9 de novembro de 2014

Olhando pra dentro de mim!


Nos últimos dias o mundo lá fora tem passado 'batido' pra mim. Estou ocupada demais olhando pra dentro. Tenho sido dura comigo: ando me dizendo verdades que ninguém tem coragem de dizer (e eu nem aceitaria que dissessem), reconhecendo derrotas, aceitando que muitas coisas chegaram ao fim mesmo contra a minha vontade, e tirando da minha vida quem não me acrescenta, pelo contrário: me diminui. Também tenho me esforçado pra lembrar das tantas vezes que tentei e consegui. Do quão capaz eu era de 'me virar' sozinha, de transformar angústias em aprendizado, de dar a volta por cima quando muita gente no meu lugar teria ficado pelo caminho lamentando, chorando os não's da vida.


Nada foi muito fácil pra mim. Travei batalhas com a vida que teriam derrubado muita gente metida a valente. (Por onde anda aquela moça que acreditava em si mesma?) Encarei ausências de pessoas que são essenciais ao nosso crescimento, fui muitas vezes meu próprio colo, meu próprio ombro. Chorei sozinha quando não consegui corresponder às expectativas de pessoas que diziam 'só querer o meu melhor'.

Nunca fui boa pra seguir padrões: quebrei muitas regras e parti a cara e o coração muitas vezes também. Mas eu mesma juntei os cacos e recomecei. Senti vontade de abrir mão de mim, até me abandonei por algum tempo. Não conseguia me imaginar vivendo um futuro feliz e olhar pra trás me doía: só me restava a desistência. Cansei de ouvir que eu precisava 'esquecer, dar um jeito, me sentir melhor, superar, me ajudar', mas a cada palavra de quem exigia de mim o que eu (achava que) não conseguiria alcançar, eu sentia mais vontade desumir do mundo.Hoje eu assumo a culpa por quase  tudo que sofri. Tantas vezes deixei que me magoassem (mesmo que inconscientemente) pra me castigar, pra poder me vitimizar, pra sentir pena de mim mesma. Mas também me perdoo. Passou, não vai voltar, e ficar remoendo mágoas, carregando culpas, arrastando corrente pelo que não pode ser mudado não ajuda, só pesa, aperta o peito, me faz me sentir menor.

Resolvi deixar o passado passar e aceitar que sou o que sou por causa dos tombos, dos tropeços, das lágrimas, das derrotas, mas também por causa de todas (muitas) as vezes que eu poderia ter desistido e segui em frente e enfrentei meus medos. Sou a soma dos fracassos, das conquistas e de uma fé em mim que eu não sei de onde vinha. O fato é que tem muita vida pela frente e pra lá que eu vou olhar. 

Porque a maturidade me ensinou que o primeiro passo é o começo de tudo que pode ser bonito, é só levantar e caminhar.



8 de novembro de 2014

Um dia sempre pesaroso...





Uma manhã de silêncio, muita saudade no peito e inúmeras lembranças! O tempo ameniza a dor, mas aumenta a saudade! Uma vida inteira ao seu lado ainda é pouco para descrever a mulher, mãe, avó, amiga maravilhosa que você sempre foi. Além de paciente, carinhosa, engraçada e com uma sabedoria imensa. Há 4 anos o céu é sua morada. Embora eu fique um pouco saudosa às vezes, (tento não ficar triste pois você detestava tristeza) por não ter você aqui ao meu lado, conforta saber que de você sempre tive o melhor e que te amei em vida tanto quanto te amo agora. Tenho certeza que um dia nós vamos nos reencontrar. Enquanto isso, não me restam dúvidas de que você segue aí de cima me guiando, iluminando e protegendo meus passos e meus caminhos. Acalmando, confortando e serenando o meu coração como sempre fazia. Além de me dar suas broncas, que pode acreditar, eu até hoje escuto daqui rs. Minha eterna anjinha da guarda. Meu eterno amor e devoção à uma pessoa incrível. Obrigada por tantos momentos únicos e especiais que vou carregar eternamente comigo! Tantos ensinamentos e amor.


