20 de fevereiro de 2015

Atalhos para a vida!


Atalhos - Martha Medeiros

"Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.
Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.
Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.
Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.
O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.
A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.
Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação. Pra enrolação, atalho."

Amo esse texto da Martha, acho que é um belo jeito de começar o assunto "perda de tempo". 
Esse dias me peguei lendo um outro texto que também caiu como uma luva:


Há algum tempo atrás eu fui exatamente assim. Esperava o momento ideal, aquele momento que as coisas acontecessem e que iria me trazer imensa realização, a felicidade que eu tanto esperava, ser o término ou começo para as novas etapas que eu tanto esperava. E literalmente eu ficava esperando. E esperando... E então, as coisas não aconteciam e o tal momento frenesi não vinha e eu frustrada, adiava certos feitos sempre pra "depois de". Um dia parei. Como quem não quer nada, quebrei meu próprio paradigma. Parei de esperar que a felicidade, a realização, a satisfação e as novas etapas viessem sempre "depois de" e resolvi trazer tudo para o agora. E olha, não podia ter tomado um decisão melhor. Foi libertador. Ah se eu tivesse sabido disto antes! Ah se eu tivesse me dado conta mais cedo de quanto tempo foi desperdiçado esperando o tal momento em vez de fazer esse tal momento acontecer. Mas a vida ensina, e ser a gente aprende por bem, ok, senão, aprendemos por mal. Eu aprendi com um pouco de cada rs. 

E sim, também tem alguma relação com o texto da Martha citado acima. Com o avanço da idade, sem neuroses, mas passamos a perceber o quão veloz a vida é, sem freadas e quantos mais tempo perdemos, menos tempo temos para realizar feitos, escrever nossa história e ser feliz. Já não basta o tempo gasto desperdiçado mas que não temos como fugir? No engarrafamento, na fila do banco, no trabalho demasiado, dormindo. Deixemo-nos permitir! Se errarmos ok tentamos de novo! E se não quer tentar de novo, parte pra outra. Se não deu certo, insistimos. Mas se não quisermos insistir, pula pra próxima. Fica mais fácil viver, sem muitas cobranças e expectativas. Já bastam aquelas que nós nos colocamos e não conseguimos nos livrar, não precisamos de cargas extras. Vamos misturar Skank com Lulu Santos e "deixar a vida nos levar" e "viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir".

Semana passada, num encontro com amigos em casa, surgiu esse assunto aliado à chegada da idade, os 30 anos, a idade x, divisor de águas, onde você é ou tem tudo ou não é nada, não tem nada é um fracasso geral. Por já ter passado pela idade, já que hoje tenho 32 e por ter que reprogramas minhas metas e objetivos e mudar muitos conceitos e visões de mim, da vida, das coisas tentei conversar e argumentar alguns tópicos com uma amiga, mas em vão. Realmente, nossa experiência de vida serve apenas para nós rs. Mas lá no fundo, me senti feliz por perceber que eu tinha conseguido encontrar o caminho, o meu caminho para seguir leve, simples e feliz. Claro que eu entendo que você se frustra se as coisas não saem conforte seus planos. Eu mesma já me questionei muito quando estava chegando perto do limite estipulado por mim e minhas idealizações não tinha se concretizado, muita coisa não tinha chegado nem perto de como imaginei. Mas isso é viver! Traçamos planos, mas às vezes somos obrigados a mudar. Ou eles simplesmente mudam, obra de Deus, do destino ou do acaso, sei lá. Mas aí a gente tem que se virar, se adaptar e achar o plano B. E quando eu parei de me sentir vítima e reclamar do que eu não tinha e comecei a ver o que eu tinha aprendi a agradecer e aprendi que sim é possível as coisas mudarem e ainda sim darem certo do mesmo jeito. Sim, são escolhas nossas e viveremos com as consequências do que decidimos escolher. Mas tudo na vida é assim, não se tem tudo, escolhe-se A e tem que abrir mão do B. Poucas vezes temos o privilégio de conseguir ter os dois. Mas aí entra tudo num regime de compensação que temos que avaliar o que queremos, o que nos faz bem, nossas prioridades, nossos sonhos. Mas pra mim, valeu a pena, não só o autoconhecimento como sair do certinho e arriscar os caminhos tortuosos.

Desencanei com muita coisa, com a idade ideal, o corpo perfeito, o casamento modelo, a família feliz, o emprego dos sonhos, a tão cobiçada estabilidade financeira, a tão almejada realização pessoal. Porque eu tenho tudo isso, só não do jeito que imaginei. Só que nem por isso é menos. Muito pelo contrário, superou minhas expectativas. Passei e deixar de lado o ideal do mundo e o ideal que eu super idealizei para viver o meu ideal. E hoje tô confiante, madura, certa do que quero, e do que não quero, não tenho medo de me assumir e assumir riscos, de fazer escolhas e me arrepender, tô satisfeita comigo, tô literalmente dona de mim.

Parei de procurar a felicidades e as coisas boas do lado de fora, nos outros, nas coisas, ela está dentro de mim. Posso ser feliz numa viagem, pulando carnaval, numa festa com amigos, em casa vendo filme. O importante é eu estar me sentindo bem e satisfeita comigo. Não tenho mais a necessidade de agradar para pertencer. Quem gosta de mim vai gostar de mim como sou. Sou amável, brincalhona, sorridente, simpática e agradável, mas tenho péssimo humor de manhã, me irrito com certas coisinhas, tenho manias e quando eu me estouro sai de baixo! Essa sou eu, sem máscaras para a sociedade!

Chega de adiar! Claro que decisões importantes temos que avaliar e ponderar, o que é diferente de empurrar com a barriga. É piegas mas a vida e curta e o tempo não volta. Não adianta amanhã se lamentar. E se for pra se lamentar que seja do que fez e não do que não fez, acho muito melhor! Se as pessoas soubessem, se elas lessem nas entrelinhas, se elas se permitissem, se elas enxergassem além das próprias limitações... Se elas parassem de colocar uma enorme responsabilidade de satisfação dos acontecimentos, de repente eles de fato dessem certo, se não fossem culpados por uma frustração que é pessoal. Mais um vez voltando a essa amiga, ela pode fazer de tudo na vida e ser super bem sucedida em tudo, mas não encontrará a felicidade, pois há um buraco enorme dentro dela que não será fechado e curado com momentos, pessoas e sucessivos acontecimentos na vida. Enquanto ela não se der conta que ela não tem que fazer as coisas e viver pra provar ao mundo, ela não vai sair do lugar. Ela tem que fazer por ela e o sucesso e a realização que tanto deseja virá. Apesar das coisas não saírem como o planejado, se ela não aprender e refazer as metas e mudar o foco do objetivo também não vai sair do lugar, vai ficar dando murro em ponta de faca. Mas percebi que ainda não está na hora dela. Ela ainda está muito preocupada com a chegada dos 30 e não ter atingido metade das coisas que traçou pra si. E infelizmente, me arrisco a dizer que com essa postura nem nos 40 vai alcançar. Mas tudo isso envolve um grande crescimento pessoal, conhecimento de si, um amadurecimento de visão da vida. Essa preparação leva tempo e muitas vezes temos que passar por algumas circunstâncias nada agradáveis, bem dolorosas na verdade. Mas, tenho fé, que aliás foi uma das coisas que me debati depois de certos acontecimentos e hoje eu tenho a minha fé, independente de qualquer coisa, religião e obrigatoriedades. 

