24 de abril de 2015

Revendo meus conceitos...





Vivemos numa constante troca. Todos que passam por nossa vida deixam algo de si e levam algo nosso consigo. 

Levando muito em consideração as palavras da amiga Aninha de Andrade em um post dela e uns dias de reflexão, resolvi hoje em dia procurar o equilíbrio entre engolir alguns sapos e levar alguns desaforos para casa e quando rebater isso em certas situações. Pois ser passiva a tudo que nos acontece não é bom. Mas também, mesmo que faça bem expor o que sente na hora e ficar aliviado, muitas vezes depois, não só a coisa não se resolve como cria-se mais um problema. 

Chega de ficar arrumando encrenca à toa e por nada! Hoje em dia escolho quando, porque ou por quem vou me indispor, e peso se vai adiantar alguma coisa. Muitas vezes não vale o desgaste depois, que o sangue quente do momento nos impede de ver com bom senso. A vida tem me ensinado a escolher por quais batalhas vale a pena lutar e quais deixar passar. Deixar pra lá! Mas é deixar pra lá mesmo e não ficar remoendo por dentro. Até porque, no fim das contas, estarei eu aqui chateada enquanto o mundo sorri lá fora. 

Te digo, não é fácil! E eu nem sempre fui e pensei assim! Tem horas que ainda dou umas escorregadas rs. Sou humana e não perfeita! Mas no geral tem valido a pena respirar fundo mil vezes e contar até dez mil se preciso for, dar uma volta, beber uma água ou colocar o fone no máximo com uma música alto astral. 

Não tô me referindo a coisas mega, onde as vezes precisamos nos fazer ver/ouvir, nos impor. Mas outras vezes deixamos as pequenezas do dia a dia se transformar em indisposição e por nada. Quando dá eu sorrio e danço na cara da situação. Quando não dá eu simplesmente entro na bolha e acato o silêncio. Que no fim e todas as contas, ainda acaba sendo a melhor resposta dada na maioria das vezes. 

E sobre aquela célebre frase "ter razão ou ser feliz", tenho preferido escolher a segunda alternativa, mil vezes. Aprendi que a nossa paz interior não é negociável! E que estar de bem com a gente mesmo é o bem mais precioso que podemos ter! E como bem disse a minha amiga, tudo que de mal me acontecer eu despejo na próxima esquina, sorrindo e indo ser feliz. Daqui a pouco, se não der importância demais, já nem será lembrado. Afinal, cada um oferece o que tem. E nada é mais eficaz para desarmar pobres de espíritos e grosseiros do que gentileza, educação, simpatia e atitudes do bem. 

Aprendendo a me blindar para o meu próprio bem estar. E assim, eu não só evito acúmulo de lixo emocional como rugas e enxaqueca. A vida sempre nos ensina, da melhor ou da pior maneira. Cabe a nós escolher o tipo de aprendizado que queremos ter. Vamos nos permitir, deixar pra lá... vai valer muito a pena a longo prazo, você vai ver... 



22 de abril de 2015

Eu não consigo explicar, mas eu sinto. E como sinto essa dor que só eu sinto!


 "Mais vale um ciclo de amizade reduzido e verdadeiro do que grandes números de aparência."



Não é o tempo, nem a distância ou as atribulações e problemáticas da vida que afastam as pessoas. É o sentimento que não é forte como se pensava ser. E de pouquinho em pouquinho, vai se perdendo. A cada dia aumenta uma barreira que a gente nem sabe de onde surgiu. E tudo vira empecilho em vez de solução. E a gente nem reconhece mais o outro e nem se reconhece no olhar do outro. Algumas coisas independe de nossa vontade. E a gente é obrigado a se adaptar na marra. Mas sabe o que mais dói mesmo? É saber que só a gente se importa e se consome com isso tudo que acontece!

Não é a primeira vez e infelizmente também não será a última que eu venho aqui neste cantinho desabafar sobre as grandes decepções da vida, e que não são poucas. Mas tenho vindo vezes demais reclamar sobre a falta de consideração alheia de amigos que eu considero pra caramba, de anos, e que da noite pro dia passaram a não me incluir mais em suas vidas e sem nenhuma explicação para isso. Não fui deletada de todo, mas é nítido o não fazer mais questão, não só da minha presença junto, em eventos, no dia a dia, mas não fazer questão de esconder ou ao menos disfarçar que não fazem mais questão. E eu, me pego, mais uma de mil, vez aqui me consumindo porque eu parece que só eu sinto esse afastamento, falta de me sentir inclusa, pertencer, de fazerem questão de mim, e de uma história de anos que da noite para o dia não só mudou da água pro vinho, como muita coisa deixou de ser. Não se tem mais a importância nas mínimas coisas, já não se procura mais se ficarmos dias sem nos falarmos, já não participo mais das novidades e acontecimentos na vida, já não sou mais essencial. E só eu que fui a última a ver isso e admitir pra mim mesma que só eu faço questão e continuo ali, insistindo numa coisa que já não é mais há muito tempo, sozinha.



"Porque às vezes o amigo é só você!"



E eu me magoo, eu me chateio, eu fico triste, mas no fim das contas passo por cima em prol de um sentimento, mesmo que seja apenas eu que sinta. E quando enfim, recebo alguma atenção ou fagulha de carinho, eu simplesmente acabo por esquecer o que ontem tanto me feriu. Porém, tantas vezes esse processo se repetiu que eu simplesmente estou cansando. Principalmente destas pessoas nem sequer darem conta das atitudes delas. E olha que eu sou tão transparente que é impossível não perceber na minha cara, nas minhas falas, no meu jeito que algo está errado. Qualquer um perceberia. Mas óbvio, qualquer um que olhasse verdadeiramente pra mim, preocupado comigo. E dói, não vou mentir. Dói por muita coisa, coisas essas que talvez eu nem saiba explicar. Talvez eu ainda esteja vivendo e sofrendo pelo passado. O levei para o presente e o projetei no futuro e não vi que em algum dado momento da vida a coisa toda simplesmente não é mais como sempre foi. E já foram tantas vezes que eu me chateei com esse assunto e no fim das contas passou, no fim das contas eu achei que era impressão minha, no fim das contas eu achei que eu estava fazendo tempestade em copo d'água e entendendo tudo errado. Mas no fim das contas, desta vez, não quer passar! E no fim das contas, só pra variar, desta vez, eu não quero abrir mão do que eu tô sentindo pelo bem estar geral da nação. Para não me indispor, para não falar e chatear o outro, para não causar uma situação desnecessária, para não correr o risco do outro se decepcionar comigo pelas minhas atitudes por uma séria de fatores que eu sempre tive medo, principalmente desagradar e ser excluída. Por isso, por vezes e muitas vezes me calei, mesmo querendo falar. 