Te amo vó! Fique sempre com Deus.

7 de novembro de 2014

Pisando no freio...


Um grande desafio, inclusive para mim. Nós que vivemos neste mundo 100% on, plugados, conectados, multi, necessitamos reduzir, acalmar, desligar. Olhar e ver, escutar e ouvir, prestar mais atenção no mundo à nossa volta e perceber que a vida é mais que a agitação e a rotina atribulada. Pisar no freio é necessário para simplesmente viver a simplicidade, aproveitar os momentos e os pequenos prazeres da vida que é disso que precisamos para ser feliz. 


"Aí a moça se pega preocupada com o dia que mal começou. 
E corre pra lá e pra cá, pra dar tempo de cumprir todas as obrigações. 
E não para um pouquinho pra olhar o céu, sentir o cheirinho de café ou dar um sorriso pro vizinho. 
E nunca foge dessa correria, e dessas responsabilidades sem fim, pra ouvir o barulho do mar, molhar os pés e afundá-los na areia. 
Aí a moça esbarra em milhares de impossibilidades, e reclama, e acumula preocupações. 
E continua sem lembrar que no fim do dia, ela pode deitar no sofá, e ouvir aquela música que resgata a 'moça que acreditava'. 
E esquecer os problemas, lendo Caio e Clarice, e abrindo os olhos pra ver que a vida pode ser bonita, quando a gente a enxerga com olhos de poesia".



5 de novembro de 2014

Tempos de intolerância, falta de amor, paz e fé





Vivemos tempos de intolerância! Intolerância racial, religiosa, sexual, política, moral, de valores, com a vida e o mundo. Nunca em tempo algum exerceu-se tanto o direito de expressão de opiniões, calçadas pela tal liberdade de expressão, tão difícil de ser conquista. Porém, uma vez adquirida, sua força se faz presente, mas o bom senso e o discernimento com que deve ser usada está sendo esquecido.

Já dizia um velho ditado: "seu direito acaba quando começa o do outro". E assim, através desta máxima, ensinava-se a respeitar não só os direitos, que devem ser iguais para todos, mas o limite até onde se deve/pode ir com ações e palavras. Recentemente, as eleições culminaram na maior crise comportamental das redes sociais, arrisco-me a dizer. Em tempos em que o cidadão tem voz ativa para se expressar e fazer parte da história, atuando ativamente no cenário sociopolítico e do cotidiano, com assuntos dos triviais aos mais sérios com decisões sobre o país. Porém, mais do que apenas expressar suas opiniões embasadas em achismos ou ideologias mil, veio uma raiva e uma intolerância nunca antes vista nas redes sociais, criado inicialmente com o intuito de socializar pessoas, compartilhar ideias, trocar informações e experiências e com um certo cunho de entretenimento.

Cada um usa a sua página da forma como bem entender, sendo assim pode ter conteúdo tanto positivo como negativo. E ainda se fazendo do direito de postar e falar sobre o que bem entender, da forma que quiser, sem conseguir ou sem querer mesmo segurar um pouco os ânimos exaltados após discordância de opiniões, não foram poucos os xingamentos e desentendimentos que a "política" gerou. Sem freios e bom senso, à torto e à direito ataques voavam pelas páginas aos que se opunham a uma determinada ideia, que sempre era tida como certa. E quando a verdade absoluta não era bem aceita por alguns, pronto, começava o auê. Amizades foram desfeitas, famílias e amigos rompiam relações, casais brigavam, pessoas que mal se conheciam começavam um confronto na "timeline" do amigo em comum. E as pessoas, de um modo geral foram tomadas por uma raiva sob o nome de inconformismo.

