17 de setembro de 2014

O lado B da maternidade! Por que se fala tão pouco sobre ele?


Não sou mãe! Então vou deixar bem claro que esse texto que vou postar não é em defesa da causa própria. Mas tenho amigas que são, e vejo que é uma tarefa árdua! Apesar de todos os benefícios e da felicidade e amor incondicional em ser mãe e vivenciar todas as incríveis experiências, existe um outro lado que creio eu que muitas vivem, mas poucas falam! Assim como toda e qualquer coisa na vida, há o lado bom e o lado ruim.

Por coincidência, estava lendo alguns sites que gosto e um deles é o Macetes de Mãe. Não, não estou lendo porque pretendo ser mãe - apesar de pretender - ou porque estou grávida ou porque estou querendo julgar ou criar parâmetros através de comportamentos relatados. Apenas porque gosto de ler, de tudo um pouco e me interesso por tudo que venha da essência humana. E, fui lendo, lendo, lendo e de repente, me identifiquei com certas palavras, com certas descobertas e com certas verdades escritas através de um relato de uma mãe, que não sei se é de primeira viagem ou se simplesmente resolver contestar o mundo perfeito da maternidade. E mais uma vez, por coincidência, ela disse coisas que mesmo sem vivenciar certas experiências como mãe, comentei certo dia com uma amiga próxima e que não gostou muito das minhas observações. Ela não disse, mas deve ter pensado: "com que embasamento, já que você não é mãe, tem a ousadia de vir me dizer essas coisas?". Afinal, para ela, depois da maternidade, tudo tomou outra forma e proporção e só quem é mãe que é capaz de uma compreensão total de certos momentos e conflitos. Bom, portanto, se eu não era mãe e não aspirante a ser, como poderia eu, logo eu que não passei por nada disso, estar me atrevendo a achismos? Simples, porque sou filha! Porque sou amiga de mães! Porque tenho sobrinhos e afilhados e participei bem de pertinho da criação deles! Porque o mundo ensina, independente de se estar na mesma situação que outros! E se tem uma coisa que eu aprendi com todos eles é que pai e mãe não são super heróis. Eles podem até ser os heróis dos filhos eternamente. Mas serão mais reconhecidos pelos seus gestos e dedicação, cuidados e carinho mesmo que intercalando entre erros e acertos do que pela perfeição de um ser supremo. Criar uma criança com a ilusão da perfeição é criá-la para um mundo de faz de contas que não existe e, consequentemente, para a frustração. Deve-se criar e educar os filhos principalmente para a vida, e não há melhor maneira de prepará-los para isso do que desde cedo introduzindo-os à realidade que nos cerca. E isso inclui as coisas ruins também. Até porque, se não aprenderem pelos ensinamentos dos pais, que tentam com carinho mostrar a dura realidade, vão acabar a prendendo na vida, caindo, se machucando. Porque afinal de contas, a gente sempre aprende, pelo amor ou pela dor! Do jeito mais fácil ou do mais difícil!

Cresci vendo e sabendo pelos meus pais que eles erram tentando acertar. Afinal, é difícil encontrar a dose certa mesmo. É difícil ter o peso da responsabilidade de criar, ensinar e encaminhar na vida um serzinho a partir do que nós achamos que é o certo, se muitas vezes, nem nós mesmos sabemos qual é o certo. E até uma certa idade são completamente dependentes dos pais para tudo, muito mais a mãe. É uma carga muito grande! E que pode ficar mais leve se compartilhada e admitirmos fraquezas e medos e erros e dúvidas! Somos seres humanos, oras! E se surtamos e enchemos o saco em outros campos da nossa vida, em dado momento, por que haveria de ser diferente com a maternidade, que tem que ser exercida em tempo integral e muito solicita da mãe? 

