20 de maio de 2015

Refém do próprio medo!





Andamos num mundo de violência, de intolerância, de agressões e de raiva. Vivemos tempos de ódio no corpo, na alma e no coração. Vivemos as consequências de um mundo evoluído tecnologicamente e arcaico em condutas humanas. Vivemos a era dos "desvalores".

Vivemos reféns do nosso medo, vivemos sobressaltados com a possibilidade do nosso último suspiro antecipado. Não sabemos se ao sairmos de casa, retornaremos à noite. Não podemos olhar pro lado, abrir a boca. "Não gostou? Vai encarar?". Todos os dias somos agredidos! Todos os dias sofremos múltiplas violências. Todos os dias somos sujeitos que a nossa vida se acabe antes do final. 

Manchetes de jornais, conhecidos que relatam casos, ações que presenciamos. Não são poucas as violências que nos ameaçam todos os dias. E não nos resta outra alternativa a não ser nos cercarmos até os dentes de grades, muros e portões. Vivermos numa prisão domiciliar. E nem isso é garantia de segurança. Vivemos do trabalho pra casa e da casa para o trabalho. Já não saímos mais como gostaríamos. Nosso lazer é tudo que envolve o nosso lar.

E nesse mundo de barbárie e violência gratuita em que estamos vivendo, onde acordamos e dormimos com notícias de mortes, almoçamos e jantamos assassinatos, na nossa vontade de nos informar só vemos crimes e atitudes de falta de escrúpulos, onde vivemos a era da inversão de valores e presenciamos a decadência humana, onde a falta de esperança e fé na humanidade nos acompanha diariamente junto com o medo do nosso último suspiro antecipado ao mesmo tempo em que há uma certa banalização deste cotidiano assustador, me vem à cabeça apenas uma das sábias frases do eterno pensador e idealista Renato Russo: "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque se você parar pra pensar, na verdade não há..."

Adolescentes esfaqueiam ciclista na Lagoa. Adolescentes estupram estudante no banheiro da escola. Adolescentes assaltam mercado e matam dono e funcionários. Adolescentes praticam assaltos e esfaqueiam vítimas no centro do Rio e Aterro. Apenas mais alguns casos entre milhares que acontecem todos os dias e nem todos saem nas mídias. Apenas mais algumas manchetes de uma dura realidade que só faz crescer. Em todo o país. Sou a favor da redução da maioridade penal para que acabe com essa reincidência de menores de idade, com passagens mil pela polícia, onde ideologicamente achamos que uma medida socioeducativa, mais educação, mais família presente, mais oportunidades na vida, mais erradicação da pobreza resolverá o problema. Pura ilusão! Isso tudo junto ajudará a melhorar a condição de vida de um indivíduo perante a sociedade. Mas só se ele quiser! Não serão todas as medidas que o governo poderá prestar que cuidarão do caráter, da índole e dos valores de um ser. Estou cansada de ver pelas ruas adolescentes cometendo as maiores barbaridades e no fim sendo tratados como coitadinhos. Teve um aumento significativo de adolescentes na marginalidade e por que será? Pela certeza da impunidade e não pela falta de perspectivas.

Ok, acredito que muitos, infelizmente, acabam caindo na bandidagem porque é o meio em que vivem. E a gente já sabe que educa-se com exemplo, né? É o que eles conhecem. Só que nem pra mim essa "desculpa" está colando mais. Por mais que eu tente me convencer que é mais uma vítima do sistema, como alguns defensáveis adoram desferir por aí. Conheço gente que vive na miséria mesmo, nunca teve ajuda nenhuma nesta vida pra nada, que teve todos os exemplos e oportunidades de seguir pelo caminho ruim, estudo zero e simplesmente foi o oposto do esperado. Tirando os que deram a volta por cima e estão hoje bem na vida. Ou ao menos melhores do que antes. Bato sempre na mesma tecla, de que falta na sociedade hoje educação familiar, de pai e mãe, não só a escolar. Mas vejo gente que mesmo tendo pais atuantes na educação e criação, ainda sim se optam pelo caminho do crime, da vida fácil, da malandragem, da ilusão do poder e sei lá mais o que. Então a pessoa vai porque quer. Canso de presenciar na Av. Primeiro de Março, no Centro, furtos, assaltos, agressões de crianças e adolescentes uniformizados, em horário que tecnicamente deveriam estar em sala de aula batalhando pelo seu futuro. E mesmo com as poucas condições que lhes restam, se quisessem mesmo ser pessoas honradas e de bem, seriam. Porque ninguém se desvirtua quando não quer, aliás, quando sabe o que quer. Mesmo com influências e exemplos ruins.

