9 de dezembro de 2014

8 de dezembro de 2014

Assumindo seu próprio eu!


Ando me policiando tanto pra não repetir atitudes que condeno. Gente que acha que a opinião dela é essencial e que ser honesta é falar suas verdades mesmo que elas ofendam, mesmo que o assunto em questão não lhe diga respeito. Têm opinião formada sobre tudo: Sobre o corte de cabelo, a aparência, o fim do namoro, o começo de alguma relação, a escolha do curso, a demissão do emprego, jeito de criar o filho, até o que o outro sente elas sabem... E perdão pela palavra, mas é isso: As cagações de regras são muitas. E não basta ter uma opinião, elas precisam vomitar suas verdades na cara de quem não perguntou nada, não quis saber, não pediu conselho. E muitas vezes são opiniões carregadas de hipocrisia, coisa de quem não consegue viver as regras que dita, mas espera que os outros consigam.
 

A verdade é que o outro tem que ser livre pra errar, tropeçar, cair, levantar, recomeçar, e sinto informar: sua opinião tão valiosa é dispensável. Pode guardar. Minhas regras eu dito, meus erros eu mesma condeno (e sei ser bem crítica comigo), minhas escolhas vão alterar minha vida, ou seja: elas são minhas. Intransferíveis. Então, meu bem, vá lá aproveitar sua vida sem defeitos que do meu caos cuido eu.

Excessos me incomodam e gente perfeita demais me causa náuseas. Não tenho paciência pra arrogância e tenho repulsa a quem nunca tem culpa de nada, mas se vitimiza com tudo. Tem gente que não cresce, não amadurece, se estacionou na petulância, no orgulho e pra se fazer de bonzinho(a) , arranca até a roupa do corpo mas não perde a banca de querer ser "gente do bem" . Ando vacinada com este tipo de pessoa , que não mostra a face , mas faz seguidores pra ganhar aplausos e ter um público em sua defesa. Precisamos ser mais honestos com a gente mesmo, encarar a realidade da vida e aprender que o tempo é cuidadoso , mas também impiedoso , e quando ele resolve deixar os ventos tomar conta , sai de baixo, que as máscaras voam. Bora viver a vida, bora ser quem a gente é, com defeitos, com falhas , com sentimentos ... porque a vida cobra transparência , e falsidade Deus abomina.





6 de dezembro de 2014

Excesso de felicidade enjoa...


Não pode mais ficar triste. Não pode gastar alguns (muitos) minutos lamentando o que passou ou o que nunca vai acontecer, não pode atravessar os dias olhando pra dentro, suspirando entre uma lamentação ou outra, querendo distância de gente feliz-sorridente-positiva demais. Não pode desejar um tempo pra si e se esconder embaixo do cobertor vendo filme deprê-água-com-açúcar enquanto o mundo lá fora comemora sei-lá-o-quê. Eu me recuso a forjar felicidade, a dizer "tudo bem" enquanto tudo vai mal, a rir sem achar graça e enxugar o rosto porque minhas lágrimas incomodam alguém.
 

Não dá pra viver desacreditando, mas ninguém é feliz o tempo inteiro e fingir que não está doendo é dor em dobro: e eu me recuso. Deixo doer, deixo o (meu) tempo passar, deixo a vida curar, aceito as feridas sem ter medo de novos tombos, aprendi isso na marra, e não vou esconder a cicatriz porque 'os outros' querem que eu faça isso. Quando dói eu desabo, eu choro, eu me arrependo dos erros mesmo sabendo que ajudam no aprendizado, eu reclamo, eu me pergunto 'e se fosse diferente?', eu demoro a aceitar. Mas eu não ignoro a dor, só me esforço para lidar com ela e entender que é inevitável senti-la vez ou outra, mas que ela está só de passagem, raramente vem pra ficar.

E em um mundo onde tantas pessoas estão mais preocupadas em fotografar o momento feliz do que em vivê-lo eu sou aquela que prefere sentir cada segundo e tirar dele o melhor de mim. Não espero que entendam ou aprovem, só quero me preocupar mais em 'ser' do que 'parecer' e assim poder ficar em paz comigo, com o que eu sinto e com quem eu -realmente- sou. Tudo que é demais enjoa e não faz bem, assim como a felicidade não foge a regra. Em tempos onde todo mundo precisa provar felicidade e perfeição e esfregá-la na cara dos outros, eu prefiro meu mau-humor, minha tristeza, minha raiva ou frustração, minha chateação, minha descrença, meu dia de chutar o balde, o pé da barraca e querer que o mundo se dane porque eu só quero curtir o que sinto, sem me preocupar com os outros e sim comigo mesma.



5 de dezembro de 2014

Sou uma soma, um misto de coisas e de uma fé em mim que eu nem sei de onde vinha...