Só que eu acho que a maioria acredita que o que sentem é fraqueza e fraquejar é sinônimo de incapacidade e diminuição. Errar então, é sinônimo de incompetência. Associado a não ser boa mãe ou ser menos mães que outras mães. Outras podem estar no mesmo dilema, só não falam. E se não estão, se estão se dando bem e são super bem resolvidas com todas as questões, que bom pra elas! Mas ninguém precisa ser igual a ninguém. Eu cresci tendo uma mãe devota à mim, protetora e preocupada, carinhosa, zelosa, que também era profissional e mulher e filha, que cuidava da casa e mais uma série de questões pessoais. Cresci vendo que ela se esforçava e dava o seu melhor sempre para mim. Talvez ela tivesse conseguido administrar melhor porque os tempos eram outros e muita coisa era mais simples e mais fácil. Ou talvez apenas, porque ela não se cobrava demais. Sabia que estava fazendo o seu possível. E dentro deste possível, nunca deixou a desejar. Mas é claro que ela errou, é claro que teve dúvidas e medos, é claro que nem sempre a coisa toda saiu como o planejado. Mas aí ela aprendia e seguia em frente. Ela sempre me priorizou, mas nunca abdicou de si mesma! E eu cresci entendendo que sempre a podia solicitar para tudo e que eu era a pessoa mais importante da vida dela, mas que ela também tinha vida própria, um marido, um trabalho, amigos, família. E cresci sabendo entender que cada núcleo tinha uma importância na vida dela e que por isso, algumas vezes, ela poderia não dar conta. Só que deu! Do jeito dela, mas deu! E nunca me faltou nada! E eu nunca tive dúvidas do amor incondicional dela, apesar dela ter que dividir o tempo comigo e tudo o mais. Só que hoje vivemos o tempo da perfeição e da autossuficiência. O que acaba por atrapalhar mais do que ajudar! Uma palavra amiga, uma palavra de carinho e compreensão, uma palavra de incentivo, não necessariamente tem que vir de uma pessoa que está na mesma situação que você. Toda e qualquer pessoa e situação pode ser uma resposta, uma solução ou apenas uma oportunidade para refletir.

Tenho certa que quando a hora da maternidade chegar pra mim terei meus próprios conflitos e questionamentos. Talvez alguns que nem estejam listados neste texto abaixo. Também tenho certeza de que terei momentos em que ei de surtar, coisa que encaro como normal. Também poderei ter momentos de desesperos, de não saber o que fazer, até porque não sei tudo, nem todas as respostas, tenho muito a aprender e talvez alguns aprendizados venham com meus erros. Mas uma coisa eu tenho certeza, criarei meu filho ou filha para entender que os pais fazem o melhor que podem, mas não são perfeitos. E dentro de nossa imperfeição faremos o melhor sempre em cuidados, assistência, estando presentes, podendo ensinar o máximo que soubermos, mas que também, quando a coisa não sair como planejado e o lado B da vida vier, estaremos lá para amparar, apoiar, dar a mão pra levantar, ajudar a consertar e encontrar o caminho. Pois foi assim que cresci e é assim que eu quero que meu filho ou filha cresça, sabendo viver e que viver implica em não saber, e que pode ter coisa boa e ruim, mas que tudo na vida passa e o que não nos mata, nos fortalece!

Bom, na teoria, é mais ou menos isso. Quando eu estiver praticando de fato, eu volto aqui e conto pra vocês se foi mais fácil do que eu imaginava em certos momentos ou mais difícil do que eu imaginava em outros. Por hora, deixo abaixo o texto que achei além de muito bem escrito, uma excelente visão de como funciona toda a coisa. Ah, e de agora em diante eu guardo meus achismos e visões para mim! Porque muitas mães, até como defesa e autoafirmação de capacidade e competência já tem a resposta pronta na ponta da língua de que "todo mundo acha que sabe criar seu filho melhor do que você!". E não se trata disso, do modo de criar, mas da maneira de agir com relação à criação de forma simples, natural e verdadeira, levando em consideração que é para a vida que os filhos são criados, para o mundo e seria melhor, desde cedo, ele aprender como funciona e quais são as regras do mundo, esse mundo tão louco em que vivemos, onde é quase uma sobrevivência do que uma vivência!


"O LADO B DA MATERNIDADE: PORQUE SE FALA TÃO POUCO SOBRE ELE?