Eu mesma comecei a postar ideias e opiniões minhas a cerca de políticos, suas campanhas, debates ou o cenário atual. Criticava ou defendia, questionava algumas questões intrigantes para mim. Gosto de política e acho importante o cidadão se inteirar e fazer parte ativamente das decisões que recaem sobre todos em seu país. Alguns concordavam, outros discordavam, rolavam alguns debates e até aí, normal. Todo e qualquer assunto que se levante vão ter pessoas contras e à favor e os isentos. Ou porque não acham nada ou porque não querem debater. Sempre foi assim. O problema foi que passou-se a não ter respeito pelo direito do outro discordar, ter uma opinião contrária às outras. Então, para evitar problemas, parei! Já estava presenciando debates bem acalorados digamos assim na minha página. Resolvi cortar o mal pela raiz. Mas não sem antes me sentir indignada com pessoas que não acatam o direito que cada um tem de ter sua opinião que é formulada ao longo de anos por diversos fatores. Acho completamente ridículo quem grita e escreve mais amor por favor e na hora de ter amor em suas ações só descarrega o oposto. Onde foi parar o respeito? Até posso entender que muita gente fique revoltada porque terá que conviver com as escolhas de terceiros, as quais consideram erradas. Mas vivemos numa democracia, onde ganha a maioria. E aí, quando a gente acha que esse "mimimi" todo vai acabar, os desentendimentos mil porque cada um defende com unhas e dentes seu candidato e partido e o porque ele é o melhor e em contrapartida mete o pau no coleguinha que pensa diferente, o resultado das eleições culminou num embate ainda maior. E eu que achei que não era possível! Agora, depois de tudo que já tinha acontecido de caótico, vinham as mesmas pessoas que atacavam o candidato e seu defensor, agredir (verbalmente até então) e o culpar pela escolha que ele acha "de merda" (o termo melhor que posso usar aqui diante de tudo que li). E o blá blá blá ganhou mais força do que antes e as pessoas se esqueceram que assim como tudo na vida, um perde e o outro ganha. Conclusão, o assunto política ainda rende na internet, com alguns ataques direcionados ou a ermo. E muita gente que nem eu simplesmente cansou! Porque de uma atitude que poderia ser positiva e render uma discussão saudável com exposições de pontos de vista e embasamento histórico, político, seja lá o que for, virou além da maior chatice, uma tremenda dor de cabeça. E nós, que nos excluímos dessa doideira toda, agora somos taxados de alienados, de pessoas que não ligam para a situação do país, que estamos nem aí para tudo que está acontecendo. Errado meu amigo que pensa assim. Apenas é difícil tentar explicar para quem não está disposto a entender. E sendo assim, parei minhas manifestações e nunca rezei tanto para passar essa fase.

Mas, não posso deixar de ver que esse momento serviu para que víssemos duas coisas. A primeira é que não existe mais cidadão passivo. E muito menos manipulado. Todo mundo sabe de tudo, têm suas próprias opiniões e ideias. Ninguém compra pura e simplesmente mais a informação que é plantada. As pessoas estão tendo cada vez mais acesso à informação e a facilidade de se ter internet ao alcance das mãos facilita quase toda a população, independente de escolaridade e classe social à uma inclusão não só digital, mas social. Pode-se manifestar em vários canais e mídias. Ao se expressar o cidadão se vê como parte. E  a segunda, o povo ganha força e poder com a voz ativa. Só falta bom senso para saber lidar com essa nova aquisição social. E um povo que tem defasagem em diversos campos, principalmente na educação escolar e de casa, não é de se esperar que não se tenha postura adequada para ganhar voz ativa e saber usar com sabedoria. De forma certa, é uma grande arma que a população tem em suas mãos. Porque quem tem conhecimento, tem poder. Infelizmente, ainda é pouca a parcela da sociedade que tem acesso, entendimento e discernimento para usar da melhor maneira possível essa ferramenta à seu favor. Poderíamos ajudar a construir a história. Fazer um país melhor. Criar e divulgar ideias inovadoras e que ajudassem. Disseminar iniciativas sócio, político-econômica em prol de nós mesmos. Só que em vez de coletividade, nunca se produziu mais individualidade. Criou-se a geração "donos da razão!" e é só o que importa, estar certo aos olhos de todos. Nos posts cômicos da internet, fala-se que este momento dividiu o Brasil. O Brasil já era dividido. Só que hoje, com o que se pensa e o que se faz às claras pois nada mais escapa do BBB real da vida, essa divisão está escancarada. E não é só uma divisão política e nem econômica, social, racial e religiosa não. É algo que vai até mais fundo, que antes as pessoas tinham medo de expor, e hoje apesar de ser feito e de campanhas mil contra isso, a barreira do preconceito aliado a falta de valores de uma sociedade, gera intolerância, hipocrisia e falso moralismo.