Ainda estou aprendendo a ser simplista, me livrando de certos conceitos criados por mim e endossados pelo mundo. Ainda estou aprendendo a me bastar. Ainda estou aprendendo a ter um novo olhar a cada dia. Ainda estou aprendendo a renovar a fé no mundo e nas pessoas e em mim. Ainda estou aprendendo a ser positiva sem os "mas". Ainda estou aprendendo a não criar expectativas e deixar acontecer. Ainda estou aprendendo sobre mim. Mas estou chegando lá. Olhando pra trás vejo o quanto já percorri. E também estou aprendendo a ter orgulho de mim. E creio que ainda tenho muitas coisas mais a aprender, e estou aqui, ávida por novos conhecimentos, esperando ser instrumento de aprendizado. Oportunidades sei que não me faltarão. E que venham o que tiver que vir e aconteça o que tiver que acontecer. E que não demorem muito, pois hoje respiro urgência e já tenho menos paciência que antes tinha. Não tenho tempo a perder. Quero é ganhar tempo pra viver!
 

Encerrando ciclos!


Acho engraçado que as pessoas só reconhecem, valorizam, lamentam e sentem falta de quem a gente  era depois que deixamos de ser... e a culpa ainda é nossa! Muitas justificam falhas e faltas nossas e culpam nossos defeitos e erros. Mas na verdade, acho que não há uma razão específica para quando um sentimento se esvai e o relacionamento simplesmente acaba. Tirando quando se tem um motivo forte e consistente, na maioria dos casos, a gente até procura respostas que não tem.

A vida muda, as pessoas mudam, e as relações mudam também. E mesmo que doa ver aquele alguém que muitas vezes fez questão de nós, que compartilhamos momentos e segredos, que dividimos a conta, as risadas e as roupas, que nos dava broncas e depois um beijo, que tinha um olhar cúmplice e um abraço sem igual, que participou de loucuras e histórias, que era uma parte essencial de nós quase tanto como nós mesmos, infelizmente, temos que deixar ir. Se insistirmos em manter a pessoa e a relação ao nosso lado, estaremos insatisfeitos, depois de ver o quanto ela pode ser e agora está miserável. Cada um dá o que tem! Nós sempre vamos dar o nosso melhor e nunca acharemos que estamos recebendo à altura diante de tudo que foi e que não é mais. E daí pra cobranças, desentendimentos, chateações é um passo. Então, é melhor ficar com o que um dia foi e guardar com carinho na lembrança e no coração.

A vida é um fluxo inimaginável de pessoas. Muitas cruzam o nosso caminho. Algumas por alguma razão. Outras por nada. Deixam uma parte delas, levam uma parte de nós. E num determinado momento fomos peças de quebra-cabeça que se encaixavam. Hoje, já não mais. Mesmo que os interesses, a vida, as compatibilidades, e o carinho não mude, algo muda mesmo assim. Fica difícil até explicar o que. É tão sutil. Mas a gente sabe que muda e que não se encaixa mais, como sapato gasto, roupa apertada, comida requentada, revista velha. Simplesmente não serve mais. E sim, somos descartados e jogados pra escanteio, mesmo que essa não seja a intenção. É quase que imperceptível o que se faz. E, da noite pro dia, outras pessoas são as mais importantes, dividem as histórias e momentos, brindam às diversas circunstâncias, estão presentes, fazem parte, fazem questão delas, estão nas fotos, e a gente não. Simples assim...

Dói, não vou mentir, ser deixada de lado, descartada. E o pior substituída! Mas podemos nos lamentar pelo resto da vida por isso e em nada vai mudar a realidade ou podemos achar nosso próprio "novos ventos e ares". Sim, pois todos nós temos. E tiramos o aprendizado e a lição e bola pra frente. Sei que lá no fundo, certas coisas sempre vão incomodar, mas fazer o que... ou a gente se acostuma ou se acostuma, não tem muito jeito.

E por coincidência, ontem um amigo colocou um texto que adoro, e que depois que eu terminei de ler, percebi que se parece muito com o que eu estou sentindo. A necessidade de encerrar ciclos, mesmo que não seja fácil. E dizer adeus pode não necessariamente ser triste ou doloroso, embora seja.

E nem por isso vou deixar de me doar e ser aquela pessoa que faz de tudo por quem ama, que quer ver bem, que é cúmplice, que é companheira, que se preocupa, que se importa, que faz questão de estar junto, mesmo que eu não receba o mesmo valor que eu dou. Eu não perco nada por ser assim e também acho que não saberia ser diferente. Mais vale um coração frustrado do que vazio de sentimentos. É difícil aprender novos caminhos e modos de agir com velhas pessoas em velhas situações, mas vou tentando... e por hora, deixo aqui o texto que acho maravilhoso e claro,  consegue expressar exatamente, o que eu não consegui fazer...


"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão".


Fernando Pessoa



19 de fevereiro de 2015

Feliz Aniversário pra mim...



Hoje é meu aniversário! Hoje comemoro mais uma primavera. E amo fazer aniversários! 
Por que? Não sei. Além do fato de ter um dia só pra mim e que nele posso tudo? kkkkkk. Mas todos os anos essa data me faz refletir, olhar minha vida, à mim e perceber muitas coisas. Faço uma autoavaliação. E a deste ano é essa:

"Eu quero, eu posso, eu consigo!
Força, foco e fé!
Quantas vezes eu cair, o dobro levantarei!
Afinal, o que não nos mata, nos fortalece!
Se não aconteceu até agora é aprendizado, mas a prática leva a perfeição.
Minha hora vai chegar e tô aqui fazendo a minha parte.
Se de fato não for para acontecer, eu mudo o foco, reprogramo os objetivos, refaço minha listinha de metas, mas não me darei por fracassada.
Ainda há muito por vir e colherei muitos frutos desta árvore chamada vida, como já colhi muitos até hoje.
Mesmo que não tenham sido na hora que eu quis e nem da maneira que eu esperei.
Nenhuma luta é em vão, mas a vivência e as derrotas nos fazem escolher por quais batalhas vale a pena lutar.
E quais devemos desistir.
Insistir num erro ou em algo que não nos levará a nada é teimosia e não determinação.
Mas, coisas que aprendemos vivendo...
E eu sempre lutarei pelo que eu acredito!
Serei perseverante, obstinada e corajosa.
Mas também serei humilde, justa e sensata.
Caráter e índole são mais que virtudes para mim, são obrigações.
Boa conduta e ética também.
Jamais esquecerei minhas raízes impregnadas de valores e exemplos de boa conduta.
E seguirei meu caminho, completando minha jornada com o que foi escrito pra mim lá de cima, e vivendo as consequências de minhas escolhas e atos.
Ciente de que um dia de cada vez, devagar e sempre é o melhor jeito de se chegar lá!
Um dia me disseram: "não importa o quanto você percorreu, o que importa é que jamais pare de andar e comece a olhar pra trás. Porque o caminho até o ponto onde está pode ter sido longo e você pode se desestimular por ainda não ter chegado ao final. Mas é a caminhada que mais importa, é nela que aprendemos, vivemos, nos conhecemos, fraquejamos e nos fortalecemos e somos vencedores de nós mesmos, não cruzando a linha de chegada".
E assim vou vivendo os meus dias, que podem ser bons ou ruins, mas de alguma forma todos eles me fazem enxergar alguma coisa.
Assim como todas as pessoas que cruzam o meu caminho e não não por acaso.
Deixam alguma coisa delas e levam algo de mim.
E essa troca não poderia ser mais gratificante.
Então, quando finalmente aprendi a não me lamentar pelo que não tenho e agradecer pelo que tenho, acordo e durmo todos os dias com o coração cheio de esperança, gratidão e conforto.
Tenho expectativas, e batalho por elas, mas também deixo o acaso agir.
Porque diante do universo, nada somos e nada sabemos.
Somos todos instrumentos Dele fazendo parte de algo muito maior.
E com esse pensamento espero viver o resto dos meus dias, dando o meu melhor, sendo o meu melhor, e sendo agraciada com o que eu for merecedora de receber.
E que apesar de todos os pesares, minha alma se conserve jovem, meu sorriso nos lábios permaneça, o brilho nos olhos nunca se apague e que a alegria de viver more em mim.
Que eu não perca a capacidade de ver algo de bom em algo de ruim.
Mesmo existindo dias nublados, sem riso, sem cor, sem vida.
Neste dia, só tenho a agradecer.
Pois tudo valeu a pena e nada foi em vão!
Obrigada por mais um ano de vida, com saúde, amor, paz e tantas coisas boas,  rodeada de familiares e amigos, numa vida tão maravilhosa!
Realmente hoje, aliás, em todos os aniversários ganho um presentão: o de estar viva e fazer parte disto tudo!"


12 de fevereiro de 2015

Aborto: opção x crime... ainda não sei




Por motivo óbvio, eu não fui marcada para participar da campanha poste uma foto grávida e seja contra o aborto no facebook rs. Mas, de qualquer modo, deixo aqui uma breve reflexão minha.

Sou a favor da vida, sempre. Mas nem por isso condeno ou julgo quem por ventura pensar ao contrário, seja lá por qual motivo for. Cada um tem os seus. Não cabe a mim julgar, pois só cada um sabe a cruz que carrega. Nada é tão simples assim... E grita-se por liberdade de expressão. E liberdade de escolhas? E liberdade para os atos de cada um? A política é a mesma: eu não concordo, mas respeito! Só que aqui no Brasil não se tem opção neste quesito gravidez. Ou você engravida e tem de qualquer jeito ou você se enfia em matadouros, paga caro e perde a vida.

Sou contra é esse sistema no país que não dá assistência nenhuma e que não faz nada por aquelas que optam ou porque querem ou porque não tem escolhas para interromper a gravidez. Antes disso até, que tipo de trabalho ou programa é feito, principalmente nas comunidades carentes para que haja consciência de engravidar? Cadê nas escolas educação sexual? E depois de grávida, cadê um trabalho social para dar subsídio e apoio durante a gestação até o parto e se for o caso posteriormente entregar à adoção, esclarecendo dúvidas e medos evitando o abandono a ermo? Não vejo nenhuma medida! Não vejo nada ser feito! Vejo mais uma vez um governo omisso e aproveitador. Um sistema que ilusoriamente dá as mulheres a falsa crença de igualdade de direitos perante a sociedade, sendo assim, dona do próprio nariz. Até onde? Um sistema interesseiro que vê na procriação desordenada uma chance campanhas de melhoria de vida, trabalhos sociais, melhores empregos e salários. Um sistema controlador e irresponsável pois vê a cada dia crescer o n ° de abortos clandestinos e as vítimas de uma gravidez indesejada e nada faz. Sei que é previsto por lei a interrupção da gravidez em casos de estupro ou de má formação (não sei ao certo qual) do feto. Mas o caso vai para a justiça e até ela deliberar...

Aí aborto é crime e mulheres são obrigadas a arriscarem a vida em clínicas clandestinas. E quando não é assim, muitas acabam tendo esses bebês, que mais tarde são negligenciados, violentados, vítimas de maus tratos, exploração do trabalho infantil quando não exploração sexual e quando não acontece coisa pior. Porque depois que a merda está feita, falando o português claro, não tem volta. E não importa mais se foi um simples descuido, se foi irresponsabilidade ou sei lá mais o que. Daqui a 9 meses uma criança será jorrada no mundo e provavelmente será mais uma vítima dele a endossar as estatísticas. Porque esse mesmo governo que não auxilia na prevenção da gravidez e não ajuda as mães que por ventura querem dar os filhos para a adoção também não faz nada quando sabe-se que esses filhos de gravidez indesejada estão sofrendo o pão que o diabo amassou. São retirados das famílias que os maltratam, jogados em orfanatos que nada oferecem a eles, meses ou anos depois, podendo ser devolvidos para os pais abusivos novamente, que àquela altura do campeonato já tem mais um filho nos braços e outro pendurado no peito e mais um na barriga. 

Não sou contra a escolha destas mulheres de decidirem se querem levar adiante a gravidez. Até porque, não se trata só da vida delas que está em jogo. É o futuro de uma criança que nem pediu pra nascer. Eu não sou mãe, mas creio que a gestação envolva muita coisa como apoio familiar, do parceiro, situação financeira, uma própria condição emocional para tal. Toda a circunstância influencia para uma decisão. Tem aquelas que apesar dos pesares ainda tentam ter, mas algumas são expulsas da casa dos pais, o namorado não quer saber, não tem como se sustentar e nem onde morar, vai fazer como? Imagino o desespero que deva ser. Essas não veem outra alternativa. E muitas vezes só procuram como consolo alguém que não condene, crucifique. Mas muita gente vai me contradizer e falar: "pensa-se nisso antes de fazer", "na hora de fazer foi bom", "não quis, agora aguenta" e etc. Mas o problema é que não se viram, não aguentam, não pensaram antes e agora, quem vai sofrer as consequências são os filhos. Se for para isso, nesses casos então, prefiro o aborto. Mesmo sendo à favor da vida. Porque, é justo que essas crianças sem opção de nascer, vivam esta vida? O que passam por anos a fio é comparado a crueldade de um aborto, pra mim. Sem contar em como vai se tornar amanhã adulto essa criança, criada deste jeito.

Mas claro, como tudo tem o lado B, sempre vai existir aquela que não está nem ai e se o aborto for legalizado vão fazer um em cada mês. Porque tanto faz! E não são poucas! E existem outras em que filho virou negócio pra ganhar mais do Bolsa Família, então, aborto ser crime é vantagem. Entre outras coisas. Então, quanto mais, melhor. Mas, mais uma vez teria que entrar em ação o governo com programas sociais, assistencialismo decente (não esse de bolsas mil que temos por aqui), mas isso é inexistente mesmo! São várias vertentes a serem discutidas e avaliadas e pesadas as consequências de legalizar ou continuar a ser crime. Principalmente diante da conduta e da cultura do oportunismo que temos no Brasil. 