Nos últimos dias o mundo lá fora tem passado 'batido' pra mim. Estou ocupada demais olhando pra dentro. Tenho sido dura comigo: ando me dizendo verdades que ninguém tem coragem de dizer (e eu nem aceitaria que dissessem), reconhecendo derrotas, aceitando que muitas coisas chegaram ao fim mesmo contra a minha vontade, e tirando da minha vida quem não me acrescenta, pelo contrário: me diminui.
Também tenho me esforçado pra lembrar das tantas vezes que tentei e consegui. Do quão capaz eu era de 'me virar' sozinha, de transformar angústias em aprendizado, de dar a volta por cima quando muita gente no meu lugar teria ficado pelo caminho lamentando, chorando os não's da vida.

Nada foi muito fácil pra mim. Travei batalhas com a vida que teriam derrubado muita gente metida a valente. (Por onde anda aquela moça que acreditava em si mesma?) Encarei ausências de pessoas que são essenciais ao nosso crescimento, fui muitas vezes meu próprio colo, meu próprio ombro. Chorei sozinha quando não consegui corresponder às expectativas de pessoas que diziam 'só querer o meu melhor'. Nunca fui boa pra seguir padrões: quebrei muitas regras e parti a cara e o coração muitas vezes também. Mas eu mesma juntei os cacos e recomecei. Senti vontade de abrir mão de mim, até me abandonei por algum tempo. Não conseguia me imaginar vivendo um futuro feliz e olhar pra trás me doía: só me restava a desistência. Cansei de ouvir que eu precisava 'esquecer, dar um jeito, me sentir melhor, superar, me ajudar', mas a cada palavra de quem exigia de mim o que eu (achava que) não conseguiria alcançar, eu sentia mais vontade de sumir do mundo.
Hoje eu assumo a culpa por quase tudo que sofri. Tantas vezes deixei que me magoassem (mesmo que inconscientemente) pra me castigar, pra poder me vitimizar, pra sentir pena de mim mesma.
Mas também me perdoo. Passou, não vai voltar, e ficar remoendo mágoas, carregando culpas, arrastando corrente pelo que não pode ser mudado não ajuda, só pesa, aperta o peito, me faz me sentir menor. Resolvi deixar o passado passar e aceitar que sou o que sou por causa dos tombos, dos tropeços, das lágrimas, das derrotas, mas também por causa de todas (muitas) as vezes que eu poderia ter desistido e segui em frente e enfrentei meus medos.
Sou a soma dos fracassos, das conquistas e de uma fé em mim que eu não sei de onde vinha. O fato é que tem muita vida pela frente e pra lá que eu vou olhar. Porque a maturidade me ensinou que o primeiro passo é o começo de tudo que pode ser bonito, é só levantar e caminhar.



4 de dezembro de 2014

(...) Porque minha essência clama por escrita!







Parabéns pra você!


Hoje é o dia dela, do meu ex-bebê, da minha afilhada mais velha. Ontem um toquinho de gente que eu peguei no colo no seu 2° dia de vida, toda sorridente. Hoje completando 17 anos, quase uma professora. 

Ao longos destes anos a vi crescer e se tornar uma linda pessoa. Apesar de parecer quietinha tem muita determinação e opinião própria. E é meiga até pisarem em seu pé. Principalmente quando está com sono e com fome rs. Mas tem um coração enorme, cheio de bondade e muito amor pra distribuir ao mundo! 

Tenho muito orgulho de ser sua madrinha e poder ter contribuído em sua caminhada até aqui. E ao que parece, além do nome Fernanda, temos muito em comum, como a paixão pela dança, pela cor azul, por macarrão e queijos rs, e adorarmos anéis e sapatos. Ah e você ama desenhar e desenha super bem! Já eu, muito mal o bonequinho da forca rs. 

Espero que não só hoje mais por todos os dias da sua vida que papai do céu ilumine, te guarde e te guie, abençoe seus caminhos. Que você tenha sempre muita saúde, amor e paz no coração. Que sua vida seja de muito sucesso e conquistas. E que apesar das quedas e dos contratempos da vida que você nunca perca esse seu jeito meigo e carinhoso, alegre e sonhadora, ao mesmo tempo madura mas com certa inocência. Esse seu jeito que faz de você uma pessoa especial e que encanta a todos à sua volta. 

 Sempre estarei aqui pra você, como sempre estive, como madrinha, um pouco mãe, amiga ou qualquer coisa que você precisar, não apenas para te inspirar na vida como você me diz, pra te ajudar, pra te dar broncas quando precisar rs e pra te aplaudir! 

Feliz aniversário! Que seu dia seja maravilhoso e sei que vai ser, pois você merece e MUITO! 

Mega, super, hiper beijokas virtuais porque o abraço mesmo só mais tarde rs. 
Amo você, minha eterna Nanã!