Com o tempo, o passar da vida e o viver das situações, algum tempo de terapia também ajudou na afirmação do meu eu. E desde essa mudança, confesso, não consigo mais guardar. Hoje em dia é vital para mim que eu exponha meus sentimentos. Senão, aquele nó na garganta e aquele peso no coração acabam por virar uma enxaqueca daquelas. Pois sou daquelas de martelar na mente o assunto o dia todo, fico ruminando o acontecido e o que eu devo fazer. E percebo que tudo que eu fazia antes já não consigo mais fazer. Hoje em dia eu tenho uma grande necessidade de me abrir. Mas cadê que os amigos do peito, de fé, irmãos camarada ligam pra isso? O que importa é estar sempre tudo muito bem. Ou então, estou cobrando e eles detestam cobranças. Certa vez eu li em algum lugar "não adianta explicar para quem está determinado a não entender" e "se você não entende o meu silêncio, tão pouco irá entender minhas razões explicadas". Achei simplesmente fenomenal! E é tudo o que eu venho fazendo... tentando explicar pra quem não está nem aí e me calando pra ver se sentem a minha falta e novamente, tão nem aí.


"Nem sempre as palavras conseguem traduzir o que sente o coração..." 


Mas aí vem aquela de estar cobrando. Não, eu não estou cobrando nada! Até porque ninguém é obrigado. A nada! Nem eu!  Estou apenas expondo meus sentimentos para pessoas que julguei se importarem comigo e com uma suposta amizade. E que quando uma das partes se sente incomodada com alguma coisa, a outra iria entender. Mesmo que não concordasse. Mas esse canal de liberdade de expressão e de poder se abrir sobre tudo e todos, agora também parece ter acabado. Eu não me sinto mais à vontade e sinceramente, nem sei como chegar e começar a conversa, simplesmente algo se quebrou e aquela compreensão acolhedora, aquela falta de julgamento e censura acho que não existem mais. E receio arrumar um outro problema maior com isso do que tentar resolver os que já tenho. Eu não sei mais como agir. Eu não sei mais como me portar. Desconheço completamente quem ontem eu julgava conhecer melhor do que a mim mesmo. 

E eu entendo que eu não posso cobrar nada. E nem esperar. Não posso exigir que se importem comigo, não posso exigir que haja reciprocidade de sentimento e ações, não posso exigir lealdade, não posso exigir saudade, não posso exigir minha presença em suas vidas, não posso exigir continuar sendo importante, amada e essencial, não posso exigir que me procurem quando apertar a saudade ou sintam minha falta em minha ausência, não posso exigir que os mínimos gestos tão significantes para mim continuem a ser feitos, simplesmente eu não posso exigir nada. Não posso esperar mais do que as pessoas possam dar. E não posso criar grandes expectativas em cima delas também. Mas eu na minha ingenuidade, com amigos quase irmãos, por mais que eu não possa esperar e nem exigir nada, ainda assim eu contava apenas com a consideração. Por mim, por uma amizade, por uma história, por tantos momentos juntos, por tanta coisa vivida. A gente sempre ouve dizer que não devemos fazer nada pelos outros pensando em ter em troca o mesmo pra gente. De fato, quando eu faço, faço de coração, porque quero e porque sim. Mas todo mundo espera ao menos um pingo de consideração. É do ser humano!


"Tenho meus defeitos, erros e falhas. Mas nunca me acusem de não ser de verdade!"


Eu tenho um monte de erros, sou humana. Mas se erro, peço desculpas. Me retrato! Cuido pra não fazer de novo. Me importo em não fazer com o outro aquilo que não gostaria que fizesse comigo. E me importo em manter perto de mim as pessoas que amo. Sei que mesmo mais uma vez passando por isso, não vai diminuir meu sentimento. Mas agora estou aprendendo a fazer o que fazem comigo. É difícil, mas tenho que tentar. E principalmente dar valor a quem me dá. tem um tanto de gente legal aí no mundo e que se importa e faz questão de mim. E eu aqui correndo atrás e sofrendo de quem não está nem aí. Tudo bem, ninguém vira amigo do peito da noite pro dia. Mas assim como os laços de amizade e afinidade podem se estreitar entre as pessoas, há também vários tipos de amizades e de amigos e que não deixam de ser mais ou menos pela sua classificação. 

Infelizmente a vida ao longo se sua trajetória mostra quem sempre vai estar, quem veio pra ficar, quem está só de passagem e quem nunca. E como eu já disse lá em cima não me resta outra alternativa a não ser aceitar. Dói, dói muito. E não é uma dor de decepção. É uma dor de falta mesmo. Como se me faltasse um pedaço, um dedo, algo assim. E não, não aconteceu nada do tipo ser usada, ter falsidade, intriga, inveja ou essas coisas que logo todo mundo pensa quando se fala em decepção de amizade. Simplesmente, acho que a roupa 36 ficou apertada demais para caber no manequim 40. A vida aproxima e afasta pessoas a todo o tempo. E numa destas fases, pode ser que alguns tenham se reaproximado mais do que se reaproximaram de mim. E somam compatibilidades, gostos, estilo de vida e de repente, dentro disso tudo, eu não me encaixo mais. Pode ser que eu ainda seja relevante e importante para eles. Pode ser que de fato a agitação do dia a dia e as atribulações da vida façam com que o tempo para procurar e dizer ao menos um oi fique escasso. Pode ser que seja apenas o jeito de cada um se portar, mas que não tenha a ver com o que sentem por mim. Mas, vai saber? 


