30 de julho de 2014

A busca pelo corpo perfeito na verdade é uma busca pelo meu novo eu!





Claro que todo mundo quer ter o corpo em dia e ficar de bem com o espelho, mas não vamos esquecer primeiro, de nos valorizarmos. Segundo, de gostar de nós como somos! Terceiro, aceitar nosso corpo porque isso vai melhorar e muito não só a visão que tem de nós como nós de nós mesmos. Claro, se estamos insatisfeitas, vamos correr atrás para chegar onde queremos e ficar como como gostaríamos. Mas sem neuroses né?! Cada um tem sua beleza! E beleza externa nem sempre é o que conta, de fato, apesar de ser o cartão de visitas! E sensualidade e ser sexy não tem a ver propriamente com o tipo de corpo e sim com o tipo de comportamento, autoestima, segurança...

Posso me incluir nisso e dizer que depois que ganhei uns quilinhos a mais fiquei meio pra baixo e inconformada. Depois de brigar feito louca com a balança, fazer dietas mil e me matar em academias e não ver resultado, percebi que a jornada não ia ser fácil. fazendo exames e consultando alguns médicos especialistas foi detectado que a causa são remédios que eu tomo para enxaqueca já há alguns anos e que pode estar causando esse sobrepeso. A solução é continuar mantendo exercícios e dieta para tentar perder alguma coisa e não engordar mais ou, tirar o remédios, mas tendo a certeza de que uma dor dos diabos voltaria a me assombrar. Diante dessas duas opções, lógico que resolvi optar pela primeira. TUDO menos aquelas dores insuportáveis intermináveis de novo! E então, sabendo que o resultado que eu queria dificilmente eu alcançaria porque existe uma certa dificuldade em perder peso, mesmo com atividades intensas e alimentação, comecei a serenar e a, estranhamente me aceitar. Parei de querer morrer porque eu não cabia mais num jeans 40 e passei a aceitar meu 44. E com isso, me senti muito mais feliz. Não vou dizer que gosto do corpo que tenho hoje. Não, não gosto! Mas estou menos radical e me cobrando. Aceitando que eu faço o meu possível, inclusive com alguns tratamentos estéticos, e não me punindo mais se o resultado esperado não vem. Passei a conseguir me vestir com tamanhos G e GG (muitas roupas tem modelagem pequenas), passei até a aprender alguns truques que disfarçam certas áreas mais evidentes e assim me sinto mais confortável. Passei a ver quais tipo de roupas agora caem bem em mim e me admirar com ela em vez de me frustrar porque meus antigos modelitos ficavam uma bosta, agora. E principalmente, esse tempo todo tive uma pessoa ao meu lado que nunca deixou de me admirar, de me elogiar e de me achar bonita de fato apesar de gordurinhas localizadas e uns quilinhos a mais na balança. Voltei a namorar novamente comigo mesma e fiz as pazes com o espelho. Não se pode deixar a moda que se dita nas ruas definir quem é você. Não se pode deixar o padrão de beleza mundial colocar você pra baixo porque você não tem aquele estereótipo. Gostando mais da gente a gente aprende a se autoafirmar, a se impor e a brilhar ao nosso modo.

A busca pelo corpo ideal na verdade, acabou por ser uma busca pelo meu eu. Meu novo eu! Onde eu pude me conhecer melhor. Passei um bom tempo depois desse aumento de peso (não tô falando nada tipo 20kg) mas me evitando, mas hoje eu olho e me reconheço! E não me sinto mais tão incomodada, até porque agora uso roupas certas ao meu tipo de corpo, para o meu tamanho então parece que tudo vai certo para o seu devido lugar. Vou continuar a tentar ao menos ficar próxima do meu peso antigo, mas é um tentar focada, mas não uma briga insana. Se feito de forma saudável é bom positivo querer mudar! E além do mais! Mesmo que eu não perca 1gr alimentação balanceada, exercícios e vida saudável nunca fez mal a ninguém, né? Se eu não conseguir "o corpo perfeito" ao menos terei vida longa :)



26 de julho de 2014

Casar X Morar junto: 5 anos depois!


Casar X Morar junto:

"Casar e morar junto são duas coisas completamente diferentes. Não tem nada a ver com seu status no cartório. Tem a ver com entrega. Você pode casar com todas as honras. Dar uma festa linda. Gastar os tubos na Lua de Mel. Se mudar com o marido para um apartamento lindo. pronto. decorado. cheio de almofadas em cima da cama… Vocês podem ter se casado – mas vão demorar muito pra saber o que é morar junto. Acho que existem casais que se casam com pompas, e nunca talvez tenham realmente morado juntos. Morar junto é saber dividir. Saber cobrar. Saber ceder. Saber doar. Morar junto é dividir as contas e as almas. Morar junto é ter um pilha de louça pra lavar, depois de um dia terrível de 10 horas de trabalho. E o outro cantar com você( em um karaokê com detergente) para que o trabalho se torne divertido. Morar junto é ter que assistir Homem Aranha no Telecine Action, e se esforçar para achar legal. Morar junto é tomar banho junto.Transformar o chuveiro em uma cachoeira. Morar junto é ouvir onde dói no outro. Do que ele sente medo. Onde ele é criança. O que o deixa frágil. Morar junto é poder chorar sem parar. E ser ouvida. E cuidada. Mas é também rir. E achar graça em alguma coisa, quando o outro está pra baixo. Morar junto é fazer contabilidade de frustrações, e saber quando não colocar na conta do outro. Morar junto é demorar para levantar. Morar junto não precisa de uma casa, e sim de um espaço. Quem mora junto geralmente é solidário. Casar não. Qualquer um casa. Pra casar basta assinatura e champanhe. Casar leva umas horas. Morar junto leva tempo. O tempo todo. Quando moramos juntos vemos o cabelo dele crescer e ela cortar uma franja. Quando moramos juntos viramos adultos aos pouquinhos, dando um adeus doído ao adolescente que éramos. Quando moramos junto mudamos junto. E o outro vira um outro diferente com os anos. E nós vamos aprendendo a amar aquela nova pessoa, todo dia. Até o dia que, talvez, deixemos de morar juntos...."