O estopim para muita coisa foi o momento político. Mas briga-se por tudo. Há duplas, quiçá quíntuplas interpretações acerca do que é postado. Tudo vira tempestade em copo d'água. Ando ficando cansada de tantos questionamentos, polêmicas, verdades absolutas, donos da razão, defensores da moral e dos bons costumes e da integridade de valores em tempo integral quando, muitas vezes, apenas faz-se um comentário ou posta-se algo desprendido de tudo isso que acaba gerando. Todo mundo sempre sabe de tudo e todo mundo se ofende com tudo. Um treco simples acaba tomando proporções gigantescas sem ser pra tanto. E o povo anda com os nervos à flor da pele, tudo se exalta, briga, pensar diferente é desrespeito. Tô vendo amizades serem desfeitas por política, futebol, religião, final de novela. Por achar que o outro tem que pensar e agir como acha que tem que ser, seja com filhos, com animais, com a própria postura. Menos, minha gente! É para interagir e socializar, trocar experiências e não criar tantas discordâncias assim. Vejo tanta coisa absurda... A vida já é tão difícil, não precisamos tornar uma convivência prazerosa, mesmo que virtual, numa chateação constante. Já temos demais, não?! Todo mundo sabe de tudo. Todo mundo tem resposta pra tudo. Críticas, censuras, lição de moral. São tão eficientes quando se trata de apontar o dedo para as faltas e falhas do outro. O erro alheio é sempre condenável. Mas que ironia, quando se trata de si mesmo, além de não usar consigo a missa a metade do que fala para os outros, é incapaz de olhar para si e se reconhecer igualmente humano, com erros e acertos, e que isso não necessariamente diz quem você é. O conjunto de ações e valores e principalmente a essência é o que nos define. Ou aceita um simples fato: nem pior e nem melhor, apenas diferente! Opinião, achismo e convicções, cada um tem o direito de ter a sua! O respeito seria a melhor maneira para lidar com tudo. E uma coisa tão fácil, se colocar no lugar do outro. Não fazendo assim o que não gostaria que fizesse com você. Não tem erro! Mas é só o que eu penso...

E penso ainda, acima de tudo que se queremos um país melhor, nós temos que construir um país melhor. Não adianta cobramos de nossos governantes se a gente não mudar a nossa postura. E continuamos com o famoso jeitinho brasileiro para nos beneficiar sempre. E depois vamos às ruas gritar não à corrupção e etc. E eu também acho que todo esse engajamento político, social deveria ser sempre e não somente em momentos ícones para o país. Se certos assuntos fossem debatidos constantemente e as pessoas fossem acostumadas aos debates, ficaria mais fácil de lidar pois não estariam indignados com mil coisas entaladas na garganta que saem cuspidas sem importar a quem irá atingir. E no mundo em que vivemos hoje com falta de paz e amor, pessoas boas e boas ações, fica realmente difícil ter bons sentimentos e carregar para a vida. Andamos descrentes de tudo, principalmente de fé. E passamos a reproduzir para o mundo o que vivemos nos dia a dia. Nos tornemos pessoas melhores, façamos o melhor para cobrar o melhor. Educamos principalmente com exemplos. E bons exemplos, é disso que essas crianças que já nascem perdidas para a vida precisam, além de uma mão estendida e de um caminho que se aponte. Não adianta esquecer de olhar para nós mesmos. É a partir de nós que o mundo se forma. E que as coisas acontecem. O mundo evolui se a gente evoluir espiritualmente e como pessoas. E quando tivermos moral para apontar, cobrar e falar, aí sim podemos exigir. Enquanto isso, com passos pequenos e pensamento grande, a gente chega lá se quiser, com uma pitada de amor e uma porção bem generosa de fé. Pois a batalha só está perdida quando desistimos. E se valeu a pena criar um rebu danado por causa de 0,20 centavos (e não foi só por causa de 0,20) porque não causar um rebu maior, mas de maneira inteligente e organizada para realmente termos ordem e progresso e orgulho da nossa pátria amada Brasil?!