"Não conte quantos amigos você tem e sim com quantos pode contar"
 


A gente só pode lidar com aquilo que vê. E no momento o que eu vejo é isso, um tipo de descaso mascarado de falta de tempo, mas que no fim das contas a gente sabe que se está a fim, sempre dá se um jeito. Pois todos tem tempo pra tudo entre si. Todos fazem questão de diariamente marcarem presença na vida uns dos outros. Todos fazem fazem um monte de coisas entre si, inclusive virar um grupo fechado e esfregar na minha cara que ali não é mais o meu lugar. E no mais, eu também tenho problemas, compromissos e responsabilidades e que nunca me impediram de estar ali procurando, querendo participar da vida, me importando, deixando claro que os amigos sempre são prioridade pra mim. 

As coisas podem mudar. É o normal da vida. Uma hora eu me acostumo e consigo seguir em frente e lidar com essa nova realidade existente, de ontem fazer parte e hoje não mais. Só por favor, se eu tiver credibilidade para pedir alguma coisa ainda, só não me tratem como se nada tivesse acontecido, como se tudo continuasse a ser como sempre, aparentemente, se no fundo, nada mais é igual. Não subestimem a minha capacidade de ler nas entrelinhas e de entender o recado mesmo quando esse não é escrito. Sejam simplesmente honestos comigo e deixem bem claro, a partir de agora, qual é o meu lugar. Fica mais fácil até pra mim me posicionar e tomar novos rumos rumos para a minha vida e abrir portas para novas pessoas entrarem. Elas nunca ocuparão o lugar de vocês e nunca serão tudo o que vocês sempre foram pra mim. Mas podem ser apenas amigos que não incluem e excluem alguém de suas vidas a partir de suas vontades. E de repente não vão me desrespeitar achando que eu não mereço nenhuma simples satisfação pelo corte abrupto de uma relação. E eu rezo para que isso nunca aconteça com nenhum de vocês pois quem mais sofre é quem sente e neste caso, sou apenas eu.


"Decepção não mata, ensina a viver..."



19 de abril de 2015

Coragem, siga em frente...




A maioria dos finais traz consigo possibilidades de recomeço. 
É difícil de acreditar e de enxergar, 
Mas ciclos se encerram para que novas transformações ganhem forma. 
A vida muda constantemente, e isso independe de você. 
Não se desespere diante dos pontos finais, não se tranque do mundo ali fora,
Invista em novas descobertas e em novos desafios. 
Experimente dar espaço a concretização de vontades que se perderam diante da rotina. 
Tire um tempo para se (re) encontrar com você. 
Não desanima. 
Não seja cúmplice da solidão entristecida de quem foi vencida 
Pelo tempo ou pela maré tempestuosa. 
Enxergue além do problema e perceberá o tanto de portas que podem ser abertas por você.



17 de abril de 2015

Feliz aniversário, amor meu!


Hoje é um dia muito especial, meu amor completa mais uma primavera. E eu sou tão feliz de mais um ano poder estar ao seu lado para comemorar sua vida, sua felicidade, seu sucesso, acompanhar sua trajetória de vida. Desejo hoje e sempre que papai do céu te abençoe eternamente, te concedendo muito amor, paz e luz. E que te dê sabedoria e harmonia para todos os seus dias. Que você conserve essa pessoa maravilhosa que é, positiva, de bem com a vida, humilde, honrado, batalhador, cheio de valores e boa conduta, bom filho, irmão, familiar, amigo e uma excelente pessoa para todos aqueles que te rodeiam e permeiam na sua vida. Que apesar dos dias difíceis, do céu nublado, dos percalços no caminho que você nunca perca essa alegria de viver, esse sorriso nos lábios, essa vida no olhar e a capacidade de acreditar e ver sempre lado bom das coisas e das pessoas. O niver é seu, mas eu é que ganho um baita presente por ter ao meu lado o melhor homem, marido, amigo e pessoa do mundo. Você é mais do que eu poderia querer! E só posso desejar, além de infinitas coisas boas na sua vida hoje e sempre, que essa data se repita por muitos e muitos anos e que eu possa estar ao seu lado para comemorar sempre a sua vida. Te amo demais! Muito obrigada por me fazer a mulher mais feliz do mundo, todos os dias. Por me aceitar como sou. Por todos os dias reafirmar o seu amor, o nosso casamento, a nossa relação e união! Dormir e acordar ao seu lado e um dos maiores privilégios que a vida poderia me proporcionar. Obrigada meu Deus, pois tirei a sorte grande! Bom, que o seu dia seja maravilhosoooooooo, curta cada momento. Tenho certeza que será um dia mais que especial. Te amo vidão! Seja sempre muito feliz ♫.


PS: escolhi essa foto porque além de adorar ela, você é como esse sol aí na minha vida, que ilumina meus dias e enche a minha alma de boas sensações!




16 de abril de 2015

Nossa paz interior não é negociável


Estamos sempre atrasados, perdemos a hora, ficamos na dúvida, retrucamos e acabamos não tomando atitudes sobre o problema estampado na nossa cara. Nós e essa mania de ficarmos perdidos dentro de nós mesmos, se sentindo só, em meio a tanta gente.

É engraçada a maneira como nos comportamos, projetamos e nos submetemos às coisas na vida, boas e ruins. Seja nas relações, no trabalho ou na família, às vezes, parece estarmos perdidos a frente do nosso propósito. Assim, avulsos.