Sou católica e sei que a igreja tem uma boa parcela de contribuição para essa decisão e para que outras coisas não sejam feitas, por serem consideradas libertinagem ou traduzindo "pode dar ideias, influenciar". Mas, há algum tempo acompanhei uma entrevista do Papa Francisco que perguntado sobre essa questão, respondeu mais ou menos a mesma coisa que eu, acima. Que em vista do descaso e dos maus tratos vividos por essas crianças indesejadas, seria uma misericórdia então, não deixá-las vir ao mundo para sofrer. Gente, se até o Papa conseguiu ter esse bom senso e discernimento...

Ter ou não ter um baby envolve tanta coisa, muito mais do que um simples "quero", "não quero". Muitas vezes não é tão simples agir tanto quanto falar. As circunstâncias influenciam muito. A grande maioria das mulheres passaria por todas as dificuldades inimagináveis para gerar e parir seus filhos. E a grande maioria delas afirma que mesmo tendo passado por muita coisa, não teriam feito outra escolha na vida senão a de ter seus filhos. Mas existem a minoria (e que eu não acho tão minoria assim) e que por motivos mil não tem condições de levar a diante. E até conheço mães que amam seus filhos sem sombra de dúvidas, mas que se tivessem tido o direito de escolha, não teriam tido. Ninguém nasce sabendo ser mãe e muitas aprendem na marra, mas muitas nem na pressão, não vai. E vejo tanta coisa por aí que Deus, não é possível que "isso" seja mãe.

É um tema complicado e que divide opiniões. Mas sobretudo, deve-se respeitar a escolha alheia e o direito da mulher. E antes de simplesmente censurar ou concordar, avaliar o futuro desta fecundação. É difícil pois se trata de uma vida. É mais difícil ainda quando lida-se com gente que não tem o menor respeito e amor a ela. Não me agrada a ideia de tirar uma vida. Mas também não me agrada a ideia de ver a vida de um anjinho inocente ser roubada por maldades mil de "mães" sem escrúpulos. Mesmo assim, tento colocar os dois lados na balança. tento manter acima de tudo o bom senso, equilíbrio. Tenho opinião x, mas não deixo de ver o lado de quem tem opinião y. Tento entender, achar as razões e os motivos. E principalmente, não julgar. Pois é aquilo, a gente nunca sabe o dia de amanhã, mesmo! Estamos sendo colocados à prova em tempo integral. Se fosse hoje, ou até um tempinho atrás, levaria com certeza adiante, sozinha, me virando, do jeito que fosse. Mas hoje estou estabilizada financeira e emocionalmente. Mas em outras condições, lá atrás, na adolescência, não sei, talvez eu quisesse interromper. Um erro meu, confesso. Mas nem por isso, gostaria de fazer deste bebê um erro eterno. Difícil! Ao mesmo tempo que eu vejo motivos para levar a diante a gravidez, também vejo motivos para interromper a mesma. Acho que cada caso deve ser avaliado isoladamente. E não tirar no fim das contas, todos por um (uns). O ideal: pensar antes de fazer. Mas é foda, porque nestas horas tem-se duas cabeças, mas só se pensa com uma...

Enfim, esse é o meu humilde pensamento, daquela que não é mãe, mas se atreve a palpitar mesmo assim rs.


3 de fevereiro de 2015

2 de fevereiro de 2015

O calo que aperta dentro do sapato de cada um de nós


Cada um de nós tem uma pedra no sapato. Cada um de nós tem aquele famoso ditado "cada um sabe onde o seu calo aperta" dentro de nós. Cada um de nós tem sempre aquele assunto tabu, um fato não superado, algo que incomoda, fere, machuca. Algo que por mais que tentemos deixar de lado e fingir que não nos afeta, até na nossa indiferença se faz mais presente.

Desde os meus 10 anos de idade, essa pedra, esse calo, esse incômodo tem nome, sobrenome e endereço. E infelizmente um alto grau de parentesco comigo: meu pai. Aquele típico pai que se separa da esposa e abandona a ela, o lar e consequentemente os filhos. Literalmente, por 22 anos ele ligou o foda-se pra mim, pra minha vida, pras minhas coisas e sem peso na consciência e dó no coração seguiu sem olhar pra trás. Eu, ainda nova e mesmo depois com o passar dos anos e da idade, ainda procurava respostas, justificativas e motivos, alguma razão ou qualquer coisa que explicasse esse comportamento. Mas não achei nada. E na falta de algo concreto a gente cria. E eu criei: a culpada era eu. Por que? Sei lá! Só sei que era eu e ponto! Esse sentimento de rejeição tirado sei lá de onde me perseguiu por anos e me corroeu por dentro por muito tempo. Afetou outras áreas da minha vida que eu nem sabia que tinha que atribuir a isso. Era aquela pessoa risonha, feliz e de bem com a vida, mas... e deixava no escuro, oculto esse assunto que eu não sabia como lidar.

Depois de passar por um período ruim na minha vida, o início das crises de enxaqueca tensional, desencadeadas por uma uma vida totalmente estressante de trabalho acrescida por uma grande desilusão amorosa, fui indicada a fazer terapia, não só para saber o que desencadeava as minhas crises mas como a melhor maneira. E lá eu consegui trabalhar muita coisa, principalmente essa questão do meu pai. Que eu achava que era mínima e quando foi puxando, ô raiz longa.

Meses e meses a fio na terapeuta e grande parte do problema foi resolvido. Sim, aprendi a conviver com esse jeito indiferente, de não fazer questão dele. E aceitei que o problema era ele e não comigo. E que ele é desleixado com todos da família, não sou a sortuda da vez. Percebi que na verdade, ele é que tem mais problemas do que eu, mais carência, falta e medo do que eu. E quanto a mim, aprendi a me valorizar a partir do momento que fui vendo a vida que tinha e quantas pessoas estavam ao meu redor porque queriam estar, porque gostam de mim como eu sou e eu não preciso tentar agradar. Passei a não ter mais medo de decepcionar os outros ao assumir apenas uma postura minha. Passei a não deixar mais que me machucassem, mesmo sem querer. Passei a aceitar meus defeitos, minha limitações, o que não posso mudar. Passei a carregar a faixa "eu sou assim e ponto, Goste quem quiser, fiquem quem quiser". Passei simplesmente a olhar mais pra mim e menos para os outros e descobri tanta coisa legal aqui dentro, que embora algumas pessoas já tivessem percebido, para mim era totalmente desconhecido.