Mas não sou iludida! Mesmo baixando a maioridade penal para que haja justiça onde um ser pague pelo crime que comete e não ser liberado pela idade e assim sucessivas vezes, aumentando a sua ficha criminal antes dos 18 anos, ainda sim a questão da segurança pública na cidade tão precária não mudará enquanto medidas eficientes, leis para serem cumpridas e ações certeiras não forem feitas. Também não adianta pegar, jogar numa cela com 200, ficar não sei quanto tempo lá ocioso pra sair pior. Menor de idade ou não. Tem que ter subsídio para que a coisa melhore. Capacitação profissional, estudos, um trabalho que seja feito em prol da sociedade com a finalidade de dignificar, fazer um acompanhamento da inclusão destes indivíduos após sua soltura. Mas infelizmente, nada disso acontece. A verdade é que entra ruim e sai muito pior. Em vez de regenerar, perde-se de vez. Mas também só porque esse subsídio não existe e de nada vai adiantar prender porque este ser não vai melhorar, a solução é deixá-lo à solta por aí fazendo mais e mais?

"Os moradores, comerciantes e trabalhadores não param de compartilhar essa imagem, sabe porque? Não aguentamos mais!"

Depois de muito a mídia massacrar em cima da falta de segurança na área, assaltos ao vivo na tv e de cada vez mais casos surgirem, um pior que o outro, enfim resolveram fazer algo e colocar um policiamento ostensivo no local. Porque não antes? Eu passando por ali diversas vezes presenciei em dias e horários variados muitas cenas. Lamentável, pois hoje eu e muita gente evitamos o local. E uma das rotas culturais mais atrativas da cidade vai perdendo seus frequentadores. Só realmente quem precisa estar lá. A questão é: até quando viraremos reféns do medo e da violência? Passamos a viver trancafiados dentro de casa, sobressaltados com a possibilidade do nosso último suspiro antecipado. Nos cercamos de grades, muros e portões. Vivemos numa prisão domiciliar. E nem isso é garantia de nada! Fazemos o percurso casa/trabalho cada vez mais. Nosso lazer passa a ser cada vez mais tudo que envolve o nosso lar. E pior do que o medo que nos assola, é ver a impunidade desses atos bater na nossa cara. E não é só menor de idade não. Tem maior. Tem de tudo! E outros bairros do Rio sofrem em larga escala também com a violência, falta de policiamento e de ações de segurança pública.



De um modo geral quando todos começarem a pagar pelos seus crimes e nossas leis forem sérias e irrefutáveis, de repente a coisa começa a mudar. Porque com a certeza da impunidade, de uma fiança, de uma internação de alguns meses de onde há fugas, medidas socioeducativas que viram piadas, é tudo em vão. Não existe hoje mais lado A e lado B. Não existe mais morro e asfalto ‪#‎mermão‬. A violência chegou para todos. A criminalidade toma conta da cidade. A sociedade põe a culpa nas autoridades, mas a verdade é que fugiu do controle, de todos e nos sentimos numa total impotência. Quem vê cara, não vê coração. E bandido não tem endereço certo mais hoje em dia, não. Tem os bandidinhos das favelas, mas também tem os de condomínio de luxo e que tiveram de tudo na vida e que os pais, pagam caro psicólogos para saber onde foi que erraram. Não é pouco o n° de criminosos de classe média, média-alta. Quais seriam os motivos destes estarem nesta vida? Se a desculpa é pobreza, falta de estudos e oportunidades? Nenhuma! Mais uma vez a pessoa vai porque quer. E hoje, tem de tudo na vida do crime! E tenha a educação que tiver, a condição financeira que tiver, a condição social que tiver, a condição familiar que tiver, oportunidades ou não na vida, somos todos reféns do medo, da impunidade, da indignação. A gente entrega tudo o que tem e eles ainda com requintes de crueldade no mínimo nos agridem, no máximo tiram nossa vida. E riem, e drogados e alcoolizados ou de "zueira", seguem livremente em busca de outro "otário" pra dizer "perdeu".

Esses projetos de bandidos não são mais os tadinhos da sociedade, não são mais os coitados projetados seja por isso ou aquilo outro, filhos dos "sem nada". São os monstros que assombram os piores pesadelos de todos nós que rezamos ao sair de casa, para voltar à noite sãos e salvos. Ao mesmo tempo em que quero crer que a coisa terá um jeito, irá melhorar, as coisas vão ter um meio eficiente e um fim, por outro lado permaneço incrédula quanto a essência humana. E infelizmente, tão natural quanto a luz do dia, vai ser abrir o jornal amanhã e ler outras manchetes, outras matérias, lamentar por outras vítimas e ver crescer a cada dia e ganhar mais força e raiz essa violência desenfreada e que por mais que nos assustemos, já faz tão parte da rotina que muitos a banalizam e a tratam como normal.