Temos a sensação de que alguns sentimentos ruins são nossos donos, e a maneira como eles nos dominam é de uma facilidade e maestria absurda. Nunca estamos satisfeitos, reclamamos, sempre achamos que a outra pessoa tem uma vida melhor, o celular, a casa, o carro, as companhias, tudo do outro parece ser melhor. E, infelizmente, não percebemos o quão apequenados somos quando dominados por esses pensamentos.

Não existe essa ideia de felicidade para sempre, pois até o “para sempre acaba”, o mundo não vai dar respostas “de mão beijada” apontando um norte para as soluções dos nossos problemas. As coisas estão aí, são disponíveis e gratuitas. Coisas essas como generosidade, empatia, amor e respeito, e acredite: todas as respostas estão dentro de nós mesmos. Pois estar tranquilo e sereno consigo, é estar em busca de algo que ninguém pode tirar de você.

Nossa paz interior não é negociável!


15 de abril de 2015

Ainda há aquele que só entenderá o valor do outro quando a ausência dele for eterna....


Ainda há aquele que só entenderá o valor do outro quando a ausência dele for eterna....

É realmente, ninguém é obrigado. A nada, Nem eu! Mas eu tenho que entender e aceitar tudo de todo mundo. Com ou sem motivos e razões para tal comportamento. Mas engraçado, sou questionada por não entenderem sobre o porque das minhas atitudes posterior a dos outros. Jura???? Então, se você não consegue entender o meu silêncio de nada irá adiantar palavras, até porque é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos. Pois quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação. É como aquele velho ditado, se você não tem consciência do que fez, de nada então adiantariam as minhas explicações. Eu e essa minha mania de me decepcionar sempre com as mesmas coisas, esperando que os outros façam, sintam, hajam e sejam por mim como sou por ele. Mas mesmo estanco chateada por um monte de coisas, depois acaba passando, eu acabo deixando pra lá e seguindo. Mas ultimamente essas coisas estão se repetindo demais e eu comecei a me questionar se só eu estou fazendo questão, me importando e me doando, sozinha. Tô cansada de deixar pra lá, fazer de conta que não é nada. É sim! Eu me importo sim! Me magoa sim! E eu tô no direito de extravasar isso sim!

Não adianta: enquanto uns se importam demais, outros não ligam a mínima para o que acontece a sua volta. É fácil buscar no outro um alicerce que sustente todas as suas fragilidades, difícil mesmo é retribuir as boas ações que lhe foram destinadas. Uns tem tempo para olhar e enxergar de verdade quem está ao seu lado, outros vivem cercados pelo egoísmo e só conseguem pensar e agir se tudo fluir em benefício próprio. Ignoram os pedidos de socorro, dão com os ombros para a dor alheia sem pensar duas vezes. Há quem se importe em acolher e há também aqueles que se importam em beneficiar-se da boa fé do outro. Reciprocidade está quase extinta. O que conta mesmo é o interesse. Doar-se é para poucos. Colocar-se no lugar do outro é quase um ato imprudente de quem quer aparecer. Isso mesmo, ser solidário, ofertar esperanças e quem sabe fazer o outro caber dentro de um abraço quando suas aflições o dominam é coisa de gente que quer ser mais. Porque atualmente o de igual pra igual não existe mais. Ou você faz o outro se sentir pequeno diante de você ou o faz perceber o quão grande é o seu ego! Está tudo descarrilando e muitos fingem não perceber. Maldade se multiplica e os bons sentimentos andam cada dia mais extintos.

Já engoli a seco minhas verdades para não ter que me entristecer com certos comportamentos de quem realmente eu sempre tive respeito e admiração, mas também já me senti mal com tanta coisa ruim que desceu garganta abaixo com meus silêncios indevidos, com o meu cuidado tão absurdo de não magoar o outro, com a minha preocupação exagerada de achar que o outro não podia se ferir, mas eu sim. Já me calei tantas vezes por gostar, por amar, por respeitar, por querer bem, que eu estava me perdendo de mim. Há certos momentos que a gente tem que expor de maneira sábia e verdadeira o que pensamos e sentimos, mostrar ao outro que embora as dificuldades que ele tenha, nós também temos e que se ele sente dor, a gente também sente. As vezes precisamos deixar o nosso coração falar, ao invés de permitirmos com que o capricho e a negligência tão impiedosa do outro consiga nos sufocar. Jamais seja desleal aos seus sentimentos, jamais se maltrate para ter que poupar alguém de uma injustiça que cometeu com você. Temos que ser sensatos, temos que ter um coração perdoador, temos que ter sabedoria e pés no chão, isto é fato, mas também temos que ter coragem para tirar os pesos que se acumulam dentro da gente, não podemos deixa-los criar em nós raízes de amarguras que futuramente poderão se transformar em infecções da alma. Se dar um tempo pra pensar e colocar a cabeça no lugar é primordial, para não agirmos pelas impulsividades.  

É inútil nos estressarmos com os barulhos que surgem a nossa volta quando não conseguimos agradar alguns. É cansativo e por vezes nos tira a paz, a sensibilidade, a liberdade que nos é dada por Deus gratuitamente. Ninguém tem o direito de privar o outro, ninguém pode impor regras na vida de ninguém, nem tampouco exigir atenção, carinho, presença, cuidado, porque onde há liberdade as coisas fluem naturalmente, sem caprichos, tolices ou obrigações. Eu tenho um certo cuidado comigo, e não permito que o outro invada meu espaço, nem me roube o direito de ir e vir, de tomar decisões, de ser quem sou e fazer o que quero. Não gosto de nada que me sufoque, nem de estar ao lado de pessoas controladoras, sem equilíbrio, sem domínio, sem sentimentos sadios. Hoje necessariamente priorizo a minha paz, o meu bem estar e não me prendo ao que não me edifica, ao que não beneficia meu coração, ao que não muda nada em mim. Vivo de um jeito meu, no meu canto, quieta e tranquila. Vivo bem assim... e Deus é que cuida de mim a maneira dele. 

