29 de novembro de 2013

Renove-se





"Hoje eu levantei da cama com vontade de ser feliz. É isso mesmo: ser feliz, distribuir felicidade, sorrir e levantar a cabeça para o céu e sentir uma brisa leve passar. Sabe essas coisas simples, que quase nunca fazemos. Simplesmente se deixe ser feliz, ser alegre, de bem com a vida. Me diz o que você ganha acordando todo dia triste e mau-humorado? Absolutamente nada! Então amanhã quando acordar; pense se vale a pena desperdiçar o precioso tempo que tem vivendo amargurado por aí. Então, se quiser, também pode: Acordar. Espreguiçar. Ficar horas na cama. Pensar. Sonhar acordada. Levantar. Vestir um blusão. Prender o cabelo. Sorrir. Lembrar. Comer chocolates. Assistir filmes sozinha. Rir sozinha. Imagina coisas. Abraçar amigos. Viajar. Histórias pra contar. Coisas pra escrever. Sonhar. Realizar. Sentir medo. Sentir frio. Se esconder do mundo. Abrir a janela. Ver o sol brilhar. Sorrir ao ver alguém sorrir. Ter um colo. Ver um sorriso. Ser amigo. Ser amada. Amar. Aconchegar-se. Ser quem você é. Viver como você pode. Ser feliz com quem você quer. Ser surpreendida. Criar seu destino. Ser feliz, e mais nada. E depois que fizer isto, sorrir!"


Tenha um bom fim de semana!



13 de novembro de 2013

Aprendendo com as páginas de um livro...



E quem disse que não se aprende com livros? E não tô falando de livros de estudos ou autoajuda não. Com esses é obvio que se aprende, pois o propósito deles é ensinar. Tô falando dos livros de ficção. Tô falando das histórias criadas dentro da mente de pessoas que conseguem traduzir emoções em palavras. Quando compramos um livro, não compramos apenas folhas e letras, algumas figuras. Compramos a alma de alguém se dedicou longos meses, abdicou de muitas coisas e pessoas para conseguir colocar ali, com verdade algo em que acreditou, experiências pelas quais passou. Não é apenas um sonho ou uma realização que faz com que alguém se motive e se abra, se exponha. E não tô falando do livro objeto propriamente dito. Tô falando do seu conteúdo!

Tenho lido muito ultimamente. Sempre gostei de ler, mas não sei porque nos últimos tempos tenho sido tomada por uma vontade quase incontrolável de uma necessidade de ler absurda. E quando eu leio, eu me desligo de tudo. Eu vou para um mundo paralelo, independente desse mundo ser descrito no livro. Eu crio minhas próprias cenas na cabeça a partir das descrições de lugares, dos personagens, as  situações. Eu mergulho de corpo e alma para absorver cada linha que meus olhos conseguem ler. E eu sinto, de fato, a alegria, a dor, o medo, a angústia, a incerteza, o desespero, a satisfação que a história quer transmitir. Eu rio, choro, fico com raiva, fico com pena. Consigo ser tocada de uma tal maneira que é como se tivesse acontecendo comigo de verdade cada coisa relatada nas histórias. E quando eu pego para ler e não paro mais. Claro que em 24h a gente tem que fazer muita coisa, mas eu procuro sempre ter o livro comigo, para que assim, nas horas vagas, seja possível retomar a leitura. Quando paramos a leitura quebramos todo um clima, uma atmosfera que nos envolve. E quando retomamos, não é a mesma coisa. Até resgatar o clímax leva um tempinho. Por isso, a minha vontade, na verdade é não parar! Devoro o livro cada vez mais rápido! Tem dias que perco a noção da hora de tão envolta que estou.


Daí, em alguns (poucos) dias o livro acaba, e eu fico com aquela sensação de vazio! Pode parecer loucura, mas é uma relação que se cria estando em contato com histórias e sentimentos envolventes permanentemente. E de uma hora pra outra, não temos mais nada. Sou tomada pela saudade tão logo eu viro a última folha do livro e o fecho. E quando olho, no caso de ser grosso, nem parece que eu li aquilo tudo "da noite pro dia". E quando paro para avaliar, repassar rapidamente "a moral da história" na minha mente, vejo que aprendi tanto... Todas as experiências, todos os sentimentos, todo o desenrolar da coisa, toda mínima informação. Muitas vezes há uma grande identificação com determinadas situações ou com o jeito de ser do personagem. Eu nunca achei que um livro era só um livro. Que uma história era só uma historia. Tudo que te toca é capaz de te mudar. E eu me sinto tocada após uma leitura. Independente do desfecho. Daí, eu começo a avaliar a minha vida, as minhas situações, as minhas ações, as minhas experiências, as pessoas que me cercam, a minha história. E percebo que no fim, eu recebi um toque a mais e que de alguma forma marca, penetra no íntimo, uma semente é plantada. E eu acho que esse é o intuito de um livro, passar informação, mas acima de tudo, encantar! A gente até pode comprar o livro pela capa, pelo título, até mesmo pelo pequeno resumo ou por nada disso, compra-se aleatoriamente. Mas só folha após folha, linha após linha e que se descobre de fato a história, só aí é que a coisa é revelada e percebemos o porque compramos, passa a fazer todo o sentido. E na minha viagem muito louca, começo a pensar que de alguma forma, eu tinha que ler aquelas palavras. É como se fosse necessário para me acrescentar e me ajudar a entender algo maior. Sinto que de alguma forma, uma pequena parte de mim se modifica. A cada nova história e novos sentimentos, um pouco do livro fica em mim. E dessa forma, concluo que acabo aprendendo mais com um livro do que com a minha própria vida em 30 anos. Às vezes coisas de que não me dou conta, sentimentos mal interpretados, histórias mal resolvidas, o descobrimento do eu, a repercussão das minhas atitudes nos outros e vice e versa são apenas alguns aspectos que eu comecei a questionar e a reavaliar após algumas leituras.