E que venha o natal, de repente o espírito dele consegue apaziguar a língua e os corações das pessoas. Na Leader ele já chegou e na Lagoa Rodrigo de Freitas também. 


4 de novembro de 2014

A vida ensina que...


E com o tempo a gente aprende e chega a certas conclusões na vida, por bem ou por mal.
Hoje, não abro mão do que eu sou pra conquistar alguém.
Prefiro "perder" o outro a me perder de mim.
Prefiro não ser amada a ser amada pelo que eu não sou.
Tentar corresponder às expectativas que o outro tem a meu respeito é um jeito bem solitário de "ser" de alguém.
Amar o que eu espero que o outro se torne e não o que ele realmente é, é um jeito bem vazio de "ter" alguém: não vai durar.
E aí vai doer em dobro: pelo distanciamento de mim mesma, e pela chance desperdiçada de ser amada do jeito que realmente sou.
Eu quero um amor que fique quando eu estiver sem máscaras, desarmada da necessidade de agradar quem quer que seja. Fora de todos os padrões impostos por quem vive mais de parecer do que ser.
Quem me afasta de mim não merece me ter por perto.
Porque ser sozinho, às vezes, pode ser triste, mas se perder de si mesmo é a pior solidão que existe.



27 de setembro de 2014

Perdoa eu????



Perdoa os meus dramas,
as palavras que não disse,
os sentimentos que não demonstrei,
o meu humor variável
e os meus defeitos exagerados





Mais de um ano de saudade!


Hoje o dia nasceu lindo! Aquele sol alaranjado misturado com alguns raios rosados. Um dia perfeito para levantar com o pé direito, se encher de pensamentos bons e ir à luta. Um dia perfeito e inspirador para (re)começar. Mas eu só consigo enxergar tudo cinza. Sem graça, sem cor, sem vida. O coração está pesado. Tô com vontade de chorar. Porque hoje a saudade pesou! Pois hoje faz mais de um ano sem você. 

Tem exatamente um ano e pouco mais que você abruptamente saiu de nossas vidas deixando um vazio inexplicável! O tempo está passando tão velozmente, que eu nem me dei conta de que faz um ano que não nos ligamos. Faz mais de um ano que não vamos à praia ou paramos para tomar um sorvete ou comer um pizza e colocar as fofocas e dia. Faz mais de um ano que não conversamos sobre sonhos e sobre decepções e sobre como é difícil aceitar as intempéries da vida. Faz mais de um ano que não tomamos banho de chuva para lavar a alma. Faz mais de um ano que não rimos por nada, de nós, de nossas próprias desgraças, da vida. Faz mais de um ano que não nos falamos todos os dias e eu te pergunto se já tomou juízo. Faz mais de um ano que não choramos no ombro uma da outra por tristeza, decepção, mágoa, saudade, medo e um pouco de tudo e reclamamos sem fim. Faz mais de um ano que eu não passo mais os fins de semana na sua casa, conversando até tarde. Faz mais de um ano que não jogamos sinuca, não dançamos um forró, não bebemos uma geladinha, não fazemos compras, não experimentamos cortes de cabelo, não saímos repentinamente só por estarmos entendiadas, não conhecemos lugares novos, não desafiamos o nosso limite. Faz mais de um ano que eu também luto contra o tempo para não esquecer as mínimas coisas que vivemos e o seu jeito. 