Não tenho admiração nenhuma por quem faz algo por mim e depois se coloca na posição de "super", achando que devo aceitar certas inconveniências porque em algum período da minha vida ela(e) me ajudou, porque eu devo levantar um pedestal em nome dela(e) porque algum dia ela(e) me prestou favores, porque eu devo aceitar qualquer prepotência, arrogância ou humilhação porque um dia ela(e) me serviu. Na verdade tenho repulsa e muitas vezes pena por pessoas que não tem a simplicidade no coração de apenas servir. Gratidão se dá quando alguém nos oferece o seu melhor e nem sequer se lembra, quando alguém planta uma semente na gente e nem se da conta, quando alguém faz algo por nós não esperando ser louvado, mas porque tem coração bonito e disposto a ajudar. Gratidão se dá, a quem não toma o lugar de Deus, a quem sabe que por várias vezes serviu como instrumento dele pra responder a um pedido de alguém feito em oração. O que a mão direita faz, a esquerda não precisa saber, isto é bíblico, e o que você faz por amor, Deus é quem vai te recompensar quando você menos esperar. Faça o bem sem esperar nada em troca, que o bem chega a você também sem fazer tanta força. Isto fortalece o coração e traz cura pra alma.

Confesso: não sou um poço de delicadezas. Sou grossa de vez em quando, desço do salto também, tenho os meus surtos às vezes e acredito que ninguém é 100% passível quando o negócio é se defender da arrogância alheia. Me privo o máximo que posso, me silencio até onde o meu limite aguenta, caio fora quando sinto que a ira quer tomar o meu lugar , mas afirmo a você , não me perco, não jogo indiretas, não toco em feridas e não me exponho ao ridículo. Conto até dez e até mil se for preciso, mas tento fazer valer a pena meu domínio próprio, porque não há nada melhor do que ter paz no coração e descanso na consciência, não há nada mais gratificante na vida de quem se domina do que ter leveza na alma. Na verdade a ira só nos deixa valentes, mas não se responsabiliza pelas consequências dos nossos atos, não alivia arrependimentos e nem nos faz melhores. O caráter da gente se define principalmente em sermos quem somos, e não sermos levados pelo que o outro é ou faz contra gente.

Eu já me afastei de muitas pessoas queridas por mim, que chamei de amigos, que carreguei no colo em dias difíceis, que estendi a mão quando a deles fraquejaram, que emprestei meu ombro pra chorarem, que chamei de irmão, que dificilmente pra eles eu dizia não. Eu já me distanciei de pessoas que eu jamais imaginei que um dia iriam me trair ou decepcionar, eu me desapeguei e nunca mais voltei a confiar. Algumas delas sabiam o quanto significavam pra mim, outras nem imaginavam a intensidade do meu gostar. O que quero dizer é que às vezes nos entregamos tanto a um sentimento que deixamos de lado o nosso coração, queremos tanto cuidar do outro que esquecemos de cuidar da gente, confiamos tanto nos tapinhas que recebemos e ignoramos o fato de que o ser humano é falho, e que muitas vezes tropeçam em suas fraquezas por não saber discernir o verdadeiro sentido de um afeto sincero. A vida um dia exigiu de mim crescimento, maturidade e amor próprio quando ela percebeu que eu arriscava demais meu coração naquilo que provavelmente me oprimia. Deixei muita coisa para trás e caminhei de um jeito novo, diferente, e sem me sentir tão obrigada a tantas coisas que não me valia coisa nenhuma. Ás vezes precisamos fazer algumas renuncias, deixarmos de lado certas situações e certas pessoas também, não por nos sentirmos "super demais", mas pra nos cuidarmos e fortalecermos o nosso coração sem nos ferirmos tanto sem razão. Não, não é tarefa fácil. Mas a prática leva a perfeição. Ajuda ainda mais quando nos damos conta que só existe uma pessoa que faz questão de alguma coisa, nós mesmos. Os outros não estão nem aí pra nós. Às vezes precisamos apenas nos afastar pra colocarmos o pensamento no lugar e a alma pra descansar. Eu decidi amar a Deus em primeiro lugar, em segundo a me priorizar, em terceiro para depois do outro eu cuidar.

Você sabe que precisa tomar uma atitude e que te fará bem sair do lugar. Na teoria tudo é lindo e dinâmico, na prática o desespero bate e o medo acorda. É natural. Mudança tem disso. Desperta na gente uma série de receios porque mexer em time que está ganhando é arriscado e permanecer na mesmice é sabotar toda e qualquer possibilidade de conquista. Estacionar na vida é perigoso. Ser adepto da rotina também. Acomoda demais e te torna mais resistente a novos saltos, porque abandonar a zona de conforto envolve uma disposição que nem sempre temos em mãos. Queremos garantias concretas que denunciem que todos os esforços serão válidos e eficazes no fim do percurso e (in)felizmente não temos. Precisar lutar com as próprias limitações faz com que o amadurecimento floresça. Você sabe aonde quer chegar, sabe o quanto que pode caminhar e se decidir ficar por aí mesmo está ciente das oportunidades que está abrindo mão. Você escolheu não seguir adiante porque está satisfeito com as coisas que conquistou, não tem ambição de ir além, de se redescobrir e redecorar. O morno não te assusta. Não te atrapalha. É dolorido mudar. Desacostumar dos caminhos que já estão gastos. O novo apavora mesmo, porque não vem com guia explicativo e não traz sinal claro de felicidade forjada. Pense nisso como uma folha de papel em branco que lhe é entregue com uma caixa de lápis de cor: você pode ou não mudar o rumo da sua história; pode ou não se colorir em outras paisagens, em outros sonhos e em outras aventuras. É você quem direciona a sua bússola e organiza a viagem. Só não se cobre demais e não espere soluções imediatas. As transações acontecem no seu fluxo natural, e :são determinadas pela nossa disposição em vivê-las. Se não quiser mudar, não mude. Mas também não lamente pelas experiências que vai deixar de experimentar. Você só cresce de verdade quando desprende dos moldes gastos.