E esse texto não poderia ter vindo num dia melhor parar nas minhas mãos! Hoje completamos 5 anos juntos! 5 anos de conquistas e derrotas, de felicidades e de tristezas, de erros e acertos! E nem tudo foram flores e alegria, e nem tudo foi fácil e lindo. Tivemos problemas, dificuldades, incompatibilidades, algumas dúvidas e medo (e ainda temos). Só que a gente resolveu fazer de tudo isso uma força para nos unir ainda mais. Um aprendizado para nos fortalecer. E um ensinamento para ajudar a nos guiar pelos próximos anos a fora. E o nosso amor, mais algumas coisinhas como companheirismo, lealdade, compreensão, cumplicidade, respeito, amizade e perseverança em nós e na nossa relação, lutamos contra as adversidades e estamos aqui, depois de passar por muitas coisas, 5 anos depois... Não é fácil e não existe a fórmula para a felicidade plena e fazer dar certo, a não ser duas pessoas que primeiro queiram estar juntos acima de todas as coisas e depois é o empenho diária que cuidamos e investimos na relação, em nós mesmos e em tudo que construimos a dois! Sem dúvidas, apesar dos pesares, tive os melhores anos, os melhores momentos, as melhores coisas ao lado de uma das melhores pessoas do mundo pra mim: você! E sem dúvidas ainda vamos comemorar por muito tempo essa data especial, onde duas pessoas completamente diferentes em tudo se cruzaram e não se desgrudaram mais. E, em todas as vezes que as adversidades e os problemas pesam e a gente surta mesmo, fica sem rumo, fica de saco cheio e quer chutar o balde, jogar tudo pro alto (porque relacionamentos de verdade tb tem seus lado chato, não é comercial de margarina), acontecem simples gestos como um olhar cúmplice, um beijo terno, um afago de incentivo e apoio, um abraço que tira as dores, e um silêncio que diz tudo. E são essas simples coisas, tão bobas aos olhos do mundo e tão essenciais à um relacionamento, ao dia a dia, que nos faz ter certeza que sim, estamos no caminho certo, faríamos as mesmas escolhas e não tem outro lugar no mundo onde poderíamos estar, senão aqui, juntos um ao outro. Te amo um monte bbzão. "Você, perfeito em suas imperfeições é perfeito para mim!". Obrigada por a cada dia ainda me olhar com o primeiro olhar apaixonado de quando nos conhecemos e fazer valer a promessa de me fazer a mulher mais feliz do mundo, sempre, haja o que houver! E eu só peço a Deus que continue nos dando saúde, força, sabedoria e fé para continuar a jornada... 

Feliz 5 anos depois...



21 de julho de 2014

Amigo é amigo e pronto!




E ontem foi dia do amigo! Apesar de achar que dia de amigo é igual ao de mãe, pai, avó... são todos os dias, na medida do meu possível felicitei os amigos que fazem parte da minha história e me contribuem para essa minha jornada aqui na terra ser mais divertida, colorida, menos chata, mais bem vivida, aos que acrescentam momentos e os tornam inesquecíveis, aos que dividem a roupa, a make, a conta, o copo, a risada, histórias, o peso da vida. Porque é impossível ser feliz sozinho! E os amigos, certinhos ou loucos; de muitos anos ou dias; físicos ou virtuais; de todas as horas e de momentos; de zueira ou da vida estão aí pra comprovar isso!

Em determinadas datas passa um filme na minha cabeça e nossa, tanta gente eu conheci, muitas ainda continuo tendo contato, não tanto quanto gostaria. Outras nunca mais soube. Algumas amizades perduram, outras se afastam, outras começam. E é gente que entra e que saí de nossas vidas constantemente, e nem por isso deixam de fazer parte de nossas vidas, de ter um pedacinho dela em você e de você nela, nem que seja na lembrança.  Hoje com as redes sociais e a internet, consegui me reaproximar e ter contato novamente com pessoas que havia perdido, e outras que o convívio diário fica difícil. E vira e mexe, troca-se mensagens, um olá, atualiza-se algumas novidades... E também faz-se novos amigos online. Pessoas que nunca se viram podem virar bons amigos através de uma identificação pela imagem que passamos, o que escrevemos, o que pensamos, nossa postura na vida, nossos valores. Podemos não nos conhecer pessoalmente, mas muitas vezes o amigo virtual de repente pode saber muito mais sobre você do que aquele amigo de anos.

E todas essas amizades, apesar de terem pesos diferentes na vida, não são mais ou menos importantes. Cada uma ocupa seu espaço, cada uma tem sua função, cada uma vem para somar e nos acrescentar, nos fazer aprender, evoluir, trocar experiências. E não é para isso que serve amizade? Dos íntimos aos zueira, todos para mim são especiais, pois só o fato de considerar hoje em dia já que vivemos um mundo tão individualista e egoísta e de doar tempo, conversa, e momentos é muita coisa.

E isso, é um dos motivos de maior orgulho para mim: as amizades que fiz e que carrego comigo! Por onde passo na vida, trago comigo um ou mais amigos. E isso é uma grande felicidade porque é sinal de que sou querida, uma pessoa legal, alguém com quem as pessoas se identificam apesar dos defeitos e do jeito meio torto, pois amizade é fazer questão de ter e estar...

Confesso que muitas vezes fico carente de amizade! Carente do carinhos, das conversas, das demonstrações de afeto e de tempo para estar mais juntinho do quem a gente ama. Eu tenho necessidade de ter pequenos gestos para com quem eu amo! Acho que por mais que se saiba, sempre é bom vez ou outra reforçar rs. Mas não é todo mundo que sente essa necessidade e isso não quer dizer menos gostar e menos importância que desprendem à mim. Aprendi a entender e a conviver com isso também. E entendo que pela correria da vida louca que se vive hoje, e do avanço da idade e com ela as responsabilidades e obrigações, que não temos mais todo o tempo do mundo para nós, apenas. Existem famílias, trabalhos, uma vida social que engloba atividades, outros amigos, viagens, filhos e por aí vai. Mas passado essa carência momentânea, percebo que apesar de não estarmos juntos tanto quanto queremos, em nada abala ou afeta a amizade e o modo como se vive essa amizade. Mesmo de longe continua tendo carinho, preocupação, interesse em participar e estar a par de todos os acontecimentos. E prova maior de amizade não há quando se precisa de um ombro amigo, de um conselho, de ajuda e gritar e saber que o amigo estará lá! E que vibra e se alegre e fica feliz por suas conquistas. Que te dá bronca e puxa sua orelha quando está errado! E isso basta! E isso é suficiente para eu me sentir realizada, pois eu tenho amigos de fé mesmo, aqueles que não se largam por nada...