O tempo pode ser generoso fazendo com que a dor diminua, dando mais lugar para uma gostosa saudade. O tempo ajuda a aceitar o que achamos que nunca vamos entender. O tempo traz respostas ou não! Ou nos obriga a seguimos sem uma explicação plausível para os acontecimentos. Então, nada mais nos restada do que nos conformamos e ponto! E seguir, mesmo sem querer. Pois a vida nos empurra pra frente independente de vontade. E uma sucessão do novas pessoas e histórias se desenrola e somos envolvidos por um turbilhão de acontecimentos, querendo ou não. E o tempo passa. E nasce dia e morre dia, e passam-se meses e passam-se anos. E a única coisa que não passa em mim além da saudade infinita é o medo. Medo de te esquecer! 

De esquecer o som da sua voz, de esquecer o som da sua risada, de esquecer seus traços, de esquecer seu olhar, de esquecer o modo como você virada a cabeça e piscava os olhos toda vez que duvidava de uma "grande e definitiva" decisão minha rs, de esquecer o modo como penteava o cabelo ou como se apoiava em mim procurando segurança nessas porcarias de lugares esburacados e escuros. Tenho medo de esquecer que você me chamava de florzinha e de Fezinha. Tenho medo de esquecer o olhar de raio-x que tinha e que era capaz de ver o que de verdade tinha no meu interior. Tenho medo de esquecer que você me conhecia como a palma da sua mão. Tenho medo de esquecer como eu não precisava ser nada além de mim mesma com você. E ahhhh, como isso era bom! Dentro de mim sei que nunca vou ser capaz de esquecer. Mas tenho medo dessas minimidades acabarem se perdendo. Porque o tempo também pode ser cruel para quem não tem a memória tão boa quanto eu.E por falar em tempo, ganho ou perdido, depois de muita coisa vivida, decidiu que não perderia mais um minuto dele. Decidiu depois de muitas frustrações que queria viver o máximo que pudesse a cada dia como se não houvesse amanhã. Decidiu que não daria mais tempo para perder tempo. Afinal, segundo a sua constatação você já tinha perdido tempo e gente demais. Já bastava viver com certas limitações e regras, não, você definitivamente não queria mais viver comedida dentro dos parâmetros certinhos. E você se jogou, e você riu e chorou, e você experimentou, e você simplesmente viveu. O que para uns parecia ser um exagero para você era necessidade, pois você sentia a vida gritar por você. E você a desafiou, você se desafiou a ser mais. Mais do que esperavam de você. E eu tenho muito orgulho disso porque, apesar de ser muitas vezes por caminhos tortuosos e de maneira não tão adequada, você foi ser feliz, você foi viver! 

Aliás, você foi um exemplo vivo de que tamanho não era documento. Ah, não mesmo! Tudo em você era enorme, o coração, o bom senso, a inteligência, o conhecimento da vida, a compreensão, os conselhos, os abraços e a ternura com que era capaz de envolver nossa dor, nossa alma. Apesar da sua pouca altura, como você conseguia enxergar longe, pequena! Além do horizonte! E por falar em horizonte, lembro bem dos dias e noite que passávamos no chamado visual, ao lado de sua casa, olhando a paisagem e refletindo. Faz mais de um ano que não volto lá e nem vou na sua casa, no seu quarto. Também não tenho muito contato tanto quanto gostaria com os amigos e a família maravilhosa que através de você eu pude conhecer e que tão bem me acolheu. Aliás, eu não vou a lugares onde íamos há muito tempo. Não é por maldade, mas por falta de coragem. Eu não quero voltar nesses lugares e tantos outros pelos quais passamos ou conversar com as pessoas que tantas vezes estivemos juntas nos divertindo para falar e lembrar da sua ausência. Você não merece isso e eu não quero isso! Quero em morte ter o seu melhor que com certeza eu tive em vida. Então, quero sempre associar tudo que faz parte da nossa história com muita alegria, co muita festa, com tudo de bom que você merece! 