Sim, a vida dói. Passar por ela também dói. Sonhos se desfazem, pessoas se desencontram, relacionamentos não dão certo, prazos são curtos demais para a demanda de trabalho. Existe trânsito, barulho, gente correndo de um lado pro outro, filas intermináveis nos supermercados, nos bancos, no açougue, para pegar o trem e o metrô. Existe também falta de educação, de bom senso, de paciência, de tolerância. Existe desamor, desafeto, descrença. Existe. Existe um mundo a parte de desgostos, lamentações e frustrações. Mas também existe esperança dentro de cada sorriso. Existem recomeços espalhados em cada término. Por trás de todos os tropeços, há também inúmeras chances de se refazer. Diante dos tumultos, sonhos ganham vida nova. Embora hajam tempestades e furacões devastando nossos desejos há também flores esparramadas em nosso caminhar que nos lembram continuamente que tudo pode ser diferente se a vontade de colocar a mão na massa for maior que o comodismo de quem espera a vida acontecer sem maiores esforços. A vida dói justamente para nos obrigar a andar. Para que nós não sejamos conformados com aquilo que nos faz mal por pura preguiça de voltar atrás e começar do zero. É preciso arriscar, se desafiar continuamente na busca daquilo que nos faz ser melhores. A vida dói para que o futuro seja um infinito de tudo que fomos capazes de buscar. Mas o que dói mais é só a gente ficar se consumindo por outros que não estão nem aí pra gente... 


 

14 de abril de 2015

E é esse silêncio ensurdecedor que me assusta...


O único silêncio que perturba, é aquele que fala. E fala alto. 
É quando ninguém bate à nossa porta, não há emails na caixa de entrada,
não há recados na secretária eletrônica e, mesmo assim, você entende a mensagem. 
E é esse silêncio ensurdecedor que me assusta. Quando a alma cala.
Quando o mundo está num barulho monstruoso lá fora e aqui dentro um silêncio arrebatador.
É enquanto lá fora a vida urge e aqui dentro, só calmaria.
 





Ainda há aquele que só entenderá o valor do outro quando a ausência dele for eterna....

12 de abril de 2015

Desatando nós...





"... e de repente cai a ficha. E percebo que posso me esconder do mundo inteiro aqui dentro, mas não posso me esconder de mim mesma, lá fora. E chega uma hora que a vida cobra a conta. E chega uma hora que a gente tem que se desprender para viver. 
 
Acredito que na mesma vida temos a possibilidade de reencontros para finalização de alguns ciclos. Nem sempre os reencontros são com as mesmas pessoas. Podem ser vivências que voltam pra te ensinar num momento em que você está mais preparado para lidar com elas. Estar pronto pode levar algum tempo, mas você tem que aceitar essa nova chance, quem sabe camuflada de nova dor, para crescer.

Aquilo que foi muito duro pra você da primeira vez, que causou tanta dor que lhe fez negar pra sobreviver; aquilo que você fingiu que não aconteceu e seguiu parecendo forte; o relacionamento que te arrasou e de alguma forma lhe transformou ou criou uma blindagem; uma perda muito dura; uma traição muito grande: uma decepção sem limites; a amputação de uma parte _ física ou não; a incapacidade de se entregar, de amar; a falta de coragem de se declarar; os afetos mal resolvidos; as relações incompletas; a ausência que você causou ou nunca conseguiu superar; o perdão negado.

De repente, num dia de sol, sem muito o que fazer ou pensar, a vida promove o reencontro com sua própria história e lhe dá novas oportunidades de lidar com aquilo que lhe foi mais duro, difícil e caro.

Coincidências não existem. Encare isso como prova de fé, de reconciliação, até de justiça ou mesmo sorte. São providências, divinas, para fechar ciclos. Nem sempre com os mesmos atores coadjuvantes, mas certamente com você no papel principal.
 
A duras penas, hoje entendo, aceito e confesso que agregar é melhor que segregar. E que a gente fica mais leve quando faz as pazes com a própria história, quando decide revisitar baús secretos, quando tem sensibilidade para enxergar a vida passando de novo por nós..."




 
Apenas um breve momento de reflexão!

8 de abril de 2015

O sujo falando do mal lavado!


E mais uma vez eu volto ao BBB...

Quando eu comecei a ver o programa, independente da proposta dos criadores, eu gostava de estudar o comportamento de alteridade a partir de um convívio forçado, sem o menor contato com o mundo exterior. Confinados dentro de uma casa e obrigados a conviver e a sobreviver uns com os outros, pessoas totalmente diferentes umas das outras e colocadas à prova em diversos tipos de situações, principalmente emocionais. Sim, eu gostava de ver. Como eles interagiam, como eles se descobriam, como inventavam suas fórmulas de sobrevivência, como aprendiam a arte da convivência que é mais difícil do que parece. No final das contas, independente de quem ganhava, era um jogo de descobertas. E cada um saia de lá com uma experiência única de autoconhecimento. Mas sim, existia um prêmio e não podemos esquecer disso.

Sob a proposta do programa, o que seria capaz o participante para ganhar meio milhão de reais? Será que vale tudo, mesmo? Aí entram em jogo questões éticas e morais e certos valores que podem ser adquiridos lá dentro ou trazidos de uma vida inteira. O maior confronto não é com os 15 adversários e sim com a própria pessoa. E como jogar esse jogo que é de mostrar quem é você? Mas, ao longo das edições, a proposta embora aparentemente a mesma, foi mudando a percepção e as atitudes dos participantes que já entravam com fórmulas certas de vitória e estratégias aprimoradas a partir das edições anteriores. E cada um sabia-se ter o segredo para ser um vencedor.