Então é isso, viva o dia do amigo e viva a vida que une e traz cada vez mais pessoas para a gente!


"A amizade, nem mesmo a força do tempo irá destruir, somos verdade...
Valeu por você existir, amigo!" 

15 de julho de 2014

Revirando do avesso!







Sabe quando você não tem certeza de nada, mas sabe que aconteça o que acontecer, você ficará bem? Que confia que o melhor está por vir e que não importa as adversidades, no fim tudo acabará bem? Sabe quando parece que você ganha uma força interior que nem sabia que existia e escuta aquela "vozinha" lá do fundo que pouca gente acredita que exista?

Poucas vezes tive uma certeza tão forte assim na vida! Mesmo com algumas dúvidas, receios e medos. Minha tendência natural sempre foi duvidar se não tinha certeza e frear se não tinha garantias. E essas são coisas que todos sabemos que não temos: certezas e garantias. Hoje em dia eu não quero mais recuar. Só quero avançar, confiando no meu coração, no meu bom senso, nas minhas experiências, na minha trajetória e confiando acima de tudo, no cara lá de cima! 

Sim, porque por mais que eu faça ou não faça algo, as maiores decisões da minha vida não estão no meu controle, na verdade eu não mando em nada, é Ele quem dá as ordens! O que no final das contas, acaba por tirar um peso enorme das costas a partir do momento que se acata esse entendimento para a vida. Livra-se do medo da decepção e da frustração. Não que eles não existam, existem sim! E machucam! Mas então sabendo que não detemos o controle de grande parte de nossas vidas, passamos a ver a possibilidade de escolhas como opções e não obrigações. Escolher que batalhas lutar, escolher pelo que vai se chatear, escolher o que de fato vale a pena na vida, escolher o que levar consigo e o que deixar para trás, quando um "deixa pra lá" pode ser mais eficaz que um bate-boca que não vai levar a lugar nenhum, escolher se quer ter razão ou ser feliz. Claro que sempre podemos fazer escolhas erradas e teremos que aguentar as consequências destas escolhas. Mas não ficamos mais nos punindo por escolhermos errado quando passamos a aceitar que apesar de ser uma escolha nossa e muitas vezes pensada e repensada, não se tem garantias de nada. A gente dá o primeiro passo, mas é lá por cima das nuvens que o restante da história e seu desfecho é escrito. Parece meio contraditório e complexo de entender, mas um belo dia, algo faz um "click" dentro da gente e acende uma luz para esse entendimento. Então a mim, só resta dar o melhor, fazer o melhor e ser o melhor. 

Estou confiante, estou determinada, estou decidida, estou esperançosa e com um misto de bons sentimentos em ebulição dentro de mim. Se não me dá aquele frio na barriga? Claro que dá! A vida é uma montanha-russa, de emoção e de surpresa. A gente só vê lá embaixo depois que se chega lá em cima. E depois que se está lá em cima, a queda passa a não ser mais opcional! Mas estava eu aqui dia desses pensando com os meus botões: o que a gente leva desta vida a não ser nossas experiências em nossa passagem pela terra (claro que aqui falo por mim que acredito até certo ponto numa linha kardecista de vida após a morte) e a vida que se viveu?

A gente passa muito tempo, muita gente a maior parte da vida até, buscando aprovação e aceitação de terceiros que podem nunca vir. As razões são nossas! Então não podemos querer que os outros entendam como vemos com os nossos olhos! Claro, quando temos familiares e amigos queridos e importantes, por não termos o consentimento deles para seguir adiante parece que estamos fazendo alguma coisa errada, um mal presságio, vai dar zica na certa, azar da porra! Ai, dependendo da criação que cada um de nós teve vêm a cabeça logo algumas frases que nos rondam desde o berço como "quem não escuta cuidado, escuta coitado", "eu bem que te avisei". Muitas vezes, não chega a ser explícita a contrariedade, mas solta-se aquela frase "você que sabe, a vida é sua, faz o que você quiser". Batata que quem diz esta frase não está nada satisfeito ou com o que acabou de ouvir ou com o rumo como as coisas estão tomando. Mas até que não está errado no palavreado não! De fato, a vida é nossa e a gente que tem que saber o que fazer dela! Uma pena que muitas pessoas não vejam como vemos as possibilidades, não se enchem de esperanças de que possa dar certo, não tenha otimismo o suficiente para ver o lado bom das coisas mesmo sabendo que podem dar errado, que nos julgam fracas e ingênuas a ponto de desistir na primeira queda, que não nos incentivam pelos seus próprios medos e receios e não conseguem ver que agora pode ser diferente, que não acreditam no nosso potencial e passam a fazer um boicote emocional. 

A vida é de quem se atreve a viver, simples assim! E todos nós estamos cientes que quem se atreve pode ganhar e pode perder, normal! Vamos aprendendo com a vida, com as pessoas e conosco a levantar depois de cair e até a estudar melhor a vitória. Mas quem não vive, não aprende. E quem não aprende, vai deixar a vida passar por medo, insegurança, incerteza. 

Aprendemos também, do modo mais fácil ou do modo mais difícil o autoconhecimento. Pois também só podemos decidir sobre aquilo que conhecemos. Se a gente não se conhece, constantemente viveremos em dúvida e assombrados pelo fantasma de possíveis arrependimentos! Mais uma vez reitero: não é porque tomamos uma decisão com convicção que ela é sinônimo de sucesso! Podemos sim nos arrepender, podemos sim constatar que fizemos a escolha errada e simplesmente agora, não dá mais pra voltar atrás. Mas as chances de acontecer essa grande desilusão são mais remotas e geralmente elas são provocadas a partir de terceiros e não de nós. Vamos quebrar a cara no português claro e dar a volta por cima. E o que não tem como voltar atrás, cria-se um jeito de seguir com...