Logo que eu me tornei mãe e que vivi alguns momentos difíceis da maternidade me perguntei por que ninguém nunca havia me alertado que esse lado B também existe. Toda vez que eu conversava com uma mãe, ela se derretia em elogios ao filho, dizia como sua vida tinha mudado para melhor, como pela primeira vez na vida estava vivendo um amor incondicional e como era maravilhoso, soberbo, estupendo, incrível, inexplicável ser mãe.
Sim, tudo isso é verdade, por outro lado, nunca nenhuma delas me chamou num canto e disse: “olha só amiga, quero te contar uma coisa, ser mãe é tudo de bom, mas também tem uma parte bem difícil e chata, e você vai ver as duas coisas. Com certeza!”.
O máximo da parte difícil que eu havia ouvido era: você vai sentir sono, muito sono, vai morrer de sono e nunca mais vai dormir direito na sua vida. Ou, então, o famoso: no início dói para amamentar.
Ponto final! Foi só isso que me disseram. Foi só sobre isso que fui alertada. Sobre tantas coisas que depois eu iria viver, e que com certeza muitas de vocês também viveram ou viverão, ninguém nunca me falou nada.
Nunca ninguém abriu a boca para me dizer que amamentar era muito, muito, muito difícil. Que não era só o bebê nascer, abocanhar o peito, sugar e se alimentar. Que podia ter N fatores que iriam prejudicar a amamentação e que talvez eu não fosse conseguir amamentar como gostaria. Também nunca me alertaram que no início as coisas são muito, mas muito difíceis. Que não é só o não dormir direito, mas é o não dormir, não comer, não tomar banho, não escovar os dentes, não fazer xixi.
E mais do que isso, tem ainda outra coisa muito importante. Também nunca haviam me dito que tem horas que a gente simplesmente enche o saco. Que tem momentos que a gente secretamente se pergunta: Por que tudo tem que ser tão difícil? Por que tenho que estar passando por isso? Por que resolvi ser mãe?
Ah sim, porque tem horas, que mesmo a mãe mais babona, apaixonada, dedicada e mimimi do mundo vai se fazer essa pergunta. Isso porque, sempre haverá um momento em que ela irá chegar no seu limite do cansaço e da paciência.
Agora, volto lá na minha dúvida do início: porque ninguém fala isso? Porque ninguém comenta essas coisas com a gente? Porque todo mundo sempre quer dourar a pílula?
De duas uma: ou querem proteger a futura mamãe do choque que está por vir ou veem essa confissão como algo que as faz menos mãe.
Eu, ando mais inclinada a acreditar que a segunda alternativa é a verdadeira. Que a maioria das mães não mostra o lado difícil das coisas e não confessa que muitas vezes chega no seu limite da sanidade porque acha que fazendo isso irá descer no ranking que elege as melhores mães do mundo. E se tem uma coisa que toda mãe quer ser é a melhor.
Gente, está aí uma coisa ultrapassada, que podia funcionar no tempo das nossas mães e avós, mas hoje em dia não cabe mais.
Estamos no tempo da sinceridade, do ser verdadeiro, do assumir suas falhas e fraquezas sem que isso nos faça menos importantes. Além do mais, hoje, muitas de nós não assumem só o papel de mães, mas também o de profissionais, de voluntárias, de pessoas engajadas na sociedade e por aí afora. Ou seja, quem disse que temos que ser perfeitas como mãe? Quem disse que não podemos confessar que uma hora cansa, que uma hora enche o saco, que uma hora temos vontade de fugir de casa para voltar uns três dias depois? Afinal, é difícil dar conta de tudo, é difícil assumir e conciliar todos os papeis que nos cabem nessa sociedade moderna.
Se alguém tivesse me dito isso antes do Léo nascer, eu teria me culpado menos quando tive esses sentimentos. Só fui descobrir que outras mães também passam por esse momento “saco cheio da maternidade” quando conversei com algumas amigas íntimas e confessei que era isso que eu senti algumas vezes. Aí sim, algumas também confessaram: Ah! é assim mesmo!
Mas então, por que cargas d`’agua nunca me falaram isso antes? Catso!
Gente, então vou dizer, vou deixar bem claro aqui: ser mãe é tudo de bom. Ser mãe é lindo. Ser mãe muda a gente, mudo o mundo, muda tudo para melhor. Mas ser mãe também tem o seu lado B, como tudo na vida.
E ter esses momentos de “putz, tô de saco cheio” não torna ninguém menos mãe. Só a torna humana. Porque vamos ser sinceras, alguém que vê na maternidade uma experiência maravilhosa, edificante, encantadora 100% do tempo, ou está mentindo, ou é de outro mundo. Só acredita que isso é possível quem nunca viveu a experiência de ser mãe.
Talvez irá aparecer mamães por aí para dizer que tudo isso que estou escrevendo é uma bobagem, que não é assim não, que a maternidade é linda, cor de rosa e perfeita. Mas tenho certeza de que em meia hora de conversa vou conseguir arrancar delas pelo menos um exemplo de uma situação em que elas tiveram vontade de arrancar os cabelos e fugir para uma ilha deserta, sem filhos.
A questão é que desses momentos a gente esquece. Na maior parte das vezes. Só os lembra quem ainda os está vivendo. E aí, se culpa, se martiriza, se pune!
Gente, na boa, ninguém é menos mãe porque tem seus momentos saco cheio. E se mais pessoas confessarem isso, em claro e bom som, tenho certeza que a culpa de muitas mães será amenizada.
Bom, estou fazendo a minha parte! Minha confissão está aqui, para quem quiser ver e se conformar! Mas também garanto: apesar dos perregues, dos momentos “putz”, eu faria tudo de novo (e garanto que ainda vou fazer). E não há como negar que o lado B, na grande maioria das vezes, desaparece da nossa memória quando o lado A abre aquele sorrisão".