E o tempo passou e eu consegui conviver bem com essa nova descoberta. E consegui exorcizar meus fantasmas também. Por um bom tempo! Mas, aprendi também que esse tal calo, vira e mexe se faz presente e atormenta. E mesmo, na maioria das vezes conseguindo lidar bem com as situações, tem momentos que se está mais frágil que ainda dói, machuca. E percebe-se que nunca parou de doer, de incomodar. Eu que não dei mais importância por um tempo, até quando foi possível fingir que não existia. De um jeito diferente é verdade, mas ainda causa lá seus estragos. Porque, no final das contas, é difícil para um filho aceitar que seu pai ou mãe está vivo e não dá a mínima pra ele. Mas que sim, te procura esporadicamente, sabe-se lá porque, porque se preocupar com você e sua vida não é, mas para falar de futilidades, coisas banais, coisas aleatórias, e depois sumir do nada por dias, semanas, meses, anos. E do nada reaparece, e cobra porque não cumprimos com nossas obrigações de filho se importar. E cobra que você se importe e que você faça bem feito a sua parte, e que você seja um exímio filho e que aceite sem retrucar. Só que você já não é mais uma criança. E não se amedronta mais tão facilmente. Não se deixa influenciar por certas falas. E em todo esse tempo já passei por todos os tipos de fase, da negação, à raiva, à tristeza e à indiferença. Hoje, resta uma chateação por constatar que essas coisas nunca vão mudar, mas não passa disso. É a típica pessoa que "não fode e nem sai de cima!". Desculpem-me a linguajar. Mas é. Aquela que não quer estar perto, mas também não quer estar longe. Que não quer criar laços e se importar, mas não quer ser largada de mão. E esse tipo complica a vida de quem quer simplesmente seguir em frente.

Eu já me conformei com o jeito de ser do meu pai e como ele agirá pro resto da vida. O que por vezes mais me chateia nas coisas que ele faz ou fala, é que ele consegue se superar. Mesmo eu dizendo claramente que certas coisas que ele faz me chateiam, ele passa por cima como se nada fosse, sem a mínima consideração e respeito. E depois de um tempo se reaproxima arrependido de seus feitos, e mal dou uma semana e já tá ele lá fazendo de novo. Mas ao mesmo tempo que essa situação me chateia, estou cansada, cansada demais pra me indispor, cansada demais para brigar, cansada demais disso tudo pra fazer alguma coisa, no bem da verdade. Eu simplesmente cansei. Só que por mais que eu me esforce, não consigo ser totalmente indiferente. E não consigo não criar expectativas em cima de cada nova procura achando que ele foi contemplado com alguma dose de consciência. Mas nada, em vão!

Então eu respiro fundo e deixo passar, pois a irritação passa, a chateação passa, a frustração passa, a decepção passa, tudo passa. Normal. Mas tudo volta. Em dias como esses em que do nada, uma pequena frase ou um simples gesto que dizem muito pra mim são retratados como um nada pra ele. E são nesses dias que eu tenho certeza que por mais longe que eu esteja, certas coisas sempre vão me perseguir, pois sempre vão fazer parte de mim. Na maioria dos dias aprendi a lidar e viver sem. Mas é que nem uma caixinha de guardados, quando simplesmente abre a tampa, uma infinidade de momentos e pessoas saltam na nossa lembrança.

É respirar fundo e ter em mente que cada um carrega a cruz que aguenta carregar, nem demais e nem de menos. E que no fim, algo eu devo tirar disso tudo. Mas que não é fácil, ah não é não! Mas ir levando é o que me resta. Como já disse lá no início, acho que cada um tem sua pedra no sapato, seu calo no pé que aperta e tem que se livrar pra conviver com isso. E esperar, que os sapatos que calcemos não sejam apertados demais para que o incômodo não seja além da conta (porque incômodo é incômodo, por menor que seja, mas tem alguns que estão no limite do tolerável) e aí, a gente vai levando, levando, levando...

30 de janeiro de 2015

Toda mulher precisa enlouquecer de vez em quando, ou acaba por enlouquecer de vez


Eu super concordo! E no meu caso, é exatamente assim, ou surto de vez em quando, ou surto de vez!





Curiosamente, um mundo loucamente imperfeito nos exige perfeição o tempo todo. De todos nós, de fato, mas, em se tratando de mulheres, as exigências são ainda mais exorbitantes e cruéis. O mundo espera de nós o que, talvez, sequer saibamos se é possível – e que muito provavelmente não é.

O mundo espera que sejamos bonitas, acima de tudo. Lindas, se possível. Bem cuidadas, magras, torneadas, gostosas e sexys. E tenta nos convencer que não somos bonitas se não vamos ao salão de beleza semanalmente.

Uma mulher ~perfeita~ para o mundo atual tem que trabalhar o dia inteiro – porque precisa ser independente – estudar – porque precisa ser culta – fazer dieta, ir à academia e manter os cabelos com um brilho espetacular. Ir à manicure, sorrir para a sogra e, depois de tudo isso, ter disposição para fazer um sexo memorável a qualquer hora, para que o mundo – e, em alguns casos, excepcionalmente o seu companheiro – a considere uma mulher que vale a pena.

E ainda é preciso encontrar tempo pra rezar pra não ser trocada por outra – por que, como já ouvi incontáveis vezes: homens disponíveis estão mesmo difíceis de encontrar. E depois de nos aterrorizar com toda essa história de que precisamos agradar nossos homens, muito mais, até mesmo, do que sermos nós mesmas, ele nos cobra lucidez. Segurança. Serenidade.

A verdade é que o mundo nos cobra equilíbrio quando tudo o que ele faz é nos desequilibrar. Nos cobra segurança quando tudo converge para que acreditemos que não somos nada sem um homem ao lado, nos cobra união enquanto, culturalmente, nos lança umas contra as outras, fazendo-nos uma cruel lavagem cerebral que tenta nos convencer de que somos desunidas e competitivas.

E os homens de nossas vidas – pais, companheiros, amigos – embora, muitas vezes, cheios de boas intenções, acabam por nos atribuir uma responsabilidade que talvez sejamos incapazes de assumir: a de sermos boas o suficiente o tempo todo.

De não mexer no celular dele. De deixá-lo ver futebol em paz. De não sentir ciúmes da amiga gostosa. De se portar dignamente, elegantemente, graciosamente. De não enlouquecer nunca – e se você aceita um conselho, toda mulher precisa enlouquecer de vez em quando, ou acaba por enlouquecer de vez.

Se cada homem no mundo pudesse escutar a minha voz, o único conselho que eu daria é: deixe-nos enlouquecer quando quisermos. Porque não há amor sem uma dose de loucura. Porque equilíbrio absoluto numa relação jamais foi um bom sinal. E toda mulher tranquila e que nunca te interroga sobre o seu atraso pode não ser tão equilibrada assim: ela pode, simplesmente, não te amar.

A intensidade é parte de cada passo nosso. A insensatez eventual nos é necessária e característica. E se não lhe tivermos um pouco de loucura, certamente não lhe temos sequer um pouco de amor.

Nathalí Macedo

27 de janeiro de 2015

Declaração!