Aprendi uma coisa à duras penas: devemos prestar contas somente à nós mesmos! E assim, deste modo, somos mais felizes! Já não basta nos julgarmos e nos punirmos, ainda temos que aguentar o mundo nos açoitando? Nananinanão! Chega! De agora em diante vai ser que nem aquela célebre frase que ninguém sabe quem escreveu mas que com certeza é um gênio: "promoção, pague as minhas contas e arque com os meus problemas e ganhe o direito de falar da minha vida!" - Perfeito! É bem por aí! De pitacos a Mega-Sena está cheia! E quantos ganhadores? É mais ou menos assim na vida também. Não estou minimizando a importância da opinião das pessoas e muito menos menosprezando a sabedoria e a experiência e até mesmo o cuidado que elas têm me vir nos advertir, aconselhar. E agradeço sinceramente quando fazem comigo, sinal de que se importam. Mas o peso maior sobre as decisões da minha vida, tem que ser meu! Chega de pautar a parir de outro! O que tem importância é o que eu sinto, o que eu penso e o que eu quero pra minha vida e as pessoas que serão afetadas diretamente pelas minhas ações e escolhas. O resto, chega de ter importância demais para ligar de menos com o que acontece comigo! Só a mim devo explicações porque no final das contas, eu é que tenho que me resolver sozinha (sem ser injusta com quem sempre esteve ao meu lado e se mostrou solidário com os momentos).  

Então, de agora em diante é assim.... viver mais por mim e menos pelos outros. Viverei sim, com eles, o que é totalmente diferente! Como na música do Lulu Santos "... o que eu ganho ou o que eu perco, ninguém precisa saber..." e a cada dia também tô crendo mais naquela máxima, "quanto menos pessoas souberem da sua vida melhor" (não incluindo quem já faz mais que parte dela rs). Não que eu me  baseie muito nessa parada de inveja ou mau olhado, apesar de existirem. Creio que Deus é maior, que ninguém ofusca o brilho de ninguém porque todos têm sua hora de sua lugar ao sol! Mas quanto menos intromissão, mememe, mimimi, pitacos e achismos mil, melhor! Antigamente eu tinha o seguinte conceito: detesto opinião que não pedi, intromissão na minha vida e achismo de gente que acha que sabe mais de mim do que eu mesma! Com o passar dos anos, isso acabou se perdendo, por motivos mil, mas nunca saiu de dentro de mim. E agora resolvi resgatá-lo! Lógico não usado com grosseria e nem como fora e patada. Não posso ser soberba também a ponto de achar que sei tudo e foda-se o resto. Mas não dar mais importância a qualquer coisa que se falem, que se façam, porque só quem se dói, quem se remoei, que se martiriza sou eu, eles são #vidaquesegue. E de hoje em diante, pra mim também será assim. Não serei blindada contra dor e tristeza e afins, e nem ser a mulher maravilha fodona que lida com tudo na boa. Só vou passar a dar mais visibilidade para mim, cuidar mais de mim, fazer mais por mim e me importar mais comigo em primeiro lugar e sem neuras, sem culpas, sem achar que estou desmerecendo ou sendo ingrata por isso. A vida não para! E a minha felicidade não pode mais esperar... ns vão amar, outros nem tantos, outros odiar, mas quem saber? Paciência! Aceita que é mais fácil!

Vivemos em um mundo onde somos julgados por tudo, até por tentar ser feliz.







14 de julho de 2014

Imagina sem Copa! (já que não podemos mais dizer o contrário...)


Somos vitoriosos! 

"Somos vitoriosos, de certa forma! A Copa chegou ao fim e com ela excelentes partidas, jogadores sensacionais e momentos únicos do futebol. O Brasil seleção não chegou lá. Mas aplaudo e tenho orgulho da seleção de brasileiros fora dos gramados que bateu um bolão, sendo acolhedor, hospitaleiro, receptivo, solícito. Fizemos todos uma bonita festa entre nações! As torcidas deram um show (com poucas exceções de baderna)! E de tanto dizermos "imagina na Copa" ficamos só imaginando mesmo porque não deu um terço do caos que achávamos que teria! Sempre bem humorados apesar de tudo, demonstramos ao mundo o que temos de melhor e que temos mais que belas paisagens, samba e futebol (????). Que apesar das coisas ruins ainda temos força de vontade e de viver. Sou brasileira com muito orgulho e muito amor sim! Tenho orgulho do meu país e da minha bandeira, que não estão bem representados mais isso temos que resolver nas urnas e exercendo corretamente nosso papel de cidadãos. Tive muito orgulho de participar desta festa linda e desta história, mesmo sem ter ido aos estádios, mesmo sem a nossa seleção ter chegado à final! Cantei com orgulho todas as vezes o meu hino e não me sinto ridicularizada por torcer por aqueles que além de bom futebol, tem respeito, carinho e educação conosco, mais até do que nós mesmos muitas vezes! Eu torci, gritei, chorei, vibrei, me emocionei e isso pra mim, já valeu! As ruas das cidades ainda vão ficar cheias de turistas mais um pouco, mas eu já sinto falta de toda essa áurea que tomou conta do país que apesar de sofrido ainda consegue demonstrar que temos garra, fé e acreditamos em um país melhor. Sou brasileira e não desisto nunca! E acima de tudo, eu acredito no meu Brasil, brasileiro! E hoje a vida volta ao normal, sem jogos, sem feriados, sem festa... imagina agora sem Copa! E o maior legado da Copa é esse, a experiência que vivemos e que não vamos esquecer! Então, reiterando a frase lá em cima, somos vitoriosos não só por mostrar que somos capaz de sediar um evento, mas por todos os dias, como vivemos, quem somos! O Brasil mostrou tua força mais do que amarrando o amor na chuteira! A garra da torcida inteira, vai junto todos os dias com o Brasil! Pois a esperança é a última que morre! O Brasil não ganhou. Nem de longe fez uma boa campanha como esperávamos! Nos envergonhou com sua saída de goleada. Mas e aí, vira-se as costas? É Copa do Mundo! Eu quero ver um bom futebol, bonito e de qualidade. E vou torcer sim, sempre pra que vença quem merece! Amei ver as várias seleções dando show nos gramados e algumas até fora dele. Não deu pra nós, paciência ué! Nem por isso vou dar uma de recalcada e deixar de admitir a superioridade e o merecimento da Alemanha que acima de tudo foi um dos países que mais nos respeitou enquanto todos e até nós nos chicoteávamos! E se pudesse, eu queria mais Copa. Foi a Copa das Copas mesmo. Surpreendeu em tudo! Venceu o melhor futebol, mas acima de tudo venceu uma festa das nações com fraternidade! Vai entrar pra história, junto com o nosso 7x1, claro! E que não só a derrota nos sirva de lição, mas o modelo de uma nação como a Alemanha. Que possamos aprender com nossos erros dentro e fora de campo e evoluir! Agora é rumo a 2016 com as Olimpíadas e seja o que Deus quiser...".