Por Shirley Hilgert, autora do blog Macetes de Mãe

www.macetesdemae.com



10 de setembro de 2014

Meu Santo é forte!





E no que depender de mim, as coisas vão dar certo. Tem que dar. De um jeito ou de outro. Vou cair, vou levantar e vou seguir até cair de novo, e levantar, e cair, até não cair mais, e cair outra vez. Vai ter dor, vai ter decepção, vai ter sorriso e vai ter suor. Pessoas vão chegar e vão partir. Algumas deixarão saudade, outras nunca mais se vão, seja fisicamente, ou só no coração. Para as cargas mais pesadas terei os ombros mais fortes e nas grandes provações tirarei as melhores lições. Vou lembrar de você com carinho, mas eu preciso seguir em frente. Me permito errar e ser triste, mas que dure apenas o intervalo de dois sorrisos. O coração calejado suporta mais. Hoje foi melhor que ontem, mas ainda não é nem sombra do amanhã. Vou dar o melhor de mim. Sempre. E quando não for suficiente terei uma carta na manga, ou duas. Eu tenho um plano. Na minha vida não existem objetivos não alcançados, apenas momentaneamente incompletos. Um sorriso no rosto, e uma saudade no peito. Sem medo de errar. Só pode dar certo. Vai dar. A felicidade se acha nos momentos de descuido.

7 de setembro de 2014

Eu já me perdoei...



Chega um dia em que você se perdoa. Pelos erros cometidos, pelas chances desperdiçadas e pelas escolhas mal feitas. E isso não por acomodação ou fraqueza, mas porque a maturidade te ajuda a reconhecer e respeitar suas razões e seus limites. Então você para de se cobrar por aquele sonho incompleto ou por aquele relacionamento que chegou ao fim. Entende que cada um só pode dar aquilo que tem e que nem sempre o seu melhor é suficiente. Aceita também que a vida é um ir e vir infinito e que certas coisas e pessoas realmente chegam com o propósito de partir, de deixar saudade ou de deixar um aprendizado. Compreende que em muitas situações passadas você foi obrigado a tomar decisões as quais ainda não estava preparado, e aí cria forças para reescrever o que foi mal escrito. Aceita que as pessoas que você ama também tem o direito de errar, que a distância não destrói amizades verdadeiras, que as opiniões adversas são as que mais te fazem crescer, que o medo é um combustível poderoso, que a saudade é uma cicatriz que vale a pena carregar e que a culpa é uma cela onde o carcereiro e o prisioneiro são a mesma pessoa. E então depois que percebe tudo isso você faz as pazes consigo mesmo e encara a vida com mais serenidade. Porque você entende afinal que precisa ser sempre o primeiro a se perdoar, já que é o único que conhece verdadeiramente seus motivos. 

5 de setembro de 2014

Vida de Solteiro!