E hoje, eu faço uma grande colcha de retalhos de nossa história. Tantos momentos, tantos lugares, tantas pessoas... você me proporcionou momentos incríveis. Momentos até que as palavras faltam para descrever.Momentos simples como ver o pôr-do-sol na praia, olhas as estrelas à noite, compartilhar o silêncio dos pensamentos, sentir aquele bem estar e felicidade genuínos só por estarmos juntas, independente de qualquer outra coisa. Docinho, como você faz falta! E eu não acredito que tem mais de um ano que em muitos dias e momentos você habita meus pensamentos e meu coração e em minhas preces rezo para que não me deixe ficar triste e sim lembrar com saudade e alegria de nós. quem diria que amigas de trabalho e nem do mesmo setor éramos iríamos nos tornar amigas inseparáveis, irmãs. Porque é isso que eu sempre te considerarei, uma irmã, visto os inúmeros perrengues e momentos difíceis onde não é qualquer pessoa que permanece ao nosso lado. Mas nós estávamos lá, firmes como rocha, sem arredar o pé, dispostas a fazer qualquer coisa pela outra e mesmo que nada pudéssemos fazer, ao menos teríamos a cia uma da outra que acalmava e acalentava o coração. E nos doamos de verdade uma para a outra, sempre! Ainda é muito difícil pra mim falar de você sem doer, sem chorar, sem faltar as palavras certas porque eu acho que por mais que eu diga nenhuma delas é exatamente digna de você. Então eu vou resumir: você é única e especial, pronto! E para você, se eu bem te conhecia, era tudo que você gostaria de ouvir e bastaria! 

Sei que por diversos momentos está comigo. Sei que todos os dias olha e ora por mim. Sei que à sua maneira sempre me manda um sinal de que caminho seguir. Sei que algum dia, nos encontraremos ainda porque a vida não acaba com a morte. Inicia-se uma imensa jornada em buscar de nós mesmos para então, quando enfim estivermos prontos e conscientes de nosso papel no mundo, voltarmos a nos encontrar com os entes queridos. De repente, as suas perguntas já tiveram respostas. Mas como nunca é demais falar, saiba que aqui embaixo, sua jornada não foi em vão. Você não apenas passou pela vida, pelas pessoas, pelos lugares. Você deixou sua marca lá. Uma marca que para todos nós que a conhecemos é difícil de apagar e nem o implacável tempo poderá fazer: o seu amor. Então ficamos asim: você segue daí que eu sigo daqui, uma hora nossos caminhos se cruzam. Enquanto isso, minha vó cuida de você, menina travessa, que mesmo tendo hoje 30 anos, ainda sim seria uma eterna 'muleka'. Fique sempre com Deus - pois com ele você está muito bem - e em paz... 



Com amor eterno, sua Fezinha!

26 de setembro de 2014

Viver de verdade!






"Porque, pra viver de verdade, a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, dói demais. Mas passa.Está vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que estou falando a verdade. Eu não minto. Vai passar".

24 de setembro de 2014

O que pode e o que não pode depois que "acabou" o amor...






Vivo lendo por aí o que uma mulher deve fazer depois do fim de um relacionamento. Bom, quanto ao relacionamento em si, nada mais. Tudo que podia ter sido feito, pode crer, foi feito! É que a gente não enxerga bem assim... Mas, e agora, como agir "alone" e ainda tendo que lidar com decepções, frustrações, dor e afins? Como se não bastasse ser difícil conviver com a situação, ainda temos que nos preocupar com o julgamento alheio sobre o nosso comportamento.

Não pode postar foto na balada porque quer mostrar ao ex que está feliz, mas também não pode postar Tati Bernardi e Caio Fernando Abreu no facebook, porque todo mundo vai saber que você está arrastando corrente. Não pode namorar outro logo em seguida, porque ficar trocando de namorado como quem troca de calcinha (peguem na ambiguidade) não é coisa de moça decente. Mas ficar sozinha muito tempo também não, afinal mulher feliz é mulher AMADA (leia-se bem comida, segundo algumas moças sempre BEM resolvidas e sempre felizes que tem por aí...).