Aqui ficam algumas coisinhas que eu mais vou sentir falta:

1. As cidades lotadas de gringos
2. Podolski brasileiro e seu Instagram sensacional!
3. David Luiz e seus muitos gifs
4. Os jogadores magya que animaram até aqueles jogos mais chatos.
5. Ter uma super desculpa para se reunir com a galera e beber todas durante a semana
6. O nosso hino cantado a capela no estádio! #emoção
7. Ir ao Maracanã (e a todos os outros estádios) e juntar os copinhos de cerveja e refri!
8. Os muitos feriados que a Copa nos rendeu.
9. Saber que ainda existem jogadores bacanas (e os nossos fazem parte desse time!).
10. Ver as celebridades amando estar no Brasil para ver a Copa do Mundo.

BÔNUS: Ver a Argentina perder


Admito, essa listinha não é minha, apesar de concordar em gênero, n° e grau com ela. Mas quando me preparei para escrever, surgiu na minha frente um post lindo falando sobre isso, é da página Coisas Que Amamos. Segue o link para quem quiser conferir: http://coisasqueamamos.com/2014/07/14/10-coisas-que-amamos-nessa-copa/

Então é isso.... resta-nos agora nos conformarmos com o Campeonato Brasileiro que é uma disputa para ver quem é pior e ser um pingo de vergonha. Mas, é o que temos pra hoje né?! Então, vamos nessa!






10 de julho de 2014

E a Copa do Mundo ainda rende...


É só um esporte! É apenas uma disputa por um título, por uma Taça! Apenas uma representação de um país que possui a melhor seleção do mundo! É apenas para ela que vivem e treinam milhares de jogadores todos os anos. Ok, estou minimizando a importância do evento um pouco, mas é de propósito. Depois que vi esta manhã a declaração do técnico da Holanda Van Gaal após perder para a Argentina nos pênaltis e seguir para disputar com o Brasil o 3° e 4° lugar fiquei indignada. Em entrevista, Van disse: "Só existe um prêmio, que é a taça de campeão!". Com isso, nas entrelinhas ele quis dizer que, se não for para disputar o 1° lugar, dane-se, não vale a pena.

Como assim? Ele está minimizando seu próprio time por ter chegado tão longe enquanto tantas boas seleções caíram pelo caminho. Ele está menosprezando o adversário, nós, que tudo bem depois da vexaminosa lavada de 7x1 qualquer um poderia nos menosprezar, inclusive nós. Mas olhando pela ética do esporte não! Cadê o respeito? Isso sobra na Alemanha pois eles sim tem o direito de nos zuar e mesmo assim, na imprensa internacional pede respeito a nossa camisa e ao nosso futebol, tido como o melhor do mundo por muito anos e ainda discorrem carinho ao nosso povo e ao nosso país que tão bem os acolheu. Eles são uns queridos!

Bem, voltando ao foco. E fora isso dito acima, ainda temos o péssimo exemplo dado principalmente às crianças sobre a conduta no esporte e na vida. O que aconteceu com "o importante é competir"? Sim porque a minha vida toda, em casa, na escola, nos lugares onde praticava atividades esportivas, em entrevistas de empregos, sempre ouvi isso. Claro que também tem aquela célebre frase "que vença o melhor" e se você não vence, logo você não é o melhor! Conclusão brilhante! Mas não é a mais certa. Sabemos que para quem está vivenciando uma disputa seja no esporte ou na vida, nunca é tão simples levar na esportiva quando se perde. Mas a perda faz parte de um aprendizado incrível. Nos faz reavaliar o mundo e a nós mesmos. Nos faz fazemos mudanças. Nos faz praticarmos a aceitação. Nos faz reconhecer quando estamos errados e perdemos, sermos humildes. Nos faz estar em constante contato com o nosso lado humano. Se nem super herói é invencível, cada qual tem a sua fraqueza, porque rélis mortais como nós seriamos? Prepotência pura!

Logo o esporte que é incentivado justamente por formar o caráter, dar boas bases na vida como disciplina, espírito de equipe, competitividade saudável, respeito ao adversário, trabalhar as franquezas e dificuldades, ter obstinação, foco e perseverança. Para regenerar desvios de conduta na sociedade, os ensinamentos do esporte são logo recomendados! E agora, vem esse poia e me dá uma dessas...

Gente, ninguém gosta de perder, fato! Tá, faz parte da vida! Tá, ninguém ganha sempre! Tá, a gente tem que superar e dar a volta por cima. Mas na real mesmo, ninguém gosta de perder! Seja num jogo de futebol, seja na vida, seja um real! Agora imagina perder na semifinal de um importantíssimo campeonato de futebol? Aliás, o mais importante da categoria? Em casa? Nós que deveríamos estar piores, não? Mesmo assim, acredito que a maioria dos torcedores brasileiros não vão deixar de apoiar a seleção em mais esse momento. Ficamos putos da vida pela forma como perdemos. Pela inércia e apatia em campo! Mesmo assim, a grande maioria apesar de triste e chateado, reconhece que mesmo não jogando muito bem, mesmo assim chegamos até aqui. E nós que estamos mais fudidos que outra coisa não nos recusamos a jogar ou muito menos menosprezamos a categoria do lugar preterido. E a Holanda é boa! Tem bom futebol! Senão não teria chegado até aqui. Perdeu nos pênaltis mas jogou bem e com raça a partida toda. E entra a velha história, não cabem duas seleções no pódio para um mesmo lugar... então, ele poderia se sentir mais honrada do que nós, por exemplo. Mas, o técnico prefere agir com desdém.