Gosto de gente com a cabeça no lugar, de conteúdo interno, idealismo nos olhos 
e dois pés no chão da realidade.
Gosto de gente que ri, chora, se emociona com um simples e-mail, um telefonema, 
uma canção suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago.
Gente que ama e curte saudade, gosta de amigos, cultiva flores, ama os animais.
Admira paisagens, poeira e chuva.
Gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternuras, compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si, emoções que fluem naturalmente de dentro de seu ser!
Gente que gosta de fazer as coisas que gosta, sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis, por mais desgastantes que sejam.
Gente que colhe, orienta, se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto.
Gente de coração desarmado,
em ódio e preconceitos baratos.
Com muito AMOR dentro de si.
Gente que erra e reconhece, cai e se levanta,
apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentoras suas lágrimas e sofrimentos.
Gosto muito de gente assim como VOCÊ
E desconfio que é deste tipo de gente que DEUS também gosta!



26 de janeiro de 2015

A difícil arte de criar e educar os filhos!


E mais uma vez estou eu aqui dando pitacos em assunto que eu não tenho a menor noção rs. Estou de abusada tentando desvendar esse campo, desconhecido para quem faz parte da paternidade e maternidade, que dirá eu, que apesar de aspirante, de fato não posso ter ideia de muita coisa já que não vivo essa realidade nos meus dias.

Por querer, mais à frente, entrar "nessa", venho lendo matérias e artigos relacionados ao assunto, além é claro de interagir com pessoas experientes nesse assunto. E só na semana passada, três assuntos me chamaram a atenção: a ideologia de ser ter um filho x realidade de ter um filho; a idolatria às crianças pelos pais nos dias de hoje; falta de limites contribuindo para uma educação prejudicial aos filhos.

Claro, que antes de tudo, tenho em mente de que cada pessoa é uma pessoa e cada casal vai criar/educar à sua maneira, influenciados pela própria criação, pelo meio em que vivem, pelas experiências particulares que vivem dia após dia, pelos exemplos que tiveram na vida, por suas ideologias, concepções e valores. O que pode ser bom ou ruim pra um, não necessariamente vai ser a mesma coisa para outro. Enquanto uns podem tirar de letra, outros podem ter a maior dificuldades.

Bom, acho que vou por tópicos que é mais fácil, rs. Mais uma vez lembro: não tenho experiência de causa nenhuma nestes assuntos, rs. Apesar de ter participado e ainda participar ativamente da criação/educação de três dos meus quatro afilhados. Então, se eu falar alguma asneira me corrijam e me desculpem rs.

Vamos começar com o primeiro cujo o título é "ter filhos traz mesmo felicidade?", publicado pela Época. Ora, essa pergunta pode gerar mil comentários e vertentes, sim, não e depende, de muitas coisas. Fato que nos dias de hoje (e quando digo hoje me refiro aos anos 2000) não existe mais aquela obrigatoriedade como no tempo de nossa avó ou mãe de que a mulher era criada para casar, ter filhos, cuidar da casa e da família. Sim os tempos mudaram. Sim as opções hoje são inúmeras para as mulheres que conseguiram arduamente, ao longo dos anos, cada vez mais igualdade de trabalho e liberdade de escolha e espaço no mundo. Portanto hoje é uma opção, casar, morar junto, seja lá o que for e ter filhos. Mas se optar por ter esse combo família, deverá saber que implicam em vir com certas coisas. Coisas essas como priorizar, se cansar, abrir mãos de certas coisas, dormir pouco, ver a rotina da casa e do casal mudar um pouco. Aliás, mudanças serão constantes. E cada nova fase do baby serão novas adaptações. lembrando mais uma vez que cada caso é um caso. O que tudo isso pode ser problema para uns, outros tiram de letra. Passam claro por um tumulto inicial, porque ninguém nasce sabendo ser pai e mãe e a gente já sabe que os babys não vem com manual de instruções. Que por sinal facilitaria e muito a vida dos pais. Portanto, no primeiro mês, pelo menos, é tudo um conhecimento, o choro, a fome, as cólicas, o sono, os gestos. Até conseguir interpretar e reconhecer cada coisa e se adaptar a isso leva um tempinho. Aliás, como tudo na vida. Não é um bicho de sete cabeças. Mas acontecem que alguns pais tem maior paciência, tolerância e desprendimento quanto a isso que outros. O que não quer dizer que todos não vão se sair bem, vão, mas cada qual aos seu modo. Mas outro grande problema são aos comparações e os julgamentos. De nada isso vai adiantar! Legal que o filho da sua melhor amiga não deu trabalho, nunca teve nenhum problema e é isso ou aquilo outro. Mas só porque o seu não é assim, não quer dizer que seja menos ou pior ou sei lá o que. Todo mundo conhece alguém que tirou de letra a gestação, a amamentação, os primeiro dias, os segundos, terceiros e quartos dias e meses e tudo que pela frente vier. Legal, que bom, pra eles! Mas cada casal, pais, vai descobrir sua própria maneira de lidar com seu filho que por sua vez é único e incomparável ao filho dos outros. Outra coisa que vejo muito é: todo mundo sabe que acha que pode cuidar do seu filho melhor do que você! Gente, que péssima coisa pra se falar né? Não, não é a mesma coisa que aconselhar, que dar opinião, que tentar ajudar, Isso, principalmente as mamães e papais de primeira viagem agradecem. Só eles sabem o sufoco que passam, às vezes. Mas tem gente soberba mesmo, que já chega na censura, falando num tom como se você não soubesse fazer direito. Isso não é positivo e pode deixar muitas vezes pais mais inseguros e receosos do que já são. Alguns tópicos levantados pela matéria e que são reclamações frequentes dos pais que acharam que a paternidade seria um mar de rosas total que nem comercial de higiene infantil são: cansaço, estresse, isolamento social, carreira, dinheiro, relacionamento e culpa. Não vou entrar no mérito de comentar um por um, vou colocar o link no pé do post para quem estiver interessado e ler na íntegra. Claro que eu acredito que os tópicos levantados por esses pais são os que mais atormentam e que acontecem de fato, longe de mim duvidar. E acredito que tudo são fases. Conforme vão crescendo, os pequenos vão dando outros trabalhos e novas preocupações e situações e se adaptar. Mas eu acho também que pode ser muito cômodo também para alguns pais ficarem naquele mundinho que eles criaram lá atrás, quando tudo começou. Porque mudar, em qualquer âmbito da vida e sob qualquer circunstância dá trabalho. E eu, mais do que ninguém sei que muitas vezes a vontade de deixar como está é melhor do que pensar em tudo que vai ter que passar para fazer diferente. Mas vamos lá, tem que se obrigar. Vai se bom para os dois lados. Acho também que se não for um querer mútuo do casal e este estiver entrosado, em sintonia, com cumplicidade e companheirismo, compreendendo os momentos, realmente, vai dar ruim. Porque vai se esperar certas atitudes e compreensão do outro que não vai vir. Vão vir cobranças, fora as que já tem. Porque no início, não são poucos os relatos de que o namoro, o sexo e até mesmo o carinho ficam em segundo plano, por cansaço, pela rotina. No início, conciliar um monte de coisas deve ser mesmo difícil. Mas os bebês entram numa rotina, por mais difícil que seja estipular uma. Então, uma boa seria o casal tentar criar uma para si também. Mesmo que esporadicamente, criar meios de conseguir um momento à dois, à sós, nem que seja apenas para relaxar e perceber que ainda têm um ao outro. Sei lá, pode parecer que eu falando é mais fácil do que de fato fazer, já que não passo por isso. E não sei quando passar, se agirei de acordo com o que tô falando agora. Mas tomara que eu consiga e meu marido também lidarmos da melhor maneira possível com todas essas situações que são teste de casamento, de família, de tudo! Portanto, a coisa que eu consegui tirar de tudo que li (claro que tirei bem mais aprendizado) é que se não for uma decisão de consenso, se o casal não estiver bem estruturado de sentimento e até financeiramente, se não tiverem objetivos em comum, a coisa vai degringolar. E se cada um não estiver muito bem preparado em sua decisão, vontade e disposição a isso, vai dar ruim. Senão, pra tudo tem um jeito na vida e sem desespero, mesmo sabendo que muitas vezes dá vontade de chutar o balde, jogar tudo pro alto, gritar e etc, as coisas vão se ajeitar e tudo se estabiliza e a paz volta a reinar no lar. (ok, não existe paz no sentido literal da palavra num lar com criança kkkkk). Mas eu acho que o principal é cada um ter muito bem estipulado pra si o conceito de felicidade, suas expectativas, seus sonhos e desejos.