Esse é apenas o meu desabafo enquanto cidadã, carioca, moradora do subúrbio e que trabalha na zona sul, utiliza transporte público e vive todos os dias com a sensação de insegurança. Não tenho intenção de ofender e criticar os que pensam diferente e nem polemizar com os que não compactuam com a minha visão. Mas acredito que independente disso, essa realidade que estamos vivendo, de comum acordo, precisamos que dê um basta! Estamos todos cansados de tanta violência, de tanta impunidade, de tantas vidas destroçadas. Deus olhe por nós!

Até aqui, escrevi esse texto ontem, onde postei no Facebook e teve um grande n° de visualizações e compartilhamento. Não sei se talvez porque eu veja a violência como uma todo, o perigo que se instalou na sociedade sob diversas formas. E eu ia hoje escrever aqui meus sentimentos com relação a isso tudo quando, logo pela manhã ouço na rádio mais uma notícia de esfaqueamento da Lagoa, e desta vez, pra não levar nada. Em 24h a coisa toda se repetiu.

Meu Deus, olhai por nós, porque estamos largados a própria sorte.

Na zona sul, zona norte, baixada, rico, pobre, negro, branco, religiosos ou não, no asfalto ou na favela, estamos todos sofrendo com a total insegurança e vivendo reféns de nossas casas e do medo. Nós, cidadãos de bem, trabalhadores, não só queremos justiça para todas essas vítimas, até as que não são noticiadas pela mídia (e olha que violência é o tema que mais rende, são casos e mais casos, diariamente, diversos, pela cidade), como também queremos poder viver, em liberdade, exercendo nosso direito de ir e vir.

A violência está descontrolada. Mata-se por tão pouco. Neste caso pelo visto, nem pra roubar foi, já que os pertences da mulher ficaram todos. Em tão, pra quê? Por puro prazer! Não aguentamos mais isso. PAZ, pelo amor de Deus! Quantas vidas mais serão perdidas e famílias destroçadas? Quando as leis ão de serem cumpridas? Quando a polícia vai ser mais enérgica com relação ao policiamento e patrulhamento ostensivo? Quando a justiça vai entender o perigo eminente que esses criminosos representam de fato para a sociedade? Quando o poder público vai resolver fazer de fato alguma coisa em vez de dar declarações de ações falhas que são feitas e blá blá blá? Quando medidas emergenciais começarão a vigorar?

Tenho medo! Vivo com medo! Por uma eventual banalização da violência de tanto que "já faz parte", como também ando abismada como uma vida perdeu completamente seu valor. Nossa guerra urbana está alcançando comparações das guerras no Oriente Médio. Não aguentamos mais! Queremos justiça! Queremos segurança! Queremos ser assegurados de alguma forma. Sério, não dá mais! E eu que estava toda zen hoje, numa total paz de espírito ao ser tocada por uma mensagem linda de um filme que vi de madrugada, vejo todos os meus bons sentimentos se esvaírem ao me deparar, logo pela manhã, com mais uma matéria de violência. Mais uma pra coleção! E aí me invade um sentimento de decepção e frustração de que por mais que façamos a nossa parte da melhor maneira para um mundo melhor, cada vez mais estamos indo pro ralo.

E a situação piora quando leio uma entrevista e segundo nosso governador Pezão e secretário de segurança pública Beltrame, portar arma branca (facas, estiletes, canivetes e afins) não é crime, apesar de ter aumentado o n° de assaltos e mortes por esfaqueamento, eu como cidadã posso portar qualquer coisa do tipo na minha bolsa e agir em legitima defesa caso venha a sofrer algum tipo de abordagem criminosa e não sofrerei nenhuma consequência então, né? De acordo com essa ótica, não estarei infringido nenhuma lei. Errado! Vou me defender de um criminoso, ou até mato um salvando a minha vida mas aí vou presa por matar um bandido, ou melhor, tirar uma vida. Aí eu não terei os direitos humanos pra me defender. Eles vão defender o bandido tadinho! Não vai demorar muito voltaremos a época do "olho por olho e dente por dente". Porque também quem deveria nos proteger, a polícia, está em total despreparo. Não sei se vai ser bom ou ruim. Se os cidadãos também tem esse tipo de preparo. Mas o medo e a insegurança está tomando conta...Tá brabo cara! Não temos nada à nosso favor. Só Deus mesmo!

O Rio, o Brasil e o mundo pedem paz! Depois de tantas coisas ruins que sabemos e ou até presenciamos todos os dias, que todos possam voltar em segurança para suas casas ao final do dia, com a bênçãos de Deus, sempre a olhar por nós. Porque, tá brabo! ‪#‎PAZ‬

 

O leite só ferve quando você sai de perto...