À nós, o público, cabia não só ficarmos de telespectadores como de julgadores a partir das atitudes, das intenções e do comportamento dos participantes, se condiziam com quem eles se apresentavam ser, e se batiam com os nossos valores. Rimos e choramos, nos apegamos e abominamos muitos dos que lá passaram. E foram muitas histórias, muito bafafá, muito enredo que durou mais do que três meses de programa. Segredos foram confidenciados para todo o Brasil. As almas foram desnudas e reveladas para todos nós todas as noites. E lá dentro passava a ser a vida de fato, a realidade existente que era conhecida. O aqui fora, o mundo real já era desconhecido, não era mais sabido, por vezes era até esquecido. A partir do momento que alguém se propõe a uma exposição 24h por dia, sem privacidade nenhuma, esse alguém nada pode fazer para evitar ser criticado e julgado por seus atos. É normal! Eles sabiam que iam passar por isso, e nós fazemos isso desde que o mundo é mundo. Embora não devêssemos.

E todas as edições foram assim, tiveram ícones polêmicos, passíveis de grandes discussões sobre suas condutas. Geral dava seu pitaco. Mas, nessa última, um triângulo amoroso gerou mais frisson do que os demais. Sinceramente eu não sei porque, mas além de criticar, as pessoas julgavam aos três como se condenassem ao quinto dos infernos. Aí eu me intriguei, porque esse trio foi mais condenável moralmente do que outros que também agiram assim, salvo algumas particularidades? Bom, salvo que agora, com um grande acesso a internet tanto para se inteirar das coisas no mundo, tanto como meio de emitir opinião, trocar experiências e discutir, nem sempre de forma civilizada e diplomática sobre certos assuntos, o que me veio à cabeça é que o público abominou tanto o que ironicamente, lhes causou uma grande identificação. 

O que teve de gente condenando a Amanda porque deu em cima do Fernando, que por sua vez se fez de resistindo em nome de uma paixão à distância e em vias de cair na tentação e trair até então sua "noiva" Aline, que era a coitadinha da vez. E criticavam Aline por estar fazendo papel de boa e ter acreditado na conversa mole de Fernando. E criticavam Fernando que se portou como o garanhão da parada, ficando com as duas, prometendo mundos e fundos, hora se comprometia outras caia fora e no final das contas, não ia ficar com nenhuma. Tanto de gente julgando e criticando tanto Amanda quanto Aline por suas condutas, mas aí eu me pergunto, quem nunca? E quem sempre? É muito falso moralismo! Atire a primeira pedra quem não tiver telhado de vidro. A única diferença foi que elas viveram e mostraram para o Brasil. Mas existe um tantão ai que aceita ser a outra, que também dá em cima dos namorados e maridos alheios, que continua com o cara sabendo que ele trai, que perdoa quando o cara que traiu quer voltar. Tanto homem quanto mulher. E quantos Fernandos não passaram por nossas vidas? Ludibriando nossos corações com carinhos, palavras bonitas e se dizendo cheios de boas intenções e dando esperanças de um futuro promissor e necas, no fim? Alguns voltaram, outros nem se quer foram. Acho que muita gente não deve ter espelho em casa pra sair apontando pros outros sem olhar pra si. E outros tantos devem desconhecer suas próprias histórias. Não, eu não concordo com muita coisa que aconteceu ali dentro, não faria muitas coisas que fizeram ali dentro, no entanto, não me sinto no direito de não julgar pois também já me vi na mão de um Fernando agindo como uma Amanda ou sendo uma Aline lá atrás.

Sem entrar em mérito se casal x ou y foi estratégia de jogo, sem entrar no mérito que eles entraram num programa de exposição que as pessoas se sentem no direito de opinar. Mas Amandas, Alines e Fernandos são uma realidade na sociedade e na vida de muita gente. Muita gente abomina lá o que eles fazem, mas é o que mais se vê acontecer aqui fora. Ôooooo... Vivemos um eterno BBB ao vivo. Eu mesma já passei por isso tudo. Claro, a gente quebra a cara, sofre, amadurece, cresce e toma rumos diferentes. Mas quem já passou por isso na vida, seja na pela de Aline, Amanda e teve um Fernando na vida, sabe o quanto é uma situação muito difícil.

Quantos não se sujeitaram a isso (ser a(o) outra(o), mendigar amor, não ter amor próprio, autoestima ou ser mentiroso(a) e se aproveitar do sentimento verdadeiro alheio pra se dar bem) e muito mais, tanto homens como mulheres? Pode ter algum sentimento envolvido ou ser pura sacanagem. Mas a segunda opção, ganha disparado. Eu conheço um monte! E ainda se orgulham disso. E mais, condenam a Amanda por ser mulher. Porque ainda em 2015, no século XXI, vivemos numa sociedade machista. Porque se fosse o Fernando que saísse caindo em cima matando, seria aplaudido e enaltecido. Cara "pica das galáxias". Mas se é uma mulher sucumbido aos seus extintos e sentimentos, é cachorra, puta, piranha. E o Fernando, tadinho, não teve outra alternativa senão se entregar. Ele que era o compromissado com outra não podia dizer não, não podia resistir, não podia esperar, não podia respeitar e se dar ao respeito. Porque homem, no fim das contas, tem que ser homem. E Aline, assim como Talita, muito recriminada por ter noite tórridas de amor com seus homens "peguetes", mas e aqui fora o que mais vemos acontecer no mundo? A maioria das nights, dos encontros e demais termina na cama mesmo. E muitas vezes não passa de uma noite ou algumas poucas vezes e, algumas vezes nem se quer outra coisa além disso mesmo, de ambas as partes. No português claro: uma putaria só e muita gente acha normal!