A verdade é que sofrimento não respeita regra e cada um reage de uma forma quando, no meio de um dia feliz, alguém resolve olhar na sua cara e dizer: acabou. Sem uma bebidinha pra amenizar, sem meias palavras, joga assim, na lata! Geralmente fim e mágoa andam juntos e algumas pessoas não se contentam em terminar, elas terminam traindo, difamando, mentindo, jogando no lixo tudo de bonito que foi vivido ao lado do outro. E aí, gata, não há regra de bom comportamento pós pé na bunda que te impeça de dar indireta no fulano, de detestar a atual dele, (que virou o amor da vida do moço em três tempos, ou será que já era? Ou será que...) ou de rogar um milhão de pragas para o mesmo. Aí a gente chora sim. A gente passa o dia reclamando com as amigas (50x a mesma coisa, no mínimo) e primeiro se culpa, depois culpa ele, depois culpa a ex dele, os amigos, o passado, o futuro, o trabalho, a faculdade, o inferno astral.

A verdade é que não era pra ser, mas só depois de muito lamentar, passar a noite dançando pra esquecer, beber umas a mais, ler 10 livros em uma semana, se desmanchar em lágrimas vendo pela milésima vez aquele filme água com açúcar, é que a gente percebe que ele não era "o nosso cara" e que a relação até que durou demais. Aí a você enxerga e entende que de repente projetou no outro uma visão que só você tinha dele. De repente, amou-se mais a expectativa que criou sobre ele e a relação e não ele em si. E mesmo sabendo disso tudo, dói! Mas enquanto dói a gente chora, e dane-se se o mundo perceber que estamos sofrendo. (Quem está sentindo a dor é você e é você que decide como expulsá-la aí de dentro e quando.) A gente quer é colocar pra fora toda essa angústia de ver uma história chegando ao fim enquanto temos que esconder o amor que ainda existe em algum lugar do peito (que anda apertado de tristeza, saudade, ressentimento, lembranças e muitas perguntas sem respostas, muitas razões procurando uma lógica.)

Então, na boa, chora mesmo! Desabafa mesmo! Se enche de chocolate, ouve música deprê, mas não esquece que passa. Pode demorar, mas passa! E é importante viver esse luto até o fim, para não ter recaída de uma paixão/sofrimento mal curado posteriormente. E quando passar você vai ser outra: mais forte, mais amada (por si mesma) e muito mais resistente a quedas. E se um dia cruzar na rua com o culpado por tanta coisa que ficou lá atrás, nem vai parecer que um dia você quis morrer e também nem vai se lembrar daqueles momentos que fazia você sonhar acordada. Você simplesmente vai passar e nada sentirá. Ele será uma página virada em sua vida e você estará pronta para escrever novos e emocionantes capítulos da sua história.

E quanto ao resto, ao achismo alheio, aquelas pessoas que acham que te conhecem, te julgam ou te condenam por uma atitude isolada, apenas das três uma: ou manda se fufu, ou dois, reza pela alma desta pessoa incompreensiva e impiedosa, não condescendente com o momento e fraqueza humana ou três aponta algo nela e fica de igual para igual. Mas independente de qual seja a sua escolha, lembre-se de ser sempre mais você!


Então, só pra reforçar: sofrer por amor, pode sim!








23 de setembro de 2014

Tudo a seu tempo!


''Sossega, tudo chega no tempo certo. Não te apressa, a vida se encarrega de trazer tudo que falta. Não desanima, os ventos fortes só surgem para mostrar como nossa base é forte. Não entristece, nem sempre o que você deseja é realmente o melhor para você neste exato momento. Não esquece de sorrir, um sorriso transforma muitas situações. E a vida vai tecendo laços quase impossíveis de romper: Tudo o que amamos são pedaços vivos do nosso próprio ser."