Segundo tópico "infantolatria: as consequências de deixar a criança ser o centro da família" e terceiro tópico "falta de limites contribuindo para uma educação prejudicial aos filhos" meio que se misturam. Uma amiga postou semana passada essa matéria que achei muito interessante. De fato, estamos sofrendo desse mal. Se reclamamos que o mundo não é mais o mesmo, consequentemente os pais também não, e muito menos as crianças, frutos da superexposição nas mídias, da grande compensação pela culpa dos pais por estar afastado mais do que gostaria da criação e do dia a dia deles, por não saberem lidar ao certo com o misto de emoção e amor e dosar a maneira como isso vai influenciar na criação. Mas, por mais doído que possa ser colocar limites, se faz necessário. Geralmente o primeiro filho do casal é o centro das atenções e segue assim até uma determinada idade, uns 3 anos, onde já não passa a ter tanta graça tudo mais que ele faz, que quase sempre vem acompanhado de birras, pirraça e vontades. Quando se tem o segundo filho, a coisa tende a piorar drasticamente. E fora que isso poderá repercutir negativamente na formação da criança, gerando insegurança e falta de sociabilização, já que uma criança manhosa e mal-educada não é bem vista e nem aceita. Fato que a criança muda a rotina da casa e de uma família. Mas o que não se pode deixar é que elas comandem como se fossem reis soberanos. Ditar regras, horários, até onde vai seus direitos, saber diferenciar o seu mundo do mundo dos adultos. E que nos dois, quem manda são os adultos. Mas criança é voluntariosa e chantagista. Faz de tudo pra ter o que quer, até mesmo infernizar a vida dos pais, que acabam cedendo pra ter paz, muitas vezes. é mais fácil, mas não é o mais certo. Além do mais, a criança precisa de uma figura paterna e materna de autoridade, não pode ela se mandar e ditar suas regras com 2, 3 anos de idade, até menos. E mais uma vez, a sensação de culpa dos pais pode atrapalhar drasticamente. Engana-se quem acha que deixar a criança fazer o que bem entender, dar-lhe tudo, ñ lhe impor limites é uma recompensa pela falta de atenção, de paciência, de tempo e de amor até. Cria-se também uma criança frustrada, que quando se depara que o Fantástico Mundo não existe é um choque, pois existem problemas, dificuldades, do simples ao mais complicado. E se desde cedo a criança não for educada para entender isso, fazendo valer apenas as suas vontades no domínio da casa, a queda vai ser maior. Porque lá fora, o mundo não vai girar em torno dela e pessoas egocêntricas e autossuficientes geralmente, não tem vez. Então, por mais que doa, pisar no freio e trazer o criança para vivenciar experiências mais próximas da realidade, ensinado-lhes até o caminho para começar a se virar sozinho, pode ser o maior bem que os pais podem fazer aos filhos, sem nem sequer se dar conta. A incompreensão de hoje é o agradecimento e reconhecimento amanhã por se tornarem homens e mulheres de princípios, valores, conscientes e de bom senso, que sabem que tudo na vida tem limites e que se deve respeito ao mundo. Fácil não é. Mas é um trabalho a longo prazo, cada dia um pouquinho, cada hora uma coisa. Devagar e sempre chega-se lá. Mas hoje tem aquela né, tudo traumatiza. Tudo deixa a criança complexada. As pessoas não sabem mais diferenciar castigo de maus tratos, palmadinha de agressão. Ai virou bagunça e uma vez que a criança domina a situação e sabe que controla os adultos, já era. Tchau e bênção! Presenciei outro dia na rua duas cenas, diferentes em si, mas que mostram a total falta de autoridade e respeito aos adultos.

1) uma avó num pet shop com o neto, depois de chama-lhe atenção 1000 vezes por ele mexer em tudo e estar causando a maior bagunça, disse a ele que ia embora e o menino nem sombra de se mexer do lugar. A senhora continuou ameaçando que ia deixá-lo lá, falar com a mãe e blá blá blá do mesmo discurso que não muda. Que não sei quem ia lá pegá-lo, que provavelmente alguém que ele tinha medo 9tipo homem do saco) ia ficar com ele. E nada! O garoto não só não ia embora como ainda duvidava da avó, desafiando-a a deixá-lo lá que ele queria ver o que ia acontecer. A mulher saiu andando, mas a cada dois passos, berrava o nome do menino e repetia a lenga lenga tudo de novo. Eu já estava a ponto de pegar a criança pelo braço e levá-la de qq jeito. Quem manda sou eu! Ou no caso, a vó! Mas nada aconteceu... ela seguiu falando a mesma ladainha e o moleque de uns 4 anos atrás fazendo corpo mole, duvidando da avó. 

2) Um grupo de familiares sentados à beira da calçada conversando enquanto crianças brincavam no meio fio, na rua. De repente, sabe-se lá porque, um menino de uns 7 ou 8 anos, não mais que isso, parrudinho, atravessou correndo na frente do carro. Por sorte, o motorista não estava em alta velocidade e conseguiu parar, mas ao ver que o garoto fazia parte do grupo que estava sentado na calçada, comeu no esporro a mãe que deixa o garoto solto se ele não tem condições de se virar sozinho. Ela sem graça, nada disse! O garoto, errado até a alma, já xingava de tudo quanto era nome o motorista. Depois que o motorista foi embora. A mãe foi repreendê-lo e quem disse q ele abaixou a crista? Enfrentou-a de igual para igual! Disse em alto e bom som: "se vc não calar a porra da sua boca, sua vaca eu vou mandar meu pai te enfiar a porrada de novo, sua fds do caralho, quero ver você tentar abrir a boca pra falar comigo sem os dentes!". 