Bom, pior para ele e para a imagem do time. Já vão jogar contra os novos amados do Brasil. Flamenguistas ou não torceremos a maioria para a Alemanha que soube nos cativar com gestos e palavras. Que souberam ser simpáticos e educados. Que souberam acima de tudo nos valorizar e respeitar no nosso país num dos momentos mais difíceis da história! E claro, também pela nossa rivalidade com nossos "hermanos" desde sempre. Alguns argentinos são gente boníssimas, não podemos generalizar. Já fui à Argentina, adorei o país! Mas se a situação fosse inversa, duvido que eles seriam tão complacentes conosco se estivéssemos jogando na casa deles e ainda por cima eles estivessem fora da final e nós não. DUVIDO IODÓ como dizem por aí! E tudo bem, a Argentina tem um bom futebol e tem o Messi. Mas a Alemanha tem um time inteiro que deu um banho na gente e até na nossa malandragem. Um país que se fez merecer e respeitar! Que veio fazendo uma história bonita e impecável na Copa.

Bom, então, mais uma vez a quem interessar possa, deixo aqui o link da matéria completa para que leiam e tenham suas próprias opiniões: http://oglobo.globo.com/esportes/copa-2014/van-gaal-apos-eliminacao-holandesa-so-existe-um-premio-que-a-taca-de-campeao-13203537




E para quem quiser aber um pouquinho mais, aqui vai o link da entrevista que a Alemanha deu após a goleada de 7x1 em cima da gente: http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2014/07/em-portugues-podolski-usa-hashtags-em-apoio-selecao-brasileira.html



E é só por hoje.... A gente sempre tem que tirar algum ensinamento das coisas que nos acontecem né? Sejam positivas ou negativas. Apesar de ser um campeonato de futebol, nos traz muitos ensinamentos como pessoas também, basta sabermos avaliar e refletir.

Até o próximo texto polêmico rs....

Bjinhos e bom restinho de semana


9 de julho de 2014

Perdemos a Copa, o Hexa, mas ganhamos experiência!