3 de dezembro de 2014

Clima de natal no ar...



"E o mês de Dezembro chegou. Dezembro é sempre mágico, é o encontro ímpar de passado e futuro, é a hora da reflexão e dos desejos, de enxugar as lágrimas do que não volta mais, e do sorriso de expectativa. Dezembro é Natal, é beleza, é o momento da redenção, da Fé, do perdão, de lembrar dos esquecidos, dos desesperados, de enxergar além do próprio umbigo. Dezembro é o mês de sermos mais humanos e estarmos mais sensíveis. Dezembro é exceção, mas deveria ser rotina, é exemplo que deveria ser seguido. Dezembro é o mês em que nos tornamos melhores, seja para compensarmos o que não fomos o ano todo, seja para começarmos a mudar para o ano que chega. Dezembro é festa. Reveillon. É promessa de mudança, é chama acesa. Dezembro ainda é um ótimo mês para nascer, sim nascer em Cristo Jesus, se render a Ele, convida-lo para entrar em nossos corações e nunca mais sair".




2 de dezembro de 2014

Felicidade não anunciada





Eu gosto de quando a felicidade não se anuncia. 
Ela vai invadindo, chegando sem pedir, tomando conta, deixando o ar leve e contaminando. 
Desse jeito, não há tempo para sentir medo ou frear. 
Quando vê, já se é feliz! 
Sente-se que é feliz. 
Não se corre o risco de estragá-la antes do momento ou fechar as portas para ela.
 Ninguém a vê. 
Ela é invisível demais para os nossos olhos descrentes. 
Por isso, gosto do jeitinho atrevido dela de chegar sem ser percebida. 
Gosto de um dia descobrir que aquele sorriso sem motivo, é só a felicidade.

1 de dezembro de 2014

Next stop, EUA !

Hoje meu coração tá apertadinho. Um pedacinho de mim vai me deixar (fisicamente). Vai pra uma nova casa, uma nova vida, um novo país. E eu, já aqui saudosa e sem saber quando voltaremos a nos ver ou nos falar até tudo por lá estar estabelecido, fiquei aqui pensando num jeito de fazer um recorte dos nossos melhores momentos. 

Mas assim que comecei, vi que seria uma missão impossível! São tantos os momentos, tantas histórias, lugares, nights, tanta coisa e tanta gente que nem saberia por onde começar. Não dá pra enumerar alguns momentos em mais de 10 anos de amizade. Lembro de nós novinhas, entrando na facul, com sonhos e planos de sobra, sedentas por ganhar o mundo, viver. E por obra do destino ou não, nossos caminhos se cruzaram. Quatro pessoas completamente diferentes unidas por uma simples empatia, que mais tarde tornou-se laços fortes de amizade, cumplicidade e lealdade que ultrapassaram anos. Anos esses em que nossas vidas mudaram muito. Trabalhos, maridos e filhos passou a fazer parte do nosso vocabulário, assim como inúmeras responsabilidades e compromissos de gente grande. E mesmo assim, com algumas restrições, ainda sim continuávamos ali. 

Nesse meio tempo, vieram aos poucos os Cájos, namorados, noivos e posteriormente maridos ou namoridos, e que só vieram a somar, trazendo sentimentos e energias boas, e embarcaram com a gente em nossas histórias e momentos mil. E isso sem falar de nossas famílias onde todo mundo é um pouco pai e mãe e um pouco filho de todos. Essa doideira mesmo que pra gente faz todo o sentido sermos juntas e misturadas. 

Com muito sacrifício consegui reunir uma pequena quantidade de fotos (são muitas e muitas rs) e que podem contar em silêncio um pouquinho da nossa história. Mas sem dúvidas, ainda vão representar pouco o que vivemos: as idas pra Pet, as micaretas, as festas e nights, os encontros na sede, as aprontações na facul. E isso nos rende até hoje boas e gostosas risadas quando nos encontramos. E passamos a perceber o valor do tempo e das pessoas na nossa vida. Uma pessoa não se torna especial pelo tempo que está na nossa vida somente ou por tudo que é capaz de fazer por nós. É especial sobretudo na ausência, no que não faz e principalmente no que seríamos capazes de fazer por ela. 

É é isso! Por vocês eu faço tudo, dou o melhor de mim. Certa vez li em algum lugar que o melhor que se pode dar a alguém é seu tempo, sua atenção, seu amor, seu cuidado, sua risada, seu ombro amigo, seu respeito, seu silêncio se assim desejar, se doar. E talvez seja essa a nossa receita, nos doamos e nos amamos. Mesmo brigando aqui ou desentendendo ali, não concordando acolá. Mas que irmãs vivem em perceita harmonia? Somos diferentes, com vidas, pensamentos e ideologias e visões da vida diferentes. Mas em nada altera o nosso gostar. Justamente por conta disso praticamos o respeito às diferenças de gosto, opinião. Porque na verdade, é o que nos une que nos fortalece e quando estamos juntas, brilhamos mais, rimos mais, somos mais e nem vemos a hora passar e são assuntos que não acabam mais, mesmo nos falando quase todos os dias de algum jeito. 