Li esse texto numa página que gosto de acompanhar. Sou fã dos assuntos que ele aborda e em especial, esse texto me tocou! Sim, tive uma identificação com ele. Pois quem nunca já foi fuzilado com perguntas do tipo "e o(a) namorado(a), quando vai casar, e quando vem os filhos?".  Tudo vai acontecer na hora que tiver que acontecer! Quando a pessoa certa aparecer. Quando você perceber que o momento de mudar de direção. Mas quando te enquadram no parâmetro à margem da sociedade, porque coitadinha(o) não tem namorado, marido, filhos, não tem a sutileza e a capacidade de perceber que muitas vezes, ou 90% dos casos, pode estar solteiro por opção! E aproveitando a vida, muito bem, obrigada! Sendo feliz, fazendo amigos, viajando, passeando, curtindo a si mesmo e desbravando a cada novo dia as grandes oportunidades dadas. Sim, já fiquei chateada e mal por estar sozinha, quem nunca? Sim, já fiquei mal e triste por ter achado que tinha encontrado a pessoa quando na verdade foi o oposto. Mas eu queria estar com alguém, viver momentos a dois independente de cobranças da sociedade. Algumas pessoas apareceram, alguns foram legais, outros não. Alguns valeram a pena, outros não. E depois que a minha fase de querer encontrar alguém passou ou eu desencanei, sei lá, comecei a levar a vida e não ao contrário. E foi muito bom! Bom demais pra dizer a verdade! Rendeu boas histórias e momentos que me tocam até hoje quando lembro. Coisas únicas que talvez, não tivesse visto, vivido se não tivesse me permitido e continuasse a vagar por aí à procura de alguém, qualquer alguém simplesmente para ocupar um lugar. E, quando eu menos esperava, aconteceu. E quando eu não mais procurava, apareceu. E foi assim, que ele se juntou a mim e eu a ele para vivermos uma vida onde os dois queriam ser atores principais e não coadjuvantes. Concordo 100% com ele que tem e eu conheço muitos casai felizes de fato, pra caralho! Mas também conheço outros tantos e não são poucos acomodados, insatisfeitos, na mesmice, medrosos de seguirem o coração, se obrigando a conviver por convenções, desperdiçando a vida e oportunidades por um status social ou insegurança de bancarem a resposta "estou solteira(o) porque quero! A solidão tem lados ruins, solteirice não! E solidão pode abater alguém mesmo esta pessoa estando casada, acompanhada, com filhos e o que mais manda o figurino. Solidão é quando nada no exterior consegue aquecer o nosso interior, e mesmo cercada de tudo e todos, ainda prevalece um grande vazio que dói. Então, chega de blá blá blá né? Vida só temos uma! Tá certo, acredito em reencarnação! Mas não vou esperar séculos para viver uma nova vida, com novas escolhas, do jeito que eu quero! E se há insatisfação, em qualquer campo da nossa vida, temos que mudar! Só que mudar é incerteza, pode dar certo ou não. E aí, muitos se acovardam e aceitam que é mais fácil viver uma vida "aguentada" que uma vida "escolhida". A vida que imporam pra você do que a vida que de repente você pudesse ter decidido viver.Eu sou feliz e realizada e isso não quer dizer ter um relacionamento de contos de fada ou de comercial de margarina. Mas foi a que eu escolhi e estou satisfeita com a minha escolha. E certa de que faria novamente esta escolha se fosse preciso. Assim como sou certa de que vivi a minha vida da melhor maneira possível, inclusive com todos os meus erros, eles me ajudaram a crescer e me tornar quem eu sou, sobretudo certa das minhas decisões! Mas só sabe disso quem vive, quem se arrisca, até mesmo quem quebra a cara e sofre e se machuca. Mas quem nunca esfolou os joelhos e mesmo assim não parou de tentar correr mesmo sabendo que iria cair? Então, é a mesma coisa! Vamos ter coragem e iniciativa. Porque o primeiro passo para sair de onde está e chegar aonde se quer estar e sair do lugar, não somos uma árvore!

Bom, então aí, segue o texto:

“E a namorada?” Alguém vai me perguntar. Aí vou sorrir e responder: “Estou solteiro!”. E logo depois vem aquela cara de: “nossa, coitadinho”, quando ao meu ver era a hora certa da pessoa me abraçar e pularmos gritando: “Parabéns Campeão!” Sabe, realmente não entendo essas pessoas que colocam o fato de encontrar uma pessoa como sendo um dos objetivos primordiais da vida. Como se a ordem natural fosse: nascer, crescer, conhecer alguém e morrer. A meu ver, não é assim. As pessoas se dizem solteiras como quem diz que está com uma doença grave, alguém que precise de ajuda. Não é nada disso. Existe sim vida na “solteridão”! E das boas. E isso não quer dizer farra, putaria, poligamia ou promiscuidade. Aliás, quer dizer sim, mas só quando você tiver afim. No mais quer dizer liberdade, paz de espírito, intensidade. E olha que escrevo isso com algum conhecimento de causa, já que tenho vários anos de namoro no currículo. De verdade, do fundo do coração, eu estou muito bem solteiro. Acho até que melhor que antes. Gosto de acordar pela manhã sem saber como vai terminar meu dia. Gosto da sensação do inesperado, da falta de rotina e de não ter que dar satisfação. Gosto de poder dizer sim quando meu amigo me liga na quinta-feira perguntando se quero viajar com ele na manhã seguinte. De chegar em casa com o Sol nascendo. De não chegar em casa as vezes. De conhecer gente nova todos os dias. De não ter que fazer nada por obrigação. De viver sem angústia, sem ciúme, sem desconfiança. De viver.  Acredito que todo mundo precisa passar por essa fase na vida. Intensamente inclusive. Sabe, entendo que talvez essa não seja sua praia. Ou talvez você nunca vá saber se é. Eu mesmo não sabia que era a minha, e veja só você, hoje sou surfista profissional. O que percebo são pessoas abraçando seus relacionamentos como quem segura uma bóia em um naufrágio. Como se aquela fosse sua última chance de sobrevivência. Eu não quero uma vida assim. Nessa hora talvez você queira me perguntar: “Mas e aí? Vai ficar solteirão para sempre? Vai ser assim até quando?” E eu vou te responder com a maior naturalidade do mundo: “Vai ser assim até quando eu quiser”. Quando encontrar alguém que seja maior que tudo isso, ou talvez alguém que consiga me acompanhar. E não venha me dizer que aquele relacionamento meia boca seu é algo assim. O que eu espero é bem diferente. Quando se gosta da vida que leva, você não muda por qualquer coisa. Então para mim só faz sentido estar com alguém que me faça ainda mais feliz do que já sou, e como sei que isso é bem difícil, tenho certeza que o que chegar será bem especial. E se não vier também está tudo bem sabe? Eu realmente não acho que isso seja um objetivo de vida. Não farei como muitos que se deixam levar pela pressão dessa sociedade. Tanta gente namorando pra dizer que namora, casando pra não se sentir encalhado, abdicando da felicidade por um status social. Aí depois vem a traição, vem o divórcio, a frustração e todo o resto tão comum por aí. Não, não. Me deixa quietinho aqui com minha vida espetacular. Pra ser totalmente sincero com você, a real é que não é sua situação conjugal que te faz feliz ou triste. Conheço casais extremamente felizes e outros que estão há anos fingindo que dão certo. Conheço gente solteira que tem a vida que pedi para Deus e outros desesperados baixando aplicativos de paquera e acreditando que a(o) ex era o grande amor e que perdeu sua grande chance. Quanta bobagem. A verdade é que só você mesmo pode preencher o seu vazio, e colocar essa missão nas mãos de outra pessoa e pedir pra ser infeliz. Conheço sim vários casais incríveis, assim como tantos outros que não enxergam que estão se matando pouco a pouco. Só peço que não deixem que o medo da solidão faça com que a tristeza pareça algo suportável. Viver sozinho no início pode parecer desesperador, mas de tanto nadar contra a maré, um dia você aprende a surfar. E te digo que quando esse dia chegar, você nunca mais vai se contentar em ficar na areia. Desse dia em diante só vai servir ter alguém ao seu lado se este estiver disposto a entrar na água com você."

Rafael Magalhães do Precisava Escrever.




26 de agosto de 2014

♥ Poema do Focinho ♥


Ah, se as pessoas soubessem o que há por trás de um focinho,
Focinho úmido, geladinho,
Preto, marrom, desbotadinho;
Ah, se as pessoas soubessem o valor de um focinho,
Focinho medroso ou metido,
Focinho manhoso, carinhoso,
Simples amigos focinhos;
Ah, se as pessoas tivessem ao menos um focinho,
Não sobre o próprio rosto,
Mas em carne, pêlo e osso,
Fonte pura de carinho;
Ah, se as pessoas protegessem os focinhos,
Focinhos que vivem sozinhos,
Amores desperdiçados, focinhos amargurados,
Focinhos pra todo lado;
Ah, se as pessoas conhecessem os focinhos,
Quanto Amor, quanto Carinho,
Anjos peludos, sem narizinhos;
Anjos fofos atrás de focinhos;
Ah, se eu pudesse ver todos os focinhos,
Amados e acolhidos,
Crianças da criação, anjos de bem querer,
Focinhos em plena evolução;
Ah, se as pessoas soubessem,
Quanto amor e dedicação,
Quanta vida, quanta paixão,
Quanto vale o amor de um cão.