Fiquei perplexa, claro, óbvio, um nítido caso de violência doméstica presenciada pelo filho, por anos. Esse, infelizmente, será um futuro agressor. Mas se fosse meu filho, mesmo que eu não tivesse forçar contra o marido (embora eu ache que quando não se quer se arruma jeito de se mandar dessa vida), tinha enfiado a mão na cara dele, pra uma vez só. Quem chamasse polícia, conselho tutelar. Mandassem me prender. Tudo bem que com violência não resolve nada. Só piora. Mas, daqui a pouco vai ser em defesa própria. Se ela não bater, quem vai apanhar é ela. E do filho de apenas 8 anos de idade! Guardadas as devidas proporções, ambos se perderam dentro de casa. Soltaram as rédeas quando deveriam puxá-las. deram liberdade enquanto tinham que impor limites e deu no que deu!

É, na verdade da coisa, não é fácil educar. Não tem receita de sucesso. Não tem certeza do que se está fazendo, se vai ser bom ou ruim lá na frente. Tem que tentar agir com bom senso e passar valores para que seja um cidadão honrado, de bem. Nem sempre é fácil cortar as asas, seja com o coração, seja pela falta de autoridade, seja por pena. Nem sempre é fácil não se deixar ceder ás chantagens dos pequenos, cada vez mais ardilosos. Nem sempre é fácil levar tudo que rodeia a paternidade numa boa sem surtar ou sem se questionar se está fazendo mesmo o melhor e o certo. Infelizmente, isso só vai saber depois que fizer. E aí já tá feito! Não é nada fácil, eu entendo, eu reconheço. Mas os pais tem aquilo que chamamos de extinto de pai e mãe, que é algo que nos diz pra seguirmos naquele caminho confiando que dará certo, mas sem nenhuma garantia. É muita pressão, responsabilidade, trabalho. Uma profissão que não acaba nunca, e quanto mais eles crescem aumentam os problemas, já dizia a minha mãe. Apenas mudam-se as preocupações. Mas, tenho pra mim, que os pais precisam ter apenas uma certeza: que são pais e que através do amor, darão o melhor de si para cuidar, proteger, amar e educar esse serzinho que vai tê-los como espelhos para o resto de suas vidas. Errando pra acertar. tendo medo para se encorajar. Caindo para se levantar. É assim mesmo! Já que não existe manual, aprende-se na prática, na raça, com amor.

Boa sorte futuros papai e mamãe, os de primeira viagem, os de segunda e terceira e quarta porque cada filho é diferente do outro, aos papais antigos... E quem se interessar, os links abaixo são dos textos que comentei que li, em ordem consecutiva.

Boa semaninha...






23 de janeiro de 2015

Eu não sei bem porque, mas eu te amo...


"Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar ..."

E não sei bem porque, após mais uma de nossas brigas bobas, e após mais uma de nossas reconciliações bobas, resolvi olhar pra trás. Daqui a pouco fazemos 6 anos. E tanta água passou por debaixo desta ponte. Tivemos dias de sol, nublados e de chuva. E com muitos raios e trovões. Mas também tivemos dias que vimos um lindo arco-íris aparecer. Tivemos momentos de tristeza, de chateações, mas também de alegrias, de conquistas. E foi nas dificuldades em que mais nos unimos, apesar de só perceber isso depois, pois às vezes éramos tomados por puro estresse e nervosismo. Nós crescemos, caímos e levantamos, amadurecemos, aprendemos principalmente com nossos erros, mudamos e muito, temos novos sonhos, perspectivas, prioridades e metas. Estamos novos dentro de velhas pessoas. E apesar de termos percorrido um longo caminho, passando por muita coisa, altos e baixos, boas e ruins, tristes e alegres, vitórias e derrotas, uma coisa não mudou: a nossa escolha. Pois apesar dos pesares, estamos completos quando estamos juntos. Estamos mais fortes quando estamos juntos. Estamos bem quando estamos juntos. Embora nem sempre compatíveis de jeito, de gênio e de pensamento, somos quase os opostos que se atraem. Tirando que compartilhamos o gosto por muitas coisas. E eu passaria por tudo novamente sem nem hesitar. E eu te escolheria novamente de olhos fechados. E eu diria sim mil vezes mais mesmo sabendo que a vida, o relacionamento é uma caixinha de surpresa. Porque tudo vale a pena estando do seu lado. Nós somos aquele casal que erra pra acertar, que briga pra fazer as pazes, que se separa pra se juntar, que simplesmente não sabe viver sem o outro. Porque viver sem você é viver com um vazio, sensação de incompletude, de falta de vida, de cor, de sabor, de alegria, um pedaço de mim. E como posso eu, viver sem esse Homem que é você? Sim, você me deixou mal acostumada com mimos e zelos e tantos cuidados e carinho. Mas como posso viver sem o seu apoio, sem o seu companheirismo, sem a sua lealdade e cumplicidade, sem a sua honestidade e verdade, sem a sua compreensão e aceitação? Você é a mão no escuro que me salva, é o empurrão nas costas quando duvido ou tenho medo. É a compreensão para tudo e qualquer coisa que eu ou nós possamos passar. É o silêncio que fala mais que mil palavras. São os olhos mais ternos e intensos que eu já conheci. É a risada que surge do nada e contagia do nada assim como me irrita do nada quando está zoando com a minha cara rs. É o abraço mais aconchegante. É o cafuné mais reconfortante. É o beijo com o maior amor do mundo. E eu erro, você erra e juntos, persistimos, não nos erros, mas em consertar e prosseguir. Pois sabemos que vale a pena. Nossos erros existem para aprendermos com eles e para nos mostrar que coisas boas nos aguardam. Nos tornam fortes e confiantes e nos abrem os olhos para as dificuldades e tempestades que são passageiras. E de repente o complicado vira simples, assim. Assim como eu e você! Nossa vida não é um mar de rosas, romance de novela, comercial de margarina. Tem defeitos e problemas. Tem chateações e vontade de chutar o pau da barraca de muita coisa. Mas como tudo na vida tem um porém, o meu é você. E é um porém bastante significativo e que basta para eu querer apenas nós, do nosso jeitinho, perfeitos em nossas imperfeições. Pois não há dinheiro no mundo que compre a felicidade e a realização de deitar e acordar ao seu lado, ser aceita e amada, cuidada e protegida, compreendida e apoiada. E é assim que eu quero estar daqui há 10, 20, 30 anos, do seu lado, com nossas picuinhaszinhas, nossas brigas bobas, mas nossas longas conversas, nossas brincadeiras idiotas, nosso "topamos qualquer coisa para se estar feliz". Porque é aquilo, entre ter razão e se feliz, você já sabe a minha escolha. E sim, sou chata, geniosa, temperamental, com algumas manias e cismas, impaciente e intolerante, reclamona, preguiçosa e tenho mau-humor (só vou colocar os defeitos de propósito rs). Mas se você me atura, me leva na manha por 6 anos e ainda diz que me ama e que passaria o resto da sua vida ao meu lado mesmo assim, ganhei meu dia. Você é o cara, porque só quem consegue lidar com o meu pior, que tem o meu melhor...

Então é isso, fica combinado assim... pra você, meu eterno sim!