Não poderia ser mais feliz e abençoada por ter esses 3 (6) anjinhos na minha vida. Que tornam suportáveis os dias ruins e melhores ainda os bons. E ficam todos os pôr do sol vistos, nossos almoços, nossos brindes, nossas danças malucas, nossos apelidos e histórias tão nossas de nosso mundinho perfeito em nossas imperfeições. 

E o que eu espero é que seus caminhos Danielle Masi e Paulo Aguiar sejam de muito sucesso, saúde, amor e paz. Que tenham muitas conquistas, realizações e prosperidades. Que o lar de vocês seja de muita harmonia e união. E que essa coisa linda do Vininho, meu afilhado amado, seja muito feliz e tenha uma vida maravilhosa. 

Não vou dizer adeus e sim um até breve, pois logo logo estarei aí com vocês. Logo logo seremos nós 4 de novo. E logo logo teremos mais históricas e micos para add à nossa listinha lá nos "esteites". E nada de ter vontade de chorar hein? (ainda bem que você nunca chorou tudo que disse qye ia chorar kkk. Rio alagando em 3,2,1). Vão com Deus e sigam com ele guiando e iluminando os caminhos de vocês todos os dias.

E vamos escrever mais uma etapa da nossa amizade, agora à distância, mas não menos forte. Qq coisa grita daí que a gente resp daqui, como sempre! Pensamento positivo na mala e no coração e simbora... Amo vocês, amigas, irmãs, dindas, cumadres e afins (acho que não tem lugar pra mais rs). 

#amorpratodavida #amormaiorqueoinfinito #amomaisquechocolate 

Ps: ninguém faz hastags melhor que vc Dani kkkkkk... se quiser, pode cont.

See you! Love you!





I don’t care!


"Desisti. E isso é a coisa mais triste que tenho a dizer. A coisa mais triste que já me aconteceu. Eu simplesmente desisti. Não brigo mais com a vida, não quero entender nada. Vou nos lugares, vejo a opinião de todo mundo, coisas que acho deprê, outras que quero somar, mas as deixo lá. Deixo tudo lá. Não mexo em nada. Não quero. Odeio as frases em inglês mas o tempo todo penso “I don’t care”. Me nego a brigar. Pra quê? Passei uma vida sendo a irritadinha, a que queria tudo do seu jeito. Amor só é amor se for assim. Sotaque tem que ser assim. Comer tem que ser assim. Dirigir, trabalhar, dormir, respirar. E eu seguia brigando. Querendo o mundo do meu jeito. Na minha hora. Querendo consertar a fome do mundo e o restaurante brega. Agora, não quero mais nada. De verdade. Não vejo o que é feio e o que é bonito. Não ligo se a faca tirar uma lasca do meu dedo na hora de cortar a maça. Não ligo pra dor. Pro sangue. Pro desfecho da novela. Se o trânsito parou, não buzino. Se o brinco foi pelo ralo, foda-se. Deixa assim. A vida é assim. Não brigo mais. Não quero arrumar, tentar, me vingar, não quero segunda chance, não quero ganhar, não quero vencer, não quero a última palavra, a explicação, a mudança, a luta, o jeito. Eu quero não sentir. Quero ver a vida em volta, sem sentir nada. Quero ter uma emoção paralítica. Só rir de leve e superficialmente. Do que tiver muita graça. E talvez escorrer uma lágrima para o que for insuportável. Nada pessoal. Algo tipo fantoche, alguém que enfie a mão por dentro de mim, vez ou outra, e me cause um movimento qualquer. Quero não sentir mais porra nenhuma. Só não sou uma suicida em potencial porque ser fria me causa alguma curiosidade. O mundo me viu descabelar, agora vai me ver dormir. Eu quis tanto ser feliz. Tanto. Chegava a ser arrogante. Tanta coisa dentro do peito. Tanta vida. Tanta coisa que só afugenta a tudo e a todos. Ninguém dá conta do saco sem fundo de quem devora o mundo e ainda assim não basta. Ninguém dá conta e quer saber? Nem eu. Chega. Não quero mais ser feliz. Nem triste. Nem nada. Eu quis muito mandar na vida. Agora, nem chego a ser mandada por ela. Eu simplesmente me recuso a repassar a história, seja ela qual for, pela milésima vez. Deixa a vida ser como é. Desde que eu continue dormindo. Ser invisível, meu grande pavor, ganhou finalmente uma grande desimportância. Quase um alivio. I don’t care."

O texto é da Tati Bernardi, mas me traduz.