Pois é. Não adianta colocar todo o peso e responsabilidade nos "craques" dos times. Eles são um só e não fazem milagres. São 11 em campo e cada um deve desempenhar bem o seu papel para que consigam a vitória. O Brasil não tem só Neymar e Thiago Silva como tenho visto muita gente falando. Mesmo com eles em campo, acredito que a derrota poderia ter sido de menos gols, mas seria! E nem o Júlio Cesar que fez o seu melhor enquanto pode, mas dependia do bom desempenho coletivo! Como brasileira e torcedora acreditei sim, torci sim, vibrei sim, rezei sim e não chorei, mas fiquei muito triste. Mas estava óbvio que a Seleção Brasileira não era mais "a Seleção Brasileira" do Brasil que conhecemos. Ganhamos até agora por sorte e pra quem arrisca, uma ajudinha divina. Pegamos times medianos e sofremos para ganhar. Fomos passando empurrados! Quando pegássemos uma grande seleção com seu excelente futebol, com certeza não daria para nós! Mas isso nunca foi segredo! A cada jogo, era um revezamento de quem jogava melhor ou pior com algumas raras exceções como David Luiz que sempre deu sangue e raça pela camisa que vestia e jogou muito bem e Fred, sempre invisível no jogo, que jogou muito mal e isso nunca mudou. O problema não foi perder, me corrijam se eu estiver errada. O problema foi como perdeu! O que doeu mais foi perder de lavada! O que doeu mais foi perder em casa. E o que doeu mais, foi não ter uma explicação para isso a não ser o choro de decepção e frustração. Volto hoje a dizer o que venho repetindo em todos os jogos: o pior adversário do Brasil é ele mesmo! Sua desestrutura emocional trai o pouco futebol confiante que arrisca ter. Algumas jogadas brilhantes ficam apagadas após uma série de chutes a esmo, cada qual fazendo o que lhe dá na cabeça, cada um achando que vai ser o super herói que vai salvar a pátria, a defesa brinca de ‘toquinho’ na frente do gol. O desespero emocional aliado com o despreparo técnico derrotaram o Brasil. E para piorar, o centro de apoio, o refúgio dos jogadores perdidos em campo, o técnico, também por sua vez sentou e foi assistir a Alemanha dar um show de futebol. E nas transmissões, repórteres e comentaristas tentavam explicar o inexplicável. Defender o indefensável! A Seleção Brasileira simplesmente parou de jogar e isso muito me indignou. Que perdêssemos, não é vergonha. É um esporte onde se perde e se ganha. Onde vence o melhor. E nós fomos os melhores por 5 vezes seguidas, mas não deu mais! Vergonha foi entregar o jogo, desistir! Cadê a raça, a vontade, o correr atrás como das outras vezes, mesmo quando tudo parecia perdido? Não vi isso. Vi um time apático, perdido, com vontade de correr pro colo da mamãe e do papai. E não é uma atitude destas que se espera de uma Seleção, tida como uma das melhores do mundo. Aqui na terra do futebol precisamos apelas para a malandragem, cavar pênaltis, simular faltas. Mais uma vergonha! Porque no futebol, não nos garantimos! E em contrapartida, vi uma Alemanha ser maior ainda que seu futebol em campo, ao mostrar respeito apesar da goleada. Vi uma Alemanha ser aplaudida merecidamente pelos nossos torcedores arrasados e envergonhados com o vexame mundial. E isso foi a única coisa que me orgulhou, o espírito esportivo apesar de tudo. A consciência de que o futebol é como a vida, um dia a gente perde e no outro a gente ganha. Caiu? Levanta e bola pra frente! A única coisa sensata que o Felipão conseguiu dizer em sua coletiva. E que, a derrota e a vitória não vão mudar em nada as nossas vidas. #fato! Claro que queríamos ter o gostinho de gritar Hexa, Campeão, na Copa do Mundo, na nossa casa! Mas não deu, fazer o que? A vida acabou? Não! Ronaldo disse num certo momento que o Brasil tem obrigação de conquistar o 3° lugar. O Brasil tem obrigação é de jogar, e jogar muito! Independente se é para disputar o 3° ou 10° lugar! Já passou da hora de aprender com os erros, amadurecer, colocar a cabeça no lugar, ter calma, raciocinar. Desperdiçar menos chances por nervosismo, de bobeira! Dar de graça a vitória para o adversário! E a torcida, nós temos que estar junto, mais uma vez! Cantar o Hino com orgulho como sempre fizemos. Gritar, vibrar, como sempre fizemos. Vaiar como vaiamos quando necessário a bosta de um joguinho furreca, como fizemos. Nossa participação também é essencial! Que tipo de torcedor somos nós dando as costas quando perdemos? Tá certo, tá difícil de engolir, está! É muita coisa junta humilhante! Mesmo essa derrota devastadora não vai me fazer deixar de amar a minha camisa amarela, de continuar com a minha bandeira estendida na frente da minha casa, de vibrar e cantar e enlouquecer como sempre fiz. Porque sou brasileira e meu patriotismo vai além de uma vitória ou derrota no futebol! Eu amo o Brasil e estou com ele até mesmo quando o barco afunda, no caso, com a nossa saúde, educação, segurança, cidadania, infraestrutura caóticas. Eu ainda acredito no meu país, fora dos gramados. E eu vou fazer a minha parte. Que pode ser pouca, mas é participativa e conta! E no futebol, claro, a Seleção tem que ajudar nisso também! E volto a dizer, se jogarem bem, podem perder com dignidade que eu aceito! Só não vou aceitar ver um bando de meninos amedrontados que nem baratas tontas por 90' no campo. Mesmo indignada com a atuação brasileira em campo, ainda tenho orgulho de ser brasileira. Tenho orgulho porque apesar das expectativas de que daria tudo errado no evento no país, como tudo indicava, deu tudo certo! Claro que teve problemas, qual evento não teria? Mas teve bem menos do que eu esperava. A mídia, as seleções, os turistas, todos estão falando que é a Copa das Copas e não só pelos resultados surpreendentes de um modo geral. O clima, as pessoas, tudo colaborou para que fosse um sucesso! Ganhamos a simpatia de várias seleções tidas como "frias e distantes". Conquistamos a maioria da imprensa internacional que nos comparou com tantas outras Copas e nos colocaram na superioridade. Ganhamos um show de futebol, futebol de verdade, não essa meia boca de campeonato brasileiro, estadual, carioca ou sei lá mais o que. Fizemos uma bonita festa, nas ruas, nos bares, na cidade. Todas as torcidas torciam praticamente juntas no mesmo espaço. E aos poucos, quando as seleções foram saindo, ganhamos o apoio dos demais torcedores. Ganhamos a simpatia de todos. Apesar da lavada, ainda temos que nos orgulhar com a Copa como um todo. Acho que valeu a experiência, não precisaria ser tão traumática assim, mas foi e não temos como mudar! Podem aparecer um milhão de justificativas e pessoas apontando os erros, afinal hoje em dia temos tantos técnicos fora de campo rs, inclusive eu mesma. Mas o fato é que perdemos o Hexa e nos resta começar do zero para quem sabe em 2018 tentarmos com condições de fato de estarmos lá. As crianças de hoje, muitas são muito pequenas e não terão o mesmo peso que nós de uma decepção como essa. Ainda resta a elas a chance de no futuro ver o Brasil conquistar a 6ª estrela. Mas tem que fazer por onde! O assunto ainda vai durar pelo menos um mês. Uma goleada histórica não vai ser esquecida assim. Mas a nossa vida, depois de 13 de junho voltará ao normal. Acabaram-se os feriados, meio expedientes e todo um clima de comemoração e festa nas ruas. Voltaremos para nossas vidinhas mundanas, nossos trabalhos que são nossos sustentos e que nos engrandecem, olharemos novamente para a problemática do país e voltaremos as nossas discussões políticas. Disse discussões, não aquilo que estávamos tendo pelas ruas e que ontem, infelizmente voltou a acontecer com torcedores inconformados com a derrota do Brasil. Não acho que esse povo seja torcedor, nem trabalhador, arrisco até a dizer que não são gente do bem, protestando por melhorias, justiça e dignidade. Mas isso é assunto para outro post rs. Voltando a Copa e ao país, que dessa vez essa derrota sirva como lição de como ser um país vencedor dentro e fora dos gramados, de como fazermos a nossa parte mesmo com o país perdendo direto em todos os quesitos. De correr atrás após saber que é possível tem um bom futebol ou um outro esporte qualquer e um país de qualidade para seus cidadãos. Em 2016 vem as Olimpíadas. Outro evento criticado por muitos, inclusive eu, por ser aqui pelos mesmos fatores da Copa. Mas já está decretado, será aqui. E que lá, o Brasil se saia bem, e que a gente também saiba apoiar e reconhecer que o país não tem só futebol. Temos muitos atletas que que também precisam de incentivo, patrocínio e apoio e que trazem tantas ou mais medalhas que o futebol para nós. Uma nova geração de atletas está surgindo, como todos os anos. Vamos mostrar para eles que excelência e vitórias se consegue com esforço, com trabalho duro, com determinação, com justiça. Vamos fazer do Brasil um país campeão sempre, não só na Copa, Olimpíadas ou outro evento qualquer. Da mesma forma que se forma uma equipe campeã, deve surgir um país, uma nação. Bom, essa é minha humilde opinião de uma torcedora fã de futebol e com amor ao país! Minha pequena análise da Copa do aprendizado! Um pensamento de uma cidadã esperançosa de ver surgir um país melhor para todos. #todosjuntospeloBrasil



 


2 de julho de 2014

Quando não se quer ser feliz!