25 de agosto de 2014

Desafio balde de gelo


Engraçado, o Brasil é o país do apoio à repercussão, seja lá qual for. Tem gente mostrando demais e fazendo de menos! Ir pra frente da câmera e jogar um balde com gelo na cabeça é mole. E eu nem sei se a água está gelada mesmo. Difícil é se engajar de verdade em causas sociais, qualquer uma delas. E não tô falando da contribuição financeira só, apesar de muitas instituições precisarem muito de grana, money, bufunfa, dindin de verdade. É colocar a mão na massa, sair do conforto e comodismo de seus mundinhos perfeitos para verem de perto 'a causa pela qual levantam a bandeira', tomam banho gelado no inverno ou sei lá mais o que. Muitas instituições precisam deste up grade em tempo integral. E há muito mais a ser feito que apenas doar algumas 'esmolas'. Porque pra rico num país pobre o muito é pouco! Joguem baldes até de cocô na cabeça se acharem que vale a pena, mas depois mostrem o comprovante das contribuições e façam vídeos com a verdadeira boa intenção pelo qual em prol foi feito um grande circo! A causa é nobre e necessária e séria. E a campanha é boa e leve. Mas acaba sendo minimizada como só uma grande brincadeira na internet e tira toda a importância de fato do "evento". Muita gente que sai por ai repetindo esse gesto mal sabe o que é o ELA ou qualquer outra doença que fosse mencionada. Se não for doença que sai muito na mídia não vai saber mesmo. Ah, mas o que interessa? O que importa é ficar bem na fita, no face, e tirar uma de... Se o Brasil quer mesmo ajudar causas sociais mundiais poderia começar incentivando instituições privadas a investirem em instituições e centros de estudos e pesquisas que só com a ajuda do governo, dá não! E investir em estudos de qualidade para capacitar os cientistas sem que estes precisem ir em sua grande maioria ir lá pra fora e deem a eles remuneração adequada para que possam se dedicar em tempo integral às pesquisas. Mas antes de tudo, acabe com a evasão escolar, dê escolas adequadas e capacitadas e professores valorizados financeira e socialmente. Quando começar a formar mais profissionais e menos bolsas famílias, cotistas em universidades e afins a coisa começa a acontecer. Quando a população em sua maioria for de gente ativa e não passiva, e se orgulhar mais em saber e fazer de fato do que repetir e aparecer. Bom, essa é a minha opinião sobre o assunto balde de gelo. E todos os demais que vieram ou vão vir por aí... Não vou aderir a campanha deste jeito. Não vai ser desta forma a minha contribuição. E já que por ela infelizmente não posso fazer muita coisa financeiramente, vou ajudar como posso, com causas menores mas não menos importantes e que podem ser encontradas nos bairros e ao alcance de todos, tenho certeza! Vai ser muito mais útil do que gritar num vídeo porque o gelo está gelado - adãaaaannnnn!!!! PS: por favor, não parem com os vídeos. São uns de meus entretenimento favoritos no momento!!!!

23 de agosto de 2014

Oração da felicidade - Papa Francisco


Não chore pelo que você perdeu, lute pelo que você tem. 
Não chore pelo que está morto, lute por aquilo que nasceu em você. 
Não chore por quem te abandonou, lute por quem está ao seu lado. 
Não chore por quem te odeia, lute por quem te quer feliz. 
Não chore pelo teu passado, lute pelo seu presente. 
Não chore pelo teu sofrimento, lute pela sua felicidade. 
Não é fácil ser feliz, temos que abrir mão de várias coisas, fazer escolhas e ter coragem de assumir ônus e bônus para ser feliz. 
Com o tempo vamos aprendendo que nada é impossível de solucionar, apenas siga adiante com que quer e luta para estar com você. 
Se engana quem acha que a riqueza e o status atraem a inveja... as pessoas invejam mesmo é o sorriso fácil, a luz própria, a felicidade simples e sincera e a paz interior...


Dia de paz interior e reflexão...


