegar anos de ajuda, de cuidados, de preocupação, de cumplicidade, de lealdade, de respeito, de admiração, de amizade, de consideração e jogar pela janela? Não, ao menos para mim. Aí, me questiono, se é tão fácil, será que algum dia chegou a ter tudo isso de fato ou aparentou ser. Pois não acredito em gostar e desgostar da noite pro dia. Assim como já disse antes que não acredito em mudanças radicais repentinas. É aos poucos que as coisas acontecem. Muitas vezes tão sutil e lentamente que nem nos damos conta.  Mas, quando se percebe o rumo que as coisas estão tomando, sejamos francos e sinceros. Não vamos ganhar nada não sendo. Mas existem outras pessoas que sairão perdendo se não formos.


Felicidade é a combinação de sorte com escolhas bem feitas.



Enfim, mesmo depois de muita coisa vivida, ainda continuo me decepcionando com a capacidade de ação de algumas pessoas. Desprovidas de sentimentos no mínimo, humano! Jogar na loteria e acertar é sorte. Relacionamentos não têm a ver com sorte. Tem a ver com construção em cima de algumas pilares básicos. E tem a ver com escolhas: ficar ou ir. Dizer sim ou dizer não. Gostar e não gostar. caminhar junto ou seguir sozinho. O que não dá é pra dar a entender que quer seguir junto, mas anda a passos largos que nem criança pirracenta na frente ou de mansinho atrás. O quanto se anda é o que menos vai contar e sim o COMO se anda. É a tala história: melhor qualidade do que quantidade! Mas infelizmente, muita gente não se liga nisso. 


“Quando as pessoas se importam umas com as outras, 

sempre dão um jeito de fazer as coisas darem certo.”



[Nicholas Sparks]


Que eu não perca a fé nas pessoas, que eu não desista de acreditar sempre que é possível. Que eu não me torne uma pessoa amargurada, decepcionada, frustrante de tanto ficar frustrada. E que não me sinta impotente por ver ruir diante de meus olhos e nada poder fazer, pois não depende de mim. Basta apenas esperar um novo dia nascer... É muito ruim não poder fazer nada. Mas ruim mesmo a saber que mesmo fazendo alguma coisa, de nada vai adiantar!


Eu tenho medos bobos e coragens absurdas.

Clarice Lispector






15 de janeiro de 2013

Tava demorando!


Eu apronto cada uma que vou te contar... Na hora quase morro, mas depois morro de rir. Aliás, depois que os perrengues passam o que eu mais faço é rir da minha própria desgraça, já que não resta outra coisa!

O celular berrava o alarme desenfreado - não sei porque coloquei uma música tão berrante - e eu tateio no escuro, cheia de sono para desligar. Desliguei direto e esqueci-me completamente do soneca, rs. Resultado: caí no sono de novo, ferradona, o soneca não despertou 20min mais tarde e quando dei por mim já estava mega atrasada. Cambaleando de sono e apressada feito o quê sai em disparada para lavar o rosto e escovar os dentes. Passei uma escova no cabelo e prendi num rabo de cavalo que dá menos trabalho. Abri o armário e juro por Deus, peguei a 1ª roupa que vi pela frente. Graças a Deus foi um legging e uma blusa creme com folhas douradas. Vesti, calcei as sapatilhas de trabalho, passei a mão na bolsa conferindo se estava tudo ali (carteira, celular, dinheiro, chave, necessèrie, óculos e mais algumas traqueiras), bati a porta atrás de mime fui. Um chuvinha fina caía às 6:20 da manhã quando eu finalmente consegui sair de casa. Tempo recorde de arrumação. Os brincos, relógio e pendurucalhos fui colocando à caminho do ponto. Por sorte, quando estava chegando lá ainda tinha uma van que eu conheço o motorista e ele que já estava saindo, gentilmente parou e me esperou. Entrei como um raio na van e sentei lá no fundo, feliz por não ter perdido ela também, já me bastava a hora e o café-da-manhã.

Como de costume, fui ouvindo música até chegar ao meu destino. Desci no ponto habitual e esperei para atravessar a rua. Estava cheia de sono ainda das cochiladas que dei no caminho, mas pude sentir vários olhos em mim. Olhos mais masculinos é bem verdade. Não entendia o porque, mas resolvi nem tentar entender no auge do meu atraso. Fui caminhando - um percurso até pequeno - até o trab e notei que todos paravam para olhar pra mim. Óbvio que sem estar produzida, com cara de sono e voado pelas calçadas eu achei na certa que ñ era por causa da minha linda beleza que estavam me olhando. Um u outro com quem falo é que se ateve a me cumprimentar sem "mas". Os olhares continuaram e eu começava a me sentir incomodada. Foi quando me deu o estalo: não é comigo. E com alguma coisa que está comigo, só pode! E comecei sutilmente a fazer uma vistoria pelas minhas roupas, bolsa, sapatos à procura do infortúnio! Eis que de repente, a lâmpada de ascende: "ah, não!". Abra-se chão que eu quero me enterrar em você. Fui tomada por uma vergonha tão grande que parecia altamente queimada de sol sem sequer ter ido à praia. Quando fiz a conferência de minhas vestimentas, me dei conta de que tinha pego a calça errada. Oh God! Na correria, eu peguei a minha calça de dança e não de trabalho. Ela é mais fina e praticamente transparente. Alguém deve ter guardado no lugar errado quando passou, pois as minhas roupas da academia ficam no lugar a parte. Óbvio que agora entendo os olhares. Eu estava praticamente nua da cintura para baixo em plena Copacabana - ainda bem que não era no calçadão - às 07h. Ninguém merece!

Minha vergonha foi tanta que nem olhei mais para ninguém. Entrei no elevador chispando e me atirei porta a dentro do meu trabalho, me prostrei na minha cadeira e não levantei por nada no mundo, até meu salvador da pátria chegar com uma bermuda para eu colocar por cima.

Pelo amor de Deus!!!!
Agora estou rindo, mas na hora, que nervoso!




Bom, agora pelo menos eu aprendi que mesmo estando atrasada que eu devo ao menos dar uma olhada rápida no espelho antes de sair de casa, para me poupar de eventuais micos em praça pública!

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...

PS: ainda não entendi ao certo porque o povo de Copacabana ficou tão espantado e olhando uma bunda com calcinha como se nunca tivesse visto antes. Já vi coisas bem piores e mais horrendas passeando lindas e belas e ninguém nem tchum, rsrsrs... Logo no lugar onde a excentricidade, esquisitice e a anormalidade se torna 'normal'.

Boa semaninha, porque a minha já começou a todo vapor, rs.