E quando a gente entende isso, deixa de ficar esperando e aproveita o inesperado, de quebra o que tanto almejamos pode acontecer. E se acaso não acontecer, não desperdiçamos tempo com expectativa e deixando de viver de verdade. Fodástico!




 "Sobre as expectativas que criamos, esperando que as coisas aconteçam no nosso tempo. A vida como o leite não está nem aí pra sua pressa, pro seu momento, pra sua decisão. Por isso você tem que aprender a confiar. A relaxar. A tolerar as demoras. A i.g.n.o.r.a.r...

Em meados dos anos 80, lá em Minas, o costume era comprar leite na porta de casa, trazido pela carroça do leiteiro, que vinha gritando "Ó o lêeeeeite!!!".

Minha mãe corria porta afora e o leite _ fresquinho, gorduroso e integral_ era despejado na leiteira para nosso consumo. Porém, era um leite impuro, não pasteurizado, e necessitava ser fervido antes de consumir.

No início, minha mãe tinha um ritual no mínimo interessante para esse evento: Colocava o leite na fervura e saía de perto. Literalmente esquecia. Simplesmente I.g.n.o.r.a.v.a.

É claro que o leite fervia, subia canecão acima e despencava fogão abaixo. Eu era criança, e quando via a conclusão do projeto, gritava: "Mãe!!! O leite ferveu!!! Tá secaaaannndo..." e ela vinha correndo, apavorada, soltando frases do tipo "Seja tudo pelo amor de Deus..." e desandava a limpar o fogão, o canecão, e ver o que sobrou do leite_ pra tudo se repetir no dia seguinte, tradicionalmente.

Até hoje não entendo o porquê desta técnica. Parecia combinado, tamanha precisão com que ocorria. Mais tarde, ela mudou de estratégia. Eu já era maiorzinha e podia ficar perto do fogo. Assim, ficava ao lado do fogão, de olho no leite esquentando_ pra desligar assim que a espuma subisse, impedindo que transbordasse. Foi assim que aprendi uma grande lição: O leite só ferve quando você sai de perto.

Não adianta ficar sentada ao lado do fogão, fingir que não está ligando; até pegar um livro pra se distrair. É batata: ele não ferve. Parece existir um radar sinalizador capaz de dotar o leite de perspicácia e estratégia. Porque também não basta se afastar fingindo que não está nem aí. O leite percebe que é só uma estratégia. E só vai ferver (e transbordar) se você esquecer DE FATO.

A vida gosta de surpresas e obedece à "lei do leite que transborda": Aquilo que você espera acontecer não vai acontecer enquanto você continuar esperando.

Antigamente o sofrimento era ficar em casa aguardando o telefone tocar. Não tocava. Então, pra disfarçar, a gente saía, fingia que não estava nem aí (no fundo estava), até deixava alguém de plantão. Também não tocava. Porém, quando realmente nos desligávamos, a coisa fluía, o leite fervia, a vida caminhava. Hoje, ninguém fica em casa por um telefonema, mas piorou. Tem email, MSN, Facebook, WhatsApp, e por aí vai. O celular sempre à mão, a neurose andando com você pra todo canto. E o leite não ferve... 

Acontece também de você se esmerar na aparência com esperança de esbarrar no grande amor, na fulana que te desprezou, no canalha que te quer como amiga. Então ajeita o cabelo, dá um jeito pra maquiagem parecer linda e casual, capricha no perfume... e com isso faz as chances de encontrá-lo(a) na esquina despencarem. Esqueça baby. O grande amor, a fulaninha ou o canalha estão predestinados a cruzarem seu caminho nos dias de cabelo ruim, roupa esquisita e vegetal no cantinho do sorriso.

Do mesmo modo, se quiser engravidar, pare de desejar. Não contabilize seu período fértil e desista de armar estratégias pro destino. Continue praticando esportes radicais, indo à balada, correndo maratonas. Na hora que ignorar de verdade, dará positivo.

A vida como o leite não está nem aí pra sua pressa, pro seu momento, pra sua decisão. Por isso você tem que aprender a confiar. A relaxar. A tolerar as demoras. A não criar expectativas. A fazer como minha mãe: I.g.n.o.r.a.r...

E lembre-se: Tem gente que prefere ser lagarta a borboleta. Sem paciência com os ciclos, destrói seu casulo antes do tempo e não aprende a voar...".


Blog A Soma de Todos os Afetos


14 de maio de 2015

Never forget a good teacher!