É um dia lindo lá fora. Há flores no caminho que você faz todos os dias. Há amor nos olhos que você vê todos os dias. Há o sol, exuberante. Há milhares de possibilidades de ser feliz, mas você não quer. Você insiste em mergulhar na sua própria amargura, como se isso pudesse te salvar. A verdade é que algumas pessoas simplesmente se boicotam – não são felizes porque não querem ser. Estão ocupadas vivendo dias idênticos, igualmente monótonos. Suas retinas simplesmente não suportam a beleza, seus braços não alcançam a alegria que está bem diante do seu nariz. Eu, honestamente, não tenho medo de ser acusada de romântica e utópica ao falar de amor, doçura e alegria em um mundo cinza, com pessoas vazias que repetem “mais amor, por favor”, como um exército de robôs inconscientes, mas fazem questão de guardar o vazio nos corações. Eu falo de sensibilidade num mundo em que ninguém mais consegue se olhar nos olhos. É incompreensível como algumas pessoas simplesmente não enxergam a beleza – tão acessível – e seguem maldizendo o universo, como se um dia ruim fosse a certeza de outras centenas de dias ruins, de um mundo ruim. Sinto uma agonia imensa em ver tanta gente perdendo vida. Desaprendendo a sorrir, fechando os olhos para a imensa beleza que cada dia traz consigo. É claro que existem dias ruins – afinal, não haveria luz se não fosse a escuridão. Existe a maldade, existe a amargura, existe o desamor. Existem milhões de dilemas e tristezas com os quais não sabemos lidar. Sempre foi (e, arrisco dizer, sempre será) assim. Mas estamos aqui para a felicidade. Devemos estar a postos. Sempre haverá uma mão amiga em uma escalada difícil, sempre haverá o dia depois de uma madrugada triste, sempre haverá o sorriso depois de algumas lágrimas – que regarão o seu crescimento. Tira essa máscara de tristeza e de amargura. Tem um mundo lindo lá fora, com milhões de pessoas igualmente lindas. Tem tanto amor pra viver, tantos lugares pra ir, tanta gente pra conhecer, tantos dias vão amanhecer e até quando você manterá a sua janela fechada? Ser feliz todos os dias – apesar dos pesares – não é utopia. Utopia é esperar que tudo se encaixe no seu ideal de vida perfeita para poder ser feliz.



30 de junho de 2014

A vida muda e as opiniões também


Realmente é de acordo com o tempo e com as experiências que vamos aprendendo a ver, entender, aceitar ou ignorar algumas situações. Já me vi voltar atrás de certezas que tinha, pois afinal seres humanos são maravilhosos, mas com defeitos. Cada um com seu particular, incluindo eu mesma. E vou aceitando, às vezes desaprovando... Graças a Deus por isso! Pois quando mudo de opinião não é porque sou falsa ou minha palavra não vale de nada, simplesmente acho que mudar de opinião requer uma sensibilidade de enxergar melhor e ter coragem de assumir que errou na sua avaliação. Essa vida cheia de graça mostra que constantemente mudamos: o que antes não importava, passa-se a dar valor. E, o que valorizava-se nem tão valoroso assim é. Tudo se transforma a partir da atitude do outro.



27 de junho de 2014

O jeito certo e o jeito errado


Já dizia o velho ditado:


Pois bem, na minha concepção, existem duas maneiras de se fazer as coisas: do jeito certo e do jeito errado. E eu uso um jeito simples de saber quando é certo e quando é errado:  me colocando no lugar das pessoas. Se eu estivesse no lugar daquela pessoas e gostasse do jeito como eu ajo com ela, que as minhas atitudes com ela estivessem legais então ok, estou agindo certo! Se não, não! #simplesassim.

Pois é, mas para muita gente não é tão simples assim...

Também temos que levar em conta que agir certo e agir errado vai muito da concepção de valores que está intrínseco em cada um. A pessoa só vai achar que age certo ou errado de acordo com a sua consciência, de acordo com o seu entendimento de certo e errado. Muitas vezes, pra muitos de nós uma  atitude é muito errada, mas quem pratica não vê o erro. Ela não entende como nós que é errado pois pra ela é o certo! Porque de acordo com as concepções dela é certo, de acordo com as crenças dela é certo, de acordo com a vivência dela, é o certo!

Muita gente também age assim, pela vivência, devolvendo para a vida em troco a maneira como a vida a tratou. Mas muitas vezes, essa ação vai repercutir na pessoa errada. Muitos acabam pagando pelos erros de outros. Pois nem sempre se consegue descontar no verdadeiro causador do mal. Geralmente, sobra pra quem vem depois ou não tem nada com isso....

Fato é que o que é certo pra mim, pode não ser pra você. E agindo por essa lógica, criamos uma infinidade de certos e errados para condutas e sentimentos. 

Mas, de fato quem está certo e quem está errado? Na sociedade, vivemos regidos por uma série de leis, padrões e condutas que nos norteiam sobre o que se é possível fazer ou não, quais são os limites e as punições. Mas e na vida, nos relacionamentos, quais são as leis que nos regem? Nenhuma! As leis são feitas baseadas nos valores que trazemos da nossa educação em casa, da nossa família, da escola, do convívio em sociedade até então, da troca de experiências com amigos, da vivência independente de ser vasta ou pouca. Sempre temos alguma noção que o que estamos fazendo na vida ou com terceiros é certo ou errado. Mesmo que, mais uma vez dizendo, a gente não consiga ver como uma coisa errada ou uma coisa certa. 

Temos que contar muito com a consciência nestes casos para nos auxiliar e consciência é que nem gosto, cada um tem o seu! Sendo assim, fica mais complicado dar por entendido o que é certo e o que é errado. Chegar num consenso nem sempre é fácil! Mas a identificação de que não estamos agindo bem, muitas vezes pode vir em sinal a partir do outro a quem estamos fazendo algo. A gente pode ficar meio perdido mas o outro vai com certeza nos dizer se estamos errando. Basta querermos ver!

Mas é praticando que nem desapego que a gente chega lá! É aprendendo com os erros, quando assim entendemos. repetindo os acertos, também quando assim entendemos. É descobrindo que a vida também tem suas normas e quando mais a gente vive, mais a gente aprende a ler essa linguagem de códigos. Isso não quer dizer que a gente não vá errar mais. Mas quer dizer que se errarmos, vamos ter consciência de que erramos. E desta forma, poder buscar caminhos de consertar, se der ou então, procurar fazer o certo, da próxima vez. Mas para isso, precisamos também nos permitir corrigir, nos permitir admitir as falhas. É um trabalho de construção, mas desde que se construa algo e para construir é necessário desconstruir, às vezes.

É errando e aprendendo que se vive, não errando, errando, errando achando que se está certo ;)