Mas porque a Globo mostra é manipulação, pouca vergonha, desvirtuando da moral e dos bons costumes, acabando com sagrada família e etc, como o povo agora tem mania de falar. Eu discordo totalmente disso, todo mundo lá é grandinho, maior de idade e vacinado e sabe muito bem o que faz e as consequências disso. Ninguém fez nada obrigado e a grande maioria, na minha opinião, apenas repete lá dentro o que cansa de fazer aqui fora e aqui é legal. Porque se você é homem, torce para aparecer uma Amanda ou uma Aline na sua frente. Mas ver na tv é questionável. Porque se você é mulher e não quer nada com nada, você pede a Deus todos os dias um Fernando fodástico na sua vida e não se importa de pagar de Amanda. Mas a Amanda do BBB tem que agir diferente porque é feio mulher fácil. 

Engraçado não? De acordo com as prioridades, os desejos e as situações, tudo passa a ser questionável ou não! No mais é problema deles e de cada um o que se vive, não? E ninguém tem nada com isso, não é da conta de ninguém a vida de cada um. Mas engraçado, me incomodou certos comentários preconceituosos e cheios de puritanismo e moral vindo de gente que não tem nada disso para cobrar de ninguém. Como a minha vida não vai mudar por conta disso, pra que me desgastar entrando em discussões acaloradas e conflitos de interesses. Só me divirto! Até porque todo drama de amor tem suas pitadas engraçadas. E quem eu queria que estivesse na final mesmo, não chegou até lá que foram Marisa e Adrillis. Mas Deus tá vendo! E fecho com um ditado que sintetiza tudo "prefiro ser um pecador verdadeiro do que um religioso hipócrita".

Afinal de contas... quem nunca?





6 de abril de 2015

Dando conta da sua própria vida!


"Não sei se viajo ou se compro uma bicicleta..."

Desde que vi esse comercial do Itaú fiquei pensando num monte de coisas... A insegurança das pessoas geralmente fica em torno das mesmas questões: apego com o que conquistou até hoje, idade (se achar muito velho para viajar), e preocupação com o que os outros vão pensar. Entendo que inseguranças são quase incontroláveis, mas existem algumas maneiras de contorná-las. E refletir fora da caixa é uma delas. Vamos pensar…

Você sempre vai perder de um lado (ou desapega!): Uma pesquisa feita pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) perguntou aos brasileiros qual era seu maior sonho de consumo. Viajar ficou com o primeiro, segundo e quarto lugar – viagem internacional, viagem nacional e viagens de fim de semana, respectivamente. O terceiro lugar foi comprar um carro. Um resultado surpreendente e positivo. Talvez a maioria das pessoas já esteja entendendo que é mais interessante colecionar experiências do que bens materiais. E deixar de comprar e ter coisas é uma escolha quase inevitável quando você decide viajar. Dependendo da intensidade da viagem pode ser deixar de comprar um carro, comprar roupas, decorar a casa… Ou escolhas ainda mais profundas como deixar um emprego, deixar de morar sozinho ou vender suas coisas. A boa notícia é que tudo isso é recuperável. Dinheiro vai e vem o tempo todo e empregos estarão sempre disponíveis a pessoas esforçadas e qualificadas.

Você não é velho(a) para viajar: Não importa a sua idade, nunca é cedo ou tarde demais para viajar. É super comum encontrar pessoas de diferentes idades em todos os lugares. Não importa se você está em Machu Picchu ou na Europa, sempre haverá viajantes de vinte e de sessenta anos. Dia desses, ouvi surpresa que deveria ter feito meus planos de viagem aos vinte e não agora, aos trinta. Mas eu fiz aos vinte! É que não vejo razão para parar aos trinta. Sei que é esperado que nessa idade as pessoas estejam mais preocupadas fazendo planos para casar e ter filhos e não planos de viagens. Mas isso nos leva à próxima linha de pensamento…

Pare de se importar com o que a sociedade pensa de você: Não há nada de errado em querer casar e comprar apartamento invés de sair viajando pelo mundo, ou fazer os dois, ou nenhum ou não gostar de viajar. A questão está em você deixar de fazer o que tem vontade preocupado com o que os outros vão pensar de você. Engraçado as pessoas esperarem que você tome decisões tradicionais na vida, mas admirarem figuras que tomaram rumos diferentes dos convencionais. Imagina você que Elizabeth Gilbert, autora do livro Comer Rezar Amar se separou do marido aos 32 anos sem vontade de ter filhos para fazer uma viagem por um ano em três países diferentes. Em seguida escreveu o livro que virou um best-seller e ainda um filme conhecido no mundo todo. Ou seja, quantas pessoas não se interessaram pela história não convencional de Gilbert? Ou então a história do brasileiro Amyr Klink, que se formou em Economia mas na verdade se tornou um grande velejador. Casou-se aos 41 anos, mesmo casado e com duas filhas, continuou suas expedições solitárias a bordo de seus barcos. São figuras que não se preocuparam com as convenções sociais e que são admiradas pela maioria das pessoas por suas decisões de vida. Se esperam que você esteja casado aos trinta, com dois filhos, bem-sucedido, trabalhando como advogado ou engenheiro, isso não é problema seu. Se você é independente, só há uma pessoa que você deve alguma satisfação: você mesmo. Porque você sabe, um dia essa conta chega pra você pagar. É a sua consciência te perguntando aos trinta porque você não estudou o que gostava, te perguntando aos quarenta porque você não trabalhou com paixão, te perguntando aos cinquenta porque não viajou mais vezes; cobrando uma resposta por não ter realizado os seus sonhos. E o que você vai responder? Somos nós que temos que estar satisfeitos e de bem com as escolhas e decisões que tomamos para a nossa vida. O erro está em querer dar satisfações demais para quem não está interessado em entender suas razões e motivos. E nisso, passamos uma bom tempo tentando provar que não precisamos provar nada pra ninguém. E o tempo passou... Preocupemo-nos apenas com as expectativas que criamos para nós e que podemos frustrar. O que já é muito! Não podemos lidar com as expectativas que os outros colocam nas nossas costas. A única pessoas que vamos decepcionar por não sermos fiéis aos nossos sentimentos, desejos e sonhos, somos nós mesmos. E essa conta é difícil de prestar!