Se aqui no Brasil, os professores tivessem a metade do valor, do respeito, da importância e liberdade de ação devida e os alunos e pais tivessem consciência de que a partir deles seremos pessoas melhores, seria um grande primeiro passo para alguma coisa começar a mudar! Uma nação é construída através da educação. Mas indivíduos através de valores. Minha eterna gratidão a todos os meus mestres! A recompensa maior de um professor é ver um aluno bem encaminhado na vida e saber que a sementinha que ele plantou, deu frutos.

Um simples ato de amor, cria uma onda sem fim....


"Um simples ato de amor, cria uma onda sem fim."
 
Ou eu ando sensível e emotiva demais ou no mundo em que vivemos boas ações de coração são tão raras que quando vemos coisas assim, emocionam ao máximo! O bem que fazemos hoje, voltará para nós amanhã... nem que seja em forma de gratidão!



13 de maio de 2015

O mal que nos fazemos ao tentar agradar ao mundo...


"Muitos não são sinceros porque temem ser rejeitados.
Não elogiam porque temem passar por puxa sacos.
Não assumem que amam por medo de se decepcionar.
Não impõem suas opiniões por medo de causar algum mal estar.
Não são autênticos com medo de não agradar.
Não expõem suas chateações com medo da indiferença.
Nunca reconhecem seus erros por medo de demonstrar fraqueza.
Não demonstram suas feridas por medo de ser vulnerável.
Por medo de agir errado, não fazem nada.
Por medo da discórdia sempre aceitam tudo.
Se passam pelo que não são em busca de uma aceitação.
Quem é conduzido pelo medo ou pelo desejo de agradar a tudo e a todos em todos os momentos, fatalmente acaba deixando de lado a própria identidade e esquece de ser verdadeiro com a única pessoa que de fato merece viver em sua total essência: si próprio!".


Quem gosta da gente, gosta principalmente pelo que somos. Não pelo que gostaríam que fôssemos!

A odisseia de dormir junto...


No fim de semana do dia das mães, por conta de alguns problemas de família de convivência, cada qual foi passar com a sua respectiva mãe. Eu fiquei em casa para passar com a minha e meu marido foi pra casa da mãe dele, passar com ela. 

E é claro que todo casal depois que passa a maior parte do tempo junto, quando tem um tempinho pra si, sozinho chega a vibrar. Acho que tem gente que nem lembra mais como é falar com seus pensamentos rs. Mas passada a euforia momentânea, somos tomados por um vazio. Um saudosismo de quem não vê por anos alguém, sendo que essa pessoa mal ultrapassou a porta.

E é clichê, piegas, mas é na ausência que sentimos o quanto gostamos de alguém. O quanto estamos tão acostumados a sua presença, mesmo que seja essa um corpo estirado na cama, dormindo, babando, roncando. Mesmo que as noites divididas não sejam tão românticas ou glamourosas como mostram as revistas e filmes. Mesmo assim, a gente sente falta.

Aí, nesta noite que fui de euforia a uma grande falta, mal conseguia dormir achando que tinha algo estranho, depois de ver todos os filmes até a tv entrar em manutenção, eis que resolvi levantar e rabiscar algumas linhas dessa árdua missão que é dividir a cama, a coberta, o sono, as manias e que só o amor explica e quem divide as escovas de dentes, entende.




Dormir junto. Definitivamente a melhor e a pior ideia que o ser humano já teve.

Melhor porque é um dos momentos de maior comunhão da vida. Há quem diga que dormir junto com alguém é um ato mais íntimo do que o próprio sexo. Eu não duvido. Partilhar nossas sagradas e escassas horas de sono com alguém é mesmo um ato de entrega, da mais profunda e sincera generosidade.

Por outro lado… 

Sério. Gente. Que ideia. Sério. Difícil. Muito difícil. Tudo começa com o horário de ir deitar.

Às vezes um acaba cedendo ao sono do outro, por mais que esteja absolutamente disposto, animado e- o pior de tudo- falante. Deitam na cama. Um se ajeita no travesseiro, se cobre e fecha deliciosamente os olhos. Mas aí vem o Sem Sono e diz algo urgente do tipo “você viu que vai abrir um restaurante de comida indiana perto da casa da sua tia?”. O Com Sono tenta uma resposta do tipo “Ah é? Legal…”, enquanto se afunda um pouco mais no travesseiro. E o Sem Sono insiste “É, mas não sei se vai dar certo não porque os últimos dois restaurantes indianos que eu conheço acabaram fechando e…”. Pronto, tá na cara que não vai acabar bem. O Sem Sono acaba sem respostas, o Com Sono sem poder dormir.