14 de agosto de 2014

O sonho de consumo de bailarina (segundo a minha ótica):


1. Fechar 5ª posição de forma apresentável
2. Fazer um salto grand jeté memorável
3. Não perder o equilíbrio após a segunda pirueta (mas a gente perde a porra toda! Essa história de marcar cabeça...)
4. Desejar que a barra surja no ar na sequência de centro
5. Ter a perna alta, sempre
6. Ter um cambrê longo sem dor na coluna
7. Conseguir uma abertura 0 (uma vida inteira tentando rs)
8. Segurar os pés sem dobrar os joelhos nem um tico (parece fácil, mas não é!)
9. Que esta droga de "sapinho" e "abertura na parede" sumam dos exercícios de aquecimento
10. Fazer um ronde de jambe digno, sem desencaixar
11. Desejar que seus músculos não sofram de Parkinson
12. Conseguir a tão sonhada e sofrida ponta perfeita e en dehors
13. Ver o "alinhamento" igual aos coreógrafos. A gente sempre vê certo rs
14. Pelo amor... sapatilhas que não acabem tanto com nossos pés
15. NUNCA ter aquele famoso "branco" nos 5 minutos antes de começar
16. Que o prof° não veja aquele momento que você saiu da coreografia rs
17. Não ouvir certas frases como: "lado esquerdo", "uma por uma", "sustenta dois 8", "parôooo", "de novo, a música toda", "estica esse pé", "olha a postura", "salta alto, tá colada no chão?", "abaixo o ombro", "alonga o corpo", "tudo relevé", "você na frente", "SÁBADO TEM ENSAIO"
18. Não vir algo pior assim que você consegue acertar um exercício ou um passo que já é dificílimo
19. Câimbras, sumam!
20. Tudo isso junto e mais algumas que esqueci pelo caminho


Mesmo assim, dança e professores, obrigada! ‪#‎amomuitotudoisso



















Não temos nenhum poder nesta vida...




12 de agosto de 2014

Preenchimento sentimental ilusório!


Pelo n° de famosos que tiram a própria vida por motivos mil ou por nenhum, nos deixa a certeza de que dinheiro e fama e o mundo aos nossos pés, não é nada! É tudo uma grande propaganda enganosa de um estilo de vida, de ser, de poder... No final das contas, somos todos, ricos ou pobres, famosos ou desconhecidos feitos da mesma matéria e necessitamos das mesmas coisas, e a mais importante é o amor. Que loucura! O nosso mundo tão conectado virtualmente que nos possibilita romper barreiras de distância cada vez mais nos tranca dentro de nossas próprias casas, pensamentos e almas. Falamos com um friend na China, mas mal conhecemos a cara do nosso vizinho. Conversamos on em tempo integral, mas não conseguimos falar a linguagem do olhar. Precisamos nos perceber mais! Todos nós, mais cedo ou mais tarde, em algum momento de nossas vidas sofremos com o mal do século: a solidão! Em nossa arrogância, ficamos esperando um pouco de afeição. Um alguém que olhe através de nós e não para nós. Um alguém que perceba nossas fragilidades sem que precisemos expor. Um alguém que estenda a mão sem que precisemos pedir. Todos nós, em nossa autossuficiência, precisamos apenas de alguém. Muitos de nós encontramos esse alguém que é nossa salvação. Porém, muitos não...Vivemos uma felicidade que não basta, uma felicidade momentânea, que não é a felicidade de fato! Vivemos de aparência num mundo onde todos aparentam ser ou estar alguma coisa. Precisamos de mais verdades e mais humanidade e menos preenchimento sentimental ilusório! Precisamos de beijos e abraços e carinhos. E também de brigas, de discussões, de desilusões e tristezas e talvez alguma dor. Precisamos de qualquer coisa que nos faça sentir que ainda podemos sentir e assim, nos lembramos de que ainda nos é permitido, num mundo tecnologicamente acelerado de emoções, sermos apenas nós, bobos e tolos, com nossas crenças e achismos e coração e alma, viver a vida sem apenas "levar" a vida, num costume banal de trivialidades...







"Eu sempre achei que a pior coisa da vida era chegar ao fim dela sozinho. 
Hoje sei que, na realidade, 
a pior coisa é terminar a vida cercado de pessoas 
que fazem você se sentir sozinho."

R. Williams