Muita gente não espera mais do que relaxar, se distrair, pegar no sono logo ou passar o tempo com uma leitura. Muito pouca gente de fato se abre e mergulha de cabeça numa leitura sabendo que poderá sair daquela experiência um pouco diferente. A grande maioria lê superficialmente. As palavras não entranham e não têm o peso conforme o esperado. A grande maioria folheia o livro. Não o analisa, não se auto-analisa. Confesso que me surpreendi muito com essa minha nova postura, não só por estar me tornando uma leitora compulsiva e inveterada, mas estar cada vez me permitindo me doar. E que eu não me canse dessa troca! E que cada vez mais consiga ser fascinada por história interessantes, de bom conteúdo e reveladoras. Que cada dia tenha mais oportunidade de mergulhar nesse universo sem fim que é o da imaginação. E que eu nunca perca essa capacidade de me envolver e me encantar. E que eu consiga, cada vez mais, aumentar a minha biblioteca pessoal!


6 de novembro de 2013

Liberdade!


*Inspirado num livro que li: Métrica



Hoje acordei assim: extremamente introspectiva e de braços abertos para a Vida.
Por que lutar contra ela? 
Para ser infeliz e viver em um mar de lamentações?
A resposta é N.Ã.O!
A diferença está aí: por que vou perder-me naquele mar triste, escuro e sombrio se tenho este azul, majestoso e encantador?
Ah como é bom sonhar e, às vezes, deixar-se levar...
A vida é simples, nós que a complicamos!
Quero ser livre... livre e poder voar: voar em meus sonhos sem medo de cair, nem de se ferir e se isto acontecer, que eu tenha sabedoria para levantar, erguer a cabeça e seguir em frente, foi para isso que nasci!
Quero que o Vento leve-me com ele para que, juntos, possamos desvendar os mistérios da vida e seus enigmas; Quero cantar com os Pássaros sem medo de desafinar, cantar com a alma e exteriorizar minhas emoções;
Quero que o Sol empreste-me ou me doe um pouco do seu brilho e, talvez, eu também possa repassar tal bondade aos meus irmãos em Deus;
Quero ser como um Cometa que chega e nunca passa em branco, quero deixar algo de bom: acredito que seja esta minha missão, meu legado;
Com as adoráveis Estrelas quero dançar no azul do céu e me perder no branco das nuvens, espantar meus males e esquecer, ao menos, momentaneamente, os dogmas desta cultura de consumo;
Quero "perder", quer dizer, ganhar tempo ao lado da Lua, admirando noites negras e mágicas lá de cima e ,com ela, fazer poesias, textos de amor, deixar aflorar todo romantismo que há em mim;
Ah se eu pudesse..."SE" não: EU POSSO!
Posso ser quem eu quiser, pois me banho de chuva e esta lava e leva com ela minhas tristezas;
Quando me vejo em bosques, qualquer mortal não me encontraria assim, tão facilmente, pois me confundiria, certamente, com as Borboletas e, juntas, fazemos a festa em jogos de cores, magia e diversão;
Tem horas que me jogo em um rio qualquer e, pronto, já virei Sereia...
Brinco entre elas e tenho a real oportunidade de, também, ao lado delas, sentir meu lado Mulher, meu lado sedução e nós penteamos os cabelos sentadas em belas pedras, cantamos e encantamos;
Quem sou eu, afinal?
Alguém que "prefere ser uma metamorfose ambulante, a ter uma velha opinião formada sobre tudo".
Sou o que me convém em cada situação, vivo o presente sem temores e mergulho em cada momento que aparece em minha atribulada vida.
Posso viajar com o Vento agora e, daqui a pouco, mergulhar com as Sereias e me tornar uma delas...
A Vida é assim, basta abrir os braços e aceitar o que, de melhor, ela tem a nos oferecer!




4 de novembro de 2013