Mas, por fim, o Sem Sono pára de falar e decide se ajeitar na cama. Um já está lá, paradinho, cochilando e o outro começa a procurar posição. Gira pra lá, gira pra cá, dá pirueta, parece um frango de padaria. Conforme ele gira, o que já cochila vai pulando por causa do balanço do colchão, quase como se estivessem numa cama elástica.

Mas pronto. Adormecem. Que bom. Até que um dos dois dá um daqueles bizarros tremeliques semi epiléticos e o outro quase infarta de susto. Tudo bem. Passou. Dormem de novo.

De repente um deles acorda assustado com um barulho. Não sabe bem se é uma broca no vizinho, um leitão na varanda, um trator na rua ou o Godzilla na janela. Mas não é nada disso. É só aquela pessoinha amada tentando respirar. Inacreditável. A cada ronco até a estrutura do prédio treme. Uns 6,8 na escala de Richter. E é geralmente nessa hora que elas resolvem extravasar todo seu lado afetuoso, abraçando a outra pessoa bem pertinho só para roncar carinhosamente bem na orelha dela.

Superada (ou tolerada) esta dificuldade começam os problemas de termostato. Enquanto um transpira como se estivesse fazendo sauna no inferno, o outro puxa o edredom até o pescoço. E claro, o edredom é um só e acaba cobrindo também aquele coitado que está morrendo de calor, que acaba tentando escapulir uma perna e um braço para fora da cama. Nessas horas, ar condicionado e ventilador causam mais discórdia do que whatsapp de ex. E nas raríssimas vezes em que há harmonia de temperaturas, começa um tipo de cabo de guerra com a roupa de cama. Só sobrevivem os fortes.

Ainda tem aquelas maravilhas periféricas tipo um que baba no braço do outro, um que range o dente sem parar, um que solta frases non-sense durante a noite, um que levanta 5 vezes para fazer xixi, um que vai avançando no terreno alheio até quase jogar o outro no chão, o outro que bebe 6 litros de água durante a noite. Enfim, essas alegrias todas.

Mas os abraços noturnos compensam tudo. Especialmente quando um coloca o braço embaixo da orelha do outro, que começa a ficar quente e vermelha enquanto o braço formiga até o cotovelo travar de dor.  No verão então, é uma maravilha. Você mal aguenta o contato com o lençol e recebe aqueles doces abraços de uma criatura cujo corpo está a 36 graus. Meu Jesus.

Para acordar, nada melhor do que um ter programado o despertador e na hora que toca ninguém saber o que está acontecendo. É o seu? É o meu? É a campainha? Até que um bate naquela porcaria e… Coloca na soneca. Dez minutos depois a porcaria toca de novo. E mais dez. E toca. Mais dez. Toca. Detalhe: são 6:40, sendo que o dono do despertador devia ter levantado às 6 e o outro coitado que já acordou 4 vezes só precisava levantar às 9.

Não é fácil, viu?!.

Mas quando acaba toda essa saga, você olha para aquela pessoa na cama e acaba sorrindo. Não sabe bem por que, mas tem certeza de que aquilo tudo faz sentido: roncos, babas, tremeliques e tudo mais. Não tem jeito, aquela noite atrapalhada é mesmo boa. E por mais confortável que seja uma noite com a cama todo ao nosso dispor, sem disputas por espaço ou por lençol, fica faltando alguma coisa. Uma cama gostosa, inteira e cheia de travesseiros acaba se tornando uma cama vazia.

Coisas que só o amor explica. E quem divide as escovas de dentes, entende.

8 de maio de 2015

Pequenos gestos fazem a diferença e podem mudar o dia de alguém...


Acostumados a sermos arrebatados com notícias de maldade e violência logo pela manhã, essa situação inusitada foi uma alegria e um grito de esperança de que ainda há no mundo pessoas com o poder de fazer o bem, puro e simples.

Como pequenos gestos fazem a diferença e podem mudar o dia de alguém...

De manhã vindo para o trabalho, o ônibus parou no sinal em frente a uma escola e eu fiquei observando os pais deixando seus filhos e praticando aquele ritual de se despedirem e tal. Um pai chegou com sua filha, pequena ainda, com um buquê enorme de rosas na mão. Imaginei que fosse para alguém esposa, mãe, sei lá, alguma mulher do convívio dele. Depois, ao colocar a mochila nas costas da filha e dar-lhe um beijo na testa, o pai deu o enorme buquê, quase maior do que a menina, para ela segurar. Embora grande demais para ela, achei um lindo gesto, de repente, por alguma razão especial, o pai estava fazendo um mimo à filha. Segundos depois o pai cochichou algo no ouvido da menina, ela sorriu e seguiu feliz escola a dentro. E a cada mulher com quem ela esbarrava, supus que fossem mães, ela entregava uma rosa do enorme buquê que imagino, ficaria vazio. O sorriso instantâneo nos rostos delas denunciava uma felicidade de surpresa com a lembrança, o carinho e um simples gesto. Desconfio que pela nobreza deste pai, até as que não eram mães não ficariam sem rosas. Coisas que quase não se vê mais hoje em dia. Mas tenho certeza que por causa de uma rosa, o dias destas mulheres vai ser melhor. E tenho certeza que essa menina vai crescer com um grande exemplo de como uma simples gentileza e um gesto de atenção, podem valer mais que dinheiro! 

O sinal abriu e eu segui meu caminho. Mas fui tocada de certa forma pela situação. Mesmo sem ter sido presenteada com uma rosa, me senti feliz da vida! 

Um sopro de leveza em um mundo tão violento. Ainda há pessoa no mundo que me fazem acreditar que é possível melhorar a índole e os valores da raça humana.


 PS: a foto não é da situação, meramente ilustrativa ao texto!

6 de maio de 2015

"Mãe, senta aqui, me ouve um pouco..."


O dia das mães se aproxima e com ele nosso sentimentalismo aflora e sem perceber aderimos a todos os textos e ações clichês desta data. E aproveitamos para falar sobre a gratidão por tudo que nos foi feito e continua fazendo. Sobre o amor incondicional por toda a vida. Pela maneira louca como algumas agem em suas preocupações excessivas, mas que sempre acabamos entendendo e desculpando e mais tarde achando graça. E blá blá blá.

E todo mundo sabe que a sua mãe é a melhor mãe do mundo. E todo mundo sabe reconhecer sua mãe com defeitos e qualidades, erros e acertos. Aquela que nos diz que quando formos mães, entenderemos. Rs. E o pior é que eu desconfio que sim!

Mas eu, até hoje, nunca tinha lido um texto como esse. De filho(a) pra mãe, libertando-a da condição de livrá-lo das coisas ruins do mundo. Absolvendo-a da culpa de todo e qualquer coisa que possa eventualmente vir a acontecer com ele(a). Conscientizando-a de que cresceram não só por fora, como por dentro também. e que agora, não é quer que não se queira mais colo, cuidados e preocupação. Se quer sim e acho que sempre vai se querer! Mas com outro cunho agora, depois de filhos(as) crescidos. 

Missão quase impossível fazer mãe não exercer papel de mãe em tempo integral. Mas, de repente, quem sabe um dia, elas aprendam e consigam enxergar que a gente aguenta mais do que elas acham que a gente aguenta. E que aprendemos direitinho os ensinamentos delas desde cedinho, em sua barriga, em seu colo, encostadinhos em seu peito. E que elas podem confiar na gente como a gente aprendeu a confiar em si mesmo como elas nos ensinaram.

Mães, não ficou faltando nada, vocês foram e sempre vão ser tudo o que seus filhos sempre precisaram que você fosse!

Um lindo texto que eu me deparei essa manhã e que me tocou tanto que achei mais que justo vir aqui compartilhar com vocês.  Porque todos temos "essa mãe". E todos somos "esse(a) filho(a)".




"Mãe, senta aqui, me ouve um pouco...


Tá na hora de você dar uma sossegada.


Mãe, pára um pouco. Dois minutinhos só. Sei que a ideia de parar não existe para você, mas eu tô pedindo. Baixa a frequência, senta no sofá, alguém cuida de todo o resto, vai por mim.
Eu sei que não importa quantos anos passem, você tem a eterna sensação de que é responsável por tudo. Pela sua vida, pela minha, pela dos que nos cercam, pelo seu trabalho, pelo meu trabalho, por tudo- inclusive o que está absolutamente fora do seu alcance.
Sei que não adianta eu te dizer que sou adulto, sei que você nunca vai aceitar a ideia de que já não está mais no comando.
Pois é, mãe. Mas o fato é que me flagrei adulto. Não só por causa do trabalho, das responsabilidades e cobranças. Me percebi adulto num certo dia perdido no passado. Dia em que engoli o choro para que você não visse. O dia em que disse em que estava tudo bem quando o peito estava cheio de fantasmas. O dia em que esperei você virar as costas para poder desmoronar.
Por quê? Porque eu sabia que, de um jeito ou de outro, as coisas se ajeitariam. E não ia ser através das suas mãos. Então, por que te preocupar? Por que te angustiar mais do que você já se angustia por conta própria?
Mãe, eu parei de depender da sua barriga, parei de depender do seu peito, parei de depender das mamadeiras quentinhas, parei de depender da ajuda no banho, parei de depender da sua carona.
Mas você nunca parou de se preocupar. Talvez se preocupe ainda mais agora, porque sabe que o voo é cada vez mais alto.
Você se lembra das centenas de vezes em que eu gritei “EU QUERO A MINHA MÃE!” quando era criança? Na verdade eu não queria. Eu precisava. Precisava do seu colo, do seu beijo na testa, do seu cafuné, do seu cheiro. Precisava, porque sem você não havia chão.
Hoje eu não preciso, mãe. Você já me ensinou a amarrar os sapatos, andar olhando pra frente, levantar das quedas, limpar as lágrimas, rir de mim mesmo e seguir em frente. Mais do que me ensinar, você foi o exemplo vivo disso.
Sério mãe, o mundo gira sem que você o empurre. E eu me viro sem que você perca o sono. Porque chegamos num ponto da vida em que eu perco o sono ao te ver sem dormir. Essa dinâmica já não faz mais sentido.
O famoso “eu quero a minha mãe!” é agora. Agora eu quero você. Mas quero você tranquila, ouvindo minhas histórias, mexendo no meu cabelo, rindo comigo, opinando, discordando. Não de peito apertado. Não suspirando pelos cantos achando que eu não vou encontrar o caminho certo. Eu vou. Você me deu o melhor mapa.
Aceite meu presente desse ano: uma relação de amor e de parceria, não mais de dependência, nem prática, nem emocional. Tanto minha quanto sua.
Meu presente, na verdade, é quase um pedido. Essa noite, mãe, deite a cabeça no travesseiro sabendo que está tudo bem. Que mesmo quando minha vida estiver dura, você não precisa ficar com os olhos arregalados, olhando para o teto buscando saída. Isso é comigo.
Você construiu uma pessoa com o que havia de melhor em você. Deu o que tinha e o que não tinha para me fazer feliz e sólido. E eu estou aqui, consciente da minha sorte e da minha força.
Olhe por mim, peça por mim, orgulhe-se de mim. Deixe-me ser de novo a luz dos seus olhos, como fui quando era um bebê sorridente. Não me iludo, achando que você vai parar de se preocupar. Sei que é impossível. Mas deixe-me hoje ser eu quem te abraça e te diz baixinho: está tudo certo.


♥ Com um beijo de feliz dia das mães às mães de sangue, mães de coração, mães que estão do outro lado das nuvens (mas sempre por perto), pais que também são mães, às tantas madrastas que são o avesso dos contos de fadas, e a todas as pessoas que cuidam e amam pessoinhas que decidiram abraçar como suas."

Ruth Manus
Blogs Estadão




1 de maio de 2015

Pode tardar mas nunca vai falhar!





Deixe a vida fluir e as coisas ão de vir. 
Faça sem esperar ser retribuído na mesma proporção e com os mesmos gestos. 
Não crie expectativas demais. 
Não acumule males e coisas desnecessárias. 
Reclame menos e agradeça mais.
Veja o lado positivo das coisas e aprenda com as falhas e erros
Tolere as diferenças e tenha paciência com a demora. 
Tudo tem seu tempo. 
Dê o seu melhor e confie, tenha fé. 
O que tiver de ser, será. 
O que está reservado pra nós já está escrito nas linhas da vida,
E assinado embaixo pelo cara lá de cima. 
Façamos a nossa parte, que ele vai fazer a dele... 
Pode tardar mas nunca vai falhar!

30 de abril de 2015

Bem se queira, sempre!




O face me lembrou que eu 2012 eu escrevi isso. Mas acho que se aplica a qualquer ano e fase da vida. Bem se queira, sempre!

"Bem assim! Eu me importo até a última gota, mas também quando eu canso é de vez, largo de mão e nem quero saber! To numa fase da minha vida onde quero pessoas que venham para somar, que queiram fazer parte, estar presente. Quero momentos de alegria, de descontração, que sejam tristes até mas que tragam algum sentido e significado, que escrevam parte da história. Quero lugares e ares e amores e vida. Quero a sensação acalentadora de viver simples emoções, quero me embriagar das pequenas e sutis coisas da vida. Quero tudo que me faça bem e que provoque meu riso, minha leveza de espírito. E nessa nova jornada, só levarei o que couber na mala e no coração. Chega de martírios em vão! A vida é muito para ficar se apegando a pequenas coisas e principalmente gastando tempo se importando e fazendo por onde por quem não está nem aí pra você. Agora é assim, gostar de quem gosta de mim, fazer por quem faz por mim, me doar para quem se doa pra mim, ter tempo para quem tem tempo pra mim, procurar quem procura por mim, fazer questão de quem faz questão de mim... e vamos que hoje é um dia importante, o primeiro passo para uma grande conquista!"